Natan Rufino | Áudio
Download on the App Store

Natan Rufino | Áudio episodes

  • ESCATOLOGIA: O Anticristo Realmente Dominará o Mundo Todo?
    O anticristo mencionado na Bíblia é uma figura bem popular. Cristãos e não-cristãos reconhecem o assunto ainda que não o compreendam perfeitamente. Uma coisa certa é que ele vem, e assim como temos crido na volta de Jesus Cristo à terra, da mesma forma e com base na mesma palavra, devemos acreditar que o anticristo virá.
    Em 1 João 4.3 está escrito que “todo que não confessa a Jesus, não é de Deus. Este é o espírito do anticristo, de cuja vinda tendes ouvido falar…”. Paulo escreveu aos tessalonicenses e disse que “costumava falar sobre esse assunto” com os irmãos enquanto esteve com eles pessoalmente (2 Tessalonicenses 2.5). João, no início da sua primeira carta, disse que os irmãos para os quais ele escrevia já “tinham ouvido que o anticristo viria” (1 João 2.18). Esses textos nos mostram que mensagens sobre a vinda do anticristo eram recorrentes na igreja. Talvez não tenhamos ouvido muitas mensagens sobre a vinda do anticristo atualmente, mas podemos ecoar a mesma verdade com toda convicção: ele vem!
    Uma das passagens mais populares sobre o futuro império do Anticristo se encontra em Daniel capítulo dois. O texto fala sobre a interpretação feita por Daniel sobre o sonho de Nabucodonosor, que sonhara com uma estátua dividida em cinco partes representando uma sucessão de impérios, desde o babilônico até o último império humano sobre a Terra antes da volta de Jesus Cristo, que virá para estabelecer o seu reino milenar.
    Ao longo do livro de Daniel três dos impérios são citados pelo nome: Babilônico, Medo-Persa e Grego, enquanto os dois últimos representados pelas pernas e pelos pés da estátua não são mencionados.
    Ao interpretar o sonho Daniel diz ao rei: “Tu és a cabeça de ouro” (Daniel 2.38), ou seja, o primeiro império relacionado à estátua do sonho era o babilônico. Daniel ainda acrescenta o seguinte: “Depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu” (Daniel 2.39), mencionando a segunda parte da estátua, que posteriormente vai ser explicado pelo próprio livro de Daniel que se tratava do império Medo-Persa, pois ao interpretar a misteriosa escritura da parede disse Daniel ao filho de Nabucodonosor: “Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas” (Daniel 5.28).
    Posteriormente Daniel tem uma visão que lhe informará sobre a próxima sucessão de impérios humanos na terra. Ele conta que “viu um bode chegar perto dum carneiro, e, enfurecido contra ele, o feriu e lhe quebrou os dois chifres, pois não havia força no carneiro para lhe resistir; e o bode o lançou por terra e o pisou aos pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder dele” (Daniel 8.7). Quando o anjo Gabriel foi lhe explicar do que se tratava, disse claramente: “Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia” (Daniel 8.20,21). O império Grego corresponde então à terceira parte da estátua. Entretanto a quarta parte da estátua e sua manifestação final, representada pelos pés, nunca foram mencionados pelo nome.
    “Domínio sobre toda a terra”
    Certamente há muito o que dizer sobre a vinda do anticristo e suas implicações para o mundo, mas aqui meu interesse é falar sobre o alcance do seu domínio no mundo segundo está previsto nas Escrituras. A grande maioria das pessoas acredita que o Anticristo dominará o mundo inteiro e que seu império regerá todas as nações em toda a superfície da Terra, mas não me parece que esta seja uma ideia realmente apoiada pelas Escrituras.
    O fato é que todos os impérios representados pelas partes que compunham a estátua do sonho de Nabucodonosor, dominaram basicamente as mesmas regiões e nações do império antecessor. Sem entrar em muitos detalhes a respeito do assunto, o que estou querendo dizer é que o império do Anticristo, o último a vir segundo a ordem apresentada no sonho, será mais um dos impérios que dominará praticamente a mesma região do antigo império babilônico sob a regência de Nabucodonosor, que fora quem tivera o sonho que revelava tudo isso.
    Se você fizer uma rápida pesquisa sobre cada um dos impérios mencionados nominalmente no livro de Daniel logo você observará que embora todos eles tenham dominado grande extensão de terra, nenhum deles dominou o mundo habitado de forma total e irrestrita. De fato, durante a existência de cada um dos impérios mencionados houve outros impérios existindo simultaneamente em outras partes do mundo. Além disso, várias regiões e nações ficaram de fora do domínio de cada um dos impérios citados: babilônico, medo-persa e grego. Nenhum destes impérios dominaram a Terra de forma absoluta. Tudo indica que o império do Anticristo, o último império humano que virá seguindo a ordem da estátua do sonho de Nabucodonosor, seguirá o mesmo padrão.
