
Sign up to save your podcasts
Or


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao Brasil nesta quinta-feira, classificando o país como um “péssimo parceiro comercial”. Em coletiva na Casa Branca, ele afirmou que o Brasil aplica tarifas “altíssimas” aos produtos americanos, muito superiores às cobradas pelos EUA, e disse que, em termos comerciais, é “um dos piores parceiros” do país. Trump também condenou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, chamando-a de “execução política” e “péssima maneira de lidar com a política”. Ele disse conhecer o ex-presidente brasileiro, a quem descreveu como “um homem honesto”, e declarou não estar preocupado com a aproximação de Brasil e México com a China.
Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as instituições brasileiras são independentes e não se curvarão a pressões externas. Lula disse ainda que, caso os Estados Unidos não queiram comprar produtos brasileiros, o país buscará novos mercados para ampliar suas relações comerciais.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal as alegações finais no processo em que ele é acusado de participar de uma tentativa de golpe de Estado. Em um documento de quase 200 páginas, os advogados afirmam que Bolsonaro nunca agiu para impedir a posse do presidente Lula, sempre defendeu a democracia e que as acusações seriam baseadas em “ilações e interpretações distorcidas”, sem provas que o liguem a uma conspiração.
A manifestação responde à Procuradoria-Geral da República, que aponta Bolsonaro como “principal articulador” e “maior beneficiário” de um plano para romper o Estado Democrático de Direito. Com a entrega das alegações finais, o caso segue para julgamento no STF nas próximas semanas, quando os ministros decidirão se o grupo de réus acusado de integrar o “núcleo crucial” da tentativa de golpe será condenado ou absolvido.
O governo federal anuncia nesta terça-feira (13) um pacote de medidas para apoiar empresas exportadoras afetadas pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Entre as ações, está a assinatura de uma Medida Provisória que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, voltada a companhias que perderam competitividade no mercado externo. O anúncio oficial será feito no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de líderes do Congresso.
Além do crédito, o pacote inclui a ampliação das compras governamentais, abertura de novos mercados para produtos brasileiros e prioridade ao conteúdo nacional. Segundo o governo, o objetivo é garantir a sobrevivência das empresas e preservar empregos no país. Essa é a primeira etapa de um conjunto de iniciativas ainda em estudo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping nesta segunda-feira, em meio à tensão provocada pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A ligação, confirmada pelo Palácio do Planalto e solicitada por Lula, durou cerca de uma hora e abordou temas como as relações bilaterais e o cenário geopolítico global. Em nota, o governo brasileiro informou que ambos os países concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo.
A mídia estatal chinesa destacou que Xi Jinping afirmou que Brasil e China podem dar um exemplo de autossuficiência e que todos os países devem se unir contra o unilateralismo e o protecionismo. O Planalto já havia classificado o aumento das tarifas americanas como uma ação unilateral, alinhando-se à postura chinesa. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, com exportações brasileiras para o país asiático chegando a US$ 57,6 bilhões entre janeiro e julho, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reafirmou que não pretende pautar o Projeto de Lei da Anistia, que busca perdoar investigados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Desde o fim do recesso parlamentar, ele tem enfrentado pressão da oposição para colocar em votação propostas consideradas prioritárias, incluindo o PL.
Motta argumenta que a aprovação da medida poderia gerar conflitos ideológicos, econômicos e desviar o foco de questões mais urgentes para o país. Segundo ele, o projeto também poderia aumentar as tensões com o STF e entre forças políticas. O presidente da Câmara defende que o foco do Legislativo deve estar em pautas econômicas, como os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que afeta diversos setores da economia brasileira.
A oposição no Senado afirma ter alcançado o apoio de 41 senadores para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O número representa a maioria da Casa e, segundo o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), mostra que há ambiente político para avançar com a proposta — desde que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decida dar andamento ao pedido.
A movimentação ocorre em meio ao aumento da tensão entre setores bolsonaristas e o STF, intensificada após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Atualmente, mais de 30 pedidos de impeachment contra Moraes estão parados no Senado. A ofensiva da oposição também faz parte de um pacote político que inclui anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e a discussão sobre o fim do foro privilegiado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende ligar para Donald Trump para tratar do aumento das tarifas sobre produtos brasileiros, classificando a postura do governo americano como “totalmente autoritária”. Lula criticou Trump por agir como se pudesse impor regras a um país soberano e disse ter cogitado retaliar com tarifas, mas descartou a ideia para não adotar um comportamento que considerou “destemperado”.
Apesar da crítica, Lula afirmou que o Brasil segue aberto ao diálogo e destacou que a relação histórica entre os dois países não pode ser abalada por uma atitude unilateral. Ele também garantiu que o governo está buscando formas de minimizar os impactos das tarifas nas empresas nacionais, com foco na manutenção de empregos e na abertura de novos mercados.
Entraram em vigor hoje as tarifas de importação de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi decretada pelo presidente Donald Trump, que assinou uma tarifa adicional de 40%, elevando a taxação total. Apesar da medida, itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos, peças, fertilizantes e produtos energéticos ficaram de fora da cobrança. A Casa Branca justificou as tarifas como uma resposta às ações do governo brasileiro, classificadas como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à economia americana.
Ao mesmo tempo, deputados da oposição passaram a noite no plenário da Câmara, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após descumprimento de medidas cautelares. Nos bastidores, ministros do Supremo estariam desconfortáveis com a decisão individual de Moraes, que acirrou tensões com os Estados Unidos, especialmente após Trump associar a decisão a uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou ontem a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando violação das medidas cautelares impostas pela Justiça, especialmente a proibição de uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Bolsonaro também está proibido de receber visitas, exceto de familiares e advogados, e teve celulares apreendidos.
Moraes apontou que Bolsonaro utilizou perfis de aliados, como o de seu filho, senador Flávio Bolsonaro, para divulgar mensagens consideradas como incentivo a ataques ao STF e apoio a intervenções estrangeiras. Como exemplo, citou uma postagem feita no domingo, posteriormente apagada, com um vídeo do ex-presidente falando a manifestantes no Rio de Janeiro.
A decisão provocou reação do governo dos Estados Unidos. Em nota, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental acusou Moraes de “silenciar a oposição” e ameaçar a democracia. Washington classificou a prisão domiciliar de Bolsonaro como uma violação de direitos e prometeu responsabilizar quem colaborar com essas medidas. A defesa do ex-presidente nega qualquer descumprimento de ordem judicial.
O final de semana foi marcado por movimentações no cenário político brasileiro. O presidente Lula sinalizou a possibilidade de uma conversa telefônica com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para negociar o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros. No Brasil, o Datafolha divulgou pesquisa eleitoral que aponta Lula vencendo em todos os cenários de segundo turno para 2026, incluindo disputas contra Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.
Além das pesquisas, apoiadores de Jair Bolsonaro realizaram manifestações em várias cidades, pedindo anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticando o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Na Avenida Paulista, em São Paulo, o protesto reuniu lideranças políticas e religiosas da direita. Em meio a esse cenário, Lula afirmou em um evento do PT que, ao cogitar um quarto mandato, não pretende ser como o ex-presidente americano Joe Biden.
From the publisher's feed