Natan Rufino | Áudio
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Natan Rufino | Áudio episodes

  • A Grande Tribulação e os Judeus
    Em meio a tantas dúvidas e questionamentos em relação aos acontecimentos dos últimos dias está a pergunta de um milhão de dólares: O Corpo de Cristo está mesmo destinado por Deus a passar pela grande tribulação?
    Daí surge a necessidade de se considerar o que as Escrituras chamam de “A Grande Tribulação”. Afinal, no meio acadêmico existe um debate conceitual sobre o que seria a tal da Tribulação. Seria uma suposta futura perseguição dos pecadores contra os cristãos? Seria o derramamento da ira de Deus sobre os pecadores? A perseguição do Anticristo e seus exércitos contra o povo judeu? Um evento extraordinário onde os poderes dos céus e da terra serão abalados como manifestação do juízo divino? Ou uma mistura de alguns destes elementos numa coisa só?
    Em termos gerais podemos dizer que a tribulação futura sobre a qual a Bíblia fala, que está associada ao tempo da manifestação do Anticristo em Jerusalém, será um período de uma aflição sem precedentes e sem repetição. Em outras palavras, segundo Jesus, será um tempo de tamanha tribulação como DESDE O PRINCÍPIO DO MUNDO NUNCA HOUVE e NUNCA JAMAIS HAVERÁ (Mateus 24.21 e Marcos 13.19).
    Acredito que a única maneira de compreender o que Jesus tinha em mente quando proferiu os terríveis acontecimentos listados no famoso texto de Mateus 24 seja levando a sério o contexto claro da ocasião e comparando-o com outros textos que parecem apontar para este mesmo período único na história: a tal da tribulação sem precedentes e sem repetição. Como se trata de um acontecimento isolado, pontual (sem precedentes e sem repetições), não deveria ser difícil de identifica-lo nas Escrituras, pois afinal será um tempo único, sem repetição na linha do tempo.
    Temos diversas passagens bíblicas falando sobre este futuro tempo de tormento e angústia que há de vir. O profeta Jeremias declarou: “Ah! Que grande é aquele dia, e NÃO HÁ OUTRO SEMELHANTE! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela” (Jr 30.7). Daniel também registrou: “Haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo” (Dn 12.1). Um pouco depois Daniel acrescentou que tais coisas se cumpririam somente “depois que acabasse o poder do povo santo” (Dn 12.7). Os textos acima estão falando sobre um tempo de angústia para o povo de Israel que os quebrantará, mas ao final Israel será salvo.
    O POVO SANTO
    Por causa da influência irresponsável da teologia da substituição alguns hoje em dia não entendem textos como Daniel 12.7 quando falam sobre “o povo santo”. Supõem, erroneamente, que textos assim falam sobre a Igreja e não sobre o povo de Israel. Acham que as Escrituras não chamariam Israel de “o povo santo” depois de terem rejeitado o Senhor Jesus e que somente a Igreja poderia ser chamada assim (ainda que na época do texto de Daniel a Igreja de Cristo sequer existia). No entanto, tudo isso não passa de tolice. Simples tolice e uma possível falta de conhecimento do Novo Testamento. Se a Igreja tivesse tomado o lugar de Israel não teríamos textos no próprio Novo Testamento que continuam fazendo a diferenciação entre um e outro (1 Co 10.32, Atos 4.10, Atos 3.12, Atos 5.21). Paulo falando da dureza dos judeus em relação à vontade de Deus ainda pergunta: “Terá Deus, porventura, rejeitado O SEU POVO?”. O próprio Paulo responde: “De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. DEUS NÃO REJEITOU O SEU POVO, a quem de antemão conheceu” (Romanos 11.1-2). Que “povo de Deus” é esse do qual Paulo está falando? O Corpo de Cristo? A igreja? Claro que não! Paulo está chamando Israel de O POVO DE DEUS! E caso alguém não tenha percebido, Paulo está dizendo isso depois de a Igreja do Senhor Jesus já ter sido estabelecida. A razão disso é porque Paulo não confundia as coisas como alguns estão fazendo hoje em dia. É pela falta de compreensão de que os judeus são o povo escolhido de Deus que ao lerem em Mateus sobre os “eleitos” ou “escolhidos” que alguns supõem que o texto está falando de cristãos de forma geral (Mateus 24.22, 24, 31).