    Talvez a razão de se pensar que o Anticristo dominará toda Terra se deva à leitura seletiva das Escrituras, sem a observação de outras passagens que complementem as declarações previamente conhecidas. Um dos textos que pode ter dado essa impressão se encontra em Apocalipse capítulo treze:
    Apocalipse 13.7,8,16,17
    7 Deu-se-lhe [à Besta] ainda autoridade sobre CADA TRIBO, POVO, LÍNGUA E NAÇÃO;
    8 e adorá-la-ão TODOS OS QUE HABITAM SOBRE A TERRA, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
    16 A TODOS, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte,
    17 para que NINGUÉM POSSA comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome
    O texto acima levou alguns a crer que o Anticristo governará, literalmente, o mundo todo e fará com que todo homem sobre a terra receba um sinal ou seja morto. Mas o que alguns não consideraram é que toda linguagem humana faz uso de figuras que acrescentam sentidos específicos a certas declarações, inclusive a linguagem dos textos bíblicos. Por causa de outros textos que demonstram claramente que o império do Anticristo não será mundial, tudo indica que a ideia do termo “todos” nesta passagem se apresenta como uma figura de linguagem conhecida por sinédoque, em que o todo é usado para representar uma parte. Se eu dissesse “todas as pessoas do Brasil choraram naquele dia”, obviamente que eu não estaria querendo dizer que cada pessoa sem exceção havia chorado, mas que uma parte dos brasileiros choraram.
    Uma expressão semelhante à de Apocalipse 13 é usada em Daniel para falar a respeito do governo de Nabucodonosor, embora, como já saibamos, o império babilônico não tenha se estendido sobre todos os homens da face da terra:
    Daniel 5.18, 19
    18 Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e grandeza, glória e majestade.
    19 Por causa da grandeza que lhe deu, POVOS, NAÇÕES E HOMENS DE TODAS AS LÍNGUAS tremiam e temiam diante dele; matava a quem queria e a quem queria deixava com vida; a quem queria exaltava e a quem queria abatia.
    A mesma ideia de generalização, mas com sentido limitado, aparece em vários outros lugares das Escrituras. Alguns exemplos podem ser citados:
    Gênesis 6.7
    Disse o Senhor: Farei DESAPARECER DA FACE DA TERRA O HOMEM que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
    Colossenses 1.23
    Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado A TODA CRIATURA DEBAIXO DO CÉU, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.
    Mateus 3.5
    Então, saíam a ter com ele Jerusalém, TODA A JUDÉIA E TODA A CIRCUNVIZINHANÇA do Jordão;
    Expressões semelhantes às usadas em Apocalipse 13 foram usadas para referir-se a outros governantes e reinos que não governaram literalmente o mundo todo. Diz-se de Nabucodonosor “onde quer que habitem os filhos dos homens […] fez que reinasse sobre todos eles” (Daniel 2.38) e “o teu domínio [Nabucodonosor] até a extremidade da terra” (Daniel 4.22). Sobre o império Grego foi dito que “teria domínio sobre toda a terra” (Daniel 2.39). Pelo que sabemos da História nenhum destes reinos governou o mundo todo.
    A verdade é que assim como todos os reinos que antecederam o derradeiro império humano na Terra, o Anticristo também terá domínio sobre vasta extensão de terra, mas não controlará todas as nações do mundo. Em Apocalipse 17.12,13 fica claro que o seu domínio se limitará inicialmente aos dez reinos, com os quais terá aliança no início do seu governo. Nenhum país fora do império do Anticristo será governado por ele e nenhum sinal da besta será imposto a homem algum fora do seu domínio.
