Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Treinamento físico normaliza moléculas microRNAs alteradas na insuficiência cardíaca
    Na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, testes realizados em animais de laboratório possibilitaram a identificação de microRNAs alterados pela insuficiência cardíaca e que tiveram sua expressão normalizada por meio do treinamento físico. Um deles, o microRNA-205, é diretamente responsável pelo metabolismo do músculo esquelético afetado pela doença. “Os microRNAs são moléculas com função regulatória fundamental para o metabolismo do corpo humano”, descreveu Bruno Rocha de Avila Pelozin. Ele é autor do estudo e foi o entrevistado desta quinta-feira (13) no podcast Os Novos Cientistas.
    Sob a orientação do professor Tiago Fernandes, Bruno Pelozin apresentou no Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular do Exercício da Escola seu estudo de mestrado intitulado Efeito do treinamento físico aeróbio na miopatia muscular esquelética induzida pela insuficiência cardíaca: participação dos microRNA’s no perfil de fibras. De acordo com o autor do estudo, a descoberta é um passo inicial para o desenvolvimento de medicamentos para insuficiência cardíaca que tenham os microRNAs como alvos terapêuticos. “Nosso trabalho contribui com mais uma peça para o grande quebra-cabeça que é a busca por ferramentas e tratamentos para as doenças cardiovasculares”, afirmou Bruno. “Também demonstramos uma regulação das alterações musculoesqueléticas por meio do microRNA-205. Por fim, mostramos o efeito dos treinamentos nesses mecanismos e alterações”, afirmou.
    Ele contou ainda que o estudo realizou um mapeamento dos microRNAs expressos em ratos com insuficiência cardíaca. Os animais foram divididos em dois grupos, os que se mantiveram sedentários e os que realizaram uma rotina de exercício físico aeróbio durante dez semanas. As análises demonstraram um padrão de expressão completamente diferente entre os animais doentes e aqueles que realizaram o treinamento. Dentre os microRNAs analisados pela varredura, 15 tiveram a sua expressão alterada pela doença e restabelecida pelo exercício físico, e um deles, o microRNA-205, foi responsável por controlar as características estruturais e o metabolismo do músculo esquelético.
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    12 min
  • Incidência de psicoses é maior nas populações autodeclaradas pretas e pardas, como mostra estudo
    A pesquisa de mestrado Interação entre Cor de Pele Autodeclarada e Adversidades Sociais como Fator de Risco para as Psicoses, foi realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O estudo da médica psiquiatra Fernanda Naira Zambelli Ramalho teve a orientação da professora Cristina Marta Del Ben, e avaliou a associação de psicose a fatores como sexo, idade, cor da pele, uso de cannabis, trauma na infância e desvantagem social, entre outros. Na edição desta quinta-feira (29) do podcast Os Novos Cientistas, Fernanda Naira e a professora Cristina explicaram parte do estudo que envolveu 197 casos incidentes de psicose e 302 controles de base populacional, provenientes da região de Ribeirão Preto, SP.
    De acordo com Fernanda, seu estudo pode explicar parte do processo. “Mais ainda temos muitas coisas para entender e ainda virão muitas pesquisas, certamente”, avaliou. Para a professora Cristina, trata-se de um assunto “muito intrigante e que todos nós estamos muito empenhados. Afinal, são problemas muito graves que acarretam prejuízos enormes para o indivíduo, para a família e para a sociedade”, disse. A orientadora destacou que “a contribuição que Fernanda trouxe foi tentar explicar como é que se relacionavam fatores sabidamente de risco para as psicoses.” Cristina ressaltou que a psicose tem uma incidência maior em minorias étnicas e em pessoas autodeclaradas como pretas e pardas tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo. “Nós sabemos que a diversidades sociais também aumentam o risco de psicose então a nossa contribuição é mostrar que essa associação cor de pele e psicose é imediata”, afirmou.
    O estudo compreendeu os anos de 2012 a 2015, em Ribeirão Preto e Região, e envolveu indivíduos que estavam procurando o serviço de saúde pela primeira vez, e sem uma primeira manifestação psicótica. “Eles tinham de ter entre 18 e 64 anos e eram captados em ambulatórios enfermarias e pronto atendimentos em Ribeirão Preto e nas cidades da região. Os que compuseram o grupo controle eram indivíduos saudáveis que foram selecionados nos setores censitários nas cidades através do senso de 2010 do IBGE”, explicou Fernanda Naira. De acordo com a pesquisa, existe nessa população um risco duas vezes maior de psicose nessa população. “Isso pode ser explicado por uma maior exposição a situações de vulnerabilidade social”, destacou Fernanda.
