Nas pegadas de Jesus

Nas pegadas de Jesus

By Paroquia Nossa Senhora do Perpétuo SocorroReligion & SpiritualitySpirituality
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Nas pegadas de Jesus episodes

  • DIA 10 – QUINTA-FEIRA DA 5ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Mesmo que queira, Jesus não consegue ficar despercebido. Uma mulher pagã, preocupada com sua filha possuída por um espírito impuro, atira-se aos pés do Mestre, suplicando pela filha. Jesus tenta resistir, mas, diante da insistência da mulher, cede. Jesus entra “numa casa” em território não israelita. A fala do Mestre é questão de precedência e não de exclusão, isto é, ele veio para os judeus, antes de tudo, sem excluir os outros povos. A reação da mulher mostra bem isso, os cachorrinhos (pagãos) também têm necessidade do básico para a vida (as migalhas). A atitude do Mestre parece ser um teste para constatar a fé da mulher. Provavelmente o texto revela a dúvida da comunidade de Marcos a respeito da admissão ou não dos pagãos ao Reino de Deus. A conclusão é clara: sim, também entre os pagãos havia pessoas preparadas para receber os benefícios do Reino.

    17 min
  • DIA 09 – QUARTA-FEIRA DA 5ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Diante da multidão, Jesus esclarece a questão da lei do puro e impuro: o que torna a pessoa pura ou impura – boa ou má – diante de Deus não são as coisas que entram em contato com ela, mas a atitude do seu coração. É dele (do coração) que saem as traições, as injustiças, a maldade. A impureza não vem de fora, é pensada a partir do coração. Jesus sugere que cada pessoa procure dentro de si mesma a raiz do pecado e a raiz do amor. Isso para dizer que não há alimento puro ou impuro, quando muito há alimentos mais saudáveis e menos saudáveis. Nenhum alimento torna a pessoa impura ou má diante de Deus. O coração da pessoa é feito para amar, só que muitas vezes as pessoas o transformam em fonte de ódio, raiva, intolerância, discriminação, inveja etc., que afastam de Deus e da boa convivência com os irmãos e irmãs.

    18 min
  • DIA 08 – TERÇA-FEIRA DA 5ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Os fariseus e alguns doutores da Lei criticavam o comportamento dos discípulos de Jesus por não cumprirem certos preceitos humanos. Com isso, indiretamente a crítica acabava atingindo o próprio Mestre, pois este não se interessava em “ensinar” seus discípulos. Fariseus e especialistas em leis preocupavam-se com detalhes nas práticas religiosas. Jesus os esclarece sobre eles estarem muito preocupados com “preceitos humanos” e ignorarem os “preceitos divinos”. A observância das “tradições humanas” era uma forma de exploração da fé do povo e uma maneira de esconder grande hipocrisia. A hipocrisia é o cultivo de atitudes religiosas e morais exteriores, que não correspondem à atitude interior e à conversão do coração. O farisaísmo é o apego a tradições religiosas e morais sem valor autêntico, mas que dão prestígio social, esquecendo os critérios do Evangelho.

    18 min
  • DIA 07 – SEGUNDA-FEIRA DA 5ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    O evangelista descreve Jesus percorrendo aldeias e cidades, e curando os enfermos que o procuram. Não consegue passar despercebido, e sua presença atraía muitas pessoas. É grande a fé no poder dele; acreditam que basta tocar a veste para serem curados. O contato com Jesus comunica esperança e vida a esse povo marginalizado. Jesus é como que a última esperança dos sofredores. Isso costuma acontecer na religiosidade dos pobres: com suas promessas, esperam tudo de Deus. Muita gente ainda hoje espera que Jesus resolva todos os seus problemas, com a promessa de muitos pregadores. Toda essa procura por Jesus não o engana, pois tem consciência de sua missão a serviço do Reino e não da autopromoção. Ele se deixa mover por pura misericórdia em favor desse povo sofrido. Ele nos ensina que não podemos ficar indiferentes diante de tanto sofrimento.

    15 min
  • DIA 05 – SÁBADO DA 4ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Na volta de uma missão, os apóstolos se reúnem com Jesus para fazer uma avaliação da atividade. O Mestre os convida ao repouso, o missionário também tem direito ao descanso. Mas não conseguem ficar muito tempo afastados, pois a multidão corre atrás. E Jesus se compadece, ao perceber que são como ovelhas sem pastor. As pessoas buscam em Jesus alimentar a esperança e o sentido da vida. Elas anseiam por uma sociedade fundamentada em valores de justiça, de fraternidade, de respeito e de acolhida; enfim, tudo o que Jesus pratica e ensina. Nós nos tornamos cada vez mais humanos à medida que vivemos esses valores que o Mestre nos deixou. Tanto para os evangelizadores como para qualquer pessoa, Jesus nos ensina que são necessários o repouso, o lazer, a convivência familiar, a necessidade de repor as energias. Isso também nos humaniza.

