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Na imagem do topo do meu Facebook está escrito Stop Making Stupid People Famous: Pare de tornar pessoas estúpidas, famosas. Esse é o título de um livro de Moaml Mohhmed, no qual ele diz assim:
"A fama é frequentemente concedida a qualquer um que por acaso atrai as massas em um determinado momento. E essas massas são, em grande parte, compostas de idiotas incapazes de distinguir talento de reputação. As pessoas que adquirem fama geralmente refletem os gostos (ou a falta deles) dessas pessoas muito simples e muito básicas. E esses famosos dificilmente estão qualificados para avaliar a importância dessas pessoas simples e de suas características definidoras. Às vezes, basta ter conhecimento da existência e dos detalhes dessas pessoas famosas para que as pessoas simples se sintam realizadas, em oposição a realmente realizar algo digno de seu tempo. Suponho que isso poderia ser uma forma de vida projetada, e se for, é uma das formas mais cruéis. Em conclusão, você tem todo o direito de acreditar que alguém famoso é melhor do que você, mesmo que seja simplesmente porque é famoso. Mas acreditar que eles são melhores do que todos os que não são famosos é uma demonstração de ignorância.”
Distinguir talento de reputação, veja que questão interessante. Houve um tempo em que, para ser famosa, a pessoa precisava fazer algo extraordinário. Um ator talentoso, um esportista excepcional, alguém que superou uma dificuldade impossível. A pessoa tinha de fazer algo excepcional. Com as mídias de massa, isso se perdeu. Agora basta que a pessoa seja excêntrica, arrume uma treta ou se comporte fora da média. Não importa a qualidade do que ela faz, mas o que ela faz, desde que atraia atenção. E por atrair atenção, atrai mais atenção. Esse é o fenômeno das redes sociais: a celebridade se torna celebridade por ser... celebridade. Mesmo que seja estúpida! Mas o processo só funciona se outras pessoas a tornarem famosa. Entendeu o ciclo? Não? Então você já faz parte dele.
Versão no Youtube: https://youtu.be/sphAdGswJzk
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Vira e mexe, jovens pedem pro tio aqui conselhos sobre carreira. É uma situação de alta responsabilidade. É fácil entrar na onda e dizer que tudo é difícil, tudo é perigoso, tudo é complicado, mas não é esse tipo de conselho eles precisam. Essas porcarias eles aprendem assistindo TV.
Preparei uma série de pensamentos, sem me preocupar em seguir alguma lógica. Talvez alguém ache que eles servem para alguma coisa:
Tudo óbvio, não é? Pois é. Não sei quantos anos você tem, mas garanto que perdeu um monte de oportunidades por não ter feito o óbvio, não é?
Olha, sugiro que você experimente também fazer sua lista de dicas. Você vai se surpreender ao se descobrir aprendendo com o que já sabe...
Versão no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=VqRBRQwia7s
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Como é que a gente age diante do desconhecido? Bem, buscamos o conhecimento que temos e fazemos planos, não é? A partir de nossa vivência e das projeções futuras. Mas a única coisa certa nesses planos, são as incertezas. Portanto, a sensação de segurança que os planos trazem é falsa! Vou usar uma história inacreditável pra contar como isso acontece: a fatídica Expedição Franklin.
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Em minha vida profissional sempre me deparei com coisas que não aconteciam, os “não-eventos”. E ao interpelar o responsável, invariavelmente vinha um “to esperando o fulano”, “to esperando a liberação”, “to esperando o orçamento” e outras variedades de esperas. E quando eu apertava a pessoa, vinha aquele infalível, “fazer o quê”? E a culpa do não acontecimento era confortavelmente transferida para um terceiro. Num texto de Moacyr Scliar que tratava da eliminação do Brasil numa das copas do mundo, ele dizia que a frase mais comum foi o clássico “Fazer o quê?”, marca registrada do fatalismo brasileiro. Perdemos, fazer o quê? E Scliar explica:
“‘Fazer o quê?’ serve para o curto prazo, para o momento de perplexidade, de desamparo. (...) No caso, esse desamparo resulta, não do destino, mas de uma invencível compulsão. O cara que prefere a sede à água, o cara que prefere, à cabeça, a parede que vai rachar a cabeça, esse cara realmente vai se ferrar, mas não pode evitá-lo: é o seu jeito de ser, fazer o quê?