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    13 min
  • O papel da biblioteca da Faculdade de Arquitetura da USP na consolidação da pós-graduação
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (15), a arquiteta Anne Mayara Almeida Capelo descreveu a importância da biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP para os estudos de pós-graduação. Ela é autora do estudo de mestrado O lugar das ideias: a biblioteca da FAUUSP e a construção de uma história da arquitetura, apresentado neste 2023 na FAU, com orientação do professor Eduardo Augusto Costa.
    Em sua pesquisa, Anne investigou como a história da arquitetura foi escrita na FAU, principalmente a partir da década de 1980 e o processo de aquisição de coleções pela Seção Técnica de Materiais Bibliográficos da Biblioteca. “Naquele momento ocorria a consolidação do programa de pós-graduação em arquitetura e urbanismo oferecido pela faculdade e a aproximação dos
    estudos em história da arquitetura das ciências humanas”, descreveu a pesquisadora. Anne iniciou sua pesquisa no ano de 2020, quando ingressou no programa de pós-graduação da FAU. “Acho importante dizer que essa pesquisa faz parte de uma  investigação mais ampla dirigida pelo meu orientador o professor Eduardo Costa”, destacou.
    Para compreender as relações entre a mudança historiográfica descrita e os processos de aquisição de coleções pela biblioteca da FAU-USP, a pesquisa de Anne tomou como referência as informações da base de dados desta biblioteca, estabelecendo um diálogo com a produção intelectual de pesquisadores de destaque da própria FAU-USP ligados ao estudo da história da arquitetura. “Procurei também compreender a complexidade que o acervo bibliográfico da biblioteca da faculdade representa para a construção de matrizes teóricas diversas”, descreveu Anne Mayara.
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    12 min
  • Quando a questão é produção audiovisual brasileira, negros têm pouca participação
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (25), a conversa foi com o cineasta Renato Candido de Lima. Ele é autor de uma tese de doutorado em que analisa o pouco espaço que é concedido a profissionais negros e suas produções no audiovisual brasileiro. A pesquisa Ações afirmativas no audiovisual brasileiro: Estudo sobre a negritude dentro das políticas públicas audiovisuais brasileiras e as questões que envolvem ações afirmativas para produção audiovisual negra no Brasil foi apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais e teve a orientação do professor Almir Antonio Rosa (Almir Almas).
    “Muitos desses realizadores dependem de políticas públicas para que seus trabalhos sejam viabilizados, cheguem ao público e conquistem notoriedade. Esse caminho, no entanto, é cheio de impedimentos”, comentou o pesquisador. Pois é justamente desses impedimentos que trata a pesquisa, segundo Renato Lima. Depois de várias tentativas sem sucesso para conseguir viabilizar suas produções por editais, o pesquisador começou a perceber como o racismo estrutural atingia a negritude no audiovisual.
    Em seu estudo, o cineasta analisou como se deu a distribuição de recursos para cineastas brancos e negros a partir da Lei do Audiovisual de 1993. No final de sua tese, ele apresenta uma lista de propostas que agem contra o racismo no audiovisual.
    Em sua pesquisa, ele destaca nomes de alguns cineastas negros presentes em diferentes momentos do audiovisual no País. Nos anos 1940 e 1950, cita José Rodrigues Cajado Filho. Anos mais tarde, no contexto da Embrafilme, surgem Adélia Sampaio, Afrânio Vital, Agenor Alves, Antônio Pitanga, Ari Cândido Fernandes, Paulo Veríssimo, Odilon Lopez, Valdir Onofre e Zózimo Bulbul.
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    14 min
  • Cientistas "youtubers" produzem cruzamentos entre ciência e arte em suas divulgações
    Na edição desta quinta-feira (11) do podcast Os Novos Cientistas, a entrevistada foi a jornalista Ana Beatriz Camargo Tuma. Ela é autora de uma tese de doutorado em que investiga como os cientistas “youtubers” realizam suas produções e narrativas audiovisuais de divulgação científica. O estudo intitulado Narrativas audiovisuais de cientistas youtubers: intertextualidades entre arte e ciência na divulgação científica foi defendido na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP sob a orientação da professora Mayra Rodrigues Gomes.
    Em seu estudo, a pesquisadora também analisou as percepções dos internautas sobre as produções. “Para tanto selecionamos cinco canais do Science Vlogs Brasil (SVBR) que tratam de distintas áreas do conhecimento”, citou Ana Beatriz. Os canais a que ela se referiu são: Universo Narrado; Arqueologia pelo Mundo; Canal do Pirulla; Dragões de Garagem; e Colecionadores de Ossos.
