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O verão passou, a realidade ficou — e que realidade. O programa *Isto É Gozar com Quem Trabalha* regressou com o balanço que o país merecia e que ninguém pediu, mas todos precisavam: Cabrita ainda no governo (e a velocidade do carro ainda por apurar), um iraquiano suspeito de terrorismo que recebeu em casa o primeiro-ministro, o vice e o Presidente da República no seu restaurante — porque se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, de preferência pedir a carta —, um juiz negacionista que parece moderar orgias em vez de manifestações, e António Costa a percorrer o país inteiro a lembrar, com toda a subtileza de uma bazuca, que é *ele* quem tem o cheque do Plano de Recuperação e Resiliência. Que, para quem não ouviu bem, é o Plano de Recuperação e Resiliência. O PRR. A bazuca. Os milhões. Da bazuca.
Na segunda parte, o engenheiro Fernando Santos sentou-se no sofá e explicou, com a serenidade de quem já viu tudo, que o Ronaldo não bate pontapés de baliza por razões científicas (ele foi engenheiro, sabe destas coisas), que o cigarro é uma companhia desde que a mulher partiu, que três anos sem fumar terminaram porque o pessoal do hotel começou a cobrar os cigarros que ele cravava, e que há duas coisas que nunca trocaria pelo título europeu: a fé e a mulher. O tabaco, esse, é negociável.
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Reedição do arquivo de podcasts da SIC. Episódio publicado originalmente em janeiro de 2024, no festival de podcasts do Expresso, de “Coisa Que Não Edifica Nem Destrói”. o primeiro podcast original de Ricardo Araújo Pereira.
Ricardo Araújo Pereira discorre chatamente sobre comédia na companhia de sete outras pessoas que gostam de discorrer chatamente sobre comédia. São elas: Cátia Domingues, Cláudio Almeida, Guilherme Fonseca, Joana Marques, Manuel Cardoso, Miguel Góis e Zé Diogo Quintela. Ou seja, infelizmente trata-se de um “especial”.
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Os festejos do título do Sporting geravam caos nas ruas de Lisboa. As autoridades revelaram ter estudado os planos de segurança apenas a 15 minutos do fim do jogo decisivo, com o Secretário de Estado do Desporto a garantir que a matéria não tinha nada a ver com o desporto. Na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Novo Banco, Luís Filipe Vieira ficava assustado por ser apenas o segundo maior devedor e sugeria que as perguntas mais difíceis fossem colocadas por escrito para uma resposta mais precisa em data a designar. Em Trancoso, um homem que levou um tiro na cabeça durante uma discussão, foi ao café beber uns copos, e só se dirigiu ao hospital depois de a empregada reparar que tinha sangue na testa. Sebastián Coates, capitão do Sporting CP e um dos poucos do plantel com idade legal para beber álcool, veio ao estúdio receber perguntas sobre campeonatos, lemas leoninos e novas regras para o futebol. Recorde o episódio de 16 de maio de 2021 do Isto é Gozar Com Quem Trabalha.
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Quando este episódio foi emitido, estávamos em plena época de pandemia. A economia enfrentava um desafio nunca antes visto e o setor hoteleiro, do qual Portugal tanto dependia e ainda depende, fechava portas por não ter clientes.
Contudo, o nosso Governo arranjou uma solução provisória. Ainda se lembra de quando mais de dez imigrantes foram escoltados pela GNR para os estabelecimentos do ZMar? A notícia causou grande indignação e, como não poderia deixar de ser, Ricardo Araújo Pereira aproveitou o alarido para mostrar as falhas na gestão e, também, as atitudes contraditórias dos portugueses que, às quatro da manhã, se indignaram com a nova vizinhança. “Os empreendimentos turísticos queixavam-se que os estrangeiros tinha deixado de vir e agora começaram a queixar-se de estarem a chegar”, comenta.
“Era uma vez a incompetência de Eduardo Cabrita” e outras histórias do tempo da pandemia para ouvir neste Isto é Gozar com Quem Trabalha em podcast.