    PERSEGUIDOS POR CAUSA DO MEU NOME
    Outro problema de interpretação que enfrentam aqueles que pensam que a Grande Tribulação futura seja o destino dos cristãos se encontra nos textos onde Jesus disse “sereis atribulados por causa do meu nome” (Mateus 24.9) ou “sereis açoitados por minha causa” (Marcos 13.9) ou “vos perseguirão por causa do meu nome” (Lucas 21.12). Tais textos demonstram claramente que a perseguição mencionada acontecerá a cristãos, pois em todos os textos alguma expressão deixa isso evidente: “por minha causa” ou “por causa do meu nome”. Todavia, o que alguns irmãos deixaram de considerar é que Jesus estava relatando diversos acontecimentos que se desenrolariam num período de tempo considerável. Durante seu discurso Jesus prevê a futura destruição do templo em Jerusalém, mas logo em seguida menciona a presença do Anticristo no “lugar santo”, prevendo talvez uma possível futura reconstrução do mesmo templo que pouco tempo atrás ele dissera que seria destruído. O fato é que ao longo do seu sermão ele trata de alguns eventos que não acontecerão exatamente no mesmo tempo.
    Quando Jesus fala sobre seus discípulos serem perseguidos e maltratados, parece-me que ele se referia aos discípulos com os quais ele falava diretamente e não sobre supostos futuros discípulos numa época distante. Digo isso porque ao examinar o texto deixado por Lucas, vemos que ele parece tentar apresentar os acontecimentos de forma cronologicamente mais organizada. Em Lucas 21.8 Jesus disse que “muitos viriam em seu nome dizendo ser eles o Cristo”. Depois, Jesus fala que em certo momento eles ouviriam falar de guerras e revoluções e diz que estas coisas deveriam acontecer PRIMEIRO, mas o fim não seria logo (Lc 21.9). Daí ele acrescenta alguns detalhes relacionados a estes acontecimentos iniciais (que deveriam vir primeiro): “levantar-se-á nação contra nação... haverá grandes terremotos, epidemias, fome, coisas espantosas e grandes sinais do céu” (Lc 21.10,11); PORÉM, no verso 12, Jesus diz que ANTES DE TODAS ESTAS COISAS (dos versos 9 ao 11), lançariam mão dos seus discípulos e os perseguiriam entregando-os às sinagogas e aos cárceres, levando-os à presença de reis e governadores, por causa do seu nome. A ordem dos acontecimentos que Lucas parece ter tentado organizar seria a seguinte:
    Antes de tudo os discípulos de Cristo seriam perseguidos por causa do seu nome; seriam entregues às sinagogas dos judeus e tudo isso para que os cristãos lhes dessem testemunho (Lc 21.13);
    Depois disto viriam as guerras e revoluções, terremotos, epidemias, fomes, e tudo aquilo que é listado entre os versículos 9 e 11;
    Posteriormente surgiriam falsos Cristos dizendo: “chegou a hora!”
    Ora, se Jesus estivesse mesmo querendo dizer que todos os cristãos teriam que passar pela futura Grande Tribulação que há de vir ao mundo, ele não deveria ter dito que ANTES DE TODAS AS COISAS os cristãos seriam perseguidos. Jesus não estava falando de uma perseguição num futuro distante, mas de uma perseguição praticamente imediata à sua morte e ressurreição. Ainda que a Bíblia, como um todo, ensine que cristãos sofram perseguições em sociedades hostis ao Evangelho, no texto em questão Jesus não estava se referindo a todos os cristãos do mundo, em todos os lugares e todos os tempos. Ele falava sobre cristãos, na sua grande maioria descendentes de Abraão, que dariam testemunho antes de qualquer coisa a compatriotas judeus, que os arrastariam para as suas sinagogas.
    ANGÚSTIA PARA JACÓ
    Considerando os textos de Daniel e Jeremias que lemos anteriormente, vemos que falam da “angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” e que será um “tempo de angústia para Jacó”, ou seja, “para Israel”. Por isso o texto de Daniel diz que tais coisas se cumprirão quando “acabar o poder do povo santo”, ou como dizem outras versões: “depois de o povo de Deus ter perdido o seu poder”. Tais textos deixam claro que este futuro tempo de angústia sem igual está diretamente relacionado ao povo de Israel. Se lermos os textos do sermão profético de Cristo com isso em mente, tudo fará mais sentido.