Por definição, trata-se de uma pergunta sem resposta, o símbolo da resignação. Uma resignação que, aliás, até ajuda as pessoas, impedindo-as de caírem no desespero. Numa crônica, Fernando Sabino fala de sua empregada que, numa daquelas chuvaradas devastadoras, perdeu o barraco onde morava. Além do “fazer o quê?”, a mulher produziu uma reflexão consoladora: pelo menos, ela disse, não vai faltar água para a lavoura.
Quando alguém se queixa de coisas como tristeza, sensação de inutilidade, desamparo, um norte-americano inevitavelmente dirá: ‘Do something about it’, faça alguma coisa a respeito, não fique se lamentando. Fazer, numa sociedade eminentemente pragmática, é a coisa básica. Foi pelo fazer que os norte-americanos chegaram onde chegaram, mesmo que o modelo por eles construído desagrade a muita gente.
Para a vida como um todo, a pergunta correta é ‘O que fazer?’“
Versão no Youtube: https://youtu.be/Fl_jhZGDPjY
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Eis uma situação / totalmente pervertida
-- uma nação que é rica / consegue ficar falida,
o ouro brota em nosso peito, / mas mendigamos com a mão,
uma nação encarcerada / que doa a chave ao carcereiro
para ficar na prisão.
Cada povo tem o governo que merece?
Ou cada povo / tem os ladrões a que enriquece?
Cada povo tem os ricos que o enobrecem?
Ou cada povo tem os pulhas / que o empobrecem?
O fato é que cada vez mais / mais se entristece esse povo num rosário de contas e promessas
num sobe e desce de prantos e preces.
Este não é um país sério / já dizia o general.
O que somos afinal? / Um país-pererê? folclórico? tropical?
misturando morte e carnaval?
Um povo de degradados? / Filhos de degredados
largados no litoral? / Um povo-macunaíma
sem caráter-nacional?
Espelho, espelho meu! / há um país mais perdido que o meu?
Espelho, espelho meu! / há um governo mais omisso que o meu?
Espelho, espelho meu! / há um povo mais passivo que o meu?
E o espelho respondeu / algo que se perdeu
entre o inferno que padeço / e o desencanto do céu.
Esse é um trecho de um poema de Affonso Romano de Sant´Anna publicado em 1998. Ouviu? Mil-novecentos-e-noventa-e-oito.
Eu lembrei dele quanto tentei escrever um texto sobre a CPI do Covidão e seu relator Renan Calheiros. Foi inevitável pensar nesta nação Macunaíma com seus heróis sem caráter.
Versão no Youtube: https://youtu.be/FfgE2miKoAU
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E aí? Vai um filminho de sacanagem? Uma pornografiazinha básica? Um brinquedinho daqueles? Uma coisinha pra apimentar a relação? Como é que você se relaciona com essa questão de apimentar o sexo, hein? Bem, o programa de hoje vai tratar do negócio do sexo. é uma revisita a um programa lá de 2013 e o ponto de vista aqui é diferente de tudo que você já viu e ouviu. Quer apostar? O papo é bastante sério, mas eu não posso dizer o mesmo da trilha sonora, cara… O meu conselho é: quando entrar a música, tire as crianças da sala.
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O texto de hoje é de autoria de Walter Mancini, de 78 anos.
Não fecharei as portas . Uma notícia falsa que circulou recentemente na internet dizia que, devido as medidas de isolamento social implementadas em São Paulo, meu restaurante, o Famíglia Mancini, estava falido e iria fechar as portas para sempre. É mentira.
