Natan Rufino | Áudio
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Natan Rufino | Áudio episodes

  • A Importância do Batismo no Espírito Santo | Natan Rufino
    Em vários lugares das Escrituras encontramos passagens que fazem referência ao fato de Deus ter prometido que um dia seu Espírito seria concedido livremente aos homens. Um dos textos mais populares se encontra em Joel 2.28,29 quando Deus disse "Acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias". Inclusive esta foi a passagem usada por Pedro quando quis explicar que os discípulos não estavam embriagados como alguns estavam pensando, e foi com este texto bíblico que Pedro explicou que aquilo não era outra coisa senão o cumprimento da profecia do derramamento do Espírito Santo que havia sido prometido por Deus.
    Além dos inúmeros textos do Antigo Testamento que fazem alusão a esta promessa, também encontramos outros textos no Novo Testamento que também a mencionam, demonstrando assim a sua importância para a vida cristã na atual Aliança. Em Efésios 1.3 Paulo disse: "Depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tenho nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito PROMETIDO". Em Gálatas 3.14 Paulo diz: " Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito PROMETIDO". O próprio Jesus mencionou esta importante promessa: "Eis que envio sobre vós a PROMESSA de meu Pai" (Lucas 24.49). Atos 2.33 diz que "[Após Jesus ter sido] exaltado, à destra de Deus, tendo recebido do Pai A PROMESSA DO ESPÍRITO SANTO, derramou isto [as línguas] que vedes e ouvis". Para concluir, o povo em Atos 2 depois de ter ouvido a explicação de Pedro sobre as línguas que os confundia, lhe perguntaram no versículo 37: "O que devemos fazer irmãos?" e Pedro respondeu: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e RECEBEREIS O DOM DO ESPÍRITO SANTO. Pois para vós outros é a PROMESSA, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar" (Atos 2.38,39). O Espírito que fora prometido por Deus é para todos quantos o Senhor chamar!
    Ora, se Deus prometeu, certamente é porque ele desejava dar o que fora prometido! Deus quis, planejou e fez questão de gerar expectativa ao longo dos anos de que um dia o seu Espírito habitaria o coração do homem e o seu poder estaria sobre todos aqueles que nele cressem. Por meio de Ezequiel o Senhor disse: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis" (Ezequiel 36.26,27). Quando Jesus mencionou a vinda do Espírito Santo ele disse: "O Pai vos dará outro Consolador, afim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber... vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós" (João 14.16,17).
    Quando os cerca de 120 irmãos foram cheios do Espírito Santo pela primeira vez e falaram em línguas Pedro disse que se tratava do cumprimento da antiga promessa de que "Nos últimos dias Deus derramaria do seu Espírito sobre toda carne" (Atos 2.17). Se o dia de Pentecostes foi o primeiro dia em que crentes receberam o Espírito Santo, com a evidência bíblica de falar em outras línguas, então, aquele foi o primeiro dia dos últimos dias! O Batismo no Espírito Santo é uma característica necessária para todo crente que viverá durante o período bíblico chamado de "últimos dias". Deus não fez planos para que seus servos vivessem os últimos dias sem os recursos e benefícios advindos da oração em línguas, consequência direta do Batismo no Espírito Santo.
    Infelizmente alguns cristãos tem experimentado apenas uma parte do que Deus planejou para eles; influenciados talvez por uma pregação parcial a respeito do Batismo no Espírito Santo, muitos estão experimentando apenas parte do que houvera sido prometido. Um relato no capítulo 19 do livro de Atos exemplifica muito bem o que acabei de dizer. Do Versículo 1 ao 6 diz que "Aconteceu que, estando Apolo em Corinto, Paulo, tendo passado pelas regiões mais altas, chegou a Éfeso e, achando ali alguns discípulos, perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus. Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam". Estes irmãos de Éfeso não tinham sido batizados no Espírito Santo porque "sequer tinham ouvido falar a respeito". Esta sempre é a razão porque alguns cristãos não experimentam tudo que poderiam, pois nem sempre tem tido a sorte de ouvir uma pregação bem fundamentada nas Escrituras, sem os floreios e intervenções do preconceito humano.
