Meditação Estoica | Calma da Mente | Estoicismo Diário

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Meditação Estoica | Calma da Mente | Estoicismo Diário episodes

  • #757 - Dr Zeballos - A gente vive aquilo que a gente percebe

    Quer ter a mente calma? - Assista aula

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    Dr Zeballos - "A gente vive aquilo que a gente percebe"
    Neste episódio, eu recebo o médico Doutor Zeballos, que é um dos pioneiros na integração entre ciência e espiritualidade. Ele me conta como a sua fé em Deus o inspirou a estudar os efeitos dos sentimentos, da percepção e da consciência na saúde e na realidade. Me mostra como as evidências científicas apoiam a ideia de que o universo é uma grande construção mental, e que o pensamento é energia e vibração.
    Falamos sobre como a epigenética e a biologia da crença revelam que podemos mudar o nosso destino, dependendo de como percebemos o nosso ambiente. Ele me dá exemplos de pessoas que viveram mais de 100 anos com otimismo e motivação, e que não se deixaram abater pelos traumas ou pelas dificuldades e nos desafia a transcender as nossas limitações e a viver o presente com gratidão e amor. "A gente vive aquilo que a gente percebe".
    Espero que você tenha gostado da nossa conversa sobre ciência, espiritualidade, saúde e realidade.
    Se você se interessou por esse assunto, eu te convido a se inscrever no meu canal, curtir e compartilhar este episódio com os seus amigos. Assim, você me ajuda a levar essa mensagem de otimismo, fé e amor para mais pessoas. Muito obrigado pela sua atenção, e até a próxima!

    7 min
  • #756 - Fabio Camara, CEO da FCamara - Amor Fati

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    Fabio Camara, CEO da FCamara - Amor Fati - Uma história real de amor e superação
    Fábio Câmara é presidente do Grupo FCamara, uma potência no cenário de tecnologia no Brasil, liderando mais de 1.500 colaboradores.
    Destacando-se como finalista do Prêmio de Empreendedor do Ano em 2023 pela Ernst & Young, sua trajetória profissional é notável.
    No entanto, o ainda maior destaque de Fábio na minha opinião vai além dos negócios, revelando-se em uma entrevista marcante neste podcast.
    Ao compartilhar a história de vida pessoal, ele e sua esposa desvendam experiências familiares que transcendem desafios, revelando a extraordinária força da fé, resiliência e determinação.
    O conceito de Amor Fati tem suas raízes na filosofia estoica, que foi fundada por Zenão de Cítio no século III a.C. Os estoicos acreditavam que o universo é governado por uma força divina chamada Logos, que é responsável por tudo o que acontece no mundo3. Eles defendiam que devemos aceitar e abraçar o nosso destino, mesmo que seja difícil ou doloroso, pois ele faz parte de um plano maior e mais sábio
    O Amor Fati é uma forma de cultivar o amor próprio, a gratidão, a resiliência e a felicidade, pois nos ajuda a ver o lado positivo de todas as situações e a aproveitar cada momento como uma oportunidade de aprendizado e crescimento. É também uma forma de libertar-nos da ansiedade, do arrependimento, da culpa e do medo, pois nos faz confiar no fluxo da vida e na nossa capacidade de lidar com os desafios.
    O exemplo do Fábio é uma demonstração de Amor Fati, pois ele soube transformar uma situação que poderia ser vista como uma tragédia em uma fonte de motivação e inspiração. Ele não se lamentou pelo seu passado, nem se preocupou com o seu futuro, mas sim se dedicou a fazer o melhor pelo seu filho e pela sua empresa. Ele amou o seu destino e o usou como combustível para a sua realização pessoal e profissional.
    Espero que você tenha gostado deste podcast com o Fabio Camara, que nos ensinou como o Amor Fati pode mudar a nossa vida para melhor. Se você se inspirou com essa história, não se esqueça de se inscrever no nosso canal, curtir e compartilhar este episódio com os seus amigos. Assim, você nos ajuda a levar essa mensagem de amor, força e felicidade para mais pessoas. Obrigado pela sua audiência e até a próxima.

