
Sign up to save your podcasts
Or


“O Africano e o poeta” é composição da escritora novecentista brasileira Narcisa Amália (1852-1924), na terceira parte de Nebulosas (1872), seu livro de poesias com 44 poemas de exaltação à natureza, à Pátria, à lembranças da infância e homenagens. Narcisa é a “bela e jovem poetisa”, como definiu Machado de Assis, para quem ela tinha “pena delicada e fina”. Nesta poesia, utiliza definido vocabulário de sua época para elevar o poeta a um enredo épico, como sendo o único capaz de sentir, na extremidade, o sofrimento africano. A comoção do poeta encadeada nos versos pode ser vista como uma representação de humanização. Como se só os que têm alma sensível, como o poeta, fossem capazes de se condoer com a difícil situação do africano. E para potencializar ainda mais as palavras dela, João Gomes de Araújo (1846-1943) as musicou e transformo em modinha, em 1870.
Um dos pontos destacados desde a epígrafe, com verso de Lamartine é se os escravos têm deuses ou se têm filhos. Como se isso fosse a eles possível, diante de tantos carmas, desde arrancados, em criança, da Líbia. O país fica ao Norte da África e foi de lá, também, que veio Luísa Mahin, de quem falamos recentemente, quando apresentamos a mãe do poeta Luiz Gama. Assustador é que, em notícias recentes, a Líbia ganhou atenção internacional devido a relatos e denúncias graves de mercados de escravos modernos. Por toda essa relevância, o texto ganhou os holofotes das universidades.
O oferecimento é da Editora Litteralux, pela qual a Daiana Pasquim está lançando seu novo livro: Serenas. E você também pode enviar o seu original para [email protected]
O primeiro lote de envios do Serenas já foi pelos Correios esta semana e em breve, chegará aos leitores que já o adquiriram. Aproveite a pré-venda e garanta o seu.
Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
“A cruz da estrada” e “Tragédia no lar” são dois poemas de Castro Alves, datados de 1865 e reunidos no livro Os Escravos (1883), publicado postumamente. Com diferentes focos, um no fim da vida e outro no princípio dela - as crianças - , o cantor dos escravos esmiuça as dores do povo escravizado. Note que se trata de “A cruz da estrada” e não a cruz na estrada, como estamos acostumados a visualizar, pelos caminhos: “da estrada” prevê um corpo, ali sepultado, um hábito antigo, quando os corpos eram espalhados pelos caminhos, longe do interior das igrejas e desassistidos dos cemitérios. Na poesia, não se trata só do símbolo do ‘Descanso’, é o leito da liberdade, que foi a noiva desposada pelo escravizado. A tradição de erguer memoriais à beira do caminho tem origem antiga na Península Ibérica e foi trazida para o Brasil, especialmente para o Nordeste, até se espalhar por todo o território.
Já “Tragédia no lar” é uma narrativa que culmina no implorar de uma mulher: “é impossível que me roube da vida o único bem”; “Deixai meu filho: arrancai-me antes a alma e o coração”. Mas o senhor de escravos invade o casebre onde uma escrava embalava e cantava para seu filho, para tomá-lo de seus braços e o vender. Os versos sensibilizam porque são muito reais e o enredo, desenrolado em outras histórias, por outros autores antiescravagista, como Maria Firmina dos Reis, no conto “A escrava” e Ana Maria Gonçalves, no romance histórico Um defeito de cor. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