    Observe que Apolo era aquele que ministrava os estudos da palavra aos irmãos em Éfeso antes da chegada de Paulo. Numa determinada ocasião em que Apolo estava viajando por Corinto e Paulo passou pela cidade de Éfeso, aconteceu o que lemos no parágrafo acima; mas, a única coisa que explica o porquê daqueles irmãos estarem vivendo aquela experiência cristã parcial, limitada, incompleta é que o seu pregador oficial, Apolo, muito provavelmente não entendia muito sobre Batismo no Espírito Santo. E é exatamente isso o que as Escrituras confirmam, observe versículos anteriores ao acontecimento registrado no capítulo 19: "Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João. Ele, pois, começou a falar ousadamente na sinagoga. Ouvindo-o, porém, Priscila e Áqüila, tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus" (Atos 18.24-26). Os irmãos de Éfeso disseram a Paulo: "Fomos batizados no batismo de João" e "nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo" (Atos 19.3,2) porque o pregador a quem eles ouviam por mais que fosse "eloquente e poderoso nas Escrituras" conhecia apenas o batismo de João! Ninguém pode dar aquilo que não tem!
    É uma tristeza ter que dizer isso, mas nós vemos a mesma história se repetir hoje em dia também. Muitos pregadores dos nossos dias também trazem consigo caraterísticas louváveis em seu "pedigree espiritual". São homens eloquentes, poderosos nas Escrituras, instruídos no caminho do Senhor, fervorosos de espírito, falam e ensinam com precisão, mas não entendem o batismo no Espírito Santo! Meu conselho é: Tenhamos misericórdia destes irmãos pregadores e sejamos compassivos, pois eles são preciosos pregadores de Cristo, ainda que não entendam sobre o Batismo no Espírito. Por outro lado, devemos inspirar os cristãos, de forma geral, a serem como os irmãos de Éfeso que ousaram aprender um pouco mais pela influência de alguém como Paulo, que por sua vez sabia o que lhes ensinar a respeito do assunto, e como ajudá-los a receber o Espírito Santo.
    Sim, é possível ensinar alguém o suficiente para que esta pessoa possa então receber o Espírito Santo! Em Atos 8 está escrito que muitos em Samaria deram ouvidos a Filipe, que os evangelizava, e iam sendo batizados, tanto homens como mulheres. De fato, espíritos imundos eram expulsos, paralíticos e coxos eram curados e houve grande alegria naquele cidade (Atos 8.12,7,8). Observe, porém, que a despeito desta maravilhosa experiência cristã, eles ainda não tinham sido batizados no Espírito Santo. Quando os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ouviram que Samaria tinha recebido a Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João para que orassem por eles para que recebessem o Espírito Santo! Por que isso? Porque o Espírito não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas SOMENTE HAVIAM SIDO BATIZADOS EM NOME DO SENHOR JESUS (Atos 8.14-16). Acredito que você percebe que poderíamos fazer inúmeros comentários pertinentes com as frases do texto bíblico citado, mas, para o propósito imediato do nosso argumento, quero apenas chamar sua atenção para o seguinte: Pedro e João viajaram de Jerusalém para Samaria para orar pelos irmãos para que eles recebessem o Espírito Santo! Se o Batismo no Espírito Santo, o recebimento do Espírito Santo, fosse uma experiência que estivesse completamente nas mãos de Deus, como julgam alguns, Pedro e João não teriam tomado tal iniciativa para que os irmãos recebessem por meio de sua ajuda e influência, certo? Assim como Paulo fez em Éfeso, Pedro e João fizeram pelos irmãos em Samaria.
