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Uma história de resultados positivos, negativos e inconclusivos, ilustra bem a saga da maioria dos cientistas desse mundo. Uma tônica comum dos ganhadores de prêmios Nobel é de como um fracasso, um resultado negativo ou um experimento que não deu certo, abriu caminho para os achados realmente importantes e quebras de paradigmas que resultaram nas suas premiações. Nem é preciso dizer que raramente temos a mesma sorte destes ilustres e brilhantes premiados, mas conto aqui um pouco da minha vivência quando iniciamos a busca de genes que pudessem explicar por que, de uma população acometida da doença de Chagas, em torno de 1/3 progride para uma cardiomiopatia crônica do tipo dilatada, enquanto a maioria dos demais permanece assintomático por toda a vida. Encabeçados por Edécio Cunha-Neto e com a estreita colaboração de Barbara Ianni e Charles Mady e outros médicos do InCor, iniciamos os estudos.
Hepatite autoimune e os 4 mosqueteiros
Lá nos idos da década de 90, após convite feito pelos médicos Paulo Lisboa Bittencourt e Gilda Porta, iniciamos, no Laboratório de Imunologia do InCor, estudos em uma doença bastante rara e que, no Brasil tem uma prevalência inusitada em crianças, à semelhança do que ocorre na Argentina.
Hoje quero contar um pouco sobre minhas experiências na lida com a diversidade, mais especificamente na área dos estudos em imunogenética.
Nosso caso de hoje é sobre estudo publicado em 2016 e revisado em 2019, um dos últimos que eu conduzi. A pergunta que originou o estudo era qual seria a fonte da variabilidade observada nos experimentos funcionais com células mesenquimais humanas: a) diferenças nos experimentos feitos pelos diversos grupos? b) diferenças devidas à origem das células (diferentes tecidos) empregadas nos experimentos? c) diferenças nos protocolos e processos utilizados, ou mesmo nos reagentes empregados? diferenças intrínsecas às células?
Ao início dessa mais nova guerra, me lembrei instantaneamente dos meus 6 anos, vendo minha família chegar num navio abarrotado de refugiados, bebês, crianças, idosos, pessoas de todas as idades, vindos da Hungria, com sua vida deixada para trás e só incertezas no futuro.
Nesse admirável mundo de seriados novos saindo a cada semana, inauguro aqui o seriado Goldflix de integridade científica e qualidade na pesquisa. Vou contar aqui pequenos casos, que aconteceram ao longo da minha carreira acadêmica, com maior ou menor sucesso, mas que tiveram em comum, a busca pela qualidade e fidedignidade do conhecimento alcançado, a partir de decisões tomadas sempre levando em conta a integridade científica.
Na qualidade de consultora com uma experiência pioneira em integridade científica, ofereço serviços para os diferentes interessados:
• auditorias pontuais ou contínuas, visando a excelência de projetos de pesquisa a serem propostos ou já em andamento,
• cursos dirigidos aos alunos de graduação e pós-graduação de instituições acadêmicas, sejam elas públicas ou privadas,
• avaliação e assistência visando a implantação de sistemas de qualidade na pesquisa, em nível institucional.
• além disso, passo a oferecer, este ano, os serviços de mediadora e de aconselhamento com objetivo de auxiliar as instituições a lidarem com os problemas decorrentes da conduta inadequada na pesquisa.
Um ano difícil para todos e para pesquisadores e estudantes acadêmicos em geral está terminando e aproveito esse último vídeo do ano para relembrar pontos altos do universo da integridade científica, aos quais tive a oportunidade de ter acesso.
Fiquei pensando como gostaria de encerrar esse ano de intensas atividades à frente da Goldberg Consultoria em Integridade Científica e Qualidade da Pesquisa e hoje, nessa primeira parte gostaria de revisitar com vocês o significado do que atualmente é chamado de QRP- questionable research practices. Á medida que as atividades voltadas para a integridade científica avançam em todo mundo, fica cada vez mais evidente que os ditos malfeitores, que habitam o noticiário, fornecem fofocas saborosas na comunidade científica e que são os maiores detratores do conhecimento de qualidade, são uma minoria e que, na verdade, são as práticas questionáveis, a ciência desleixada e a falta de empenho, os maiores causadores da perda de qualidade e confiabilidade na ciência.
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