    10 min
  • #755 - Meditações Marcus Aurélius - Livro VIII Parte 10-10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 10/10
    Neste trecho Marcus Aurélius nos fala sobre a importância de se conectar com a inteligência universal, que permeia todas as coisas, e de se libertar dos vícios que só prejudicam a si mesmo. Ele também diz que devemos respeitar o livre arbítrio dos outros, sem depender deles para a nossa felicidade ou infelicidade, pois cada um é senhor da sua própria alma. Ele compara a luz do sol com a inteligência, que se difunde pelo mundo sem se esgotar, e que ilumina quem é capaz de recebê-la.
    Leia o trecho abaixo:
    54. Não se limite a respirar com os outros o ar circundante, mas busca desde já colocar a sua mente em comunhão com a inteligência que a tudo preenche: a sua substância está derramada em toda parte, tão disponível a quem é capaz de sorvê-la quanto o ar se encontra à disposição de quem o aspira.
    55. O vício não causa nenhum dano ao mundo em geral; em particular, não causa nenhum dano aos outros, mas só é prejudicial àquele a quem é possível livrar-se dele tão logo o deseje.
    56. O livre arbítrio do meu vizinho é tão indiferente ao meu livre arbítrio quanto o seu espírito e o seu corpo. Com efeito, embora tenhamos sido criados tanto quanto possível uns para os outros, cada uma de nossas almas é senhora de si.
    Não fosse assim, o vício do próximo haveria de ser o meu mal; o que foi negado por Zeus, de modo que a minha felicidade ou infelicidade não pudessem depender dos outros.
    57. A luz do sol parece estar despejada em tudo e, de fato, está difundida por todo o mundo. Sem, no entanto, esgotar-se, pois que a sua difusão é infinita.
    Sua luminosidade chama-se aktines (irradiação) pelo fato de se estender e alongar. Podemos verificar o que vem a ser um raio de luz, quando observamos a luz do sol penetrar numa sala escura por uma abertura estreita: ela se alonga em linha reta e como que se apoia no primeiro objeto sólido que lhe aparece barrando a passagem para o ar além; ali ela para, sem escorregar nem cair.
    Da mesma forma deve a inteligência se derramar e difundir pelo mundo, nunca se exaurindo, mas alongando-se, sem bater com violência nos obstáculos apresentados, nem tampouco cair, mas parando e iluminando aquilo que recebe a sua irradiação. Assim sendo, aquele que é incapaz de refletir a sua luz se priva, por si mesmo, da sua iluminação.
    58. Quem teme a morte teme ou a ausência dos sentidos, ou passar a sentir de alguma outra maneira. Ora, [na morte] ou não haverá mais sensação e você tampouco sentirá algum mal, ou você vai adquirir outra natureza de sensibilidade, tornando-se um ser de outra espécie – sem, no entanto, ter cessado de viver.
    59. Os homens foram feitos uns para os outros; instrua-os, pois, ou suporta- os.
    60. A flecha voa de um modo, e de outro modo se move a mente. No entanto, quando todas as precauções são tomadas, ao partir de encontro ao exame das coisas o percurso da mente não é menos reto do que o da flecha rumo ao alvo.
    61. Penetra a alma de cada um, e permita que eles também penetrem a sua.
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    6 min
  • #754 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 9/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 9/10
    Neste trecho, o imperador fala sobre a importância de não se deixar levar pelas impressões falsas ou exageradas que temos das coisas, mas sim de se ater à realidade e ao que podemos controlar.
    Leia o trecho abaixo
    "49. Não acrescente nada a ti mesmo que não lhe seja comunicado pela sua percepção imediata. Por ela você eventualmente sabe que fulano falou mal de você: mas ela lhe comunicou apenas isso, não lhe ordenou que se afligisse ou se irritasse.