    Os profetas hebreus já tinha falado sobre “um tempo de tormento destinado aos judeus” e quando Jesus fala sobre este futuro momento de grande aflição como nunca houve e jamais haverá, obviamente ele só poderia estar falando do mesmo tempo de angústia destinado aos judeus como já previsto pelos profetas. Jesus não poderia estar falando sobre “um segundo momento” sem igual; até porque, se são dois momentos “sem precedentes e sem repetição”, nenhum dos dois seria de fato “único e singular”, ou “sem paralelos na história”, como havia sido profetizado.
    JERUSALÉM, A CIDADE QUE MATA PROFETAS
    O discurso profético de Cristo em questão foi proferido uma única vez, mas registrado em pelo menos três lugares diferentes: Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21. Em relação ao texto de Mateus é importante observar aquilo que o escritor parece ter achado por bem unir como um bloco lógico só: a indignação de Cristo contra os líderes de Israel, Jerusalém e os judeus ao longo do capítulo 23 e os detalhes da futura devastação de Jerusalém e sofrimento do povo judeu no capítulo 24.
    A decepção de Jesus em relação aos judeus parece clara em Mateus 23 e quando damos atenção às declarações por ele proferidas neste capítulo, um pouco antes dele passar a falar das aflições que viriam a ser registradas em Mateus 24, fica difícil imaginar que uma coisa não tem ligação com a outra. Em Mateus 23.2 Jesus fala sobre a “cadeira de Moisés” estar ocupada pelos escribas e fariseus e acrescenta que estes novos guias do povo judeu até ensinam o que é certo, mas fazem tudo errado. No verso 13 Jesus diz claramente que os escribas e fariseus não entravam no reino de Deus e impediam os judeus de entrar. No verso 15 Jesus fala que mesmo os gentios convertidos pelos escribas
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  • Tradicionalismo e Liderança Cristã - Parte 2
    A força do hábito religioso, em seu sentido negativo, é capaz de moldar o pensamento teológico de incontáveis gerações, nos induzindo assim por caminhos que muitas vezes não tem fundamentação realmente bíblica. Ainda por cima, tudo isso acontece sem que de fato percebamos o que estamos fazendo.
    Costumo dizer que "saímos do Catolicismo, mas o Catolicismo não saiu da gente". O que quero dizer com isso é que perpetuamos sistemas religiosos, já viciados, porque os herdamos de nossos professores de escola dominical sem nunca realmente compará-los com as Escrituras.
    Hoje temos uma emaranhada rede ministerial codificada por meio de títulos e termos que, em alguns casos, chegam a ser engraçados. Através de uma cadeia de Hierarquias eclesiásticas que se sobrepõem umas às outras, os relacionamentos simples e realmente bíblicos vão desaparecendo cada vez mais. Pronomes de tratamento e títulos cada vez mais sofisticados são inseridos nessa equação e a distância intencional entre o "clero" e aqueles que foram "separados para o sacramento da ordem" só faz aumentar.
    Talvez por medo de serem desrespeitados muitos ministros do Evangelho impuseram barreiras de aproximação através destes títulos numa tentativa de evitar qualquer possível relacionamento íntimo e livre entre os líderes e os liderados; todavia, esse não é o exemplo que Jesus nos deixou. Além dele mesmo ter lavado os pés de seus alunos e ter dito que este é o comportamento que ele esperava ver replicado por todos eles quando também ocupassem posição de autoridade, Jesus foi bem claro ao ensinar sobre a atitude que líderes cristãos deveriam ter em comparação às hierarquias montadas com base em padrões mundanos, veja:
    Mateus 20.25-28
    Mas Jesus os chamou e disse: "VOCÊS SABEM que OS GOVERNADORES desse mundo DOMINAM O POVO, e os oficiais USAM A SUA AUTORIDADE SOBRE ELES. Mas NÃO DEVE SER ASSIM ENTRE VOCÊS. Quem quiser ser um líder entre vocês tem que ser servo de todos, e quem quiser ser o primeiro entre vocês, tem que se tornar seu escravo. ASSIM COMO o filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos."