    Lembre-se daquilo que Paulo perguntou em Gálatas 3.2: "Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?". Esta é uma pergunta retórica. Paulo, os gálatas e nós, sabemos qual é a resposta! Os irmãos da Galácia, assim como qualquer outro irmão, jamais receberam o Espírito por praticarem as obras da lei e sim pela pregação da fé. Ou seja: existe uma pregação certa que produz a fé necessária no coração do ouvinte que o faz receber o Espírito Santo! Os irmãos de Éfeso não tinham sido batizados no Espírito Santo porque não tinham ouvido uma pregação que os ajudasse nesse assunto; mas. a partir do momento que Paulo lhes corrigiu esta doutrina com a sua pregação, eles foram cheios do Espírito Santo! Glória a Deus!
    Como diz Gálatas 3.14: "É pela fé que recebemos o Espírito que fora prometido", mas não podemos esquecer que a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus! Oremos por comunidades e ajuntamentos cristãos onde seja realmente pregada cada vez mais a verdadeira
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  • A Ousadia da Fé: Pedro Sobre as Águas! | Natan Rufino
    Mateus 14.28,29
    28 Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas.
    29 E ele disse: Vem! E PEDRO, DESCENDO DO BARCO, ANDOU POR SOBRE AS ÁGUAS E FOI TER COM JESUS.
    O texto desta mensagem encontra-se em Mateus 14.22-33. Lá aprendemos que:
    - Na quarta vigília da noite (entre 3h e 6h da manhã) Jesus é visto pelos discípulos andando sobre as águas. Apavorados e tomados de medo gritavam na certeza de estarem vendo um fantasma; afinal de contas, gente não flutua sobre as águas, não é mesmo?
    - Pedro toma a iniciativa de querer andar sobre as águas também e Jesus não o repreende por isso, ao contrário, o encoraja em sua iniciativa dizendo-lhe uma palavra de incentivo: vem!
    - Pedro desce do barco, Pedro anda sobre as águas, Pedro vai ter com Jesus, Pedro repara na força do vento, Pedro tem medo, Pedro começa a afundar, Pedro grita por socorro. Pedro protagonizou seu sucesso e ele também foi o protagonista do seu fracasso.
    - Jesus repreendeu Pedro não por ter querido andar sobre as águas como Jesus estava fazendo, mas porque não ficou firme em seu propósito até o fim, mas duvidou.
    - O fato de Jesus ter repreendido Pedro por ter afundado mostra que Jesus considerava Pedro o verdadeiro responsável por se manter sobre as águas e não Deus, pois seria injusto que Jesus o repreendesse por isso quando quem estava no controle do que estava acontecendo não era Pedro e sim o próprio Deus.
    - A Bíblia não diz que o vento soprou mais forte ou que as ondas subiram mais alto. O vento não mudou, o mar mudou, PEDRO mudou! Ele simplesmente reparou na força do mesmo vento que já soprava da mesma forma antes.
    - Jesus socorreu Pedro, mas não deixou de repreendê-lo ao fazer isso. O melhor de Deus para Pedro naquela ocasião teria sido não ter afundado, mas ter ficado firme em sua fé sem precisar da ajuda de Jesus para não morrer por causa da incredulidade.
    - A fé é uma força espiritual, baseada em uma convicção interior, que não precisa da confirmação das circunstâncias exteriores para que funcione. Mesmo que as circunstancias ao redor indiquem o contrário, se a pessoa se mantiver em fé, sem duvidar, aquilo que ela quis ou disse, acontecerá!
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  • O Dinheiro e a Avareza | Natan Rufino
    Muitos já aprenderam que o dinheiro NÃO É a raiz de todos os males, mas um grande número de evangélicos talvez sequer tenha ouvido a primeira vez que o amor do dinheiro AINDA É A RAIZ DE TODOS OS MALES.
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  • O Dízimo e o Ministério | Natan Rufino
    Parte 1 | Parte 2 | Parte 3
    Acredito que pelo menos os cristãos devem saber que o dízimo não foi uma invenção de Moisés e nem surgiu na história do mundo a partir da Lei que o mesmo compilou. Textos bíblicos revelam que cerca de 430 anos antes da Lei de Moisés Abraão já cria e praticava o princípio do dízimo (Gênesis 14.18-20).
