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Neste episódio do Komorebicast, apresentamos a pesquisa de Gustavo Katague (mestre em Letras pela FFLCH-USP e em Ciência da Computação pelo IME-USP, editor-adjunto na Estação Liberdade): uma tradução comentada de Takekurabe, de Higuchi Ichiyô, vertida como Ombro a ombro, obra considerada a obra-prima da autora por estudiosos como Katô Shûichi e Donald Keene. A pesquisa contextualiza a era Meiji para situar autora e obra, apresenta bases teóricas dos estudos de tradução, com referências a Lawrence Venuti e Sabine Gorovitz, e acompanha a tradução de uma série de notas de rodapé que detalham aspectos culturais, sugerem possíveis interpretações e discutem escolhas tradutórias.
No episódio, Anna Ligia Pozzetti também faz uma análise sobre a pobreza em Tóquio no início do século XX.
Um recorte introdutório ao tema; para se aprofundar, vale a leitura da pesquisa completa.
Referências Bibliográficas:
Neste episódio especial do Komorebicast, celebramos os 118 anos da imigração japonesa no Brasil através de uma perspectiva sensível, íntima e profunda: a alma dos poetas.
Acompanhe nossa jornada para entender como o haicai (uma composição poética breve de 5, 7 e 5 sílabas) atravessou os oceanos para se tornar uma forma de expressão importantíssima e um registro de sobrevivência para os imigrantes japoneses.
Para essa conversa, recebo o querido amigo Takashi Yamanishi (o Takashi sensei do @123japones), professor de japonês e pesquisador de poesia no mestrado da Universidade de São Paulo (USP).
Juntos, exploramos a fundação da poesia nipo-brasileira: desde a dura realidade do pioneiro Nempuku Sato, que enfrentou a mata virgem com um machado guiado pela missão de plantar "um país de haicais", passando pelos registros amazônicos da poeta Kiyoko Harada. Descubra também como a poética se adaptou ao solo brasileiro através do trabalho de figuras como Masuda Goga, que operou uma verdadeira "tropicalização" dos termos sazonais (kigos), abraçando a natureza, a língua portuguesa e a sensibilidade do Brasil.
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Referências bibliográficas
Neste episódio, Anna Ligia Pozzetti traz uma introdução sobre a história das japonesas pioneiras que vieram ao Brasil, tendo como referência a educação feminina no Japão no começo do século XX. O episódio aborda as transformações sociais do período Meiji (1868-1912) e traz reflexões sobre o que as mulheres japonesas encontraram em terras brasileiras, tanto em relação à vida cotidiana como em relação à educação. O episódio explica em profundidade a noção de ryosai kenbo: "boa esposa e mãe sábia" difundido como base da educação feminina no Japão.
O episódio conta com a participação especial da Sra. Lidia Yamashita, Presidente do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil que conta a trajetória da Profa. Michie Akama, uma das primeira empreendedoras nikkei no Brasil. Com relatos pessoais, a sua fala contribuiu para enriquecer e fundamentar os temas abordados!
Este episódio foi feito com apoio da Embaixada do Japão no Brasil, dentro do contexto do Ano do Intercâmbio da Amizade Brasil-Japão, e conta com a participação especial do Embaixador HAYASHI Teiji. O Komorebicast agradece o apoio e a confiança no projeto!
