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As principais bolsas asiáticas encerraram a sexta-feira no terreno positivo (exceção à bolsa de Hong Kong), na contramão dos futuros em NY e das bolsas europeias, que se encaminham para sua pior semana desde Janeiro devido às crescentes preocupações sobre a turbulência política na França.
O Stoxx Europe 600 vai se mantendo próximo da mínima de quinta-feira, com o índice CAC 40 da França caindo 1%. O euro caiu para o seu nível mais baixo face ao dólar desde Abril.
As bolsas de Nova York fecharam sem uma direção clara nesta quinta-feira, 13, após um novo dado benigno de inflação nos Estados Unidos reforçar a aposta em cortes de juros pelo Federal Reserve. No entanto, a autoridade monetária manteve um discurso cauteloso sobre as perspectivas políticas.
Os mercados reagiram à inesperada queda do índice de preços ao produtor (PPI) no comparativo mensal de maio. Juntamente com o índice de preços ao consumidor (CPI) mais brando divulgado na quarta-feira, o dado consolidou a expectativa entre os investidores de que o Fed pode realizar dois cortes de juros este ano.
Essa perspectiva contrasta com a expectativa da maioria dos membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que projeta apenas um corte em 2024, de acordo com o gráfico de pontos.
Por aqui, o Ibovespa voltou a fechar em baixa nesta quinta-feira, após uma sessão sem tendência definida, com ajustes de posições.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,31%, encerrando aos 119.567,53 pontos, com uma mínima de 119.170,66 pontos e uma máxima de 120.222,24 pontos. O volume financeiro foi de 18,44 bilhões de reais.
Os investidores locais permanecem receosos quanto ao quadro fiscal, especialmente após o fracasso da MP do PIS/Cofins. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que propostas para compensar a desoneração será discutidas com o Senado na próxima semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu Haddad, chamando-o de "extraordinário ministro".Haddad, vai receber os maiores banqueiros do país num encontro fechado nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Marcada há 10 dias, a reunião ganhou outra dimensão depois da sequência de crises e derrotas enfrentadas pelo ministro da Fazenda nos últimos dias.
“Acho importante nesse momento explicitar de forma clara apoio ao ministro Fernando Haddad, que tem demonstrado compromisso com a busca da sustentabilidade fiscal”, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney, que estará no encontro desta sexta-feira.