Momento Sociedade - USP

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Momento Sociedade - USP episodes

  • Sociedade em Foco #293: Reeleição de Lula
    José Luiz Portella, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e pós-doutor em História Econômica, analisa os desafios do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva após sua vitória nas eleições presidenciais. Para ele, uma das prioridades do governo deverá ser a pacificação política, com a construção de acordos com o Congresso Nacional, onde enfrentará uma oposição fortalecida e dificuldades para aprovar propostas.
    Portella também alerta para a influência do Centrão na definição das políticas públicas, a necessidade de um plano nacional de desenvolvimento e os riscos de promessas de gastos públicos insustentáveis. Segundo o pesquisador, reduzir a polarização será fundamental para assegurar a governabilidade e viabilizar avanços no País.
    7 min
  • Sociedade em Foco #292: Chuvas em São Paulo
    Neste episódio do Sociedade em Foco, o pesquisador José Luiz Portella, pós-doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados, critica a falta de planejamento e de medidas preventivas da Prefeitura de São Paulo diante dos alagamentos provocados pelas chuvas.
    Ao comentar os problemas registrados no túnel do Vale do Anhangabaú na semana passada, ele afirma que os transtornos poderiam ter sido evitados com o planejamento de obras e a adoção de medidas antecipadas, uma vez que os efeitos das mudanças climáticas e o aumento das precipitações são conhecidos há anos. Portella destaca que os avanços na previsão meteorológica permitem identificar com antecedência a intensidade e a localização das chuvas, possibilitando ações como o bloqueio preventivo de áreas de risco. Entre as soluções que poderiam reduzir os alagamentos, ele cita a construção de jardins de chuva e piscinões, a ampliação de superfícies permeáveis e melhorias na infraestrutura urbana.
    O pesquisador também critica a falta de coordenação dos semáforos e de medidas para organizar o trânsito durante as tempestades. Para ele, o problema não é a ausência de soluções técnicas, mas a insuficiência de planejamento, investimento e articulação entre os órgãos públicos municipais.
    8 min
  • Sociedade em Foco #292: Radicalização
    No episódio 292 do Sociedade em Foco, José Luiz Portella analisa como a radicalização eleitoral prejudica as relações sociais e o funcionamento das instituições. Segundo ele, a intolerância entre grupos políticos dificulta o diálogo entre familiares, amigos e até integrantes de um mesmo partido, além de estimular uma dinâmica em que a radicalização de um lado provoca a reação do outro.
    Esse cenário também compromete a formulação e a implementação de políticas públicas. A oposição tende a dificultar iniciativas do adversário, mesmo quando positivas, enquanto a polarização pode provocar a paralisação de projetos e o desgaste de medidas já implementadas. O especialista destaca ainda que mudanças constitucionais dependem de quórum qualificado no Congresso, o que limita a capacidade de aprovação de determinadas propostas.
    Por fim, Portella alerta que os principais prejudicados são os cidadãos, que podem deixar de receber políticas públicas eficazes ou sofrer os efeitos de medidas inadequadas. Para ele, a fragmentação política e as agressões durante o período eleitoral deixam ressentimentos que dificultam a reconstrução dos partidos e ampliam os riscos de um cenário de instabilidade social e política.
    7 min
  • Sociedade em Foco #291: O pós-eleições 2026
    https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/10/SOCIEDADE-EM-FOCO_05_OUT_ELEICOES_PORTELLA.mp3
    José Luiz Portella aponta que o avanço da direita nas eleições pode se refletir nas políticas públicas, especialmente em três áreas: costumes, economia e políticas sociais. Segundo ele, deve haver uma agenda de costumes mais forte, uma política econômica mais orientada ao ajuste fiscal e uma revisão de programas sociais.
    O pesquisador também critica a ausência de um projeto nacional de desenvolvimento de longo prazo. Ele defende que o País precisa de políticas públicas articuladas em torno de algumas grandes prioridades, em vez de uma série de medidas isoladas. Como referência histórica, cita o governo de Juscelino Kubitschek e seu projeto de industrialização.