    As Escrituras parecem dizer que ele fará aliança com “muitos” e não apenas com Israel (Daniel 9.27). A Bíblia também diz que ele “entrará na terra gloriosa, e muitos sucumbirão, mas do seu poder escaparão estes: Edom, Moabe e as primícias dos filhos de Amon. Estenderá a mão também contra as terras, e a terra do Egito não escapará. Os Líbios e os Etíopes o seguirão” (Daniel 11.41-43). Observe que o Anticristo estenderá o alcance do seu domínio entrando em algumas nações, mas nem todas as nações sucumbirão à sua influência. Ainda em Daniel, está escrito que o Anticristo se perturbará pelos rumores vindos do Norte e do Leste, provavelmente rumores de oposição ao seu domínio (Daniel 11.44). Em Apocalipse 16.13-16 a Bíblia fala sobre três espíritos imundos semelhantes a rãs que operam milagres por meio de embaixadores, procurando, assim, a cooperação de muitas nações para ajudar o Anticristo a ir contra Jesus Cristo no Armagedom. Essas nações não terão sido conquistadas por ele nem estarão sob seu governo, do contrário, não se procuraria convencê-las a ajudá-lo. Se ele as governasse e elas estivessem sob seu controle, tais ministérios de demônios não seriam necessários. Observe também que aqueles que adorarão a besta dirão: “Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?” (Apocalipse 13.4). Se não houvesse nações que não lhe estivessem sujeitas,...
    23 min
  • ESCATOLOGIA: Arrebatamento, Primeira Ressurreição, Tribulação e Milênio
    Sendo a Bíblia uma revelação progressiva, o entendimento que as Escrituras oferecem sobre a ressurreição só fica completo quando unimos os pontos fundamentais dos textos principais, desde o Antigo Testamento até o final do Novo. Judeus pensavam que os mortos ressuscitariam todos juntos de uma vez só: uns para a vida eterna e outros para a condenação eterna. De fato, até mesmo alguns cristãos ainda hoje continuam pensando assim por causa do uso de alguns textos isolados, como:
    Daniel 12.2
    2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.
    João 5.28,29
    Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo;
    João 6.40
    De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia"; ou João 11.24: "Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.
    No entanto, o que realmente textos como estes ensinam não é que todos ressuscitarão num único dia ou de uma só vez, mas que existem dois tipos de ressurreição: uma para a vida e outra para juízo. Estes tipos de ressurreição aparecem em diversos lugares das Escrituras, mas nem sempre são chamados da mesma forma, veja:
    "Ressurreição da Vida" (João 5.28,29);
    "Ressurreição dos Justos" (Lc 14.13,14);
    "Ressuscitar para a Vida Eterna" (Dn 12.2,3);
    "Ressuscitar Dentre os Mortos" (Mc 9.9,10, Mc 12.25, Fp 3.11);
    "Primeira Ressurreição" (Ap 20.5).
    O que as Escrituras nos ensinam com isso é que existem dois tipos de ressurreição e que um deles acontece primeiro. Qual das duas acontece primeiro? Hoje em dia Isto parece muito simples de se responder, mas observe que nem mesmo os discípulos de Cristo entendiam esta diferença quando andavam com Cristo em seu ministério terreno: “Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. Eles guardaram a recomendação, perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar DENTRE OS MORTOS” (Marcos 9.9,10). Os discípulos, como judeus, entendiam muito bem o que significava a “ressurreição dos mortos”, pois era uma doutrina já conhecida e crida pelos judeus; mas, a ressurreição DENTRE os mortos era uma revelação nova para eles. Na verdade, se não fosse pelo Novo Testamento, seríamos levados a pensar que haveria uma ressurreição geral, na qual salvos e incrédulos seriam vivificados conjuntamente a fim de ser separados para o seu destino final.
    Paulo disse em Filipenses 3.11 que se esforçava “para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos”. Isso nos mostra que “ressuscitar dentre os mortos” deve ser a ressurreição dos justos e deve ser a primeira ressurreição, pois tais pessoas ressuscitam e os mortos continuam lá, por isso a expressão ressuscitar "DE ENTRE OS MORTOS". Ou seja, estes são aqueles que saem do lugar onde os mortos estão. Tendo este entendimento fica mais fácil classificar de qual ressurreição uma pessoa ou grupo de pessoas faz parte. Por exemplo: De qual ressurreição Cristo fez parte? da primeira! De qual ressurreição os mortos em Cristo na ocasião do Arrebatamento farão parte? Da primeira. De qual ressurreição os dois profetas de Apocalipse 11 farão parte? Da primeira. De qual ressurreição os decapitados por causa de Cristo durante a Tribulação farão parte? Da primeira. A “ressurreição dos justos” inclui todos os que, em qualquer ocasião, tenham sido ou venham a ser vivificados para a vida eterna. O destino, não o tempo, determina a que parte do plano de ressurreição algum acontecimento deve ser atribuído.
