As ações asiáticas fecharam a terça-feira de forma mista, enquanto os futuros em Wall Street avançam, interrompendo a recente sequência de quedas após a sinalização do FED de sustentar uma política monetária mais restritiva para conter a pressão sobre os preços.
O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que as fortes perdas no mercado de ações mostram que os investidores receberam a mensagem de que o banco central dos EUA está determinado a conter a inflação. “As pessoas agora entendem a seriedade do nosso compromisso de reduzir a inflação para 2%”, disse ele.
Um indicador de ações asiáticas subiu 0,5%, sustentado especialmente pelo avanço das ações japonesas, contrastando com um dia negativo para os papéis ligados à tecnologia na China.
Enquanto isso, o banco central chinês estabeleceu um iuan mais forte do que o esperado pelo quinto dia, um sinal de que não quer uma moeda excessivamente fraca. O movimento destaca como a força do dólar é um desafio para a Ásia à medida que as moedas da região caem.
O petróleo Brent avança para os US$ 103,00, refletindo as possíveis interrupções na produção da Líbia. O minério de ferro caiu abaixo de US$ 100 a tonelada, ainda prejudicado pela crise imobiliária na China que está prejudicando a demanda por aço.
Já a União Europeia deve mesmo cumprir sua meta de abastecimento de gás, dois meses antes da meta: o bloco enfrenta um inverno difícil com a Rússia limitando a oferta e os preços da energia subindo.
O recuo de Powell contra as esperanças do mercado de uma interrupção nos cortes nas taxas de juros no início de 2023, foi o mais recente revés em um ano que tem se mostrado extremamente desafiador para os investidores. Nesta semana, o Fed deve acelerar o desenrolar de seu balanço de quase US$ 9 trilhões.
Outros riscos que seguem no radar dos investidores são a desaceleração econômica da China e a crise energética na Europa, ao menos enquanto a Rússia continuar sua guerra na Ucrânia, ameaçando o fornecimento de gás para o continente.
Do lado de baixo do Equador, o Chile convocou nesta segunda-feira, 29, para consultas o embaixador do Brasil em Santiago, Paulo Pacheco, em protesto pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro contra o líder chileno, Gabriel Boric, a quem acusou de “queimar o metrô” nos protestos de 2019, informou a chanceler Antonia Urrejola.
“Consideramos essas acusações gravíssimas. Obviamente são absolutamente falsas e lamentamos que em um contexto eleitoral as relações bilaterais sejam aproveitadas e polarizadas por meio da desinformação e das notícias falsas”, disse Urrejola.
A reação é em resposta às declarações do presidente Bolsonaro durante o tenso primeiro debate eleitoral no domingo à noite com os candidatos à presidência.
O presidente acusou Boric de estar por trás do incêndio de várias estações do Metrô de Santiago durante os protestos que começaram em 18 de outubro de 2019 e que pediam uma maior igualdade social.
Na corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 44% das intenções a disputa pelo Palácio do Planalto, de acordo pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgada nesta segunda-feira, 29. Ele é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%.
Ainda segundo o Ipec, Ciro Gomes (PDT) tem 7% e Simone Tebet (MDB) aparece com 3%, empatada com o pedetista no limite da margem de erro (dois pontos porcentuais). Felipe d’Avila (Novo) tem 1%. Brancos e nulos somam 7% e 6% não sabem ou não responderam.
Essa é a primeira pesquisa do Ipec após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e as sabatinas do Jornal Nacional, da TV Globo. O quadro ficou estável, o que indica que o palanque eletrônico ainda não foi capaz de alterar o quadro de polarização entre Lula e Bolsonaro. No último levantamento do Ipec, divulgado no dia 15 de agosto, Lula aparecia com 44% das intenções de votos e Bolsonaro com 32%. Ciro Gomes (PDT) tinha 6% e Simone Tebet (MDB), 2%.
Na simulação de segundo turno, o candidato do PT te