    É bem provável que Abraão tenha aprendido sobre o dízimo de seus antepassados e, da mesma forma, o tenha repassado para seus descendentes; pois vemos que a Bíblia relata que seu neto, Jacó, também veio a crer e praticar o mesmo princípio do dízimo (Gênesis 28.20-22). É possível que Jacó o tenha aprendido com seu pai Isaque, que por sua vez tenha aprendido com seu pai Abraão, que também tenha aprendido com seu pai, e assim sucessivamente.
    Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, que era reconhecido como sacerdote do Deus altíssimo (Hebreus 7.1). A Bíblia também diz que as características da história pessoal de Melquisedeque “o faziam ser semelhante ao filho de Deus” (Hebreus 7.3). Quando o autor da epístola aos Hebreus fala de Melquisedeque no capítulo 7, seu objetivo parece ser comunicar a ideia de que na terra são homens mortais os que recebem dízimos, mas pela história de Melquisedeque com Abraão devemos compreender que, paralelamente a isso, Jesus Cristo os recebe no céu. Por isso ele diz: “aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive” (Hebreus 7.8).
    Observe pelo menos três pontos interessantes sobre o versículo 8 do capítulo 7 de hebreus:
    1. O autor da epístola diz “aqui SÃO homens mortais que RECEBEM dízimos”; veja que ele não disse “ERAM homens mortais os que RECEBIAM dízimos”, ou seja, na cabeça do autor da epístola a prática da entrega dos dízimos ainda era válida no momento em que ele está escrevendo a carta. Ele não considera o dízimo como uma coisa da Lei, ou ultrapassada, em relação à Nova Aliança; por isso ele conjuga os verbos no presente;
    2. O autor da epístola diz “os homens recebem os dízimos”. Ele se refere a pessoas e não a prédios; seres humanos e não templos. Mais claro do que isso impossível: “homens mortais recebem dízimos”. Segundo ele os dízimos devem ser recebidos por homens, que, provavelmente, sejam homens que desenvolvam alguma atividade ministerial na dispensação em que vivem.
    3. O autor da epístola diz que “aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali (naquela história entre Melquisedeque e Abraão) quem os recebe é AQUELE DE QUEM (Melquisedeque testifica que vive)”. Melquisedeque testificava sobre Jesus, que é aquele que vive para sempre. Em outras palavras o autor da epístola está dizendo o seguinte: “aqui na terra ainda são homens mortais os que recebem os dízimos, mas na história de Melquisedeque e Abraão quem os recebe é aquele de quem Melquisedeque dá testemunho que vive”. Os homens recebem na terra, mas Jesus os recebe no céu.
    O sentido primordial dos dízimos parece sempre ter sido sustentar os ministros de Deus pelo serviço que prestavam durante as dispensações em que eles viveram. Um dos textos onde isso aparece de forma clara é Números 18.
    Número 18.21,23
    21 Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, PELO SERVIÇO QUE PRESTAM, serviço da tenda da congregação.
    23 Mas os levitas FARÃO O SERVIÇO DA TENDA DA CONGREGAÇÃO e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel.
    Antes da Lei Melquisedeque se tornou uma referência sobre o recebimento dos dízimos, e nas Escrituras ele é reconhecido como um ministro de Deus, um sacerdote do Deus altíssimo. Quando chega no Novo Testamento Paulo confirma o mesmo princípio do dízimo:
    1 Coríntios 9.13,14
    13 Não sabeis vós que OS QUE PRESTAM SERVIÇOS SAGRADOS do próprio templo se alimentam? E QUEM SERVE AO ALTAR DO ALTAR TIRA O SEU SUSTENTO?
