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Depois de quase 30 anos distribuindo conteúdo gratuito pela internet, no ano passado, em função da pandemia, mergulhei no mundo dos cursos on-line. Produzi dois deles, o Produtividade Antifrágil e em seguida o CAMP.
Adultos não aprendem como as crianças, é preciso toda uma pegada diferenciada para lidar com a falta de tempo, motivação e disciplina das pessoas, sempre ocupadas. Estudar diante da tela de um computador ou celular não é moleza. Mas eu fui para cima, distribuindo os conteúdos em vídeo, áudio e texto, em formatos objetivos, com bom-humor e abordando temas recorrentes por ângulos inéditos e, por vezes, irreverentes. Sempre com aquela pegada provocacional, que está no meu DNA.
O resultado foi que tivemos cerca de 1500 inscritos, num processo que me ensinou muito sobre a dinâmica da educação continuada.
Agora dou mais um passo, integrando os conteúdos dos cursos a um processo e relacionamento com os estudantes. Estou lançando o MLA – Master Life Administration, um programa extenso de preparação mental e prática para enfrentar os principais desafios do seu dia a dia, neste mundo que já foi volátil, complexo, incerto e ambíguo e agora é frágil, ansioso, não linear e incompreensível.
O MLA é um programa de educação continuada, focado no desenvolvimento da capacidade de julgamento e tomada de decisão dos participantes. É um treinamento on-line, também com reuniões interativas, que nesta primeira edição tem seis módulos elaborados a partir de minha experiência de quase 40 anos no incremento das habilidades necessárias para a liderança, comunicação, inovação, produtividade, planejamento e moral e ética.
A entrega é sob forma de vídeos, áudios, textos em PDF e uma série de lives, nas quais eu sou o guia para os conteúdos. Sem contar com as surpresas. Por exemplo, há poucos dias, os primeiros assinantes do MLA tiveram um bate-papo de duas horas por Zoom com a Ilona Becskeházy, ex-secretária de educação do MEC. De quando em quando acontecem eventos aos quais só a turma do MLA tem acesso. Sem contar o grupo exclusivo no Whatsapp, onde as pessoas interagem, fazendo um network precioso e rico de conhecimento.
Não tem o MBA – Master Business Administration? Pois vem aí o MLA – Master Life Administration, uma forma nova de praticar o fitness intelectual que deixará sua mente pronta para julgar e tomar as melhores decisões.
Julgamento e tomada de decisão. Com esses dois atributos desenvolvidos, você desempenha bem em qualquer cenário ou função.
Vamos nessa? As vagas são limitadíssimas e estamos dando prioridades aos alunos que já fizeram o CAMP. Mas mesmo que você não tenha feito, vale conhecer a proposta.
Saiba mais acessando http://programamla.com.br
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Mário Benedetti, um dos maiores escritores e poetas do Uruguai, em sua novela A Trégua, lançada em 1960, escreveu assim:
“Ele me perguntou se eu achava que tudo estava melhor ou pior do que cinco anos atrás, quando ele foi embora. `Pior`, responderam minhas células por unanimidade. Mas depois tive que explicar. Ufa, que tarefa. Porque, na verdade, a corrupção sempre existiu, o acordo também, as negociatas, idem. O que está pior, então? Depois de muito espremer o cérebro, cheguei à conclusão de que o que está pior é a resignação. Os rebeldes passaram a semi-rebeldes, os semi-rebeldes a resignados. (…) Não se pode fazer nada, as pessoas dizem. Antes só quem queria conseguir algo ilícito é que subornava. Agora, quem quer conseguir algo lícito também suborna. E isso significa relaxo total.”
Benedetti dizia que o que está pior é a resignação em 1960, quando havia uma clara divisão entre esquerda e direita, a guerra fria assombrava a todos, Fidel acabara de derrubar Fulgêncio Batista em Cuba e a juventude estava tomada pelo ideal romântico da revolução que viraria o mundo de cabeça para baixo nos vinte anos seguintes! Tudo que não havia era resignação, pô!
Se Benedetti achava que as pessoas estavam resignadas lá em 1960, o que acharia hoje, quando o mundo virou um balcão de troca? Quando vale tudo para obter ou manter o poder? Quando quem se rebela é atacado pelas patrulhas do politicamente correto? Quando é feio dizer na cara de um mentiroso que ele está mentindo? Quando quem reclama e grita é considerado mal educado? Repito: se Mário Benedetti achava que estávamos resignados em 1960, acharia o que hoje? Que estamos resignadíssimos? Resignadassos? Resignados ao cubo? Resignadalhos? Hiper-Mega-Resignados? Resignadásticos? Eu sei lá.