    Por fim, Portella destaca que os vencedores precisam evitar o revanchismo político, especialmente diante da forte polarização existente no País. Para ele, o resultado eleitoral deve levar todos os setores políticos a uma reflexão sobre os erros e acertos do processo e pode provocar uma reorganização dos grupos responsáveis pela formulação das políticas públicas no Brasil.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    8 min
  • Sociedade em Foco #290: Eleições 2026 e políticas públicas
    No próximo dia 4 de outubro os brasileiros vão às urnas para votar. Serão seis cargos: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.
    Neste episódio, o especialista José Luiz Portella explica que, após as eleições, os governos começam a se organizar para a posse em janeiro, e as mudanças nas políticas públicas devem aparecer principalmente a partir desse período. O próximo governo deverá lidar com o aumento das despesas obrigatórias e buscar reduzir a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta. O tamanho desse ajuste dependerá do governo eleito.  
    Para ele, o Brasil precisaria de um projeto de desenvolvimento de longo prazo, compatível com a capacidade de arrecadação do País. Além disso, ele defende melhorar a fiscalização dos programas para evitar pagamentos indevidos e direcionar os recursos a quem realmente precisa.
    Na visão de Portella é fundamental criar  também políticas públicas que pensem nos jovens e adolescentes e que os incentivem a buscar formação e desenvolvimento profissional, sem que isso necessariamente implique aumento expressivo dos gastos públicos.
    10 min
  • Sociedade em Foco #289: Impacto da IA nas políticas públicas
    A inteligência artificial está por toda parte. Seja na educação, saúde, ciência e indústria de entretenimento. Na visão de José Luiz Portella, é preciso enxergar esse tipo de tecnologia com cautela. Existem os pontos negativos e os pontos positivos, assim como qualquer novidade. As IAs vão fazer com que alguns empregos deixem de existir, mas ao mesmo tempo irão criar novas oportunidades.
    Ele explica que é importante saber lidar com o novo, pois as novidades, sobretudo as inovações que compõem mudanças no mundo do jeito que conhecemos, podem gerar receio nas pessoas. Ele cita o exemplo dos ludistas, que foram integrantes de um movimento operário inglês do início do século 19 que destruíram máquinas fabris como forma de protesto contra a exploração e a substituição da mão de obra na Revolução Industrial.
    Portella explica que as políticas públicas devem ser pensadas para incorporar as mudanças de maneira não excludente com as pessoas que já enfrentam desigualdades.
    7 min
  • Sociedade em Foco #288: Ajuste fiscal e reformulação de políticas
    O ritmo da economia brasileira está entre os temas em destaque nesta semana, marcada pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela divulgação de novos dados sobre a inflação. Diante desse cenário, o Sociedade em Foco discutiu a necessidade de um ajuste fiscal e os possíveis efeitos sobre as políticas públicas.
    Para José Luiz Portella, pós-doutor em História Econômica pela FFLCH-USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), o principal problema não está apenas no tamanho da dívida pública, mas em como esse dinheiro é utilizado. Segundo ele, uma dívida destinada a investimentos pode contribuir para a geração futura de renda e riqueza. Já o aumento dos gastos de custeio, sem capacidade de arrecadação suficiente, pode tornar a trajetória das contas públicas insustentável.
    Nesse cenário, o ajuste fiscal seria necessário para melhorar a situação das contas públicas e criar condições para a redução da taxa Selic, ampliando o acesso ao crédito e estimulando a atividade econômica. Portella, porém, ressalta que esse processo não pode ignorar as desigualdades sociais e as necessidades da população.
    Para o pesquisador, políticas sociais voltadas à população mais pobre devem ser preservadas, especialmente aquelas destinadas às pessoas em situação de extrema pobreza. Em contrapartida, ele defende uma revisão de gastos tributários e benefícios concedidos a setores específicos, além de mudanças na Previdência diante das transformações demográficas e do alto nível de informalidade no mercado de trabalho.
