Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Livros com temática LGBTQIAPN+ inserem leitores no debate pela diversidade sexual
    Na edição desta quinta-feira (8) dos Novos Cientistas, a conversa foi com o jornalista Alex Carolino Francisco, que apresentou na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP a pesquisa de mestrado intitulada Páginas coloridas: editoras independentes pela diversidade. A dissertação, que teve a orientação da professora Sandra Lucia Amaral de Assis Reimão, da ECA, buscou compreender como atuam as editoras independentes que publicam livros de temática LGBTQIAPN+. “Buscamos o contexto que relaciona a história do movimento homossexual brasileiro e a mídia impressa, em especial a jornalística, cujos veículos alternativos pautaram as primeiras demandas pelo respeito aos corpos e desejos dissidentes”, declarou o jornalista.
    “Dentro da cultura gay divulgada por esses veículos, direcionamos o foco ao livro impresso como mídia propagadora das realidades não normativas”, descreveu o pesquisador. Depois de entender a edição como o processo que dá materialidade ao texto, a partir de pesquisa documental e entrevistas, Alex realizou um levantamento sobre as editoras nacionais de nicho e/ou independentes que se dedicam à construção de um catálogo contemporâneo com narrativas, vivências e estudos sobre o meio LGBTQIAPN+.
    “Nesse panorama, investigamos as casas publicadoras em atividade no Estado de São Paulo e recorremos à articulação teórica, conceitual e metodológica para, a partir de entrevistas de compreensão, mostrar como as mulheres editoras atuam dentro das regras e tensões as quais submetem-se e/ou são submetidas no campo editorial”, contou. De acordo com o jornalista, essas mulheres se relacionam como agentes sociais que retraduzem forças externas, a partir do próprio raciocínio, no espaço de lutas simbólicas. A sigla LGBTQIAPN+ abrange pessoas que são Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticas/Agênero, Pan/Poli, Não-Binárias e mais.
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    12 min
  • Mulheres militantes presas durante a ditadura são temas de pesquisa na USP
    Lenira Machado, Nair Kobashy, Márcia Mafra e Iara Areia Prado foram confinadas, no início dos anos 1970, no presídio Tiradentes, em São Paulo. “O local foi apelidado pelos presos políticos como a “Torre das Donzelas””, contou a historiadora Letícia Viana de Morais, que foi a convidada do podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (24). Ela autora do estudo de mestrado Assim sobrevivemos: narrativas de militantes presas políticas no Presídio Tiradentes (1969-1976), apresentado recentemente na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A pesquisa realizada por Letícia teve a orientação do professor Maurício Cardoso, da FFLCH.
    “As quatro jovens, estudantes à época, ingressaram em grupos de guerrilha revolucionária”, disse Letícia. Segundo ela, com a promulgação do AI-5, em 1968, o recrudescimento da repressão política conviveu com estratégias de combate armado ao regime, levadas a cabo, especialmente, por jovens estudantes. As mulheres que se envolveram nessas lutas vivenciaram limites e potencialidades de ação marcadas pela condição de gênero. “Daí, a proposta foi analisar quem eram essas mulheres e como aconteceu esse envolvimento com a luta política naqueles tempos nefastos”, contou Letícia.
    Os testemunhos analisados por Letícia para seu estudo fazem parte do acervo do Projeto Intolerância e Resistência: Memórias da Repressão Política no Brasil (1964-1985), uma parceria entre o Laboratório de Estudos sobre a Intolerância, da FFLCH, e o Arquivo Edgard Leurenhoth (AEL), da Unicamp. “Esse acervo está disponível no Núcleo de Estudos das Diversidades , Intolerâncias e Conflitos da FFLCH”, explicou a pesquisadora. De acordo com Letícia, as entrevistas por ela selecionadas para o estudo foram realizadas já no final dos anos 2000. “As relações de gênero aparecem de modo espontâneo nas entrevistas, que tinham como foco a militância política de forma ampla”, descreveu a historiadora.
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    13 min
  • Estudo analisa discursos do jornalismo esportivo sobre a violência das organizadas
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (10) o assunto foi o futebol, mas fora de campo. Mais especificamente, sobre o jornalismo esportivo e seus discursos sobre a violência no esporte e as torcidas organizadas. A conversa foi com o pesquisador Marcelo Fadori Soares Palhares, que defendeu seu doutorado sobre o tema na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP. A pesquisa intitulada Torcidas organizadas e jornalismo esportivo: discursos sobre violência no futebol teve a orientação do professor Ary Rocco Jr., da EEFE.
