Maniçoba Podcast

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Maniçoba Podcast episodes

  • #3 - Cartola - Cartola (1976)

    Lado A

    Agenor ou Angenor de Oliveira. Descobriu o nome no período do casamento com a Zica. Lenda que Mundo é um Moinho foi composta para a filha que era prostituta. Cartola era estéril. Versões do Cazuza e Ney Matogrosso. Gravou o primeiro disco em 1974, com 66 anos. Foi morar no morro da Mangueira por problemas financeiros. Lampejos de música erudita com base popular. Perdeu a mãe na década de 30 e brigou com o pai. Mario Reis subiu o morro atrás de um samba. Cartola vendia o samba, mas não a autoria. Divina Dama, gravada por Francisco Alves. Torcedor do Fluminense. Histórias dolorosas com mulheres. Deolinda. Histórias curiosas com Noel Rosa. Sumiços de Cartola. Foi encontrado trabalhando como lavador de carro por Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) ou pelo cartunista Lan. Trabalho servindo cafezinho. Gravação do primeiro disco pelo Pelão (João Carlos Bozelli). Rota dos bares. Parceria com o Candeia. Arranjos de Preciso me Encontrar com Oboé. Peculiaridades no aspecto físico de Cartola. Chapeu coco. Trabalho com pedreiro e como tipógrafo. Por que Cartola usa óculos escuros? Doença no nariz chamada Rinofima, causada por Rosácea. Olhar de água. Mulheres da vida do Cartola. Mãe, Deolinda, Donária e Zica. Período no bairro do Caju.

    Lado B

    Zicartola, bar fundado por Cartola e Dona Zica (Euzébia Silva do Nascimento). Durou cerca de 2 a 3 anos. Passaram pelo Zicartola: Nara Leão, Tom Jobim, Pixinguinha. Primeiro cachê do Paulinho da Viola. Cartola não tinha tino para o comércio. Reencontro com o pai após 40 anos. Influência do pai, que era instrumentista. Cartola memorizava os acordes e tocava escondido. Iniciação do Toquinho pelo Vinícius. Ney Matogrosso, Raphael Rabello eCazuza gravaram Cartola. Interação com Heitor Villa-Lobos e com o maestro estadunidense Leopold Stokowski. Carlos Cachaça e Nelson Cavaquinho. Deixou uma herança inigualável, um dos grandes cometas. Uma das causas do fim do Barão Vermelho. Participação de Creuza. Paulo da Portela desgostoso foi morar um tempo na Mangueira. Ilumina momentos do cotidiano. Reconhecimento do Cartola ocorre após gravação do primeiro disco. Conseguiu comprar o primeiro carro já perto da morte. Morte por câncer na tireóide. Autonomia foi composta no momento da descoberta da doença. O poeta tem a capacidade de iluminar o óbvio. Declaração de amor ao violão. Cartola foi a Curitiba julgar um desfile de Escolas de Samba.

    37 min
  • #2 - Tim Maia - Tim Maia (1970)

    Lado A

    Convidado Anderson Lee, japonês com sangue negro. Destino inexorável do Tião Marmiteiro. Quem é Cristina? Alma negra do Tim Maia. Funk com baião, soul e rock. Os trilhos da música popular brasileira. Ida aos Estados Unidos e a formação do The Ideals. Triatleta: fumava, bebia e cheirava. Programa de TV do Roberto Carlos. Vulgo Tião Maconha. Visual da jovem guarda. Beatles inflamando os ares mundiais. Tim escondeu na garagem do prédio de Roberto. Não vou Ficar foi a guinada na carreira do Roberto. Uma pausa e um brinde. Roberto deixou de ser o bom menino. Elis Regina, porta voz de muitos músicos do Brasil. Waltel Branco participou das cordas do disco. A característica principal do Tim Maia é o excesso.

    Lado B

    O Universo em Desencanto. Muitas pessoas ainda seguem a Cultura Racional. A volta de Tim Maia. Viveu fazendo as coisas que queria sem pensar nas consequências. Ele vem ou não vem? Primavera: uma das maiores despertadoras de beijos. Tim tinha desejo de ser um homem de família. Drogas e obesidade. Glicemia de 800 mg/dl. Diabetes causa disfunção erétil. Alternava riqueza/pobreza. Semelhança com Raul Seixas: poetas ao extremo. Ed Mota X Tim Maia. Parcerias: Fábio, Cassiano e Hyldon. Tim escutava o ui-ui-ui, ai-ai-ai. Sofá dromedário. Música meio macambúzia. Últimos discos de Tim Maia. Lágrimas saltitantes. Loja Túnel do Rock em Curitiba. Ar tupiniquim único. Tim Maia se declarava um dos melhores músicos do mundo. Tudo é tudo e nada é nada.

    32 min
  • #1 - Belchior - Alucinação (1976)

    Belchior foi o escolhido para ser assunto do primeiro episódio do Maniçoba Podcast. Ao som de Alucinação (Phonogram, 1976) e suas histórias, explicamos como surgiu a ideia do podcast.

    Lado A

    Primeiro Maniçoba Podcast. Apresentação do formato do programa. Doses de Nega Fulô e copos de cerveja. Maniçoba, uma feijoada indígena. Bigodes. Ditadura militar no Brasil. Referências à cultura pop, Bob Dylan, Caetano Veloso, Beatles, Edgar Allan Poe, etc. Raul Seixas em resposta ao Belchior na música “Eu Também vou Reclamar”.  Elis Regina fez o bigode explodir. Bel com ou sem barba. Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes. Cerveja com rolha. Cantador de feira e cursos de filosofia e Medicina. IV Festival Universitário da MPB. Clássico em homenagem ao popular.

    Lado B

    Na alucinação, chegamos a algo que não existe. O idealismo que ficou para trás. Ednardo, Fagner, Caetano, Gil, João Gilberto, Xangai, Novos Baianos e o Movimento Armorial. Teti e Cirino? Redescoberta de artistas que só lançaram discos em LP. Regravações de Los Hermanos e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta. Onde está o Wally: reportagem da Rede Globo sobre o sumiço de Belchior. Discografia em espanhol. As palavras do vate cortam. Caracterização do êxodo por Luiz Gonzaga e Belchior. Migração dos europeus para Curitiba e dos nordestinos para o sudeste. Cabarés da Lapa. Walt Whitman e o Canto Da Estrada Aberta. Hospitais e Padarias.

    38 min

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