“Minha mãe” e “Que mundo é este? são dois poemas, dos 40 que Luiz Gama (1830-1882) compôs em seu único livro Primeiras Trovas Burlescas de Getulino (1859), além das inúmeras peças retóricas e legislativas que empreendeu, tornando-se o terror dos fazendeiros, em sua militância para alforriar escravizados, enquanto denunciava a escravização ilegal, como rábula. Em “Minha mãe”, descortinamos esta mulher que veio escravizada em África, onde era pelo filho tida como rainha, para o Brasil, onde se tornou escrava. Das lembranças que Gama tem dela, conta que tinha um irmão e das saudades que cultivava, desde próximo de seus dez anos de vida, quando não mais a viu. Este poema tem cunho autobiográfico, pois descreve a guerreira da Revolta dos Malês, Luísa Mahin, tanto fisicamente, quanto em temperamento: seus beijos, seus dentes alvíssimos, seus olhos, seus braços roliços de ébano, o quanto era meiga, terna, com coração de santa. Já o poema “Que mundo é este?” conversa com “quem sou eu?” Em “Que mundo é este?” temos ênfase à corrupção e à pobreza, com um tom mais rebelde. E não é para menos. Ele sofreu a escravidão, antes de integrar a República das Letras, já que a proclamação e os movimentos para tal, eram iminentes. Nesta poesia, trata de paradoxos políticos, éticos e morais da sociedade imperial. Nas notas de hoje, costuramos estas produções com alguns fatos que nos foram revelados no romance histórico Um defeito de cor, da primeira mulher negra imortalizada pela ABL, Ana Maria Gonçalves. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
“O tabuleiro da existência” (Labrador, 2025) é o romance de Marcelo Neri, de Santos - São Paulo, com mais de 300 páginas e, no episódio de hoje, temos partes dos primeiros capítulos. Vamos conhecer Dante Valente, um executivo de 47 anos, que vive uma existência aparentemente bem-sucedida, mas interiormente vazia. Durante um voo noturno, ele observa três luzes misteriosas no céu escuro momentos antes de o avião enfrentar uma forte turbulência. Dante se encontra em um ambiente surreal: uma sala circular dominada por um enigmático tabuleiro tridimensional que flutua no centro. Uma voz misteriosa anuncia que para sobreviver ao "acidente", ele precisa completar o jogo, atravessando cada uma de suas casas e superando os desafios propostos. O que começa como uma aparente luta pela sobrevivência logo se revela uma jornada extraordinária através das camadas mais profundas da consciência humana. Guiado por três mentores enigmáticos – o Terapeuta, o Filósofo e o Espiritualista – Dante é conduzido por territórios metafísicos que desafiam sua compreensão da realidade. Em cada casa do tabuleiro, ele enfrenta aspectos não resolvidos de seu passado, questiona estruturas de pensamento que limitaram sua percepção por décadas, e explora dimensões de existência que transcendem o material. Aos poucos, Dante percebe um padrão misterioso que permeia toda sua jornada – o número três aparece repetidamente, como uma chave para um enigma cósmico que não consegue decifrar completamente.
Com um pé nas profundezas oceânicas do comércio marítimo internacional e outro nas águas inquietas da filosofia existencial, Marcelo Neri navega com maestria entre os mundos da liderança corporativa e da busca pelo sentido mais profundo da existência humana. Neste mesacast com Daiana Pasquim, vamos conhecer o autor em entrevista e compreender como "O Tabuleiro da Existência" entrelaça psicologia profunda, filosofia existencial e espiritualidade universal em uma narrativa envolvente que transforma o leitor enquanto transforma seu protagonista.
O lançamento ocorreu na Pinacoteca Benedito Calixto, em 9 de outubro. O livro está à venda nas principais lojas, como a Amazon e também na Livraria Martins. Boa leitura!
