Revisão das Lições 67 e 68.
Estas são as ideias para a revisão de hoje:
(67) O amor me criou como ele mesmo.
(68) O amor não guarda mágoas.
A revisão de hoje é um convite para o observador decidir por sua realidade e por um fim ao duelo imaginado pela consciência entre o Espírito e o ego. O duelo que faz parecer que o personagem tem uma escolha entre a verdade e a mentira.
Não existe uma batalha acontecendo. Não existe uma concorrência entre verdade e mentira, entre a realidade e a ilusão. Apenas a consciência distraída da sua realidade.
A nossa jornada se acelera quando decidimos liberar da consciência as ilusões do ego e assumimos a nossa realidade com Deus.
Basta lembrar que o Amor não criou o que experimentamos no mundo, porque o Amor não abriga mágoas e ressentimentos e os seus ataques.
Basta sentir-se com Deus e toda tentação desaparecerá.
Lembremos então, que até mesmo o “você” e o “eu” no sonho é o símbolo da separação, da mágoa e do ressentimento, ou seja, a consciência que pensa o “você” e o “eu” também precisará aceitar que não é real.
A consciência separada da sua Fonte Criadora é uma ilusão e você é uma holografia pensada por o reflexo do pensamento de separação de Deus.
Tudo no espaço tempo faz parte de uma realidade holográfica mantida por especialismos da crença na separação, na culpa e no medo.
Nesta revisão, Jesus novamente nos leva a buscar e aceitar a realidade diante de todas as “questões” holográficas.
Novamente o tomador de decisão é lembrado do poder das nossas consciências para a liberação da identificação com a separação de Deus.
Observemos então a declaração e as aplicações na lição 67.
“O amor me criou como ele mesmo.”
“Talvez aches estas formas específicas úteis para a aplicação da ideia:
Que eu não veja nisto uma ilusão de mim mesmo.
Ao olhar para isto, que eu me lembre do meu Criador.
Meu Criador não criou isto como eu o vejo.”
“O amor me criou como ele mesmo.”
Essa é uma declaração da nossa semelhança imutável com a Fonte Criadora, Cristo e Deus.
Relembramos então, que o Amor descrito no pensamento da lição de hoje é Deus.
Para tanto, é importante observarmos o senso comum em que percebemos Deus através da pequenez e inferioridade, instalados na consciência a partir do ego, e que aplicamos a nós e aos outros.
O quanto insistimos e preferimos mendigar o Amor de Deus ao invés de reconhecer-se a imagem e semelhança Dele?
“O amor me criou como ele mesmo”, é uma declaração exata de que é incontestável a perfeição da Criação de Deus.
É um convite para a liberação das falsas ideias sobre a nossa identidade, suas necessidades, e as suas limitações.
“O amor me criou como ele mesmo”, e isso não será mudado.
E ao observarmos também o segundo pensamento da revisão de hoje, podemos sentir que um pensamento fortalece o outro.
“O amor não guarda mágoas.”
“Estas formas específicas para aplicação dessa ideia poderiam ser úteis:
Isto não é justificativa para negar o meu Ser.
Eu não vou usar isto para atacar o amor.
Que isto não me tente a atacar a mim mesmo.”
A mágoa que Jesus nos convida a observar são os pensamentos e as imagens que surgiram a partir do efeito da louca e diminuta ideia: o pensamento de separação é a mágoa.
Mas, não porque o ego está chateado com Deus, ou Deus magoado com o ego. E sim a partir da ilusão de que agora existe algo separado de sua Fonte Criadora.
A mágoa surgiu a partir do medo de Deus. Magoa é todo e qualquer pensamento ilusório que diz que o Filho de Deus não permanece como Deus o criou e com Deus.
Mágoa é toda expressão para a confirmação da culpa na consciência unificada separada.
Pensarmos que somos um corpo é uma magoa. A imagem que chamamos de eu surgiu da mágoa, do medo de Deus.
O Amor que não guarda mágoa é Cristo, por permanecer íntegro à sua Fonte Criadora, imutável, a imagem e semelhança de Deus.