“O amor não guarda mágoas.”
“O perdão é uma lembrança seletiva que não se baseia na tua própria seleção.
Pois as figuras feitas das sombras que queres tornar imortais são ‘inimigas’ da realidade.
Que estejas disposto a perdoar o Filho de Deus por aquilo que ele não fez.”
Para o estudo da metafísica da lição de hoje é preciso aceitar na consciência o conceito de mágoa apresentado por Jesus na metafísica desse percurso em milagres.
A mágoa que Jesus nos convida a observar é a que surgiu a partir do efeito da louca e diminuta ideia: o pensamento de separação é a mágoa. Mas não porque o ego está chateado com Deus ou Deus magoado com o ego.
Mas, a partir da ilusão de que agora existe um eu separado de sua Fonte Criadora, a mágoa surgiu a partir do medo de Deus.
Magoa é todo e qualquer pensamento ilusório que diz que o Filho de Deus não permanece como Deus o criou.
Mágoa é toda expressão para a confirmação da culpa na consciência unificada separada.
Pensarmos que somos um corpo é uma magoa.
Ontem, Jesus declarou: “o amor me criou como ele mesmo”.
Então, vamos relembrar que o personagem no sonho não é o amor, correto?
O personagem, o eu no sonho, é o efeito de uma forma de pensar a partir da ideia de separação e chamada pelo senso comum de consciência.
Já o Amor semelhante à Sua Fonte Criadora é Cristo.
E esse eu no sonho é a representação da mágoa, porque é um pensamento a partir da ideia de separação.
A imagem que chamamos de eu surgiu da mágoa, do medo de Deus.
O Amor que não guarda mágoa descrito na lição de hoje é Cristo, e Cristo não guarda mágoa por ser a imagem e semelhança de Deus.
Ele não está no sonho onde a mágoa foi imaginada e confirmada pelos fragmentos da consciência unificada separada: o eu, o você, o outro e o nós.
O Amor que não guarda mágoa é Cristo, por permanecer íntegro à sua Fonte Criadora, imutável, à imagem e semelhança de Deus.
E não nesse conceito de servidão e bondade do deus inventado em nossa consciência pelo ego, mas, a partir da impossibilidade de o Amor Ser outra coisa que não o Amor.
Deus É imutável e a sua extensão É como Ele É, imutável, incorruptível e inseparável.
A partir do pensamento de separação, mágoa é toda expressão da separação; qualquer pensamento que identifique um eu aqui e outro lá, separados por formas de pensar que podem ofender-se entre si.
Mágoa é a separação e não o resultado do ataque e da defesa a partir de ideias.
Ataque e defesa são os efeitos da crença dos separados, de um sistema emocional de confirmação de crenças em um mundo à parte de Deus.
Hoje, Jesus declara que guardar mágoas sustenta a crença na separação — a mágoa verdadeira, a ilusão do Filho separado do Pai.
“O amor não guarda mágoas.”
Jesus declara para o observador e tomador de decisão na consciência que o Fiilho de Deus não está no mundo.
“O amor não guarda mágoas.”
E o Amor na consciência dos separados é o Espírito Santo, a Resposta de Deus para a ilusão da separação.
E o despertar para esse Pensamento de Deus nas consciências é o realinhamento com Cristo e a Fonte Criadora.
Na lição de ontem, Jesus declara para as consciências que: “o amor me criou como ele mesmo”. Então, hoje Ele esclarece que o Ser que em unidade permanece à imagem e semelhança de Deus e na Mente de Deus, não pensa separado de sua Fonte.
Ele está nos dizendo que é impossível Cristo não pensar como Deus pensa. O amor não guarda mágoas.
O amor não guarda mágoas. O amor me criou como ele mesmo. E o amor não guarda mágoas porque ele não compartilha pensamentos de separação.
Quando nos sentimos ressentidos com o que parece ser o outro, em única instância, é a confirmação da separação ocorrendo.