    Infelizmente hoje em dia muitos pastores se sentem ofendidos e alguns até repreendem e punem os irmãos se estes ousarem se dirigir a eles pelo seu próprio nome sem que usem, antes de qualquer coisa, a "alcunha" de "Pastor" ou "Bispo" ou alguma outra designação que subentenda uma espécie de posição hierárquica superior. Por mais estranho que isso possa parecer, não existia esse tipo de tratamento entre os irmãos da igreja cuja vida diária está registrada no Novo Testamento. O que vemos são cristãos imitando e obedecendo a Cristo em seus relacionamentos, inclusive ao se dirigirem uns aos outros: Paulo chamava Barnabé de Barnabé (Gl 5.1); chamava Tito de Tito (Gl 5.3); chamava Pedro de Pedro (Gl 5.7). Lucas chamava Paulo de Paulo (At 15.12); chamava Barnabé de Barnabé (At 15.2); chamava Tiago de Tiago (At 15.13) e Simão de Simão (At 15.14). Pedro chamava Paulo de Paulo (2 Pe 3.15) e assim por diante. Não que desconsiderassem os dons ou ministérios nos quais cada um atuava, pois vemos que isso era reconhecido (Atos 15.6, At 13.1, At 14.4, etc), mas os primeiros cristãos não transformaram os dons em "pronome de tratamento" ou "alcunha" eclesiástica ministerial.
    A história conta que a criação da hierarquia de forma institucionalizada veio a tomar corpo na época do Catolicismo Romano mais ou menos durante o surgimento dos metropolitanos e a sua evolução para o sistema Papal. De lá pra cá, perdemos a referência cristã de relacionamentos e de liderança nos moldes de Cristo. Acredito que seria bom se considerássemos esta questão com carinho e humildade e nos perguntássemos como realmente nos sentimos quando alguém nos trata fora do padrão religioso convencional e age com simplicidade nos chamando "apenas" de "amados irmãos" em vez de Pastor, Bispo, Apostila ou outra coisa semelhante. Acredito que hoje em dia estejamos carentes de mais simplicidade entre os protagonistas do ministério cristão.
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  • Tradicionalismo e Liderança Cristã - Parte 1
    A força do hábito religioso, em seu sentido negativo, é capaz de moldar o pensamento teológico de incontáveis gerações, nos induzindo assim por caminhos que muitas vezes não tem fundamentação realmente bíblica. Ainda por cima, tudo isso acontece sem que de fato percebamos o que estamos fazendo.
    Costumo dizer que "saímos do Catolicismo, mas o Catolicismo não saiu da gente". O que quero dizer com isso é que perpetuamos sistemas religiosos, já viciados, porque os herdamos de nossos professores de escola dominical sem nunca realmente compará-los com as Escrituras.
    Hoje temos uma emaranhada rede ministerial codificada por meio de títulos e termos que, em alguns casos, chegam a ser engraçados. Através de uma cadeia de Hierarquias eclesiásticas que se sobrepõem umas às outras, os relacionamentos simples e realmente bíblicos vão desaparecendo cada vez mais. Pronomes de tratamento e títulos cada vez mais sofisticados são inseridos nessa equação e a distância intencional entre o "clero" e aqueles que foram "separados para o sacramento da ordem" só faz aumentar.
    Talvez por medo de serem desrespeitados muitos ministros do Evangelho impuseram barreiras de aproximação através destes títulos numa tentativa de evitar qualquer possível relacionamento íntimo e livre entre os líderes e os liderados; todavia, esse não é o exemplo que Jesus nos deixou. Além dele mesmo ter lavado os pés de seus alunos e ter dito que este é o comportamento que ele esperava ver replicado por todos eles quando também ocupassem posição de autoridade, Jesus foi bem claro ao ensinar sobre a atitude que líderes cristãos deveriam ter em comparação às hierarquias montadas com base em padrões mundanos, veja:
    Mateus 20.25-28
    Mas Jesus os chamou e disse: "VOCÊS SABEM que OS GOVERNADORES desse mundo DOMINAM O POVO, e os oficiais USAM A SUA AUTORIDADE SOBRE ELES. Mas NÃO DEVE SER ASSIM ENTRE VOCÊS. Quem quiser ser um líder entre vocês tem que ser servo de todos, e quem quiser ser o primeiro entre vocês, tem que se tornar seu escravo. ASSIM COMO o filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos."