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Portugal está de volta — e que regresso. Numa semana épica para os anais da democracia ibérica, o país ofereceu ao cidadão contribuinte um menu completo de absurdo institucional com entrada, prato principal e sobremesa paga a crédito no Novo Banco. O destaque foi a comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco, onde Bernardo Moniz da Maia — homem que deve 550 milhões de euros ao banco, administra sociedades cujos nomes desconhece, pertence a fundações que não consegue nomear e cujo único património declarado é "uma parte de um carro em leasing" — conseguiu o feito histórico de responder a duas horas de perguntas sem dizer rigorosamente nada de útil. Entretanto, no Minho, António Costa e Pedro Nuno Santos foram inaugurar uma linha de comboio com dois anos de atraso — cujo sistema de sinalização ainda funciona com métodos do século XIX. Em Oeiras, a autarquia investiu 600 mil euros num obelisco de granito vermelho que simboliza, segundo o próprio presidente, o raio verde de Eric Rohmer, a petrificação da luz solar e o sentido da existência humana. Saiu barato, dizem os entendidos.
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Enquanto Portugal reabria os centros comerciais após meses de confinamento, os portugueses responderam em massa às lojas, desde eletrodomésticos a roupa interior em promoção. Os computadores para o ensino à distância chegaram precisamente no dia em que o ensino presencial reabriu, deixando críticos do governo sem argumentos para o futuro. O Plano Nacional de Recuperação foi submetido a Bruxelas às 06h51 da manhã, numa corrida madrugadora que valeu os elogios da presidente da Comissão Europeia. Na Maçonaria, um representante foi ao Parlamento esclarecer as propostas de obrigatoriedade de declaração de pertença à ordem, com explicações em latim, referências à maçonaria turca e uma declaração de amor à democracia portuguesa. Recorde o 25 de abril de 2021, com o Isto é Gozar Com Quem Trabalha.
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Regressamos a 2021, ano em que José Sócrates regressou às entrevistas para se defender das acusações no âmbito do processo Operação Marquês, insistindo que a sua vida nunca foi de luxo. Em declarações que geraram ampla discussão, o ex-primeiro-ministro justificou a estadia em Paris como um “investimento em educação”, desvalorizou os 10.000 euros que transportava habitualmente em viagens e classificou as viagens a Cabo Verde como algo próprio “de toda a classe média portuguesa”.
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Depois de sete anos a escrever o que prometia ser um empolgante romance policial, o Ministério Público viu a sua obra-prima ser avaliada pelo crítico Ivo Rosa, que a considerou mais ficção científica do que outra coisa. A sua crítica foi tão longa e chata que, no final, o resumo foi simples: quase tudo estava prescrito, sem provas ou simplesmente não fazia sentido. A principal conclusão é que, em Portugal, é impossível seguir o sonho de ser corrupto; ou não arranjam provas, ou quando arranjam, o crime já prescreveu, tornando a carreira de astronauta uma aposta mais segura.
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Pessoas a comerem sandes dentro do carro ou a conviverem na drogaria já foram consideradas delinquentes e mereceram infrações. Médicos alemães já tiveram de vir em auxílio do nosso Sistema Nacional de Saúde, e aprenderam muito: a fazer desenrrascoescopia porque não havia uma pinça que a ministra mandou vir mas afinal nunca chegou.
Regressamos a 2020 com este Isto é Gozar com Quem Trabalha, recorde os estranhos tempos de pandemia com o humorista Ricardo Araújo Pereira.
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Ricardo Araújo Pereira recebe Stopira e Luís Tralhão, campeões da Taça de Portugal pelo SCU Torreense, nesta última emissão da temporada do Isto é Gozar com Quem Trabalha.
O Torreense é o grande protagonista do final da temporada de futebol masculino, depois de uma conquista histórica: a primeira vez que um clube da segunda divisão vence a Taça de Portugal. O treinador Luís Talhão e o capitão Stopira visitam o programa para celebrar o feito, mas também para reconhecer o sabor agridoce de uma semana em que a taça chegou ao mesmo tempo que o falhanço na subida à Primeira Liga. Na primeira parte, Ricardo Araújo Pereira propõe uma reflexão. O que é que distingue Portugal dos outros países? O que é que realmente define a nossa essência? A resposta é: nós somos o país em que um antigo presidente da república, dois meses depois de acabar o cargo, desata a pontapear cidadãos no cu. Obama: sai da presidência, cria uma fundação, escreve livros, dá palestras. Marcelo: “o que é que eu vou fazer com tanto tempo livre? Só se for biqueirada no rabo”. Este é o lado negativo de convocarmos o Ronaldo aos 41 anos. É que depois todos os portugueses de idade avançada vêem uma coisa vagamente redonda e dizem: deixa que eu chuto. Ouça a emissão de 31 de maio, na SIC.
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"Normalmente, as pessoas de quem a gente fala têm empregos a sério, ao contrário de nós. São ministros, empresários, banqueiros... Basicamente, o que a gente faz é gozar com quem trabalha" R.A.P.
Veja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt
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