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A nova pesquisa Genial/Quaest aponta Lula na liderança da corrida presidencial de 2026. Se a eleição fosse hoje, o presidente teria 32% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Jair Bolsonaro com 26%. Outros nomes, como Ciro Gomes, Ratinho Jr., Caiado e Zema, aparecem com índices entre 8% e 2%.
Nos cenários alternativos, Lula também lidera contra Michele Bolsonaro (30% x 19%), Tarcísio de Freitas (32%) e Eduardo Bolsonaro (31%). Em todos os confrontos simulados de segundo turno, Lula vence seus adversários — inclusive Bolsonaro, por 43% a 37%.
O levantamento foi feito entre 10 e 14 de julho com 2.004 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nesta quinta-feira (17) um pronunciamento em cadeia nacional para responder às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Na fala, Lula deve defender a soberania do país e criticar as medidas do governo americano, que atingem setores como etanol, comércio digital, meio ambiente e pagamentos eletrônicos.
A decisão de se manifestar veio após os EUA abrirem investigação contra práticas comerciais brasileiras. O Brasil enviou uma carta oficial ao governo americano, classificando as tarifas como injustificáveis e alertando para prejuízos econômicos nos dois países. Apesar de tentativas de negociação desde abril, o Itamaraty ainda não recebeu resposta.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (16), mostra que a desaprovação ao presidente Lula caiu 4 pontos e agora está em 53%. Já a aprovação subiu para 43%. É a menor diferença entre os dois índices desde janeiro — agora de apenas 10 pontos.
No levantamento anterior, feito em junho, a desaprovação era de 57%, o maior índice do mandato, enquanto a aprovação estava em 40%. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 14 de julho, em todo o Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer pedindo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Segundo a PGR, Bolsonaro teria liderado uma organização criminosa armada com o objetivo de desacreditar o sistema eleitoral, incentivar ataques a instituições democráticas e tentar abolir o Estado Democrático de Direito. Entre os crimes atribuídos ao ex-presidente estão organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio público tombado. As acusações fazem parte da fase final das investigações sobre a tentativa de ruptura institucional, supostamente planejada por aliados próximos a Bolsonaro. Além do ex-presidente, a PGR também solicitou a condenação de ex-ministros, militares e outros aliados, incluindo Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e atual deputado federal), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (também ex-ministro da Defesa) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens da Presidência). O pedido agora será analisado pelo STF.
O governo brasileiro deve publicar até amanhã o decreto da Lei da Reciprocidade, que permitirá reagir à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos nacionais. O anúncio foi feito por Geraldo Alckmin, e o objetivo principal ainda é evitar que a medida americana entre em vigor em 1º de agosto.
Lula se reuniu com ministros e o presidente do Banco Central para discutir a resposta brasileira, que pode incluir a criação de um comitê com empresários.
Pela primeira vez, Jair Bolsonaro comentou o tema. Nas redes sociais, criticou o impacto da tarifa no agronegócio e defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro como forma de “pacificar a economia”.
Em entrevistas concedidas ontem, o presidente Lula classificou como “inadmissível” a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo, mas exige respeito. Caso não haja acordo, o governo pretende responder com medidas equivalentes, incluindo o acionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Lula disse que o país está preparado para aplicar a chamada Lei de Reciprocidade, sancionada por ele em abril, que permite retaliações comerciais, legais ou políticas contra nações que adotem barreiras ao Brasil. O presidente também criticou a tentativa de vincular a medida a questões judiciais internas e declarou que a resposta diplomática será avaliada pelo Itamaraty.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras aos EUA a partir de 1º de agosto. A medida foi comunicada em carta ao presidente Lula e, segundo Trump, é uma resposta às práticas que ele considera “antidemocráticas” do governo brasileiro e à atuação do STF, que ele acusa de censura contra redes sociais americanas.
Trump também criticou a suposta perseguição a Jair Bolsonaro e afirmou que produtos brasileiros exportados por meio de terceiros países também serão taxados. Apenas empresas brasileiras que produzirem diretamente em solo americano ficariam isentas.
Em resposta, Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tutelado e que a reação será com base na Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza o país a impor tarifas equivalentes. No entanto, nenhuma retaliação formal foi anunciada até o momento.
A Justiça da Flórida emitiu uma nova citação judicial contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido das empresas Trump Media & Technology Group e Rumble. Elas o acusam de censura por ter determinado o bloqueio de contas de influenciadores de direita no Brasil. Após duas tentativas frustradas de notificação, a nova ordem inclui o endereço completo de Moraes, que agora tem 21 dias para responder. Caso contrário, o julgamento pode ocorrer à revelia.
As empresas alegam violação da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos — que garante a liberdade de expressão — e pedem que as decisões de Moraes não tenham validade no território norte-americano. Também solicitam indenização e responsabilização pessoal do ministro.
O caso ocorre em meio a manifestações de apoio do ex-presidente Donald Trump a Jair Bolsonaro e movimentações de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanha o processo e poderá intervir, se necessário.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede Truth Social para defender Jair Bolsonaro, criticando o processo criminal que o ex-presidente brasileiro enfrenta no STF por suposta tentativa de golpe. Sem citar diretamente a Corte, Trump afirmou que Bolsonaro está sendo “perseguido injustamente” e o chamou de “líder forte”. Ele ainda escreveu em letras maiúsculas: “DEIXEM BOLSONARO EM PAZ!”.
Em resposta, o presidente Lula repudiou qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil e destacou, durante a cúpula do BRICS no Rio de Janeiro, que “ninguém está acima da lei”. Trump também comparou a situação de Bolsonaro com a que ele próprio enfrenta nos EUA e ameaçou taxar países alinhados ao BRICS com tarifa de 10%.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu na sexta-feira (4) tanto o decreto do governo que aumentava o IOF quanto a decisão do Congresso que havia anulado esse aumento. Moraes afirmou que o conflito entre Executivo e Legislativo fere a harmonia entre os Poderes e marcou uma audiência de conciliação para o dia 15 de julho. Especialistas consideram a decisão uma derrota para o governo Lula, que esperava apoio rápido ao reajuste. Câmara e Ministério da Fazenda reagiram com avaliações diferentes sobre o impacto da medida.
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