    Infelizmente hoje em dia muitos pastores se sentem ofendidos e alguns até repreendem e punem os irmãos se estes ousarem se dirigir a eles pelo seu próprio nome sem que usem, antes de qualquer coisa, a "alcunha" de "Pastor" ou "Bispo" ou alguma outra designação que subentenda uma espécie de posição hierárquica superior. Por mais estranho que isso possa parecer, não existia esse tipo de tratamento entre os irmãos da igreja cuja vida diária está registrada no Novo Testamento. O que vemos são cristãos imitando e obedecendo a Cristo em seus relacionamentos, inclusive ao se dirigirem uns aos outros: Paulo chamava Barnabé de Barnabé (Gl 5.1); chamava Tito de Tito (Gl 5.3); chamava Pedro de Pedro (Gl 5.7). Lucas chamava Paulo de Paulo (At 15.12); chamava Barnabé de Barnabé (At 15.2); chamava Tiago de Tiago (At 15.13) e Simão de Simão (At 15.14). Pedro chamava Paulo de Paulo (2 Pe 3.15) e assim por diante. Não que desconsiderassem os dons ou ministérios nos quais cada um atuava, pois vemos que isso era reconhecido (Atos 15.6, At 13.1, At 14.4, etc), mas os primeiros cristãos não transformaram os dons em "pronome de tratamento" ou "alcunha" eclesiástica ministerial.
    A história conta que a criação da hierarquia de forma institucionalizada veio a tomar corpo na época do Catolicismo Romano mais ou menos durante o surgimento dos metropolitanos e a sua evolução para o sistema Papal. De lá pra cá, perdemos a referência cristã de relacionamentos e de liderança nos moldes de Cristo. Acredito que seria bom se considerássemos esta questão com carinho e humildade e nos perguntássemos como realmente nos sentimos quando alguém nos trata fora do padrão religioso convencional e age com simplicidade nos chamando "apenas" de "amados irmãos" em vez de Pastor, Bispo, Apostila ou outra coisa semelhante. Acredito que hoje em dia estejamos carentes de mais simplicidade entre os protagonistas do ministério cristão.
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  • Bibliologia e a Marca da Besta em Apocalipse | Natan Rufino
    Ao longo dos anos em que ainda não existia a imprensa os textos bíblicos foram copiados à mão e assim duplicados um por um até que finalmente passaram a ser impressos e mais facilmente replicados. Obviamente que durante todo esse tempo alguns erros não intencionais iriam surgir devido aos exaustivos trabalhos humanos associados a essa tarefa. Além, claro, das alterações intencionais que foram implementadas no texto bíblico com o objetivo, algumas vezes, de salvaguardar a doutrina considerada ortodoxa em certos seguimentos do Cristianismo. O resultado é que hoje existem inúmeras variantes textuais presentes em manuscritos datados de épocas e locais diferentes e cada uma das variantes tem sua própria história.
    Apocalipse 13.18, um dos textos mais famosos que trata sobre a Marca da Besta, também tem algumas variantes conhecidas, e, dessa forma, chama nossa atenção para o seu possível sentido original. Alguns textos trazem 666, outros 616, 646 ou ainda algum outro número diferente.
    Nesta mensagem eu trato um pouco sobre a formação do texto do Novo Testamento e a possibilidade de que as variantes textuais de Apocalipse 13.18 apontem para um anticristo descendente de Ismael.
    35 min
  • Embaraços de Morte | Ana Gaia Rufino
    Hebreus 12.1
    Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, DESEMBARAÇANDO-NOS de todo PESO e do PECADO que tenazmente nos assedia, CORRAMOS, com perseverança, a carreira que nos está proposta.
    No texto acima o autor do livro aos hebreus fala sobre embaraços que impedem a carreira do cristão. Quando uma pessoa se propõe a correr é preciso se preparar para isso. É preciso por a roupa adequada, o calçado adequado. O texto acima fala sobre tirar os pesos (e os pecados) que se constituem em embaraços para o cristão que pretende correr sua carreira.