    Outro exemplo: percebo que meu filho está doente. Mas é apenas isso, não há indicação de que a sua vida esteja correndo perigo. Assim sendo, atenha- se sempre a sua percepção imediata, sem lhe acrescentar nada por sua conta ou fantasia, e nada lhe acontecerá.
    A sua percepção, acrescente somente as reflexões vindas das sua experiência como homem e amante da filosofia, que conhece as relações e os enlaces de tudo o que transcorre neste mundo.
    50. Este pepino é amargo? Jogue-o fora. Há espinhos no caminho? Esquive-se deles. E isso já basta; não é preciso acrescentar a pergunta: “Por que existem essas coisas no mundo?”
    Aliás, rirá de ti o estudioso da natureza, como ririam o marceneiro e o sapateiro, se você os repreendesse por encontrar em suas oficinas as sobras dos materiais usados nos seus trabalhos. Na realidade, eles até têm onde as despejar, enquanto a natureza universal não tem lugar fora [de si mesma]. O admirável em sua arte é que, tendo traçado os seus próprios limites, mesmo quando tudo dentro deles parece corrompido, velho e imprestável, ela os transmuta em novos elementos em si própria, de modo que dessas mesmas coisas [antigas] criam-se outras novas, e assim ela não precisa de substâncias externas nem de um lugar para despejar detritos.
    À natureza basta, portanto, o seu próprio espaço, a sua própria substância e a sua própria arte.
    51. Não seja vagaroso em seus atos, confuso em suas conversas nem vago em suas ideias. Não deixe que sua alma esteja demasiadamente voltada nem para si mesma nem para o que há lá fora, nem que a sua vida seja tão preenchida de trabalho que não lhe reste nenhum momento de lazer.
    Ora, é verdade que os homens são violentos, matam e amaldiçoam, mas nada disso pode realmente impedir que a sua mente se conserve pura, sensata, prudente e justa.
    É como se alguém, parado junto de uma fonte clara e doce, a insultasse: nem por isso ela deixaria de brotar a sua água cristalina. Que lhe atirem lama ou estrume, não importa, ela logo dissolverá toda sujeira, sem jamais deixar de ser pura. Como, então, você poderá ter [dentro de si] uma fonte perene, e não um poço? Fomentando dia após dia a sua independência [deste mundo], com mansidão, simplicidade e modéstia.
    52. Quem não sabe o que é o mundo não sabe onde está. Quem não sabe para o que nasceu não sabe o que é, nem o que é o mundo. Quem negligenciou uma dessas noções não poderia dizer sequer para o que existe.
    Ora, e como lhe parece quem evita ou teme o louvor dos que o aplaudem, visto que tais aplausos vêm justamente daqueles que ignoram onde estão e o que são?
    53. Você quer o aplauso de um homem que se maldiz três vezes por hora? Quer mesmo agradar a um homem que é incapaz de agradar a si
    mesmo? Ou por acaso agrada a si mesmo quem se arrepende de quase tudo o que faz? !"
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    7 min
  • #753 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 8/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 8/10
    Neste trecho, Marcus Aurélius fala sobre a importância de viver o presente, sem se preocupar com a fama ou a opinião dos outros, que são mortais e imperfeitos como nós. Ele também diz que devemos aceitar o nosso destino, seja ele qual for, e manter a nossa alma serena e satisfeita com a nossa natureza. Afirma que nada pode nos acontecer que não seja natural e suportável, e que o que nos perturba é o nosso próprio julgamento sobre as coisas. Aconselha o leitor a agir de acordo com o seu bem, sem se afligir com os obstáculos, e a deixar a vida se for necessário, sem rancor. Ele finaliza dizendo que a nossa alma se torna invencível quando não faz o que não quer, e que isso é fruto de uma reflexão racional e segura.
    Leia o trecho abaixo
    "44. Dê a si mesmo este momento presente. Quem prefere galgar à fama futura não leva em conta que os homens de então hão de ser tais quais os de agora, que você mal suporta; aliás, eles também serão mortais.
    Em suma, o que lhe importa se eles darão eco a estas ou aquelas ladainhas ou terão esta ou aquela opinião ao seu respeito?