Para perguntas, comentários e sugestões: @komorebicast
-- Referências Bibliográficas --
- Ryosai Kenbo: The Educational Ideal of ‘Good Wife, Wise Mother’ in Modern Japan (The Intimate and the Public in Asian and Global Perspectives.) Koyama, Shizuko translated by Filler, Stephen Boston: Brill, 2013
- Japanese American Migration and the Making of Model Women for Japanese Expansion in Brazil and Manchuria, 1871–1945 - SIDNEY X. LU, Journal of World History - Vol. 28, No. 3/4 (December 2017)
- Minha História das Mulheres - Michele Perrot
- A criação do patriarcado - Gerda Lerner
- Yuko Yamade - 日系ブラジルの女性文化に関する一考察
http://www.igs.ocha.ac.jp/igs/IGS_publication/journal/12/143-158.pdf
- Teruko Inoue - 日本のフェミニズム: 150年の人と思想- Histórias das Cem Mulheres Japonesas em Terras Brasileiras - Jornal São Paulo Shimbun
- Universo em Segredo - A Mulher Nikkei no Brasil, Tania Nomura
Produção: MJ Podcasts
Neste episódio especial, apresento uma pesquisa pontual sobre um dos espaços mais emblemáticos da trajetória da comunidade nipo-brasileira em São Paulo: o Pavilhão Japonês localizado dentro do Parque Ibirapuera e que está completando 70 anos de existência neste ano de 2024.
E nesse episódio vamos conduzi-los pela história e pela cultura que reside no Pavilhão. O episódio vai estar dividido
E para me ajudar nessa empreitada, o episódio conta com a participação especial de duas pessoas muito queridas: o presidente do Pavilhão, Cláudio Kurita e a curadora do Pavilhão, Agata Takiya.
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Referências Bibliográficas
O Imigrante Japones: Historia De Sua Vida No Brasil - Tomoo Handa
Bandeirantes do Oriente ou Perigo Amarelo: os imigrantes japoneses e o DOPS - Elena Camargo Shizuno (em Os Imigrantes Japoneseses no Brasil – Trajetória, Imaginário e Memória)
The Gardens of Japan - Teiji Itoh
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@komorebitranslations
Neste episódio especial, eu falo com Guilherme Petreca e Tiago Minamisawa, os responsáveis pela HQ “Shamisen: Canções do Mundo Flutuante”, que saiu pela editora Pipoca e Nanquim.
Anna Ligia Pozzetti faz uma análise do universo Yokai, com base na pesquisa do antropólogo cultural Komatsu Kazuhiko, professor emérito do Centro de Pesquisa Internacional de Estudos Japoneses.
Sinopse de Shamisen:
Traçando paralelos com a realidade e inserindo elementos do folclore e da mitologia nipônica, a HQ narra a história de Haru, uma musicista cega que sobrevive por meio de suas canções e talento para tocar o shamisen, um instrumento de corda com uma história tão peculiar quanto sua melodia. A protagonista foi inspirada na artista Haru Kobayashi (1900-2005), consagrada como uma das mais influentes goze, mulheres cegas que ganhavam a vida com
Com páginas ilustradas em um estilo influenciado pelo ukiyo-e e seu maior expoente, Katsushika Hokusai, a obra tem como objetivo ser uma leitura leve, prazerosa e reflexiva em tempos conturbados, e também apresentar ao público brasileiro aspectos históricos pouco comentados, mas que exercem forte influência na cultura asiática até os dias de hoje, como a tradicional música Min'yō.
@guilhermepetreca
@tiagominamisawa
Referências bibliográficas:
Komatsu Kazuhiko - Yokai Bunka Nyumon, 2006 - Kadokawa Gakugei
Aline Majuri Wanderley - DETA! O yokai e as transformações das criaturas sobrenaturais japonesas, Dissertação de Mestrado apresentada no curso de Língua, Literatura e Cultura Japonesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
O primeiro episódio com pesquisa em psicologia!
A população amarela-brasileira tem sido alvo de racismo, discriminação e estereótipos desde o século XIV, a partir a chegada dos primeiros povos amarelos em terras brasileiras. Atualmente, muitos dos estereótipos são considerados socialmente “positivos”, no entanto, trazem consequências negativas à população amarela. Uma possibilidade de investigação de vieses raciais nas relações entre indivíduos de diferentes raças é através de procedimentos que avaliem a aversão à desigualdade, definida como sendo a insatisfação de um indivíduo sobre uma distribuição desigual de recursos. E quem vai explicar como essa pesquisa foi conduzida é a Celina Tanaka. Ela é psicóloga formada pela UEL, a Universidade Estadual de Londrina, e é Mestra e Doutoranda em Psicologia Experimental pela USP sob orientação do Prof. Dr. Marcelo Benvenuti.