De certa forma o boato foi bom, porque recebi dezenas de ligações, e-mails e até cartas de clientes de todo Brasil me apoiando, isso me deu ainda mais gás para lutar pelo meu negócio.
Há 42 anos, em 10 de maio de 1980, eu fundei o Famíglia Mancini na rua Avanhandava, na capital paulista. Desde então, todos os dias, às 6h30 da manhã, eu sou o primeiro a chegar. E o último a sair, já de madrugada. Tanto trabalho rendeu frutos. De lá para cá, na mesma rua, abri outros quatro restaurantes e uma galeria de arte. Minha filha inaugurou por lá uma loja de roupas e acessórios. Revitalizamos a vizinhança e a transformamos em um ponto turístico, um pólo gastronômico a céu aberto.
Desde o estouro da pandemia, no entanto, as coisas ficaram bastante difíceis. Não só o meu restaurante, como todos os outros, foram obrigados a fechar as portas, atendendo somente por delivery. Nesse abre e fecha, infelizmente voltamos a servir almoço a partir deste sábado, 24. Mas a queda foi tão grande que, se antes eu comprava um caminhão de verduras e legumes no Ceasa, hoje é suficiente ir à feira livre.
Os meses foram passando e meu caixa acabou. Para manter todos os meus estabelecimentos abertos, honrar compromissos com fornecedores e, principalmente, pagar todos os meus funcionários, precisei recorrer ao banco. Desde então, em média, tenho despesas mensais de cerca de R$130.000,00 por restaurante.
Somando tudo, em um ano acumulei 9 milhões de reais em empréstimos. Estou no limite do meu crédito. Mas não estou falido.
Hoje, eu ainda emprego cerca de 300 funcionários. Antes, eram mais, mas muitos foram embora. Acertei as contas com todos eles, com decência e dentro da lei. Sem traumas e numa relação carinhosa e de agradecimento.
Daí, você me pergunta: não seria melhor fechar? Não!
E a razão é simples: a minha vida está naquela rua. Eu quero que aqueles restaurantes durem mais 100 anos. Não sou um investidor. Sou o mantenedor. Cuido com amor.
Eu não sei onde isso tudo vai dar, mas sei que, se os restaurantes morrerem, eu morro junto. Morre o restaurante, morre o Valter.
Mas eu não me entrego fácil. Não posso deixar baixar o moral. Vou lutar para sobreviver porque aquilo ali é a minha história, eu estou defendendo a minha vida. Daqueles restaurantes eu tirei o sustento da minha casa e a criação dos meus filhos. Não existe para mim essa história de “encerrar as atividades”. Isso nem passa pela minha cabeça. Estou falando da herança dos meus filhos, e não dá para pegar um legado e jogar fora. Para mim aquelas casas têm as digitais de Deus. Então, como eu posso fechar um lugar assim? Seria uma ousadia. Eu sou apenas o caseiro Dele.
Mesmo diante de uma situação tão dramática, hoje eu estou tranquilo e sereno. Sabe por quê? Porque eu não persigo dinheiro. Eu persigo um sonho. Eu não quero o lucro ou trocar de carro todo ano. Minha natureza não é a da ganância. Eu quero ver a máquina voltar a andar, quero ver aquela rua toda iluminada novamente e repleta de pessoas felizes, com saúde e com esperança de viver. O que pingar no meu caixa eu vou usar para pagar todas as contas.
Não estou desesperado. Eu estou, sim, agradecido de ter a companhia dos meus colaboradores e funcionários. Sem soberba, devo tudo aos meus funcionários e os meus clientes. Estamos todos abraçados. A rua Avanhandava não morreu. Ela só está adormecida e vai acordar já, já.
Essa crise é como uma batalha para mim. Eu vou defender aquilo que eu criei. Vou lutar e vou vencer.