    A expectativa, segundo Portella, é que um ajuste realizado de forma gradual possa gerar dificuldades no curto prazo, mas, ao melhorar a trajetória da dívida e contribuir para a redução dos juros, permitir a recuperação da capacidade de investimento do País nos anos seguintes.
    11 min
  • Sociedade em Foco #284: Bets representam uma ameaça à sociedade brasileira em vários aspectos
    https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/08/SOCIEDADE-EM-FOCO_BETS_PORTELLA-1.mp3
    De acordo com dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), as famílias brasileiras perderam mais de R$ 62,5 bilhões com apostas on-line, as chamadas bets, em 2025. José Luis Portella, pós-doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA), argumenta que as perdas financeiras das famílias brasileiras com apostas esportivas revelam uma falha na formulação de políticas públicas. Segundo ele, o principal problema é a “desconexão” entre as políticas pensadas para um ser humano ideal e o comportamento real das pessoas.
    A partir disso, Portella defende que as restrições às bets deveriam ter sido implementadas antes da expansão do problema, e não apenas depois que as apostas já estavam disseminadas.
    Outro ponto levantado pelo especialista é o impacto social das apostas. Portella relaciona o dinheiro perdido nas bets a problemas como endividamento, insegurança alimentar e questões de saúde mental, especialmente quando recursos destinados às necessidades familiares são utilizados em apostas.
    7 min
  • Sociedade em foco 283# Quando as políticas públicas falham
    https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/08/SOC-EM-FOCO_FALHA-NAS-POLITICAS-PUBLICAS_PORTELLA-1.mp3
    De acordo com especialista, o conceito do jeitinho brasileiro  que exemplifica a forma improvisada, informal e flexível que as pessoas usam para resolver problemas, sair de situações difíceis ou contornar regras burocráticas. O conceito foi  estudado por especialistas como Roberto DaMatta e Sérgio Buarque de Holanda.
    Para Portella, o “jeitinho brasileiro” representa uma das características culturais que influenciam o comportamento da população. Para ele, políticas públicas mais eficazes precisam considerar essas formas de agir, em vez de pressupor que todas as pessoas seguirão as regras exatamente como os formuladores imaginam. Ignorar esse fator, segundo o pesquisador, aumenta as chances de a política não alcançar os resultados esperados.
    É importante lembrar que nenhum modelo é definitivo. Ele afirma que políticas públicas precisam passar por processos permanentes de avaliação e aperfeiçoamento, corrigindo falhas à medida que surgem. Na sua visão, esse trabalho exige método, organização e disciplina.
    Ao concluir sua análise, o pesquisador afirma que a ineficiência de muitas políticas públicas contribui para o desperdício de recursos e dificulta o enfrentamento de problemas estruturais, como a desigualdade social. Para ele, melhorar os resultados depende também de compreender o comportamento das pessoas e adaptar as ações às realidades locais.
    10 min
  • Sociedade em Foco #282: Impacto das IAs nas políticas públicas
    José Luís Portella explica que a inteligência artificial representa uma oportunidade para transformar a elaboração e a implementação de políticas públicas, tornando-as mais eficientes e adaptadas às necessidades da população.
    Segundo Portella, as plataformas de IA são capazes de reunir experiências bem-sucedidas de diferentes países, identificar estratégias que deram resultados positivos e auxiliar os gestores na construção de soluções voltadas a problemas específicos. No entanto, essas políticas não devem ser simplesmente copiadas, mas adaptadas à realidade, à cultura e às características do público que será atendido. 
    O especialista avalia que esse potencial ainda é pouco explorado no Brasil. Para ele, o poder público ainda utiliza a inteligência artificial de forma superficial e não investe suficientemente na capacitação de gestores e equipes para o uso dessas ferramentas. Assim, a adoção mais ampla da inteligência artificial, aliada ao treinamento dos profissionais responsáveis pelas políticas públicas, pode representar um salto na qualidade dos serviços oferecidos à população.
    8 min

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Um podcast que fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade e as soluções apresentadas através dos estudos realizados na Universidade de São Paulo, em especial da área de humanas

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