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
“Uma noite no cemitério” (1847) é conto comovente, do expoente português Camillo Castello-Branco (1825-1890), publicado em Delitos da Mocidade : Primeiros atentados literários, publicados em 1889. Celebramos o bicentenário de seu nascimento com sua estreia no podcast, produzindo este conto de cinco capítulos, que perpassa os sentimentos e o ritual do luto estendido. Tudo se passa à noite e a narrativa cessa ao amanhecer, ao que tudo indica, em dia de Finados. Na história, temos o amigo narrador lastimando a perda do outro: “haverá descanso debaixo dessa pedra que nos divide?” O eu-lírico do próprio Camilo, chora a perda do amigo José Antonio T.C de Melo e Nisa, Sargento da Infantaria 13, das Tropas do Porto, tendo como Comandante o Barão de Castro-Daire, como se compreende na “Nota”, disponibilizada pelo autor após o conto e que optamos por trazer também, ao final deste episódio. José Antonio morre em combate e o autor rememora suas passagens de amizade em Vila Real. Remete à Caim como “a primeira folha da grande novela do mundo”. Menciona as famílias que ficam órfãos da guerra: “vi um montão de cadáveres que se estertoravam, e espadanavam sangue na face da mãe, da irmã e da viúva”. Nas Notas de Rodapé, saiba todas as curiosidades por trás da publicação deste livro. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
“O gato preto” (1843) é conto inquietante de Edgar Allan Poe (1809-1849), no qual o narrador inominado, às vésperas da pena de morte, conta desde a sua mais tenra infância, seu amor pelos animais, seu casamento ainda jovem, até o momento em que o alcoolismo altera totalmente a sua personalidade, que vai culminar em atitudes horrorosas e cruéis. O casal que vivia bem e se amava, vai à bancarrota, quando ele mergulha em excessos de todo tipo de bebida alcóolica. O gato do casal, chamado Plutão - deus do submundo na mitologia romana - foi um dos principais pivôs de sua maldade. Para a crença popular, todos os gatos pretos são feiticeiras disfarçadas. Mas não é por isto que o narrador transforma seu amor pelo bichano, por diabólica intemperança, que o leva a maltratá-lo. É a bebida em excesso que o torna descuidoso dos sentimentos alheios e passa a usar de violência e maus-tratos. A sua perversidade chega a extremo quando dá vazão ao seu impulso mais primitivo, vitimando ainda mais àqueles que um dia amou. Esta é uma das histórias de terror mais populares de Edgar Allan Poe. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
“A dama no espelho: reflexo e reflexão” (1929), de Virginia Woolf explora a dualidade entre o que é aparente e o que é a realidade, explorando a natureza da percepção. O narrador-observador é o espelho italiano que havia no vestíbulo, pendurado para fora. É curioso, pois o espelho fala de si em terceira pessoa e, enquanto a narrativa tem toda a delicadeza característica de Virginia, também vai formando uma tensão psicológica. O espelho é imaginativo e reclama que não conhece muito bem a sua dona, por outro lado, constrói intensas histórias sobre ela. Por meio da mesma frase na abertura e no fechamento do conto, temos uma sensação cíclica, assim como o nosso reflexo no espelho, que vai e volta. A frase é: “ninguém deveria deixar espelhos pendurados em casa”.
“A dama no espelho: reflexo e reflexão”, de Virginia Woolf é um texto dominado pela imaginação, assim como o universo da infância. Este mês nós recebemos aqui em casa, do nosso parceiro Leiturinha, o maior clube de assinaturas de livros infantis do Brasil, a clássica história “A terra dos meninos pelados”, de Graciliano Ramos.
E claro que a nossa parceria diferenciada para você ingressar no maior clube de livros infantis do Brasil continua. Para obter frete grátis por um ano, use o
CUPOM: LEITURADEOUVIDO
Acessando esse link:
https://leiturinha.com.br/?utm_source=influenciadores%20&utm_medium=social%20&utm_campaign=LEITURADEOUVIDO_PODCAST&PIN=LEITURADEOUVIDO
Use nosso cupom e ganhe um ano de frete grátis na sua assinatura :)
Boa leitura!
#momentoleiturinha #leiturinha
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
“O pântano da lua” (1926) é conto de H.P. Lovecraft (1890-1937) que narra uma história obscura de quando a audácia atrai uma maldição. O rico Dennis Barry está obcecado por drenar e explorar o terreno onde se encontra o antigo castelo que fora de seu pai, na Irlanda, que já se encontrava cinzento e permeado pelo vasto pântano avermelhado. Sua ambição era desfrutar da riqueza entre a paisagem ancestral. O narrador é um amigo íntimo de Barry que vai até o castelo após receber uma carta. A viagem é difícil e a estadia, perturbadora. Ainda que estivesse já na primeira noite ouvindo sons estranhos de flautas silvestres de bambu, acordando alarmado e sob o clarão gelado da lua, explicita seu ceticismo quanto ao mau agouro, evidenciando a descrença do próprio amigo Barry, que seguia imparável.
