Esta semana conversamos sobre Superfãs de divas pop. No estúdio, Paulo Cesar Toledo, diretor do documentário Waiting for B, sobre os fãs de Beyoncé que acamparam na frente do estádio por 57 para serem os primeiros a entrar em seu show, e superfãs de Lady Gaga, Rihanna e Lana Del Rey. Romário, superfã da Lady Gaga, explica a razão da adoração de gays por divas pop: Quando você é gay, nem todo mundo te acolhe ou te aceita. Então quando você vê um ícone fazendo um discurso a seu favor e te defende, mesmo distante, você se apega a isso. Paulo Cesar Toledo completa com suas observações sobre os fãs de Beyoncé que filmou: Elas são tudo o que eles gostariam de ser. Apesar da identificação com as divas, não é essencial que elas escrevam as próprias canções, aponta Spencer Quintanilha, superfã da Lady Gaga: Whitney Houston e Michael Jackson não eram menos inspiradores porque não compunham todas as músicas. Álvaro, superfã de Rihanna, concorda: Nenhuma delas é 100% autêntica - a partir de uma imagem que dá certo, elas conciliam aquilo o que dá certo com o que é verdadeiramente ela. Todos concordam, no entanto, que cantores gays pop não inspiram os superfãs da mesma maneira: Eles não são tão representativos. Adam Lambert é ótimo, mas não é tão atrativo. A gente tem vontade de ser as divas, e de beijar os ídolos - héteros.