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A mentira está institucionalizada, em horário nobre e na cara dura. Ou melhor, cara de pau. E a mentira quase nunca é confrontada com a verdade. O sujeito chega na mídia, diz uma mentira descarada e fica tudo por isso mesmo. Houve um tempo em que jornalistas ridicularizavam o mentiroso. Hoje não, especialmente se o mentiroso fizer parte da minha tribo. Mentir é parte do jogo e contestar a mentira é “ser grosso”, “jogo político”, “criar factóides” e algum ismo aí.
E neste Brasil onde “nóis invertemo as coisa” os mentirosos são tratados com respeito, pompa e circunstância. É um tal de “senhor candidato” pra cá, Vossa Excelência pra lá que me deixa nervoso! Pô, quando é que essa gente será tratada como “mentiroso de uma figa”?
Vivemos tempos complicados, nossa saúde, nossas finanças, nosso futuro estão ameaçados. Nós precisamos de nossas tribos para nos sentirmos seguros, protegidos, por isso nos tornamos cada vez mais tribais, polarizados. E as mentiras se tornam ainda mais poderosas. Abrimos mão de nossa inteligência para dar licença às mentiras dos iluminados que nos prometem proteção. E aí é isso que está aí...
Afinal, as mentiras ditas pelos líderes de sua tribo, em nome de sua segurança, são para seu bem-estar, não é?
Olha, bote uma coisa na cabeça: tirando as pessoas que amam você, ninguém está interessado em sua saúde, em sua segurança, em seu bem-estar. O interesse é no poder, na vitória mesmo que a custo de conflitos e divisões. E se para isso tiver de sacrificar a verdade, paciência.
Sempre, sempre haverá alguém tentando progredir às suas custas.
Acredite. Isso não é mentira.
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E a educação brasileira, como é que vai, hein? Mal, não é? E não é de hoje. Para todo lado aparecem especialistas com a solução que jamais é implementada. O discurso é ótimo cara, mas o resultado é pífio. Pois eu fui buscar alguém que vem do universo corporativo, de um mundo focado na gestão e na eficiência, para contribuir com a solução para esse nosso carma. Neste episódio, mais um da série LíderCast, trago Ilona Becskeházy, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, para discutir o assunto.
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No grupo do Telegram da Confraria Café Brasil, surgiu uma interessante discussão: no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, Capitu traiu ou não Bentinho?
Na discussão, mostrei um trecho de uma entrevista da escritora Lygia Fagundes Telles, onde ela diz que fez algumas leituras do romance. A primeira, ainda jovem, a segunda leitura, já madura. E então, aos 80 anos, Lygia diz: “Capitu traiu Bentinho? Eu já não sei mais. Minha última versão é essa, não sei. Acho que, enfim, suspendi o juízo. No começo, ela era uma santa; na segunda, um monstro. Agora, na velhice, eu não sei.”
Em diversos episódios de meu podcast Café Brasil tenho focado na importância da dúvida, para desespero dos que sabem tudo. Aí vem o rótulo de negacionista, terraplanista e outras bobagens, que fazem parte do repertório dos que têm certeza de tudo e que acabam sendo os verdadeiros negacionistas.
Conheço um monte de gente com conhecimento, ilustrada, gente com muita experiência de vida e que...se acha. Gente que transforma conhecimento em fé. Falta-lhe al inteligência emocional que coloca o conhecimento nos trilhos.
Wilson Mizner, dramaturgo e escritor norte-americano, um dia disse assim: Respeito a fé, mas é a dúvida que educa.
Alimentar a dúvida é um exercício de fitness intelectual, sacou? No podcast Café Brasil 706 – Humildade Intelectual, eu digo que a humildade representa a liberdade de não ter de provar todo o tempo que você é superior. A humildade é cheia de emoções encantadoras, como admiração, companheirismo e gratidão. Humildade é o reconhecimento de que existe muito que você não sabe, e que muito do que você sabe está errado ou distorcido. A humildade de assumir a dúvida leva à sabedoria.
Versão no Youtube: https://youtu.be/Lq933v5W-2U
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