    Os textos do Antigo Testamento mostram que os judeus justos ressuscitarão após o período da “angústia de Jacó”, à qual também chamamos de Tribulação. Aqueles que vierem a crer em Cristo, juntamente com os judeus, durante o período da Tribulação, também ressuscitarão junto com eles. Os “mortos em Cristo”, expressão usada para se referir aos justos do período da graça da Nova Aliança, terão sua ressurreição na ocasião do arrebatamento que deverá acontecer pelo menos sete anos antes do fim da Tribulação. Porém, assim que todos os justos tiverem ressuscitado, a primeira ressurreição terá terminado e faltará apenas a ressurreição para o juízo que acontecerá pelo menos mil anos depois.
    Texto escrito tendo por base o conteúdo do Manual de Escatologia do Doutor Dwight Pentecost, da Editora Vida.
    51 min
  • O Universo, o Homem e os Anjos – Áudio
    A metade da ministração está com o áudio ruim. O vídeo completo, mesmo com o áudio com qualidade ruim, estará disponível apenas no Bot do telegram, neste link: telegram.me/NatanRufinoBot. Uma vez no Bot, acesse o menu de Vídeos e escolha o submenu "Autoridade do Crente" e depois clique em "Todos de uma vez". Se precisar de ajuda, acesse esse link: telegram.me/NatanRufino.
    35 min
  • O Ensino sobre os Últimos Dias no Novo Testamento
    Todos aqueles que já fizeram algum curso bíblico informal ou aqueles que estudaram mais seriamente sobre as coisas da Bíblia, se depararam com os pontos centrais daquilo que é chamado de "teologia sistemática" , que nada mais é senão um sistema de estudo organizado sobre as coisas relacionadas à Deus. Alguns poderiam retrucar: "mas isso não passa de método humano". Bem, como costumava dizer o evangelista T. L. Osborn: "Os homens usam métodos, mas Deus usa os homens".
    A mente humana parece assimilar mais facilmente aquilo que pode ser classificado e categorizado em uma certa ordem que faça sentido. Assim, os pontos principais da doutrina bíblica podem ser sistematizados em dez categorias específicas:
    1. Deus
    Onde se estudo sobre o seu caráter, seus nomes redentivos, seus atributos invisíveis e seu eterno poder, a Trindade, etc;
    2. Cristo
    Este segmento teológico conhecido como cristologia trata sobre os aspectos da vida de Cristo; sua humanidade e sua divindade. Sua vida, ministério, morte, ressurreição e glorificação à direita de Deus, etc;
    3. Espírito Santo
    A paracletologia, que recebe seu nome da palavra grega para "Consolador", que é usado para a pessoa do Espírito de Deus, versa sobre os aspectos gerais do Espírito Santo: sua pessoalidade, sua divindade, sua tarefa, seus dons, sua participação no plano da redenção e assim por diante;
    4. Anjos
    Em Angelologia o cristão aprende sobre os seres celestiais criados por Deus que habitam o mundo invisível. Aqui também se aprende sobre o surgimento de Satanás e seus anjos, sobre a criação e o propósito original do inferno. A relação sobre Deus, anjos e homens também é discutida neste segmento da teologia;
    5. Homem
    O estudo bíblico sobre o homem expõe a grandeza inerente ao homem criado originalmente à imagem e semelhança do Deus Todo-Poderoso. Sua ligação espiritual com Deus, sua constituição trina em espírito, alma e corpo e diversos outros aspectos relacionados à sua natureza original, atual e futura;
    6. Pecado
    A palavra grega para pecado é "Hamartia", assim, "hamartiologia" é o nome que se dá ao segmento teológico do estudo sobre a queda do homem e suas consequências: A morte espiritual, a miséria, a enfermidade e a derrota. É aqui onde se trata sobre a perpetuação do pecado por toda a humanidade e também sobre o dom gratuito de Deus para todo aquele que crer. Ao estudarmos sobre os efeitos do pecado sobre os homens aprendemos que a despeito de todos morrem em Adão, todos são vivificados em Cristo e aqueles que receberem o dom da justiça reinarão em vida através do Senhor;
    7. Salvação
    Soteriologia é o segmento da teologia que estude o processo provido por Deus para a salvação do homem através da morte substitutiva de Jesus Cristo. Trata sobre a recriação do espírito humano e da importância do seu amadurecimento e frutificação. Aborda os aspectos legais dos nossos direitos e privilégios em Cristo, tanto quanto dos aspectos práticos e experimentais da vida cristã. Aqui se estuda sobre as questões do tempo presente e futuro relacionados à nossa salvação;
    8. Bíblia
    O Estudo da Bíblia, ou "bibliologia", é o estudo da história da formação das Escrituras Sagradas. Neste segmento aprendemos sobre as dificuldades e superações no árduo processo para a conservação do texto originalmente inspirado por Deus. A Crítica Textual, a exegese, a literalidade textual, a interpretação correta do sentido do texto, também chamada de hermenêutica, a homilética e mais uma porção de aspectos técnicos importantes são tratados aqui;
    9. Igreja
    A "Eclesiologia" é o estudo da Igreja em suas diversas nuances testemunhadas pela Bíblia e pela história. Os registros do livro de Atos são parte fundamental desta fase dos estudos do cristão, além das diversas instruções das epístolas que tratam sobre liderança, ministério, administração de igrejas e muitas outras coisas pertinentes;
    10. Escatologia
    É o segmento da teologia que estuda sobre os textos proféticos das Escrituras Sagradas, que, em sua grande maioria, apontam para o "Fim dos Tempos", os últimos dias. Assuntos como o Arrebatamento, o Anticristo, a Tribulação, a Volta do Senhor e muitos outros são tratados pormenorizadamente nesta categoria.