    “A violência no futebol brasileiro e a atuação das torcidas organizadas são temas que se entrelaçam no imaginário popular”, disse Palhares. Segundo ele, a ideia de que atos violentos no futebol advêm apenas dessas organizações é corroborada a partir de falas, notícias, comentários e intervenções que, historicamente, ocorreram no âmbito do jornalismo esportivo. Para o seu estudo, Palhares analisou 2.258 notícias referentes às torcidas organizadas. Os conteúdos levantados foram da revista Placar, e dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo. “Selecionei o material desde 1969, ano da fundação da Gaviões da Fiel, primeira torcida organizada no Brasil, até o ano de 2020”, contou.
    Palhares apontou ainda que as notícias destacadas na pesquisa apresentaram três principais discursos: o da fidelidade, o da fiscalização e o da violência. O primeiro refere-se principalmente ao amor da torcida pelo time, e ao compromisso dela em acompanhá-lo e transformar as arquibancadas em festa. O segundo diz respeito à cobrança feita pela torcida sobre o time, frente a algum resultado ou situação insatisfatória. Já o terceiro traz episódios de violência que envolvem a torcida. “Neste último, porém, foi identificado que a associação da violência à torcida restringe-se apenas à violência física”, destacou. Mas o estudo identificou outros fenômenos violentos, como a homofobia, racismo, xenofobia etc., e que não se vinculam à palavra violência nas matérias. Assim, o debate sobre o assunto fica reduzido, o que propicia uma associação simplista das torcidas organizadas à violência nos jogos, sendo esta retratada como a grande responsável pelas brigas nas arquibancadas.
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    13 min
  • Produção imobiliária transforma o espaço e verticaliza a periferia de São Paulo
    A partir de análise documental obtida em jornais, sites oficiais de empresas e periódicos especializados, além de revisões bibliográficas, a arquiteta e urbanista Isadora Borges de Oliveira realizou seu estudo de mestrado intitulado O avanço da produção imobiliária sobre a “periferia” da metrópole: o “segmento econômico” e as transformações na produção do espaço em Itaquera, São Paulo. A pesquisa foi realizada sob a orientação da professora Beatriz Rufino e apresentada na Faculdade  de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
    Isadora foi a entrevistada desta quinta-feira (20) no podcast Os Novos Cientistas e deu mais detalhes sobre a pesquisa. Além da análise de documentos e revisões bibliográficas, Isadora contou que consultou dados sistematizados pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). “Houve também visitas em campo e entrevistas com agentes privados, que realizam a produção de condomínios, e com agentes públicos para compreender  como a legislação urbana está articulada a essas transformações”, explicou.
    Segundo a pesquisadora, o bairro de Itaquera, localizado na zona leste da cidade de São Paulo, apresenta um processo histórico de urbanização que muito se assemelha ao que os estudos urbanos dos anos 1970 e 1980 qualificaram como periferia. “Naquela época, o conceito de periferia não dizia respeito apenas a uma condição geográfica de denominar territórios distantes do centro da cidade, mas sim uma noção sociológica. Os territórios da periferia eram compreendidos como espaços que abrigavam loteamentos populares, principalmente a partir dos anos 1940”, descreveu a arquiteta. Já nos anos 1980, esses territórios periféricos passaram a receber uma intensa produção habitacional estatal, como a Cohab e a CDHU. A arquiteta pesquisou os novos condomínios que têm sido produzidos por grandes construtoras nacionais.
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    13 min
  • Pesquisa analisa a articulação entre o urbano e a atuação estatal a partir das finanças públicas
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (6), o urbanista Giusepe Filocomo falou de seu estudo de mestrado realizado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. A pesquisa intitulada Finanças públicas e o financiamento fiscal do desenvolvimento urbano brasileiro entre 2000 e 2016 teve a orientação da professora Luciana de Oliveira Royer. Em sua pesquisa, o urbanista realizou uma investigação empírica centrada no estudo da execução dos recursos orçamentários federais para o período de 2000 a 2016 e, em seguida, dedicou atenção à receita realizada do município de São Paulo para o período de 2003 a 2016.
    “Os dados primários orçamentários foram obtidos junto ao governo federal e Prefeitura do Município de São Paulo, e também avaliados à luz de literatura relacionada e de legislação e relatórios técnicos e orçamentários”, descreveu o pesquisador.
    Giusepe Filocomo destacou ainda que “a atuação estatal é engrenagem indispensável à compreensão de regime econômico contemporâneo e suas decorrências”. Ele complementou que o financiamento fiscal é um ato de prover recursos financeiros necessários à atuação estatal. “Ou seja, é prover dinheiro público para contratação de serviços e obras pelo Estado. É, na verdade, a locação e execução de recursos orçamentários.”
