“Eu não estou sujeito a outras leis senão às de Deus."
Essa lição é a declaração de um fato.
Traga a atenção para: se Deus é perfeito, basta olhar para o mundo de forma lógica e perceberemos que não pode ser conduzido pelas leis de Deus.
Para o ego, a existência está condicionada em um corpo, portanto, as suas leis são baseadas para satisfazer o corpo. Todas elas são direcionadas para prover questões de necessidades, a falta. O que mantém a consciência acreditando que a separação é real.
E o tomador de decisão, conduzido pelo pensamento de separação, confunde segurança, paz e felicidade com o prazer que o corpo percebe quando alcança suas metas.
Mas classifica como sofrimento as metas frustradas, as que impedem as sensações de bem estar através do corpo.
Em todo esse percurso com as lições até aqui, claramente Jesus não está nos conduzindo a distinguir entre o certo e o errado, ou pedindo para a consciência escolher um lado, o Espírito Santo ou o ego.
Ele está novamente demonstrando, da mesma forma como fez ha mais de 2000 anos, nesta ilusão de tempo e espaço espaço, a realidade — Deus.
Jesus está conduzindo na consciência a aceitação da única existência.
No entanto, escolher agora ou depois reposicionar o tomador de decisão é apenas questão de: o quanto cada consciência tolera a dor, a angústia, e os reflexos da separação através de uma busca incessante pelo prazer.
No roteiro do ego, o mundo, já nos foi demonstrado através dos séculos e dos registros históricos que todos os planos para a felicidade falharam.
E o que faz uma geração após a outra é tentar readaptar planos de felicidade através de um recalcular de rota que devolve as mentes sempre no mesmo ponto: a falta e a insatisfação.
O quanto aguentamos fazer e refazer planos para acessar e experienciar da paz onde ela não pode ser?
“Eu não estou sujeito a outras leis senão às de Deus.”
Nesta lição, a consciência é conduzida por Jesus a momentos de liberação.
Mas, não se trata de liberar-se das angústias individuais, ou das questões em que o personagem deseja sensações de paz, tranquilidade e segurança para o seu sistema emocional, o indivíduo.
A prática de hoje é para ir além dessa “cerquinha” de perdão que o ego, em posse da metafísica do conteúdo de Um Curso em Milagres, elabora e direciona o personagem através do sacrifício.
Jesus hoje, conduz a consciência a sair dessa vitrine espiritual — em que o “personagem” pensa que tem uma consciência, e então, confundido de que é apenas uma ferramenta de comunicação, busca utilizar o corpo como um ser para a lei da atração, visando resolver as questões de sobrevivência do eu psicológico.
“Eu não estou sujeito a outras leis senão às de Deus”, é um convite inequívoco para que o tomador de decisão na consciência relembre que há uma mente, a consciência imaginando-se um ser individual, um sistema emocional de confirmação de crenças, e que a partir dessa certeza, aceite que não há outra vontade que não a de Deus.
Deus é a Causa, e somente Cristo é o Efeito.
Então, não há o que perdoar além do equivoco da separação.
Para tanto, o observador utiliza as formas, o roteiro, as projeções, suas impressões e sensações no script do ego para reconhecer-se através do sistema de pensamento de Deus, Espírito Santo.
“O Espírito Santo é a ideia da cura. Sendo pensada, a ideia ganha à medida que é compartilhada. Sendo o Chamado Daquele Que fala por Deus, é também a ideia de Deus.”
O que não cabe a Deus não é você.
“Eu não estou sujeito a outras leis senão às de Deus.”
Jesus não está nos pedindo para negar o corpo, ou as leis de manutenção do corpo. Ele está conduzindo o tomador de decisão a observar os relacionamentos especiais que o fazem confundir-se da sua realidade; coisas, pessoas, metas e circunstâncias que mantém a consciência distraída de sua verdadeira identidade, o Filho de Deus e a sua única realidade, Deus.
“Eu não estou sujeito a outras leis senão às de Deus.”