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Final de ano chegando, como sempre, revisito o ano que passou, revejo tudo que fiz e o que aprendi de novo para aplicar no ano que vai começar. Estudar e se atualizar, assim como na carreira acadêmica, é essencial no desempenho de uma consultoria.
Aprendi uma nova essa semana. Economia da atenção é termo cunhado pelo psicólogo Herbert A. Simon, que recebeu o prêmio Nobel em 1978 pelo seu trabalho desenvolvendo a Economia Comportamental. De acordo com a Wikipedia, economia da atenção é uma forma de gerenciar a informação partindo da premissa que a atenção dos indivíduos é um bem escasso, aplicando vários instrumentos da teoria econômica na resolução de problemas de gestão da informação. Nesse contexto, de acordo com Davenport e Beck, a atenção é o engajamento mental focado num item específico de informação.
Em maio de 2022, o prestigiado ICMJE, comitê internacional de editores das revistas médicas, atualizou as suas recomendações, disponíveis no sua página (https://www.icmje.org/news-and-editorials/updated_recommendations_may2022.html). O ICMJE vem fazendo, ao longo dos anos, um trabalho tão eficiente que suas recomendações são seguidas por inúmeras revistas de impacto, mesmo que fora da área médica. São subscritas por grandes grupos editoriais como as editoras Nature e PLoS, além de uma extensa lista de revistas que não são sócias oficiais do ICJME (https://www.icmje.org/journals-following-the-icmje-recommendations/). E é do ICMJE, aquele conjunto de regras sobre autoria que a gente sempre repete.
A revisão de textos por peritos (peers) é muita antiga e já era praticada na antiga Grécia. De acordo com a Wikipedia, o termo foi usado como tal, pela primeira vez, no código de ética elaborado pelo médico sírio Ishaq bin Ali al-Rohawi no século 9 DC, com vistas a assegurar a correta indicação do que estava sendo proposto como tratamento dos pacientes.
A revisão de textos por peritos (peers) é muita antiga e já era praticada na antiga Grécia. De acordo com a Wikipedia, o termo foi usado como tal, pela primeira vez, no código de ética elaborado pelo médico sírio Ishaq bin Ali al-Rohawi no século 9 DC, com vistas a assegurar a correta indicação do que estava sendo proposto como tratamento dos pacientes.
Existe hoje uma grande insatisfação na comunidade científica e debates contínuos sobre os obstáculos gerados e os vieses existentes nessa forma de revisão que é empregada por todas as revistas internacionais sérias. Para pensar e debater essas questões, anualmente ocorre a Semana da revisão por pares (Peer Review Week), cuja nona edição teve lugar em Zurique, em setembro de 2022 (https://peerreviewweek.wordpress.com/), logo após o congresso internacional sobre o mesmo tema. O tema da semana foi: Integridade Científica: Criando e apoiando a confiança na pesquisa científica. Afinal, o propósito da revisão por pares não é só separar o joio do trigo, mas melhorar a qualidade da pesquisa como um todo.
Na esteira dos meus posts sobre oportunidades de carreira decidi conversar um pouco mais sobre esse assunto, que tem me preocupado desde sempre. Já na época em que iniciava a minha carreira, as vagas eram escassas, e por causa do regime militar, durante ao menos 15 anos, nenhuma vaga foi aberta nas universidades. Depois, ao longo da formação dos meus próprios alunos me vi conversando sobre o tema com todos eles, porque essa decisão é difícil e o sonho da carreira acadêmica está muitas vezes fora do alcance, pelos mais variados motivos. Um estudo de 2014 indicou que apenas 13% dos doutores (PhDs), nos Estados Unidos, desenvolve essa carreira (R. C. Larson et al. Syst. Res. Behav. Sci. 31,745–750; 2014, doi: 10.1002/sres.2210)!
O assunto hoje é sobre a evolução do pensamento em relação à avaliação do pesquisador e é o último dessa série. Para além da avaliação da pesquisa que atende às necessidades de países e organizações, há a necessidade sempre presente de avaliação do pesquisador como indivíduo, para responder às questões de quem financiar, quem contratar, quem promover, quem premiar, quem incentivar.
Nesse episódio quero contar um pouco sobre as diferentes modalidades e “peculiaridades” da avaliação da pesquisa em diferentes países. Como vocês poderão perceber, esta forma de avaliação de desempenho sofre impacto direto da cultura local, do tamanho da população, do nível de desenvolvimento tecnológico e científico do país, entre outros fatores.
No vídeo de hoje, um pouco dos marcos das discussões sobre avaliação da pesquisa.
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