    Na entrevista, contou que avaliou em sua pesquisa um banco de dados composto de cerca de 535 mil rubricas orçamentárias e, destas, foram selecionadas cerca de 50 mil. Assim, foi possível verificar como os recursos orçamentários foram destinados às políticas públicas, que representam o financiamento fiscal do desenvolvimento urbano. “Claro que também consultei normas e relatórios técnicos e administrativos para ajudar nas escolhas de pesquisa”, reforçou o urbanista. Em relação ao período analisado (2000 – 2016), o urbanista contou que foram empenhados e reservados cerca de R$ 350 bilhões oriundos do Orçamento Geral da União para o financiamento do desenvolvimento urbano.
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    12 min
  • Imóveis ociosos do centro de São Paulo travam o mercado imobiliário
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (22), a arquiteta e urbanista Ana Gabriela Akaishi falou sobre a sua pesquisa desenvolvida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP intitulada A herança mercantil: os entraves dos imóveis ociosos no centro de São Paulo. Sob a orientação da professora Ermínia Maricato, Ana buscou compreender como as motivações dos proprietários na retenção de imóveis ociosos influenciam a dinâmica do mercado de terras no centro da cidade de São Paulo. “Esses proprietários carregam raízes históricas e geracionais, vinculadas a capitais familiares antigos, de caráter mercantil, aplicados incialmente em prédios de aluguel”, contou a arquiteta.
    E no percurso de seu estudo de doutorado, vários questionamentos surgiram, como, por exemplo, sobre as complexidades envolvidas nos vários imóveis que existem no centro de São Paulo. São prédios fechados ou abandonados para estacionamentos. Por quais motivos esses prédios estão assim? Por que os proprietários não vendem? Por que o poder público não transforma em habitação de interesse social ou equipamento público, que seria tão importante para a população?
    Ao buscar respostas para seus questionamentos, Ana foi desvendando as várias camadas de complexidade de história de capitais envolvidos. Segundo ela, não há interesse do mercado imobiliário em comprar esses imóveis. “Meu estudo possibilitou evidenciar alguns aspectos sobre a economia política do centro de São Paulo”, destacou. A arquiteta defende a tese de que o perfil dos proprietários desses imóveis ociosos tem relação direta com um entrave no mercado de terra na região central. “A herança desse patrimônio transmitida a novas gerações e a novos agentes engendra entraves específicos à circulação desses bens”, disse a pesquisadora.
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    14 min
  • Estudo mapeia a literatura afro-brasileira nos livros didáticos do ensino médio
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (8), a entrevistada foi a educadora Debora Silvestre Missias Alves, que apresentou na Escola de Ciências e Humanidades (EACH) a pesquisa de mestrado O ensino de literatura afro-brasileira nos livros didáticos. Sob a orientação do professor Jefferson Agostini Melo. “Analisamos obras didáticas mais vendidas nos anos de 2018, 2019 e 2020”, contou Débora.
    De acordo com a pesquisadora, seu estudo permitiu constatar que foram poucos autores e obras literárias afro-brasileiras apresentados aos alunos no referido período (2018 a 2020). “Há lacunas relevantes nos textos didáticos”, destacou Débora. Na sua pesquisa, ela buscou compreender o conceito de literatura afro-brasileira, destacando o papel do ensino de literatura e discorreu sobre diferentes facetas do livro didático, como mercadoria, subsídio e reflexo de práticas culturais. “Essas reflexões são importantes para observação do cumprimento da Lei 10.639/2003”, explicou a pesquisadora.
    A Lei 10.639/2003 altera a lei de diretrizes e bases e determina que no Ensino Fundamental e Médio, particular ou público, torna-se obrigatório o ensino sobre histórico e cultura afro-brasileira. “Esses conteúdos devem atravessar todo o currículo especialmente nas seguintes áreas, educação artística e literatura e histórias brasileiras”, afirmou Débora, ressaltando que em seu estudo ela voltou-se ao mapeamento de seis coleções de livros didáticos de literatura mais presentes nas escolas brasileiras públicas e particulares entre os anos de 2018 e 2020.
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    12 min
  • Cinema de ficção pode colaborar para a promoção da igualdade de gênero e raça
    Na entrevista desta quinta-feira (11) no podcast Os Novos Cientistas, o bate-papo foi com a educadora Lívia Delgado Leandro da Cruz. Ela é autora da pesquisa intitulada Relações de gênero, mídia e educação: o cinema de ficção científica e as possibilidades de promoção de igualdade de gênero, que foi apresentada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Sob a orientação do professor Emerson Ferreira Gomes, Lívia analisou como os filmes contribuem para a formação de um senso de classe, raça e sexualidade e nas relações de poder na sociedade. Na ficção científica, por exemplo, as representações de cientistas são frequentemente brancas e masculinas.