    A carreira que Deus demarcou para nossa vida não nos é imposta, mas nos é proposta. Jesus, nosso exemplo, viveu a vida humana no padrão de Deus e nos deu o exemplo para seguirmos os seus passos. Deus não nos forçará a vivermos da forma que o agrada. O Espírito Santo não nos controlará a fazer o que está no coração de Deus. Jesus não descerá do céu novamente para dizer as mesmas coisas de novo. Compete a cada um de nós nos desapegarmos daquilo que nos impede avançar nos planos de Deus.
    Filipenses 3.13,14
    Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas UMA COISA FAÇO: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, PROSSIGO PARA O ALVO, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
    Em relação à sua busca pela perfeição, Paulo disse que fazia uma única coisa a respeito: prosseguia para o alvo! No texto acima Paulo disse que seu alvo não era outro senão o prêmio para o qual Deus chamou todos os cristão através do exemplo de Jesus Cristo. Para prosseguir em direção a este prêmio, sem interferências que lhe impedissem, Paulo disse que precisava "esquecer-se das coisas passadas e avançar para as coisas futuras".
    Como cristãos interessados em correr a nossa carreira precisamos deixar o passado para trás. O esquecimento é uma dádiva divina que nos foi dada para que não fiquemos presos a coisas que já passaram. Em algumas circunstâncias é preciso esquecer-se não só das coisas ruins que passaram mas também de algumas coisas boas, isto porque alguns vivem a se lamentar pelas coisas boas que viveram certo dia e não são mais uma realidade em suas vidas. Esqueça-se do que fica pra trás e avance para o que está adiante de você!
    0 min
  • A Pessoa Certa para Casar | Natan Rufino
    Uma abordagem bíblica e equilibrada sobre questões relacionadas à escolha da "pessoa certa" para se casar.
    Considerando a Bíblia como uma revelação progressiva, nesta mensagem usamos o texto-base de Gênesis 2.18-24 e o analisamos à luz das aplicações que Jesus e Paulo fizeram dele em Mateus 19.3-12 e 1 Coríntios 6.15-17, respectivamente.
    Todo texto bíblico deve ser interpretado à luz do que outras passagens dizem sobre o mesmo assunto, e a interpretação que se fará de tal texto deverá estar em harmonia com as verdades de todos os outros textos das Escrituras. Existem homens maravilhosos que são motivados pelo amor, batizados com o Espírito Santo, boas testemunhas e uma bênção para outras pessoas durante sua vida. No entanto, cometem alguns erros ao influenciarem algumas pessoas ao seu redor porque simplesmente não interpretam a Bíblia pela própria Bíblia. Baseando-se mais em sua própria experiência e a elevando a um patamar de "exemplo a ser seguido" ingenuamente desconsideram os textos bíblicos e os reduzem ao desprezo quase absoluto. Não podemos interpretar a Bíblia à luz das nossas experiências, mas devemos interpretar nossas experiências à luz da Bíblia.
    Algumas histórias de certos pregadores sobre como eles "souberam com quem estavam destinados a casar" são tão atraentes e envolventes, que a praticidade quanto ao assunto demonstrada por Jesus e por Paulo simplesmente cai no ridículo. Considerando a forma "super espiritual" como alguns falam sobre o assunto hoje em dia, vemos que a objetividade e praticidade apresentada por Paulo acabará sendo considerada como "a expressão revoltada de um homem carnal que jamais merecerá ser compartilhada".
    Não viva ilusões e não se deixe enganar, somente as Escrituras falam da "vida como ela é". Não importa o quão de Deus seja a pessoa com quem você estará casado, nenhuma relação conjugal é semelhante a ficar "deitado em berço esplendido ao som do mar e à luz do céu profundo". Como diria Paulo: "todo casamento trará consigo suas tribulações carnais" (1 Coríntios 7.28 ARC), mas se não formos avisados previamente sobre tais verdades, na primeira grande dificuldade que aparecer poderemos ser tentados a pensar como sugerem alguns dos nossos pregadores prediletos: "talvez esta não seja a pessoa certa para mim".
    Não perca seu tempo procurando "a pessoa certa", pois ela simplesmente não existe, em vez disso, se esforce para ser a pessoa certa e seu casamento será uma grande bênção, a despeito de toda e qualquer dificuldade.
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