Entre os anos de 1986 e 2000, muitas prefeituras do País colocaram a população no seio das tomadas de decisão. “Foram experiências inovadoras e criativas de democracia direta nas cidades brasileiras”, disse o pesquisador Pedro Rossi. Ele é autor do estudo de doutorado intitulado O Ciclo virtuoso das prefeituras democráticas e populares no Brasil, defendido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Na entrevista deste episodio de Os Novos Cientistas, Pedro Rossi destacou que o período foi marcado por um ciclo virtuoso de experiências inovadoras, criativas de democracia direta nas cidades brasileiras.
De acordo com o pesquisador, naquele período delimitado no estudo (1986 a 2000) houve um período de inversão de prioridades. “Tivemos um novo modo de governar, que até então estava sendo oprimido e reprimido em função da da ditadura militar”, contou Pedro Rossi. “E isso ocorreu em dezenas de cidades, de norte a sul e de lestae a oeste no País. Sob a orientação da professora Erminia Terezinha Menon Maricato,o pesquisador ananlisou diversas administrações, mas se aprofundou em cinco casos: São Paulo, Belo Horizonte, é, São Paulo, Belo Horizonte Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belém.
Munido de diversos materiais relativos à época das prefeituras, como panfletos, relatórios de gestão, documentos, leis e ações de movimentos populares, o pesquisador gerou um grande arcabouço de material que foi sua fonte primária. “Foram muitas as experiências, e as práticas com resultados muito positivos, desde programas de urbanização de favelas, a provisão habitacional com mutirões cogeridos com a prefeitura, muita assessoria técnica de engenheiros, arquitetos, e assessoria jurídica para a população que precisava ter acesso, não só a moradia, mas a cidade como um todo”, ressaltou. Pedro Rossi informou que há um site com metodologias e resultados do estudo podem ser acessados neste endereço.
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