Pois eu acho que o adjetivo é frouxos mesmo.
Versão no Youtube: https://www.
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Então vem aquele terremoto do Haiti e morre Zilda Arns. A mesma comunidade (jovem, muito jovem) do Twitter que havia passado dois dias discutindo a morte de Brittany Murphy, uma jovem e obscura atriz de séries e filmes B dos Estados Unidos, ficou repleta de gente dizendo
- Zilda quem?
A definição de “relevância” numa sociedade em que Zilda Arns perde para Brittany Murphy, Tom Jobim perde para o Latino e Machado de Assis perde para Paulo Coelho, é relativa.
Nada é relevante por si. As coisas tornam-se relevantes, quer ver?
Sabe aquele cerimonial da tripulação nos aviões antes da decolagem, explicando como é que se usa o cinto de segurança e as máscaras de oxigênio, não é? Quem viaja muito já viu tantas vezes que nem repara mais.
Para essas pessoas o cerimonial pré decolagem não tem mais nenhuma relevância.
Mas agora imagine que o piloto diga pelo sistema de som que as condições meteorológicas estão ruins, mas que ele vai “tentar decolar mesmo assim”… Você tem alguma dúvida de que todo mundo prestará atenção nas instruções da tripulação, mesmo que sejam as mesmas de sempre? Pois é… Mudou o contexto e repentinamente as explicações, às quais quase ninguém ligava, ganham relevância.
Um caixa de banco que atende bem não é relevante, isso é o que se espera dele, é previsível. Mas se todos os outros caixas atenderem mal, aquele que cumpre sua obrigação torna-se relevante.
Um juiz que julga com justiça, não é relevante, isso é obrigação. Mas se os outros julgarem defendendo bandidos, o justo passa a ser relevante.
Contexto.
Relevância depende, portanto, do contexto e dos valores e convicções que determinam nossas escolhas.
Portanto, escolher (conscientemente ou por ignorância) que a morte de Brittany Murphy é mais relevante que a de Zilda Arns não indica que você é uma pessoa boa ou ruim. Mas dá uma pista sobre suas prioridades e visão de mundo. Você é o resultado de suas escolhas, alguém disse um dia.
E se só o que é relevante impacta em suas ações, preste bastante atenção às coisas às quais você escolhe dar relevância.
Versão no Youtube: https://youtu.be/s8xtYnFLshE
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Um Dia, descobri que grande parte dos ouvintes do Podcast Café Brasil, trabalha no Agronegócio. Por isso comecei a trazer temas do Agro para o Podcast, e o que você ouvirá hoje é o áudio da primeira live de um projeto chamado ComunicaAgro, que fiz com meu amigo José Luiz Tejon. Ah, você não é do agro? Não importa. A conversa é para todos os públicos. Vem comigo.
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Terminei de gravar mais um Podsumário, que todo mês é enviado aos assinantes do Café Brasil Premium. Desta vez foi o O Poder da Identidade, que é interessantíssimo.
Escolhi este tema por sentir que um dos grandes problemas que nos afligem atualmente é a perda da identidade, diante dos esforços incansáveis de grupos coletivistas, que atuam para que o indivíduo seja menos importante que o grupo. A consequência é a tentativa jamais bem sucedida de combinar igualdade com liberdade. É impossível! Se você tem de ser igual aos outros, não tem a liberdade de ser você mesmo. Essa luta é antiga e provavelmente não terminará nunca.
O princípio chave aqui é que o ser antecede o fazer. Quem somos (nossa identidade) molda o que fazemos (nosso comportamento).
Bem interessante esse capítulo, especialmente num tempo em que temos sido pressionados a tomar partido em todas as instâncias de nossas vidas. Muitas vezes, por medo de parecermos injustos ou gananciosos ou ainda incapazes de praticar a empatia. Para todo lado vemos essa espécie de viés cognitivo: o artista famoso engajado em causas ambientalistas, que se desloca pra lá e pra cá em seu jatinho poluidor; o político defensor da igualdade social que se esbalda queimando verbas públicas com suas mordomias; o ativista da causa LGBT usando boina de Che Guevara, e assim por diante. O que a princípio parece um desvio de caráter, ou seja, a vontade de lacrar para sua patota, de afetar uma virtude que não pratica, pode ser uma questão de identidade. A pessoa se sente uma coisa, mas pratica outra.
Bem, o Podsumário está chegando para os assinantes, e de onde ele vem, tem mais 42. Mas é só para assinantes.
Ficou interessado?
Acesse o Cafebrasilpremium.com.br e dê uma olhada. Você vai mergulhar num mundo de conteúdo rico, de aplicação imediata, sem blá blá blá e ainda com acesso a um grupo no Telegram repleto de gente que, como você quer crescer.