    E para corroborar a declaração e a veracidade de suas palavras, ele acrescenta que o próprio Senhor Jesus deu a mesma ordem explícita nos textos bíblicos: “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1 Coríntios 9.14). No versículo anterior Paulo menciona parcialmente o texto de Números 18.21,23 e em seguida diz que “JESUS TAMBÉM DEU A MESMA ORDEM”, ou seja, que “quem prega o Evangelho, deve viver do Evangelho”.
    O principal conceito bíblico quanto aos dízimos é que eles são ofertas de valores previamente estabelecidos (Números 18.24-26) que devem suprir as necessidades dos obreiros do Senhor enquanto estes realizam sua obra nesta terra.
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  • O Outro Lado da Moeda | Natan Rufino
    Ensinamento proferido na Igreja Evangélica Verbo da Vida em São Luís, Maranhão. Esta ministração tem por objetivo corrigir alguns abusos doutrinários relativos ao conceito de prosperidade na vida do cristão
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  • Casamento, Divórcio e a Vontade de Deus | 1 | Natan Rufino
    Parte 1  |  Parte 2  |  Parte 3  |  Parte 4  |  Parte 5
    O texto que se encontra em Mateus 19.3-12 registra dois diálogos interessantes sobre casamento, divórcio e a vontade de Deus quanto ao assunto. O primeiro diálogo é desenvolvido entre Jesus e os fariseus, que o abordam quanto à legitimidade de um divórcio efetuado por "qualquer motivo". Para surpresa dos fariseus, Jesus responde dizendo que "a vontade de Deus" é que o homem e a mulher que se uniram pelo matrimônio não se separem.
    Em seu argumento Jesus demonstra que a resposta para tais dúvidas se encontram na leitura atenta das Escrituras. Isto fica claro pela sua resposta: "não tendes lido?" (Mt 19.4). É como se Jesus dissesse: "quem lê o que está escrito sabe o que é permitido e o que não é". Para as respostas básicas deste e de outros assuntos, não há necessidade de revelações extras, basta ficar com aquilo que já está escrito!
    Então, o que era isso que estava escrito que Jesus fez questão de mencionar? Além disso, como tal coisa escrita responderia a dúvida dos fariseus?
    Jesus cita apenas dois textos do livro de Gênesis garantindo que lá estariam as respostas às suas dúvidas:
    "Não tendes lido que o Criador, desde o princípio os fez homem e mulher?" (Gn 1.27);
    "e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Gn 2.24).
    Caso alguém não compreendesse o que tais textos realmente significavam, Jesus fez questão de comentá-los de forma explicita, dizendo: "Se pela união do matrimônio, criado por Deus, eles se tornam uma carne só, então, o homem não deve separar aquilo que Deus idealizou para ficar junto" (Mt 19.6).
    Os fariseus, não satisfeitos, ou poderíamos dizer "ainda motivados pelo interesse de satisfazer seus próprios anseios", eles insistem na discussão tentando chegar ao concesso de que um homem pode sim separar não importando muito qual seja o motivo. Se Jesus diz que as respostas estão na Bíblia, então eles também citam a Bíblia! "Se não devemos nos separar por que então Moisés mandou dar carta de divórcio e repudiar?" (Mt 19.7). E aqui nós vemos como corremos o risco de interpretar textos das Sagradas Escrituras ao nosso "bel-prazer" se não formos atenciosos à função do contexto da passagem escolhida.
    Jesus diz claramente que a permissão de Moisés (e não o mandamento) para repudiar, foi uma permissão temporária devido à condição espiritual dos homens, mas que agora, de Cristo para frente, a condição espiritual humana seria restaurada ao padrão inicial, assim possibilitando ao homem viver à luz do que Deus havia estabelecido desde o princípio!
    No entanto, se os fariseus queriam saber se era permitido separar-se "por qualquer motivo", Jesus responde bem objetivamente dizendo: "não é possível separar-se por qualquer motivo e ainda assim estar com o coração tranquilo diante de Deus, pois o único motivo que isentaria o homem de culpa numa possível separação e contração de novas nupcias, seria a traição por parte da esposa" (Mt 19.9). É preciso que se diga: Ainda que Jesus tenha permitido a separação por este único motivo, ele não a obrigou! Ele não fica obrigado a ter que continuar com a esposa, mas também não se torna obrigado a separar-se dela! O Cônjuge traído ainda tem duas opções divinamente pré-aprovadas: A separação ou a restauração.