    14 min
  • DIA 04 – SEXTA-FEIRA DA 4ª SEMANA COMUM - LITURGIA COMENTADA

    João Batista se tornou conhecido pela sua ousadia e coragem em denunciar aquilo que não condizia com seus princípios de vida como precursor da Boa-nova. Até depois de morto, perturba a consciência do poderoso Herodes. Com detalhes, o Evangelho de hoje descreve a morte de João Batista. Essa morte antecipa o destino de Jesus e de muitos de seus seguidores. Tudo começou numa festa de aniversário entre ricos e poderosos. Em banquetes de poderosos, muitas vezes, são tramadas mortes de inocentes. Os dois – João e Jesus – não temeram pagar o preço de sua liberdade em denunciar tudo o que vai contra o projeto de Deus a respeito da humanidade. Eles devem fidelidade somente a Deus. Ambos são símbolos da coerência que existe no cristianismo entre profetismo e martírio. Que seu exemplo inspire os discípulos e discípulas de Jesus.

    15 min
  • DIA 03 – QUINTA-FEIRA DA 4ª SEMANA COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Jesus envia os apóstolos, numa espécie de experiência, para anunciar o Evangelho, com autoridade para converter e libertar dos demônios que dominam as pessoas. A missão dos Doze é continuar a obra libertadora do Mestre. A bagagem é simples e modesta, apenas o necessário para se vestir e proteger os pés, e carregam o símbolo da missão, o bastão. Com isso, o Mestre ensina que o evangelizador deve estar livre e desapegado de tudo o que possa ser obstáculo à credibilidade da missão. A riqueza gera segurança e pode nutrir o espírito de dominação e discriminação, principalmente em ambientes simples e pobres. Com isso, os apóstolos, pregando na pobreza, deviam confiar-se na providência divina. Ela não deixaria que lhes faltasse o necessário para a sobrevivência. Jesus não convida todos a segui-lo da mesma forma, porém espera que cada um seja fiel ao seu projeto.

    16 min
  • DIA 02 – QUARTA-FEIRA DA 4ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Esta festa se refere tanto a Maria, por sua purificação segundo a “Lei de Moisés”, quanto a Jesus, o Filho primogênito que devia ser consagrado ao Senhor. Depois dos pastores e dos magos, Simeão, “movido pelo Espírito”, confirma a identidade do recém-nascido. Trata-se do Messias, “luz para iluminar as nações”. Essa referência à luz fez surgir na Igreja o costume de benzer as velas. Por isso, a festa de hoje é conhecida também como “a Candelária” (candela [latim] = vela). Simeão, representante da Antiga Aliança, é a testemunha viva e a voz de todos os que esperavam o Messias Redentor: “Meus olhos viram a tua salvação”. Tal salvação proclamada por Simeão, no Templo de Jerusalém, tem caráter universal, portanto faz cair por terra o exclusivismo de Israel; Deus se revela a todas as nações.

    17 min
  • DIA 01 – TERÇA-FEIRA da 4ª SEMANA COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Nesse relato temos duas narrativas entrelaçadas, trazendo duas mulheres: uma em plena adolescência (doze anos), com toda a vida pela frente, à beira da morte; a outra, há doze anos carregando o peso da exploração econômica e da discriminação religiosa. Jesus vence dois poderosos inimigos: a morte da menina e a doença incurável da mulher. A mulher aproxima-se de Jesus, toca a roupa dele e fica curada; a menina é tocada por Jesus e se levanta. O encontro e o contato com Jesus transformam e promovem a vida das pessoas. O tocar em Jesus ou deixar-se tocar por ele é o gesto concreto de um encontro salvífico. A fé da mulher e a fé do pai da menina conseguem recuperar a dignidade dessas duas pessoas. A misericórdia de Jesus aliada à fé das pessoas restaura a plenitude da vida. Como seria bom ouvir de Jesus: sua fé salvou você, vai em paz.

    15 min
  • DIA 31 – SEGUNDA-FEIRA DA 4ª SEMANA DO TEMPO COMUM - LITURGIA COMENTADA

    Outro lado do mar significa território habitado por pagãos ou gentios. Lá, Jesus se defronta com um possesso. O espírito que domina o possesso simboliza o poder opressor, que tira da pessoa a liberdade de pensar e de agir livremente, tornando o povo submisso e, muitas vezes, violento. Fazendo memória do exército do faraó submerso no mar, o Mestre liberta o possesso e envia a “Legião” para o fundo do mar. Libertado, o homem agora é dono de si: está sentado, vestido e em perfeito juízo. O homem curado pede para seguir Jesus, mas este o convida a ir para sua casa e lá anunciar o que aconteceu com ele. Entre os seus, ele proclama as maravilhas que Deus lhe concedeu. Há diversos caminhos e diferentes maneiras de seguir o Mestre. Jesus não espera que todos o sigam da mesma forma. O importante é cada cristão discernir o que Deus deseja dele.

    18 min

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