Pela primeira vez na semana, as ações asiáticas e os futuros em Wall Street operam na mesma direção: a dos ganhos, depois que dados melhores do que o esperado na Alemanha, ‘’apalmaram os cânicos” dos investidores, justo na véspera do tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, além de novos estímulos por parte do governo chinês.
As ações ligadas ao setor de energia estão entre os maiores ganhos na Europa, enquanto os futuros dos EUA subiram após os fechamentos positivos do S&P 500 e do Nasdaq. As ações de Hong Kong avançaram, mesmo após atraso no início das negociações devido a uma tempestade.
O otimismo da sessão foi impulsionado depois que a China anunciou o estímulo de mais de 1 trilhão de yuans (US$ 146 bilhões) em medidas de incentivo à sua economia, enquanto a economia da Alemanha se mostrou mais resiliente do que se pensava inicialmente no segundo trimestre.
Ainda assim, os investidores esperam que os mercados permaneçam voláteis, já que analisam os comentários de Powell na reunião de Jackson Hole na sexta-feira em busca de pistas sobre o ritmo do aperto monetário nos EUA.
O petróleo engatou um novo rali de alta, que pode alimentar novamente mais pressões inflacionárias. Os preços do gás natural subiram para novas máximas históricas, intensificando uma crise de energia que ameaça a economia da zona do euro e, portanto, as perspectivas globais
Por aqui, de acordo com o Estadão, o dinheiro destinado a ações e serviços públicos de saúde no projeto de Orçamento de 2023 pode ser ainda menor com a captura de recursos por emendas parlamentares de relator. Chamadas de RP-9, essas emendas não respeitam critérios de divisão e transparência e sustentam o chamado orçamento secreto.
O projeto de Orçamento deve prever cerca de R$ 10 bilhões de emendas de relator para compor o piso de saúde, o mínimo que o governo tem, por obrigação constitucional, que destinar à área no Orçamento. É o que os técnicos de Orçamento chamam de solução “por dentro” do piso de saúde.
Até 2022, as emendas de relator funcionaram, em boa medida, como um adicional de recursos “acima” do piso da saúde. O espaço no Orçamento para as emendas de relator era aberto pelo próprio Congresso. Ou seja, o projeto de Orçamento poderia ser enviado sem a previsão dessas emendas. Agora, para 2023, o próprio Executivo já prevê o espaço para as emendas de relator no projeto de Orçamento.
No Orçamento de 2022, o mínimo obrigatório para a saúde era de R$ 139,8 bilhões. No final, com as emendas de relator acima do piso e outros acréscimos destinados à área, totalizou R$ 150,5 bilhões. Já em 2023, a estimativa é que o Orçamento da saúde fique em R$ 149,3 bilhões, já contando com os R$ 10 bilhões de emenda de relator dentro do piso.
A avaliação é de que essa captura do Orçamento da saúde pelas emendas de relator adicional tende a pressionar ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS) num cenário em que as demandas do setor são crescentes: falta de diversos insumos, como vacina da covid-19 para crianças, soro, contraste e outros itens. Outra fonte de adicional de pressões sobre o SUS para 2023 é que Estados e municípios terão que implementar o piso de enfermagem. Com a redução do Orçamento, as transferências a governadores e prefeitos também podem ser reduzidas.
Na corrida presidencial, a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL) no debate promovido pela Band, no próximo domingo, 28, depende da presença de seu maior adversário: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores, a cúpula da campanha de Bolsonaro diz que ele só irá se Lula comparecer. Oficialmente, porém, a assessoria do presidente afirma que ele ainda avalia sua participação no debate e só tomará a decisão final na sexta-feira, 26, pois tudo vai depender do momento político.
A coordenação da campanha de Lula, por sua vez, diz que ele deve comparecer ao debate, organizado pela Band em pool com o jornal Folha de S.Paulo, o portal UOL, e a TV Cultura. O comitê pet