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Uma pesquisa do Datafolha revelou que a maioria dos brasileiros discorda da tentativa de Donald Trump de interferir na Justiça brasileira em defesa de Jair Bolsonaro. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados rejeitam o pedido do ex-presidente dos EUA para que o julgamento de Bolsonaro seja interrompido, enquanto 36% concordam com a atitude. A percepção varia conforme a preferência eleitoral: entre os eleitores de Lula, 82% consideram Trump errado; já entre os que votaram em Bolsonaro, 66% aprovam a intervenção.
O instituto também perguntou se os brasileiros acreditam que Bolsonaro está sendo “perseguido e injustiçado”, como afirmou Trump em carta recente. A opinião está dividida: 50% dizem que não há perseguição, 45% concordam com a tese de injustiça, e 5% não opinaram. A pesquisa foi feita em 130 cidades nos dias 29 e 30 de julho, com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.
Três semanas após ameaçar o Brasil com tarifas de até 50% sobre exportações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou parcialmente. Um novo decreto excluiu da taxação produtos estratégicos como petróleo, aço, ferro, aviões e suco de frutas, que representam cerca de 40% das vendas brasileiras aos EUA. A nova tarifa entra em vigor em 6 de agosto, mas itens como café, carne e pescados serão diretamente afetados. O presidente Lula criticou a medida, afirmando que ela compromete a soberania nacional, enquanto representantes do agronegócio alertam para o impacto econômico e cobram reação do governo.
No mesmo dia, os EUA anunciaram sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, com base na Lei Magnitsky, usada para punir estrangeiros por violações de direitos humanos ou corrupção. O decreto bloqueia eventuais bens de Moraes em solo americano e proíbe cidadãos e empresas dos EUA de manter relações com ele. A medida alega perseguição a opositores e ameaça à segurança nacional. A organização Human Rights Watch repudiou a ação, que classificou como uma violação à independência judicial. A Lei Magnitsky permite sanções globais desde 2016.
A deputada federal Carla Zambelli foi presa pela polícia italiana na tarde desta terça-feira (29), em Roma. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal.
A deputada tinha fugido do Brasil logo após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio deste ano, a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desde então, ela estava foragida da Justiça brasileira e na lista de procurados da Interpol.
Em nota, a Polícia Federal afirma que “a presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a conversar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as novas tarifas anunciadas contra produtos brasileiros. A informação foi confirmada por interlocutores do Palácio do Planalto.
Segundo eles, Lula não se opõe à proposta de diálogo apresentada por senadores brasileiros. No entanto, o chefe do Executivo brasileiro avalia que a conversa só acontecerá se Trump atender pessoalmente à ligação, sem intermediações.
Apesar da sinalização positiva por parte de Lula, o clima entre assessores no Planalto é de pessimismo. A avaliação é de que a Casa Branca só deve aceitar negociar após a entrada em vigor das tarifas, prevista para o dia 1º de agosto. A expectativa é que os Estados Unidos utilizem a medida como instrumento de pressão para ampliar seu poder de barganha nas tratativas com o Brasil.
Durante evento em São Paulo, os governadores Tarcísio de Freitas, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado criticaram a condução do governo federal diante de uma possível crise comercial com os Estados Unidos. Eles cobraram diálogo por parte do presidente Lula e alertaram para o risco de prejuízos econômicos. Tarcísio estimou a perda de até 120 mil empregos em São Paulo caso novas tarifas sejam aplicadas. Ratinho defendeu que a relação com os EUA deve ser prioridade, enquanto Caiado acusou o governo de agir com viés ideológico e negligenciar a diplomacia.
Paralelamente, a Venezuela impôs tarifas de até 77% sobre produtos brasileiros, mesmo os isentos por certificado de origem. A medida afeta principalmente alimentos como soja, margarina e farinha, muitos exportados por empresas de Roraima. A decisão foi tomada sem aviso prévio e gerou reação do Itamaraty e da Federação das Indústrias de Roraima, que aguardam explicações do governo venezuelano sobre o novo imposto.
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, o general da reserva do Exército Mário Fernandes admitiu ser o autor de um plano que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes. O militar confirmou ter escrito o documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, apontado pela Polícia Federal como parte de uma trama golpista.
Segundo as investigações da Operação Contragolpe, o plano foi elaborado em novembro de 2022, logo após a eleição de Lula, e teria sido discutido por militares na casa do general Braga Netto, então candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro. A PF afirma que o objetivo seria viabilizar um golpe de Estado.
Nesta quinta-feira (24), o RCC News da Jovem Pan Maringá entrevistou o deputado federal Filipe Barros (PL-PR). Entre os temas abordados, destacou-se a situação atual do ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação judicial, além de outros assuntos relacionados à política nacional e paranaense.
Nesta quarta-feira (23) esteve nos estúdios da Jovem Pan Maringá, o deputado federal Elton Welter (PT-PR). O parlamentar comentou sobre as verbas encaminhadas para a saúde de Maringá, atual momento do governo Lula, os bastidores do Congresso Nacional e as polêmicas do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (21) e exibiu a tornozeleira eletrônica imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a medida como uma “humilhação”. Ele pretendia dar uma coletiva, mas foi impedido por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu a divulgação de entrevistas nas redes sociais.
Moraes deu 24 horas para a defesa de Bolsonaro se manifestar sobre possível descumprimento das medidas cautelares, como a proibição do uso das redes. No mesmo dia, a Primeira Turma do STF manteve as restrições ao ex-presidente. Luiz Fux foi o único a votar contra; a maioria, composta por Zanin, Dino e Cármen Lúcia, acompanhou Moraes.
Após a Justiça determinar o uso de tornozeleira eletrônica em Jair Bolsonaro, o senador americano Marco Rubio anunciou o cancelamento dos vistos de entrada nos EUA de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, Barroso, Fachin, Toffoli, Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e do procurador-geral Paulo Gonet.
Em resposta, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou, em live no YouTube, que vai trabalhar para retirar Moraes do Supremo. Em tom de ameaça, chamou o ministro de “nível de várzea” e disse estar disposto a se sacrificar para isso. Eduardo ainda ironizou a PF e sugeriu que até Donald Trump e a Interpol fossem incluídos em investigações.
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