Dissertação da Celina: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47132/tde-08042024-163554/publico/Dissertacao_Celina_Yoshie_Tanaka_corrigida.pdf
Instagram: @linanaka
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Referências Bibliográficas
"Do perigo amarelo à minoria modelo: a imigração japonesa no pós-guerra brasileiro” de Bruno Naomassa Hayashi
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Se quiser comentar, me manda uma mensagem em @komorebitranslations
Produção: MJ Podcasts
Durante o governo autoritário de Getúlio Vargas, conhecido como Estado Novo (1937-1945), a comunidade nipo-brasileira e japonesa no Brasil sofreu uma série de perseguições políticas: restrições de direitos, confinamentos em campos de concentração, expulsão em massa e confisco de bens.
Esse episódio aborda um tema que é pouco falado, mas que não pode ser esquecido, e que mostra uma das camadas de tudo o que os japoneses sofreram nesse período: os casos de campos de concentração aqui no Brasil.
E para explicar isso em detalhes, o episódio conta com a participação da Professora e Pesquisadora Dra. Priscila Ferreira Perazzo, autora da tese que virou o livro “Prisioneiros de Guerra – Os Súditos do Eixo nos campos de concentração Brasileiros, de 1942—1945”. O livro
O episódio começa com uma explicação do momento histórico que estamos vivendo no momento da gravação do Komorebicast e que entendemos que merece ser registrado. No dia 25 de julho de 2024, a Comissão de Anistia realizará uma sessão de julgamento do processo de reparação coletiva sem fins pecuniários à comunidade japonesa, com base nos casos de tortura e morte de imigrantes japoneses na Ilha de Anchieta em Ubatuba em 1946 e no episódio da expulsão de milhares de japoneses e seus descendentes da cidade de Santos em 1943. Os proponentes do pedido
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Materiais e referências bibliográficas:
Release do Dia da Retratação
https://drive.google.com/file/d/1HoX4aVXAWyvPpONmVjRE_55WmsiIn3RQ/view?usp=sharing
Material enviado à Comissão Nacional da Verdade por Mario Jun Okuhara sobre os Casos de Tortura e Morte de Imigrantes Japoneses
https://drive.google.com/file/d/1JMxFoYai-bPpqTO5r5OXRIf8jEczPnxV/view?usp=sharing
Vídeo da Comissão da Verdade: Casos de Tortura e Morte de Imigrantes Japoneses (1946 - 1947)
https://www.youtube.com/watch?v=4TfBGS7nIpQ
Documentário Yami no Ichinichi - O crime que abalou a Colônia Japonesa no Brasil
https://www.youtube.com/watch?v=QDf_egB3MG4&t=791s
Pra mim, uma das grandes referências nessas pesquisas é a professora Marcia Yumi Takeuchi e já deixo aqui registrado que vale a pena conferir os livros e textos produzidos por essa importante pesquisadora. Vou utilizar aqui o livro “Perigo Amarelo em tempos de Guerra (1939-1945) da Coleção Inventário DEOPS”, o texto “Os tempos amargos da perseguição, que está em uma edição especial da revista História Viva”, o texto “Império do Sol Nascente no Brasil: entre a idealização e a realidade”, que está no livro Imigrantes Japoneses no Brasil: trajetória, imaginário e memória, da EdUsp, que também conta com a organização da professora Takeuchi e de Maria Luiza Tucci Carneiro. Uma outra referência da professora Takeuchi que vale a pena conferir é o livro Imigração Japonesa nas Revistas Ilustradas: Preconceito e Imaginário Social (1897-1945). Eu vou citar, claro, o grande Tomoo Handa e o seu clássico O Imigrante japonês, e o Matizes do Amarelo: a gênese do discurso sobre orientais no Brasil (1878-1908) de Rogério Dezem, que já recomendei em outros episódios. E claro, o livro da professora Priscila Perazo que já mencionei, o Prisioneiros de Guerra, os súditos do eixo nos campos de concentração brasileiros (1942-1945). Se você conhece mais pesquisas sobre o tema, me manda que temos todo interesse em completar essa lista.