    “Com relação às percepções dos internautas sobre os vídeos, verificamos, entre outros, um expressivo número de elogios, denotando que a ciência se torna mais palatável e atrativa quando em diálogo com a arte”, destacou a jornalista. Dessa maneira, a pesquisa de Ana Beatriz aponta caminhos que podem ser seguidos por divulgadores científicos que produzem conteúdo para plataformas como o YouTube.
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    11 min
  • Chegada de africanos ao Brasil alterou nossas tradições sineiras
    “Essa gunga veio de lá!” – sinos e sineiros na África Centro-Ocidental e no Brasil centro-africano é o trabalho de doutorado realizado pelo historiador Rafael Benvindo Figueiredo Galante, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, que teve a orientação da professora Maria Cristina Cortez Wissenbach. O historiador foi o entrevistado desta quinta-feira (27) no podcast Os Novos Cientistas.
    “Minha pesquisa aborda as várias tradições sineiras do Brasil a partir da chegada dos povos africanos, principalmente os da África Centro-Ocidental”, descreveu o pesquisador. O estudo, como destacou Rafael Galante, analisa os múltiplos sentidos que os sinos e seus sineiros tiveram ao longo da história a partir dos africanos e seus descendentes. Segundo o historiador, entendendo a centralidade que os sineiros africanos e seus descendentes afro-brasileiros tiveram nesse processo, o estudo parte da premissa de que suas experiências históricas e respectivas construções de tradições culturais diaspóricas só podem ser efetivamente compreendidas a partir da historicidade dos próprios legados civilizatórios africanos.
    Como descreveu Rafael Galante, apesar de os sinos terem sido valorizados, como em Minas Gerais, “não havia a noção de que a tradição é de origem afrocultural”. Para a sua pesquisa, o pesquisador buscou fontes históricas, principalmente do final do século 15. “Posso dizer que o eixo de meu estudo está ligado ao Brasil do século 19, durante o processo de independência do País”, disse. Ele também salientou que os sineiros sempre foram africanos ou filhos de africanos. “Afinal, tratava-se de uma atividade perigosa que foi transferida à população de escravos e ex-escravos”, contou.
     
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    12 min
  • Estudo analisa a participação de lideranças negras na Guerrilha do Araguaia
    O historiador Janailson Macêdo Luiz foi o entrevistado desta quinta-feira (13) no podcast Os Novos Cientistas. Ele é autor do estudo de doutorado Lutas pela autonomia, sonhos de revolução: Uma história da participação negra na Guerrilha do Araguaia (1972-1974). A pesquisa, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, sob orientação da professora Maria Helena Pereira Toledo Machado, busca lançar um novo olhar sobre o evento histórico a partir da importância da participação de pessoas negras, homens e mulheres, naquele período. “Não apenas isso, mas também destacar que houve uma sub-representação, seja na historiografia ou no debate público”, destacou o historiador.
    Como lembrou Macêdo, o confronto, que aconteceu ao longo do Rio Araguaia, teve grande impacto junto a moradores da confluência dos Estados do Pará, Maranhão e atual Tocantins. “Foi a partir dos anos 1960 que este local recebeu milhares de migrantes, muitos negros, que chegavam à Amazônia Oriental buscando acesso à terra”, contou o historiador.
    Como relatou Macêdo, desde os primeiros movimentos de migração dos negros à região, já ocorria o processo de invisibilização. Em seus levantamentos, o historiador buscou dados no Censo do ano de 1970. “Os dados, porém, não citam a população negra. Até porque o regime militar retirou do Censo, naquele ano, a qualificação cor”, disse. A pesquisa teve início em 2014, quando Macêdo passou a exercer a docência em História na Universidade Federal Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá (PA). Contudo, desde a sua graduação ele já estudava as populações negras.
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    10 min
  • Década de 1970 foi marco para a mulher como tema de pesquisas em história
    Na edição desta quinta-feira (30) de Os Novos Cientistas, a historiadora Branca Zilberleib falou sobre seu estudo de mestrado realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A pesquisa intitulada A mulher como problema de pesquisa em História: emergência de estudos sobre mulheres e gênero na historiografia brasileira recente (1973-2001) teve a orientação do professor Miguel Soares Palmeira. “Eu queria saber como a mulher passou a estar no horizonte das perguntas que os historiadores fazem para entender o passado”, explicou a historiadora.