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Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, apaixonado pela atividade física equilibrada para a promoção da saúde. Seu trabalho é focado na sobre qualidade de vida e longevidade, e me chamou atenção quando, no começo da pandemia, focou seu trabalho nos exercícios físicos para idosos. mas tem um case maravilhoso de marketing digital aí.
É com ele que vamos conversar hoje.
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Michael Shermer é fundador da The Skeptics Society, a sociedade dos céticos, e editor chefe da revista, Skeptic, que se dedica a investigar alegações pseudocientíficas e sobrenaturais. A Fundação Richard Dawkins pela Razão e Ciência publicou um vídeo com ele, chamado “Kit de Detecção de Bobagens”, com dez questões que você deve perguntar quando encontrar esse povo cheio de certezas que prega suas verdades por aí. A inspiração para o Kit foi, evidentemente, Carl Sagan e o vídeo já existe legendado no Youtube, vou colocar o link no roteiro deste programa em portalcafebrasil.com.br.
Este episódio é a adaptação do texto daquele vídeo.
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Vou repetir neste novo formato, o texto “imunização cognitiva”, de um cafezinho anterior. A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e crenças, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade.
Existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva.
Primeira fase: isolamento. A pessoa vai eliminando de seu convívio quem pensa diferente dela.
Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Só leio argumentos com os quais eu concordo.
Terceira fase: conexão das crenças a emoções poderosas. “Se você não seguir essa ideia, algo de ruim vai acontecer”.
Quarta fase: associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários.
Quinta fase: a repetição. Cria-se um tema, um slogan, que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado, de lavagem cerebral: “Fora Temer”… “Foi golpe”…
Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos do que para avaliar o que é verdade e o que é mentira. E aí não adianta argumentar, mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, a foto, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico, a mala de dinheiro, a pesquisa publicada na revista… O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos. Para ele, argumentos lógicos não têm relevância. É por isso que vemos tanta gente com estudo, inteligente, articulada, honesta, que a gente sabe que não é canalha, defendendo em público o indefensável.
Como é que essas pessoas chegam a esse ponto?
Imunização cognitiva, meu caro. Defendem crenças, não defendem a verdade.
Versão no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=SVitO0Nzh20
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Cafezinho 385 – O vagabundo
Aproveitando que o termo ganhou relevância, tentei me lembrar da primeira vez que ouvi o termo “vagabundo”. Foi muito tempo atrás, e na maioria das vezes eu conectei o termo com o mais famoso vagabundo da história: Carlitos, o personagem interpretado por Charles Chaplin em filmes geniais em preto e branco, que fizeram a história do cinema. Portanto, “vagabundo”, para mim, tem uma conotação romântica e afetuosa.
Tentando, pra usar um termo que anda na moda, ressignificar essa minha percepção no contexto atual, procurei o significado de “vagabundo” no Google e encontrei o seguinte:
Característica de quem caminha sem rumo determinado, que perambula ou vagueia; andarilho. Não é o caso.
Característica de quem vive de maneira desocupada, que não possui ocupação, que não tem vontade de realizar suas tarefas. Não é o caso.
Característica de quem não trabalha ou não gosta de trabalhar; vadio: aluno vagabundo. Não é o caso.
Aquele que não possui um endereço fixo ou um negócio/ocupação constante. Não é o caso.
Característica daquilo ou de quem expressa inconstância, que se comporta de modo volúvel: coração vagabundo. Hummm... pode ser.
Característica daquilo que apresenta péssima qualidade; inferior. Também pode ser.
Desprovido de honestidade, que se comporta de modo desonesto; malandro, canalha. Uau. Achei! É isso.
Aquele vagabundo do cinema mudo, gentil, simples, ingênuo e cavalheiro, cheio de graça, não existe mais, é só memória.
O vagabundo de hoje usa terno, tem fala mansa, ganha muito bem, vagueia pelas catacumbas do poder conspirando para manter-se no poder e não tem o menor problema de exibir em público sua desonestidade.
O vagabundo de hoje é um canalha.
Que não tem graça nenhuma.
Versão no Youtube: https://youtu.be/sphAdGswJzk
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Olha: eu tinha já começado a montar um programa sobre a regra das 48 horas quando, de repente, morreu o Paulo Gustavo. A princípio eu ia deixar passar batido, mas a reação foi tão grande que eu decidi misturar as duas coisas. Peguei um programa meio andado e trouxe alguns textos a respeito do Paulo Gustavo pra usar hoje aqui com você, tá bom? Então vamos lá?
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