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Se quiser comentar, me manda uma mensagem no
@komorebitranslations
Esse episódio é uma produção da MJ Podcasts
Episódio sobre a representação dos japoneses em animações estadunidenses durante a II Guerra Mundial!
Vamos conversar sobre a pesquisa a dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em História da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo como título “This is our fight!”: as animações de Hollywood utilizadas como propaganda política durante a II Guerra Mundial.
Como no Komorebicast falamos sempre de Japão, o foco deste episódio será a representação dos japoneses nas animações estadunidenses durante o período da Guerra.
Entre 1939 e 1945, as animações realizadas pelos estúdios hollywoodianos para circular na sociedade estadunidense procuravam vilanizar os inimigos, valorizar o patriotismo e convencer o público sobre a importância da aquisição dos bônus de guerra. Por meio da análise fílmica e historiográfica, a dissertação analisa a propaganda política consolidada nas animações, as tensões e contradições presentes nessas fontes, que procuravam opor o soldado e o cidadão estadunidense ao inimigo (em especial, o alemão e o japonês).
A entrevistada é a Paula Castro Broda que é licenciada e bacharel em História, pela Universidade Federal
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Dissertação da Paula
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50909?locale-attribute=es
Referência Bibliográficas:
Rogério Dezem, Matizes do "Amarelo": A gênese do discurso sobre os orientais no Brasil
@komorebitranslations
Esse episódio é uma produção da MJ Podcasts
Bem-vindos ao primeiro episódio de 2024.
Neste episódio o artista e escritor Tomoo Handa é o grande homenageado.
O conteúdo foi elaborado em parceria com o
Tomoo Handa nasceu em Utsunomia, no Japão, em 1906 e imigrou para o Brasil com a família em 1917, quando foi morar na Fazenda Santo Antônio, localizada na região de
No episódio eu conto mais sobre a vida singular dessa figura tão importante para a história do Brasil e da imigração japonesa.
Espero que gostem!
Anna Ligia Pozzetti:
@komorebitranslations
Allan Yzumizawa
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Referências Bibliográficas
- Prisioneiros da Guerra, de Priscila Ferreira Perazzo
- Shindo Renmei: terrorismo e repressão, de Rogério Dezem
- História da Arte Nipo-brasileira, de Shinji Tanaka
- O imigrante japonês, histórias de sua vida no Brasil, de Tomoo Handa
- A vida do imigrante japonês no Brasil: pintura e textos de Tomoo Handa, de Tomoo Handa
- Vida e Arte dos Japoneses no Brasil, de Tomoo Handa
Episódio sobre cinema e estética japonesa!
A convidada deste episódio é a Cacau Ideguchi.
A Cacau é jornalista especializada em cultura e mestra em Língua,
O foco do estudo da dissertação de mestrado dela que tem como título "Flores de Cerejeiras e Ondas do Mar: diálogos entre o cinema de Hirokazu Koreeda e a estética Mono no Aware" são os dois primeiros filmes do diretor, que trazem em seus processos artísticos uma série de elementos cujas interpretações dialogam com o mono no aware, discutido amplamente em suas várias definições acadêmicas. A aplicabilidade interpretativa do conceito é abordada de forma aprofundada nos capítulos dedicados aos filmes A Luz da Ilusão (1995) e Depois da Vida (1998) com a metodologia de um estudo de caso qualitativo. Ao término da pesquisa, concluiu-se que, mais que uma teoria estética observada nos filmes, o mono no aware presente no cinema de Kore-eda se trata de uma ampliação no modo
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@komorebitranslations
Cacau Ideguchi:
@_ja.po.ni_
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Dissertação da Cacau: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-18052023-115011/pt-br.php
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Referência bibliográfica:
A Modern History of Japan - Andrew Gordon
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