    45. [Ó destino], toma-me e atira-me onde bem quiser. Seja onde for, manterei sereno o meu daemon; isto é, satisfeito consigo mesmo, agindo de acordo com a sua natureza.
    Por acaso [tal mudança de ares] será motivo para que minha alma se perturbe? Para que se mostre inferior ao que é, presa de desejos e angústias, consternada na própria infelicidade? Haverá, aliás, algum infortúnio que possa justificar tais perturbações [da alma]?
    46. Nada pode ocorrer a homem algum que não seja natural ao homem; nem a qualquer boi, que não seja natural do boi; nem ao vinhedo, que não lhe seja natural; nem à pedra, que não seja próprio da pedra.
    Ora, e se a cada qual acontece o que lhe é costumeiro e natural, por que você se revolta? A natureza comum não lhe trouxe nada que fosse verdadeiramente insuportável.
    47. Se uma causa exterior lhe aflige, não é ela que o perturba, mas antes o juízo que você faz dela. Está em suas mãos desvencilhar-se dele assim que quiser. Se alguma das suas próprias disposições lhe aflige, quem impede que você renove o seu julgamento?
    Da mesma forma, quando você sofre por não fazer tal ação que lhe parece boa, por que não vai lá e a pratica enfim, ao invés de perder tempo atormentando a si mesmo?
    “É que um obstáculo mais forte se opõe.”“Então, não se aflija, pois não é culpa sua não o poder realizar.”“Mas não vale a pena viver sem que se realize [o que se deseja].”“Então, deixa a vida de bom grado, tal como morre também quem realiza [o
    que deseja], mas sem guardar rancor quanto aos obstáculos em seu caminho.”
    48. Lembre-se de que a sua alma reinante se torna inexpugnável quando, recolhida em si mesma, contenta-se de não fazer o que não quer, mesmo quando resiste [aos impulsos] por mera obstinação.
    Que será, então, quando a sua resolução for o fruto de uma reflexão ponderada e segura? Ora, é dessa forma que se ergue uma fortaleza em si mesmo. É o pensamento isento de paixões que forma as suas muradas, e é este o refúgio mais intocável de qualquer homem. Quem o desconhece é um ignorante. No entanto, quem o conhece e, ainda assim, refuta em nele se abrigar, é um homem condenado à infelicidade."
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    8 min
  • #752 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 7/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 7/10
    Neste trecho, o autor cita o filósofo Epicteto, que defende o uso da razão para compreender e julgar as coisas com sabedoria. Ele também afirma que a justiça é uma virtude essencial para o ser racional, e que a temperança é necessária para evitar o prazer excessivo. Ele aconselha o leitor a não se deixar abalar pelas opiniões alheias, nem pelas sensações e desejos que possam perturbar a sua natureza. Ele diz que a inteligência é a única coisa que não pode ser impedida por nada externo, e que ela deve buscar a perfeição e a harmonia. Ele declara que não se atormenta a si mesmo, pois nunca fez mal a ninguém. Ele finaliza dizendo que o seu prazer consiste em ter uma alma tranquila, sem aversão a ninguém ou a nada, e que aceita e avalia as coisas como elas são.
    Leia o trecho abaixo
    "Disse Epicteto: “Se tem uma boa visão, use-a para compreender as coisas, e julgar com sabedoria”.
    Na constituição do ser racional, não vejo nenhuma virtude que se oponha à justiça. Porém, vejo uma que claramente se opõe ao prazer [desmedido], e esta é a temperança.
    Se suprimir a sua opinião acerca do que aparentemente lhe aflige, você mesmo se colocará em plena segurança.
    “A quem você se refere?” “À sua razão.” “Mas eu não sou a razão.” “Bem, então que a sua razão não aflija a si mesma. Se alguma outra coisa
    está mal em você, que ela forme opinião sobre si mesma.”