    Lívia explicou que o objetivo de seu estudo foi investigar de que maneira a mediação de filmes de ficção científica a partir de intervenções lúdicas e problematizadoras colaboram para a promoção de igualdade de gênero e para o debate acerca de questões de raça e alteridade, sobretudo na ciência. “Selecionei os filmes Estrelas Além do Tempo, Gravidade e A Chegada, que contam com protagonistas femininas no âmbito da ciência e suscitam a discussão de questões socialmente relevantes”, descreveu a educadora.
    A partir da análise desses filmes, a pesquisadora utilizou-se da pesquisa-ação para o desenvolvimento de atividades com adolescentes do Centro para Crianças e Adolescentes Jardim Keralux, um espaço educativo de atendimento à vulnerabilidade social localizado na zona leste de São Paulo. As ações, segundo ela, aconteceram no âmbito do projeto de extensão, pesquisa e ensino Banca da Ciência, desenvolvido e gerenciado pela USP-EACH, pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Campi Boituva e Salto).
     
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    10 min
  • Estudo avalia projeto que utiliza o letramento racial como arma de combate ao racismo
    Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Educação (FE) da USP investigou a branquitude brasileira e os lugares de privilégios que as pessoas não negras – brancas e “mestiças”, estas últimas por vezes percebidas como brancas − acabam ocupando. A autora do estudo de doutorado em questão, a educadora Janaína Ribeiro Bueno Bastos, foi a entrevistada desta quinta-feira (28) no podcast Os Novos Cientistas.
    A pesquisa intitulada Na trama da branquitude mestiça: a formação de professores à luz do letramento racial e os meandros da branquitude brasileira contou com a orientação da professora Mônica Guimarães Teixeira do Amaral, da FE. No seu estudo, Janaína desenvolveu um projeto de extensão com oito discentes da Licenciatura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), campus São Roque, em São Paulo. Eles atuaram como docentes no projeto de extensão de uma escola pública de ensino fundamental, localizada na periferia daquele município.
    Segundo dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50% da população brasileira se autodeclara negra. E nessa maioria há pessoas mestiças, de pele nem tão preta. “São aquelas que se autodeclaram pardas, nas quais a mestiçagem se mostra mais evidente”, disse a educadora. O objetivo principal da pesquisa, segundo Janaína, foi investigar a branquitude brasileira e os lugares de privilégios por vezes ocupados por pessoas não negras. “O que denomino privilégios são algumas concessões dadas às pessoas percebidas como brancas, ou como quase brancas, de pele nem tão preta, mesmo que de forma implícita”, explicou a educadora.
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  • Plataforma Airbnb cresceu no Brasil por meio da propaganda digital
    A plataforma Airbnb chegou ao Brasil em meados de 2012. “Chegou em tamanho reduzido, mas visando à possibilidade de oferecer locações para a Copa do Mundo de 2014”, contou o publicitário Leonardo Bars Humes, que foi o entrevistado desta quinta-feira (21) no podcast Os Novos Cientistas. Ele é autor da dissertação de mestrado intitulada Relações entre propaganda, self estendido e consumo colaborativo: uma abordagem de método misto no contexto da Airbnb, apresentada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O estudo teve a orientação do professor Otávio Bandeira de Lamônica Freire.
    A Airbnb, de acordo com Humes, é um concorrente de peso que hoje atua no setor hoteleiro do Brasil. “Na época que eu estava conduzindo o estudo, o consumo colaborativo e a própria Airbnb eram fenômenos em ascensão”, descreveu. Por conta disso, como informou, existiam lacunas de informações que eram relevantes dentro do que o pesquisador desejava estudar. “A proposta de meu estudo foi entender se a estratégia de propaganda que a Airbnb utilizava fazia sentido no Brasil, dentro do consumo colaborativo”, explicou. “Estamos falando de uma companhia que, atualmente, vale mais de US$ 100 bilhões e disponibiliza mais de US$ 140 milhões de reservas por ano em mais de 190 países”, estimou o publicitário.
    Em sua pesquisa, o estudioso realizou entrevistas em profundidade com usuários da plataforma no Brasil. “Entrevistei pessoas de vários Estados para entender um pouquinho sobre o uso que elas faziam do serviço”, contou. A partir dessas informações e de outros dados, o pesquisador criou um “modelinho teórico” para explicar o papel da propaganda e como ela funcionava no Brasil. De acordo com Humes, a Airbnb não costuma fazer usualmente propagandas em televisão. “Ainda que tenha feito algumas no passado, a plataforma concentra seus esforços principalmente nas redes sociais e no meio digital”, informou.
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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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