Era lua minguante e todo o pântano é tomado por uma luz escarlate incandescente. Os acontecimentos insólitos do conto se desenrolam ao longo de sete dias e sete noites, sendo que nesta última, concretiza-se a maldição irreversível. Toda a aldeia é amaldiçoada, neste universo externo opressor. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
“O senhor Diabo” (1867) é um conto do escritor português Eça de Queirós (1845-1900) publicado pela primeira vez no Jornal da Época e, neste episódio, interpretado do livro Prosas Bárbaras (1909), em domínio público. No conto, o narrador anuncia que vai contar a história de um amor infeliz do Diabo. Antes disso, Eça elabora um dossiê de personagens da história e da literatura que mencionaram a presença e a característica do Diabo, desde as trágicas até às cômicas. O próprio narrador afirma, em um parágrafo isolado, dedicado a esta declaração: “O Diabo amou muito”. O enredo se desenrola numa pequena cidade da Alemanha, onde nasce a flor do absinto. Um ambiente com o clima tranquilo e sereno, marcado pelo rosnar das aves, o cantar dos peregrinos nas estradas, pelos santos que liam nos seus nichos. Numa casa de madeira mora a pura e loura Maria, que fiava constantemente na varanda ensolarada, cheia de vasos e de verdes, decorada com um Cristo de marfim. Maria era apaixonada por Jusel, melodioso, santo e também louro e que se encostava a um pilar em frente à casa de Maria. Mas ela era filha de um velho gordo, vaidoso, sonolento e mau, que bebia cerveja de Heidelberg, vinhos da Itália e cidras da Dinamarca. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
Psicologia de um vencido, de Augusto dos Anjos (1884-1914), do famoso verso 'filho do carbono e do amoníaco' e “Versos Íntimos” de 'a mão que afaga é a mesma que apedreja', são dois dos poemas que trazemos neste episódio, de seu livro Eu (1912), que foi reeditado em 1919 como Eu e Outras Poesias. Ao todo, neste episódio produzimos: “Psicologia de um vencido”, “o Morcego”, “A ideia”, “Idealização da humanidade futura”, “Soneto”, “Versos a um cão”, “O deus-verme”, “Debaixo do tamarindo” (pág. 8); depois no livro vem “As cismas do destino”, que já foi um episódio especial; daí saltamos para a página 42, com “Versos Íntimos” e “Vencedor”. Lembrando que o livro começa com "Monólogo de uma sombra” que igualmente foi episódio especial do LdO. Nota-se no livro a predileção pelo soneto, ao modelo petrarquiano, com 14 versos, distribuídos em quatro estrofes de quartetos e tercetos, decassílabos, rimados. "Psicologia de um Vencido” se apresenta como um poema tão completo, porque ele transita entre escolas literárias: parnasianismo, simbolismo, modernismo. Vou explica isto, no tocante à forma e ao conteúdo e você vai compreender porque dificilmente ele fica de fora de um livro didático ou de uma prova de vestibular ou de Enem. Boa leitura!
✅ Torne-se MEMBRO do CLUBE LEITURA de OUVIDO: encontros virtuais mensais, com notas de rodapé ao vivo e interação entre os leitores e Daiana Pasquim. Para isso, faça um apoio a partir de R$ 20 mensais:👍 Chave PIX:[email protected]Ou pelo financiamento coletivo: https://apoia.se/leituradeouvido
Se você é escritor(a) e gostaria de comissionar um episódio produzido por nós, escreva para [email protected]
📞 Entre em contato:[email protected]
Direção e narração:@daianapasquim
Direção, edição, trilha de abertura e arte de capa:@lplucas
Uma produção:@rockastudios
Padrinho:@miltonhatoum_oficial
Conheça o #Desenrole seu Storytelling, curso de Daiana Pasquim: https://bit.ly/desenrolecomleitura
Para adquirir o Trincas e/ou o Verde Amadurecido, livros escritos pela Daiana Pasquim, escreva para [email protected]
From the publisher's feed

166 Listeners