    Um empecilho à sensação é um mal para a natureza animal. Um empecilho ao instinto é, da mesma forma, um mal para a natureza animal. Existem coisas que são, igualmente, um empecilho e um mal para a constituição vegetal. Assim sendo, um empecilho da inteligência será um mal para a natureza do intelecto.
    Agora, transponha isso tudo para o seu caso: toca-lhe uma dor, um prazer? Que os sentidos se encarreguem delas. Surgiu algum obstáculo ao seu desejo? Se acaso iria se entregar a ele sem reflexão, haveria de lhe ser um mal, enquanto ser racional que é. No entanto, se era algo que não diz respeito à razão, esta tampouco poderá se sentir magoada.
    Ao que é próprio da inteligência, nada pode ser empecilho [além de você mesmo]: não a toca o fogo, nem o ferro, nem o tirano, nem a calúnia, nada. Como visa alcançar a perfeição, a esfera permanece lisa e simétrica.
    Não tenho o direito de atormentar a mim mesmo, pois jamais atormentei alguém voluntariamente.
    Cada um tem sua própria relação e compreensão do prazer. O meu se dá quando a minha alma goza de bem-estar, sem aversão a nenhuma pessoa ou a nenhum dos acontecimentos que ocorrem aos homens, tudo contemplando com olhos benevolentes, acolhendo a cada coisa de bom grado e julgando-a pelo que de fato é. "
    Espero que você tenha aprendido algo novo e que tenha se inspirado com as suas reflexões sobre a vida, a razão e a virtude. Se você gostou deste conteúdo, por favor, deixe o seu like, o seu comentário e compartilhe com os seus amigos. Isso ajuda muito a divulgar o nosso trabalho e a alcançar mais pessoas interessadas em filosofia.

    6 min
  • #751 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 6/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 6/10
    Marcus Aurélius nos ensina a lidar com as riquezas, as adversidades, a morte e a vida com sabedoria e equilíbrio. Ele nos diz que devemos ser moderados no ganho e na perda, e que devemos aceitar nossa sorte sem nos revoltarmos contra a vida. Ele nos lembra que somos parte de uma sociedade e que podemos nos reintegrar a ela se nos isolarmos por algum motivo. Ele também nos mostra que podemos usar os obstáculos como oportunidades para exercitar nossa virtude, e que devemos nos concentrar no presente, sem nos preocuparmos excessivamente com o futuro ou o passado. Ele nos faz refletir sobre a insignificância da morte e a transitoriedade da vida, e nos aconselha a não nos apegarmos às coisas efêmeras.
    Leia o trecho abaixo:
    "Ganhar [riquezas] sem se afetar pelo orgulho, e perder sem se afetar pelo apego.
    Você por acaso viu alguma vez uma mão amputada, ou um pé, ou uma cabeça decepada, caída em algum canto longe do resto do corpo?
    Ora, aquele que não aceita sua sorte, ou se revolta contra a vida, faz o mesmo consigo, quando se isola do convívio social e só resmunga das coisas: amputa a si mesmo da unidade social, embora tenha nascido como parte dela.
    Mas o admirável nisto tudo é que você ainda terá a chance de se reintegrar [a sociedade]. Zeus não concedeu a nenhuma outra parte o privilégio de voltar a juntar-se depois de haver sido amputada. Assim sendo, considere a bondade com que ele distinguiu o homem, deixando ao seu arbítrio não só a opção de não se arrancar absolutamente do todo, mas também a de retornar mesmo após ter-se arrancado, reincorporando-se e retomando o seu lugar como parte [da sociedade].
    Os seres racionais receberam da razão universal, dentre outras faculdades, a seguinte: da mesma forma com que a razão universal adapta à lei do destino tudo o que lhe oferece resistência ou segue em caminho oposto, até transformar os seres e as coisas em parte de si mesma, também o ser racional pode transformar qualquer obstáculo, dele se valendo para exercitar a própria virtude, seja qual for o motivo do infortúnio.
