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Estamos sempre a ouvir nas notícias. É a urgência de obstetrícia em Cerrada, é a urgência de pediatria em Cerrada, é a urgência de ortopedia em Cerrada, é a urgência de cardiologia em Cerrada… Vamos todos, mas é, morar para Cerrada. Ou, então, implementar a Linha Saúde 24. Não, não é essa. Esta linha dá é só para os médicos que adormecem em serviço, dá mais energia. Ouça Isto é Gozar com Quem Trabalha em podcast.
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Esta semana, Ricardo Araújo Pereira começa com uma história “inspiradora”, a de um professor que foi colocado a 430km de casa e que, por isso, pernoita no carro, nos estacionamentos dos supermercados. O Governo chama-lhe “colocação de professores”, mas ninguém é veradeiramente colocado, diz o humorista. “Colocar pressupõe um certo cuidado. Isto é arremesso de professores. É como dizer que uma noiva coloca o buquê. Não coloca, ela atira à balda”. Oiça o Isto é Gozar com Quem Trabalha em podcast
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É o mais alto “magistarado” da nação. É o mais alto porque está num andaime a dizer coisas cá para baixo. “A filha ainda é mais gostosa que a mãe”, “vê lá se te constipas, com esse decote, tens isso tudo de fora”, “senta-te aqui ao protocolo do pai”, “juro defender, cumprir e fazer cumprir a tua constituição, que é bem boa”, “já sei como é que vos vou condecorar às duas. Com uma ordem de mérito e uma comenda. Ordem de mérito: mãe; comenda: filha.” Sr. presidente: às vezes, a gente vê um decote, pensa no decote, até pode guardar para arquivo, mas não é obrigatório falar no decote. Faça como as leis. Não promulgue logo, envie para o tribunal constitucional. O programa foi exibido na SIC a 17 de setembro.
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António Costa em silêncio optou por não dizer nada, portanto, vejam bem a dimensão da afronta a Marcelo. Talvez um político menos astuto que o Costa ficaria em silêncio, mas não se lembraria de não dizer nada. Ao menos, há equilíbrio: um primeiro-ministro que não fala e um Presidente da República que não sabe estar calado. No fundo, Costa só queria ter ficado a jogar playstation no quarto, Marcelo é que insistiu: “Vá lá, tens de vir ao Conselho de Estado. Vem cá o tio Cavaco, eu sei que não gostas dele, mas vais ter de lhe dar um beijinho”. Esta foi a crise de adolescência, que esta semana deu que falar pelo que não disse, do nosso primeiro mimonistro. Ouça Isto é Gozar com Quem trabalha em podcast, programa emitido na SIC a 11 de setembro.
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Que nojo. Então um evento destes, que nos deu tanta coisa de valor, como o sorriso de um peregrino, a energia da juventude, o xixi. Ah, mas o Moedas disse que ia dar milhões e enganou-nos. Não enganei, está no nome: "Jor-nada". Está lá: nada. Quanto é que isto vai dar? jor-nada.
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Com Portugal a ir a banhos no primeiro verão com a covid-19 no ar, em maio de 2020 era importante "desincentivar a circulação aleatória em áreas ocupadas". Não era para andar na praia à balda, sem mapa ou noção prévia de qualquer movimentação. Podíamos ir ao snack-bar, mas não ao bar. O único sítio em que se podia beber vinho e ouvir música ao vivo era na missa. Já de camisa e gravata, Ricardo Araújo Pereira recebeu aquele que na altura era o presidente da Câmara de Lisboa que queria uma Baixa sem carros e que os residentes recebessem apenas até 10 visitantes por mês. Fernando Medina tinha pedido e o universo fez-lhe a vontade.
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Depois da pandemia, o mundo nunca mais seria o mesmo. As nossas prioridades passaram a ser outras, pusemos de lado tudo o que é supérfluo e concentrámo-nos nas grandes questões: “A água está boa?” “Como assim, está fresquinha, se ali em cima me disseram que estava boa?”. À entrada para o primeiro verão condicionado pela covid-19, lições regulares de autofiscalização e jornalismo de investigação: confrontar fontes, reunir testemunhos, tirar dúvidas com o pé. Todos em Portugal eram heróis, espectaculares a ficar em casa, espectaculares a sair de casa. Assim eram as prioridades em maio de 2020.
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Vingança e contabilidade, Shakespeare e Deloitte. Assim foi a estreia da telenovela ‘Auditorias de Paixão’ no Isto é Gozar com Quem Trabalha. Uma telenovela de 2020, mas que bem podia ser dos dias de hoje, bastava trocar a palavra ‘bancos’ por ‘TAP’. A família socialista tem uma história de muitas, muitas temporadas, como todas as boas novelas. Recorde episódios anteriores com o podcast Isto é Gozar com Quem Trabalha.
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2020 não foi só Covid. Na semana assinalada por este episódio de Isto é Gozar com Quem Trabalha, já se começava a falar menos do novo normal, lidar com o vírus, para se falar mais do velho normal… os sucessivos empréstimos ao Novo Banco. Para quem dizia que já pagava se parasse de ouvir falar do Covid, Centeno fez-lhes um favor e pagou mesmo. Pagou oitocentos e cinquenta milhões. “Um bocado caro, não?”, questiona o humorista. Não faz mal, porque os portugueses ajudam os bancos e quando os portugueses precisam do Novo Banco ele é o primeiro a dizer ‘presente’. E também ‘apresente’… 14 formulários impossíveis de preencher, quatro fiadores, prova de esforço, uma amostra de urina. Com o programa de Ricardo Araújo Pereira recorda com muito humor as polémicas que marcaram 2020, ouça agora em podcast.
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Neste regresso a 2020, o Isto é Gozar Com Quem Trabalha não goza com os primeiros estabelecimentos a abrir portas após o confinamento: Cabeleireiros, restaurantes, dentistas, lojas de roupa… É o Costa a dizer-nos: vocês estão com mau aspecto. E assim podemos ir comprar roupa, arranjar os dentes e tratar do cabelo. Nesta altura, é justo termos uma palavra de apoio e reconhecimento aos cabeleireiros, os profissionais que vão estar na linha da frente do holocausto capilar, a tratarem de pessoas que estiveram 50 dias em quarentena. Este episódio foi emitido na SIC a 3 de maio de 2020.
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"Normalmente, as pessoas de quem a gente fala têm empregos a sério, ao contrário de nós. São ministros, empresários, banqueiros... Basicamente, o que a gente faz é gozar com quem trabalha" R.A.P.
Veja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt
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