    Quando fica claro para os discípulos de Cristo que ele não apoiava uma separação banal (por qualquer motivo) chegou a vez deles mesmos se pronunciarem também: "Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar" (Mt 19.10). Sim, eles demonstram terem entendido muito bem o que Jesus falou! Esta realmente É a CONDIÇÃO DO HOMEM relativamente À SUA MULHER! O único erro deles se encontra na conclusão a que chegaram depois de terem entendido a condição do homem estabelecida por Deus em relação à sua mulher. O ponto errado na declaração dos discípulos se encontra apenas na ideia de que "não convém casar".
    Você não acha curioso que os discípulos tenham chegado a considerar melhor "nunca casar" do que não poder "casar várias vezes"? Afinal, se aos olhos de Deus estivesse tudo bem ao homem "dar carta de divórcio e separar por qualquer motivo", ele poderia fazer isso quantas vezes achasse "necessário". É como se a conclusão fosse: "se não posso trocar, então é melhor nem provar".
    Em meio a este segundo diálogo sobre o mesmo assunto, agora com seus discípulos, Jesus apenas remenda a última declaração dos discípulos para que eles não fiquem com conclusões precipitadas, e também para que saibam que a questão de "não casar" é uma possibilidade real dentro das condições certas. Assim, ele diz: "Nem todos são aptos para receber o conceito do celibato, mas apenas aqueles a quem é dado. Não obstante, há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita" (Mt 19.12).
    Jesus, como um bom líder responsável, não usa da sua experiência pessoal para impor suas escolhas sobre a vida dos que lhe seguem. O próprio Jesus escolhera ou nascera para o celibato, mas ainda assim não fez disso um motivo para por um julgo irresponsável sobre a cerviz dos discípulos. Jesus entendia que cada um sabe onde seu próprio sapato aperta. Se "cada deve prestar contas de si mesmo diante de Deus" (Rm 14.12), então não seria certo impor sobre os outros as escolhas que eu faço com base nas condições nas quais EU vivo.
    Desta forma, Jesus apresenta três classes de pessoas que poderiam viver sem contrair núpcias:
    Os que nasceram assim;
    Os que foram feitos assim;
    Os que se fizeram assim.
    É interessante saber que nem todos os homens sentem a vida e o mundo ao seu redor da mesma forma, afinal, segundo Jesus, tem gente que "nasce com condições diferentes". Não sei se poderíamos usar a terminologia moderna e chamar isso de "predisposição genética" ou simplesmente de "dom de Deus", mas o fato é que algumas pessoas não tem as mesmas necessidades, inclinações ou predisposições que os outros. Compreender isto pode nos fazer olhar para as pessoas com mais humanidade e sabedoria, pois estaremos aceitando o fato de que nem todos nascem exatamente iguais.
    Antes que alguém suponha que isso também se aplique a uma tendência homossexual supostamente aprovada por Deus por causa do "direito de nascimento", lembre-se que o texto está tratando sobre NÃO CASAR, o que deixa implícita a ideia de "não ter relações íntimas". A única coisa sobre a qual Jesus está falando é que algumas pessoas nascem com a aptidão de não se envolverem intimamente com o sexo oposto, optando então pelo celibato; e isto não tem ligação alguma com qualquer ideia de "nascer PARA TER desejos pelo mesmo sexo". Até porque todos os seres humanos nascem e são heterossexuais, ainda que alguns tenham problemas homossexuais.
    Deus, por meio da criação, possibilitou a união entre um homem e uma mulher para que assim fossem um; de maneira que, se foi para isso que Deus os uniu, o homem não deveria se atrever a separar.
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