    Que não lhe tragam transtornos as conjecturas acerca do desenrolar da sua vida. Não imagine em conjunto quais e quantos infortúnios podem lhe cruzar o caminho; mas, a cada um que lhe surgir à frente, pergunte a si mesmo: “O que há de insuportável e intolerável nesse trabalho?”
    Você terá até mesmo vergonha de confessar a resposta. Em seguida, recorde que tampouco é o passado que lhe aflige, mas sempre o presente. E este se torna um transtorno cada vez menor, desde que o isole em seus próprios limites. Assim, aproveite o embalo e repreenda a sua própria mente por ter se mostrado incapaz de resistir a tal insignificância.
    Acaso Pantéia ou Pérgamo estão agora sentados junto ao túmulo de Verus? E daí? E Cábrias ou Diótimo, acaso estão junto à sepultura de Adriano? E daí? Se estivessem mesmo lá sentados, haveriam de notá-lo? E daí? Se o notassem, haveriam de se alegrar [com o fato]? E daí? Se se alegrassem, acaso os mortos se tornariam imortais? Não estava assim determinado desde o nascimento: que deviam primeiro envelhecer e depois morrer?
    Ora, tudo isso fede, como um odre cheio de lama e sangue.
    Marcus Aurélius"
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    7 min
  • #750 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 4/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 4/10
    Neste trecho de Meditações, Marco Aurélio reflete sobre a transitoriedade de tudo o que existe, a finalidade de cada ser, a insignificância do corpo e das coisas materiais, a importância de se concentrar no presente e de agir com virtude e benevolência, e a inevitabilidade da morte e da mudança.
    Leia o trecho abaixo:
    18. Aquilo que morre não cai para fora do universo. E, se fica aqui, aqui também se transforma e se decompõe em seus próprios elementos; estes que formam o mundo, incluindo você. Os elementos se transmutam, mas não resmungam.
    19. O cavalo, o vinhedo, cada ser nasceu para um fim. O que há para se admirar nisto? O sol também, dirá que nasceu para algum fim, bem como os demais deuses. Mas e você, para que fim terá nascido? Para o prazer? Veja, portanto, se essa ideia resiste ao bom senso.
    20. A natureza governa tanto o nascer e o florescer quanto o desvanecimento e o fim. É como quem arremessa uma bola: que bem há para a bola em subir ao céu, e que mal há em cair ao solo? E que bem há para a bolha d’água em se formar, e que mal há em estourar? O mesmo se poderia dizer da chama de uma vela.
    21. Observe bem o seu corpo, examine bem o que ele é de fato: o que se torna com a velhice, a doença e a devassidão. Então, reflita: a vida é curta tanto para quem exalta quanto para quem é exaltado, tanto para quem lembra quanto para quem é lembrado. Como se isso já não bastasse, tudo se passa num canto deste mundo em que nem todos estão de acordo, alguns sequer concordam consigo mesmo. Assim, toda esta terra não passa de um pequenino ponto [no universo].
    22. Foca sua atenção no que se apresenta diante de você [neste momento], seja uma opinião, uma ação ou uma palavra. Assim se justifica o seu sofrimento: você prefere ser bom amanhã a sê-lo hoje.
    23. Realizo alguma coisa? O faço tendo em vista o bem da humanidade. Alguma coisa me aconteceu? Acolho o ocorrido tendo em mente os deuses e a fonte de tudo, de onde derivam todos os acontecimentos.
    24. Assim como se lhe apresenta o banho – óleo, suor, sujeira, água viscosa, coisas repugnantes –, da mesma forma é cada parte da vida e cada um de seus objetos.
    25. Lucila chorou a morte de Verus; depois foi a vez de Lucila [ser sepultada]; Secunda sepultou Máximo; depois chegou a vez de Secunda; Epitincano sepultou Diótimo; depois foi a vez de Epitincano; Antonino sepultou Faustina; depois, como era de se esperar, enfim chegou a vez de Antonino. Assim tudo se sucede: Céler viu Adriano morrer; depois foi a vez de Céler... Aqueles que foram famosos por sua sutileza, ou por suas previsões, ou por sua ufania, onde estão? Por exemplo, aqueles de espírito sagaz, como Carax, Demétrio o Platônico, Eudemão e outros como eles, onde se encontram hoje? Tudo efêmero, há muito já se foram [do mundo]: vários nem por pouco tempo lembrados, outros convertidos em lenda e outros lendas já extintas. Assim sendo, lembre-se disto: necessariamente se dispersará o composto que o forma, o seu sopro [vital] se extinguirá, transmigrará e se estabelecerá noutro canto [do universo].