    A Escatologia não é um "corpo estranho" ao Cristianismo. Ao contrário, é um assunto exaustivamente repetido nas Escrituras. Dizem que aproximadamente 40% dos textos bíblicos tratam sobre Escatologia. De todas os livros do Novo Testamento apenas três epístolas não falam sobre a volta de Jesus: Filemon, 2ª João e 3ª João. Dos princípios elementares da doutrina de Cristo apresentados em Hebreus 6.1, 2 escatologia é o único tópico que é mencionado nominalmente duas vezes: ressurreição dos mortos e juízo eterno.
    1 hr 12 min
  • Quando Coisas Ruins Acontecem
    O texto de Lucas 8.22,23 diz que “ACONTECEU, que, em certo dia, Jesus entrou num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes que queria passar para a outra margem do lago. Enquanto navegavam, Jesus dormiu. E sobreveio uma tempestade de vento tão forte no lago, que eles corriam o perigo de naufragar”.
    Poucos observam que o texto inspirado está mesmo dizendo que a presença de Jesus no barco não impedia que tempestades se aproximassem oferecendo perigo aos que ali estavam presentes. “Estar no centro da vontade de Deus” para sua vida não impede que Satanás continue sendo Satanás. Entenda também que o simples fato de uma tempestade mortal ter se aproximado do barco onde Jesus estava não prova que “Jesus não estava sendo guiado por Deus quando quis passar para a outra margem do lago”. Como Jesus também não estava na prática obstinada de qualquer pecado, não podemos supor que a tempestade fosse uma emissária de Deus ao exercer juízo sobre ele com o objetivo de tentar matá-lo. Muitos cristãos procuram respostas parecidas a estas quando se deparam com alguma situação semelhante, mas poucos são aqueles que tem convições espirituais suficientes para ousar repreender até mesmo o vento que Deus criou, se necessário for.
    No verso 25 o Espírito Santo deixa bem claro que “Jesus repreendeu o vento”. Sei que existem aqueles que acham que devem sugerir que a tempestade estava fazendo apenas aquilo que Deus a predeterminou a fazer. Os tais supõem que tudo, em seus mínimos detalhes, inclusive a tempestade do texto em questão, está sob o absoluto controle e determinação divinos. Em sua preciptação filosófica deixaram de observar que o texto, inspirado por Deus, diz claramente que Jesus foi contra a tempestade, fazendo-a cessar por meio de uma repreensão. Ora, Jesus não repreenderia o vento se este estivesse apenas fazendo o que Deus o determinou a fazer, não é mesmo? Afinal, Jesus mesmo já havia argumentado em outro lugar que “todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto e toda cidade ou casa dividida contra si mesma, não subsistirá”. Além disso, Jesus fez tal declaração com o objetivo de ensinar aos seus opositores que “Satanás não age contra ele mesmo” (Mateus 12.25,26). Ora, se nem Satanás repreende Satanás, que diabo de teologia seria essa que que ensina ou deixa implícito que ali “Jesus estaria repreendendo Deus?”
    Jesus repreendeu o vento e ponto final! Em situações semelhantes, ouse tentar seguir o exemplo de Cristo. Descubra mais sobre o que as Escrituras ensinam sobre quem você é, o que tem e o que pode, por ter sido criado uma duplicata em espécie da categoria divina. Ouse pensar sobre si mesmo exatamente aquilo que as Escrituras Sagradas insistem em ensinar. Em situações de ocntextos semelhantes, procure reagir não como os discípulos, mas como Jesus, que foi aquele a quem Deus enviou para servir de testemunho para a nossa fé.
    1 hr 13 min

About Natan Rufino | Áudio

From the publisher's feed

Ministrando a Palavra de Deus com Graça e Muita Alegria!