As bolsas asiáticas encerraram a última sessão da semana no terreno negativo, enquanto os futuros avançam em NY, com os investidores reduzindo suas expectativas para o primeiro corte nas taxas de juro americanas em setembro.
O índice de referência Stoxx Europe 600 cai 0,5%, a caminho do seu primeiro recuo semanal em maio, com as ações de tecnologia liderando as quedas. Os futuros em Wall Street avançam depois que dados da atividade empresarial dos EUA mais fortes do que o esperado provocaram a maior queda do índice S&P 500 neste mês. Os swaps agora determinam que o Fed realize seu primeiro corte nas taxas somente em dezembro.As bolsas de Nova York recuaram nesta quinta-feira, 23, após a surpresa com a leitura de maio do índice de gerentes de compras (PMI) gerar incertezas sobre o ciclo de corte na maior economia do mundo. O cenário mitigou os efeitos da repercussão do balanço da Nvidia, cujos ganhos chegaram a bater 10% nas máximas do dia.Por aqui, o Ibovespa emendou a quinta queda consecutiva, operando agora em torno dos menores níveis do ano, ao retornar aos 124 mil pontos. Se por um lado, houve celebração dos números triunfais da Nvidia, por outro a sessão foi pautada ainda pela progressão dos rendimentos dos Treasuries, em linha com forte leitura preliminar sobre o índice de atividade (PMI), que reforça o cenário de juros altos por mais tempo.O principal índice da B3 fechou em baixa de 0,73%, aos 124.729,40 pontos, a quinta menor marca do ano para fechamentos. Foi também o menor nível de encerramento desde 25 de abril e o quinto revés consecutivo para o índice, em correção mais aguda nas últimas duas sessões - na quarta, havia cedido 1,38%, no que foi sua maior perda desde 10 de abril, dia em que havia iniciado uma sequência de seis quedas.Após trocas de sinal ao longo do dia, o dólar à vista encerrou a sessão desta quinta-feira, 23, em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1540. Mais uma vez, as oscilações foram bem contidas, com variação de pouco menos de quatro centavos entre a mínima (R$ 5,1263), pela manhã, e a máxima (R$ 5,1603), à tarde. Na semana, o dólar acumula valorização de 1,02%.