    O estudo foi realizado entre 2019 e 2022 e teve como base o levantamento de dissertações, teses e textos resultantes de pesquisas de história, feitos após a década de 1970, que tratassem centralmente de mulheres. Além disso, a historiadora analisou as trajetórias de estudiosas como Maria Odila Leite da Silva Dias, Miriam Lifchitz Moreira Leite, Rachel Soihet, Margareth Rago e Joana Maria Pedro, importantes referências na constituição e divulgação do campo de estudos de História das Mulheres e Relações de Gênero. Entre os temas desenvolvidos por essas estudiosas, estão as atividades de mulheres em indústrias alimentícias e têxteis, em trabalhos informais, relacionamentos amorosos, formas de violência feminina e muitos outros.
    De acordo com a pesquisadora, o campo de estudos de história das mulheres e das relações de gênero é muito jovem. “Nos anos 1970, eu encontrei estudos isolados. Inicialmente não há um campo de estudos dedicado a esse tema, com pessoas, conceitos, congressos e encontros”, afirmou na entrevista. “Só vai aparecer um conjunto de pessoas dedicadas a esse tema a partir da década de 1990, então é muito recente”, lamentou Branca. Segundo ela, o atraso da história ao falar de mulheres se dá, entre outros motivos, pela diferença de recursos recebidos para financiar pesquisas sobre esse tema. Porém, de acordo com a pesquisadora, esse processo foi essencial para colocar a temática na agenda de estudos de história.
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    11 min
  • Movimento negro evangélico mostra-se atuante na luta contra o racismo
    A pesquisa de mestrado intitulada Ativismo negro evangélico no Brasil contemporâneo, apresentada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, traz uma análise da atuação de grupos como o Movimento Negro Evangélico (MNE), a Rede de Mulheres Negras Evangélicas, o Discipulado Justiça e Reconciliação (DJR), Pastoral Metodista de Combate ao Racismo, Pastoral Rosa Parks, entre outros. O autor do estudo, o cientista social Vitor Gonçalves Queiroz de Medeiros, foi o entrevistado desta quinta-feira (16) no podcast Os Novos Cientistas.
    “Meu estudo também retrata situações que evidenciam as dificuldades dos ativistas negros evangélicos em participarem da problematização pública do racismo”, disse o pesquisador. Medeiros analisou fontes documentais, monitorou notícias e mídias sociais, e também realizou entrevistas com cerca de 25 pessoas ligadas a movimentos negros evangélicos. “Eu também observei e participei de grupos de ativistas evangélicos negros em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, entre 2019 e 2021”, descreveu.
    A atuação do movimento em algumas igrejas evangélicas pode ser percebida, até mesmo, em pregações normais. “Pude observar, em alguns momentos, relatos de racismo, orações em prol da juventude negra, alvo prioritário de violência, e observei que alguns pastores faziam orações de gratidão à ancestralidade negra”, contou. Contudo, como observou, tais situações não chegam a ser parte do cotidiano de alguns cultos evangélicos. “Muitos dos ativistas do Movimento Negro Evangélico são, por vezes, atacados por outros evangélicos refratários à problematização do racismo e por se identificarem como progressistas ou de esquerda, assim como por defenderem os cultos afros. Mesmo assim, continuam solidários à causa”, explicou.
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    11 min
  • Fim da escravidão não reduziu o poder dos escravocratas no Estado de São Paulo
    Neste primeiro podcast de Os Novos Cientistas de 2023, desta quinta-feira, dia 2 de março, ouvimos o cientista social Josué Lima Nóbrega Junior. Ele é autor do estudo de doutorado intitulado Escravidão, raça e coronelismo: municípios e finanças públicas em São Paulo na Primeira República, que foi defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
    A pesquisa de Nóbrega Junior, que foi orientada pelo professor Paolo Ricci, da FFLCH, analisou os efeitos do fim da escravidão para os negros (ex-escravizados), para os escravocratas e para as finanças das cidades do Estado de São Paulo durante a Primeira República, no período entre 1888 e 1930. “Minha pesquisa envolveu todos os municípios do Estado de São Paulo, mais especificamente as regiões de cultura do café. O auge da exploração escravista paulista esteve muito ligado à expansão da economia cafeeira”, disse o cientista social.
    O pesquisador lembrou que boa parte dos escravocratas paulistas queria um final diferente para a escravidão. “Eles desejavam que a abolição por aqui seguisse o modelo norte-americano, ou seja, que não terminasse de imediato em todo o País, mas que fosse se acabando de forma gradativa de acordo com as necessidades de cada Estado”, disse. Além disso, na Primeira República, no período pós-abolição, o controle dos grandes fazendeiros negou à população pobre e ex-escravizada condições adequadas de vida e educação.
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    12 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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