    Se vocês gostam de filosofia, de história e de aprender mais sobre a vida, esse é o canal certo.
    Aqui eu compartilho com vocês trechos de obras clássicas e modernas, de autores como Marco Aurélio, Sêneca, Epicteto e outros filósofos estoicos. Se vocês querem acompanhar os meus vídeos e receber as novidades, não se esqueçam de se inscrever no canal, clicar no sininho e deixar o seu like.

    7 min
  • #749 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 2/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 2/10
    Nesse livro, ele reflete sobre como viver de acordo com a razão e a natureza, buscando a virtude e a tranquilidade da alma. Ele compara os grandes conquistadores, como Alexandre, César e Pompeu, com os sábios filósofos, como Diógenes, Heráclito e Sócrates, e conclui que estes últimos são superiores, pois conhecem as causas e a matéria das coisas, enquanto os primeiros são ignorantes e escravos de suas paixões.
    Leia o trecho abaixo:

    3. O que são Alexandre, Caio César e Pompeu ao lado de Diógenes, Heráclito e Sócrates? Estes viram as coisas, suas causas, sua matéria, e tais conhecimentos eram os seus guias; naqueles, porém, ainda havia a ignorância de quantos fatos! A sujeição a quantos afetos!

    4. Ainda que você se arrebente em ira, nem por isso os homens deixarão de fazer o que fazem.
    5. Em primeiro lugar, não se perturbe: tudo obedece à natureza do universo e em breve você não será ninguém em parte alguma, como Adriano e Augusto. Depois, foca a atenção em seu objetivo: observa-o e, lembrado da obrigação de ser um homem bom e do que a natureza humana conclama, cumpre-o sem desvios e tal como lhe parece justo. Assim, atue no mundo sempre de bom grado, com modéstia e sinceridade.
    6. O propósito da natureza universal é transpor para lá o que está aqui, transformá-lo, erguê-lo dali e levá-lo para acolá. Tudo são mudanças, mas não há razão para temermos novidades; tudo é corriqueiro e, ademais, no somatório as coisas continuam as mesmas.
    7. Quando você segue o caminho reto, toda a natureza se contenta. A natureza racional segue bem o seu caminho quando, nos pensamentos, não se associa ao falso e ao duvidoso; e nos impulsos, tende apenas para as obras do bem comum; e nos desejos e aversões, atém-se ao que depende de nós, acatando de bom grado tudo o que a natureza comum lhe atribui. Porque ela é uma parte desta, como a natureza da folha é parte da natureza da planta.
    A diferença está em que, no caso da folha, sua natureza é parte de uma natureza desprovida de sentidos e de razão, passível de ser impedida, enquanto a do homem é parte de uma natureza sem empecilhos, inteligente e justa, que atribui a cada qual segundo o mérito parcelas equivalentes de tempo, substância, causa, energia e acidentes.
    No entanto, não busque validar essa igualdade comparando separadamente um fato sucedido a fulano com outro sucedido a sicrano, mas verifica o somatório de tudo o que ocorre com um e com outro.
    8. Você já não pode mais ler. Mas pode refrear os excessos; pode suplantar os prazeres e as dores; pode se colocar acima da glória vã; pode não se irritar com os insensíveis e os ingratos e, ainda mais que isto: pode zelar por eles.
    9. Que ninguém lhe ouça mais lastimando a vida na corte, nem você mesmo.
    Você já se perguntou como viver de acordo com a razão e a natureza, buscando a virtude e a tranquilidade da alma? Você já se comparou com os grandes conquistadores ou com os sábios filósofos da história? Você já se sentiu perturbado pelas coisas que estão fora do seu controle, como a morte, o destino e as ações dos outros? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, então você não pode perder o próximo episódio do nosso podcast, onde vamos analisar outro trecho do livro VIII de Meditações.
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    6 min
  • #748 Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 1/10

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    Meditações de Marcus Aurélius - Livro VIII - Parte 1/10
    O livro oito começa com Marcos Aurélio se questionando sobre a glória e o desejo de ser reconhecido como filósofo. Ele diz que muitos vão se lembrar, inclusive ele mesmo, do tempo em que ele andou afastado da filosofia, e que isso deixou uma marca tão profunda que ele não pode se auto intitular filósofo. Ele diz que o seu próprio estado atual mostra que ele ainda tem muito a aprender e a melhorar.
    Ele diz que devemos esquecer a fama e nos contentar em viver conforme a natureza, o que quer que ela dure. Ele diz que devemos procurar entender o que ela quer e não nos afligir com nada mais. Ele diz que nós já sabemos, pela experiência de tantos e tantos erros, que a felicidade não se encontra no silogismo, nem na riqueza, nem na glória, nem no gozo dos prazeres, e nem em parte alguma. Ele diz que a felicidade está em realizar o que a natureza do homem reclama. E como fazer isso? Adquirindo os princípios que regem os impulsos e as ações. Que princípios? Os do bem e do mal.
    Ele diz que nada é bom para o homem se não o torna justo, sábio, viril, livre, e nada é mau se não acarreta os vícios opostos a tais virtudes. Ele diz que a cada ação devemos perguntar a nós mesmos que efeitos terá para nós, se não nos trará arrependimento, se está de acordo com a natureza de um ser inteligente, social, que vive sob a lei divina. Ele diz que isso é o que ele mais pode desejar.
    Ele termina essa parte relembrando que ele está escrevendo para si mesmo, em um diário pessoal, que ele não esperava que fosse publicado. Ele se repreende por ter se afastado da filosofia, por não ter se focado por tanto tempo no seu próprio crescimento interno, por ter perdido tempo com fama e glória. Ele diz que ele precisa se esforçar para viver por princípios, e que ele sabe que a felicidade não está na riqueza, na glória, nem no gozo dos prazeres, mas na busca das virtudes e de viver de acordo com a natureza ou com Deus, como ele também chama.
    Leita esse trecho
    "1. Um dos fatos que contribuem para que não se iluda com a glória é o de já não depender de ti ter vivido toda a vida ou, pelo menos, desde a juventude, como filósofo. Pelo contrário: muitos irão se recordar, inclusive você mesmo, do tempo em que andou afastado da filosofia.
    Isso causou uma marca tão profunda que já não é mais tão simples se autointitular um filósofo, pois o seu próprio estado atual depõe contra tal título. E se você enxerga de fato onde reside o problema, esqueça a fama e contente-se em viver como quer a natureza o resto de sua vida, dure ela o que durar.
    Procura entender o que ela quer e não se aflija com nada mais. Você bem sabe, pela experiência de tantos e tantos erros, que a felicidade não se encontra nos silogismos, nem na riqueza, nem na glória, nem no gozo dos prazeres, nem em parte alguma.
    “Onde, então, ela está?” “Em realizar o que a natureza do homem conclama.” “Como, então, realizá-lo?” “Adquirindo os princípios que regem os impulsos e as ações.” “Que princípios?” “Os do bem e do mal, ou seja: nada é bom para o homem, se não o torna
    justo, sábio, viril, livre, e nada é mau, se não lhe acarreta os vícios opostos a tais virtudes.”
    2. A cada ação, pergunta a ti mesmo: Que efeitos terá para mim? Não me trará arrependimento? Em breve estarei morto e tudo haverá desvanecido. Ora, se a minha ação está de acordo com a natureza de um ser inteligente, social, que vive sob as leis divinas, que mais posso desejar? "

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