Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Estudo da USP de Pirassununga desenvolve "fishburguer" de carne de lambari rosa
    Na entrevista desta quinta-feira (7) no podcast Os Novos Cientistas, a engenheira de pesca Sinthya Meire Lopes de Araújo Sussel descreveu o processo pelo qual obteve em sua pesquisa de mestrado, na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, um fishburguer com carne de lambari rosa. Hambúrgueres de peixe, os chamados “fishburgueres” não são produtos totalmente novos, tanto que na própria FZEA pesquisadores já conseguiram desenvolver fishburgueres de outros peixes, como manjuba e de lambari-do-rabo-amarelo.
    No estudo de Sinthya, intitulado Aplicação de transglutaminase microbiana em fishburger de lambari (Astyanax lacustris),
    a engenheira obteve o hambúrguer do lambari rosa utilizando a tecnologia de produção de carne mecanicamente separada (CMS) e a aplicação da enzima transglutaminase. “A carne mecanicamente separada do lambari rosa apresenta coloração naturalmente rosada, e a enzima transglutaminase microbiana vem demonstrando viabilidade na melhora da textura de produtos reestruturados e formatados como o fishburger”, descreveu Sinthya.
    O produto final obtido passou por testes sensoriais com provadores, na própria FZEA e, segundo Sinthya, foi bem aceito. Em relação ao tamanho, o fishburguer de lambari rosa tem cerca de 80 gramas (g), enquanto o hambúrguer tradicional tem 90g. E para que o produto chegue às prateleiras dos supermercados, como informou a engenheira, o que falta é o interesse de parte da indústria. “Temos toda a tecnologia à nossa disposição”, informou Sinthya.
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    13 min
  • Dispositivo feito em papel analisa amostras de cocaína com maior precisão
    No Instituto de Química (IQ) da USP, o químico Wilson Akira Ameku desenvolveu um sistema capaz de analisar, com maior precisão, amostras de cocaína apreendida. Os resultados estão na tese de doutorado de Akira intitulada Desenvolvimento de sensores (eletro)químicos em suporte de papel para análise de amostras de cocaína apreendidas. O químico foi o entrevistado desta quinta-feira (31) no podcast Os Novos Cientistas.
    O sistema utiliza papel sulfite e nanopartículas de ouro e poderá ser usado diretamente em cenas de crime. Segundo Akira, apesar do uso de nanopartículas de ouro, a inovação consegue manter um baixo custo. Os sensores possuem cerca de 2 centímetros (cm) x 2cm e as nanopartículas são dispostas em tiras. “Eles são acompanhados de equipamentos eletroquímicos para as análises”, descreveu o pesquisador. “O custo pode ser estimado em cerca de R$ 0,40, já que a quantidade de ouro depositada é muito pouca”, complementa Akira. De acordo com ele, o processo facilitará os trabalhos de investigação e reduzirá os índices de resultados falsos-positivos que acontecem nas análises de amostras de cocaína.
    Akira informou também que, além da cocaína, outras substâncias também poderão ser analisadas. Quanto à utilização do sistema, na prática, o pesquisador disse que ainda deverão ser realizados testes de validações com um maior número de amostras. “E isso poderá demorar em torno de seis meses a um ano”, calculou.
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    10 min
  • Paródias e humor são características fortes nas notícias do "Pasquim" e do Sensacionalista
    Uma pesquisa realizada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP teve como objetivo fazer uma análise comparativa entre manifestações de notícias ficcionais na imprensa alternativa e em sites e redes sociais. O autor da tese de doutorado intitulada Da imprensa alternativa às redes sociais: uma análise comparativa entre notícias ficcionais no Pasquim e no Sensacionalista, o jornalista José Ismar Petrola Jorge Filho, foi o convidado desta quinta-feira (24) do podcast Os Novos Cientistas.
    Para realizar seu estudo, Petrola selecionou 50 exemplares do jornal O Pasquim, publicados entre 1970 e 1979, e a produção do site O Sensacionalista, entre 2018 e 2019. “Dentre outras coisas, o que pude observar é que O Pasquim faz uso de notícias ficcionais como paródia do jornalismo, criticando a ditadura militar, a censura e a grande imprensa, enquanto que no Sensacionalista predomina a paródia como infoentretenimento”, descreveu o pesquisador.
    De acordo com Petrola, o diálogo entre o jornalismo da grande imprensa com diversas manifestações de jornalismo alternativo sempre existiu. “Existiu tanto em relação à imprensa alternativa de resistência à ditadura militar quanto existe atualmente, com sites, blogs e redes sociais que, muitas vezes, misturam jornalismo, ativismo e entretenimento”, explicou o jornalista. Ele também constatou que, embora nos dois casos haja elementos ficcionais nos textos analisados, estes não constituem notícias fraudulentas ou fake news, mas manifestações de humor no jornalismo.
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    11 min
  • Estudo busca reconhecimento do Ogan como fundamental na música brasileira
    O músico, pesquisador e Ogan Vitor Israel Trindade de Souza foi o entrevistado desta quinta-feira (17) no podcast Os Novos Cientistas.  Ele é autor da pesquisa de mestrado intitulada O Ogan Otum Alabê : sacerdote e músico percussionista da Nação Ketu no Ilê Axê Jagun, apresentada no programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e que teve a orientação do professor Alberto Tsuyoshi Ikeda.
    Trindade contou que uma das principais motivações para realizar sua pesquisa foi o fato de ser um Ogan de uma casa de candomblé. “Houve também outras motivações, como a necessidade de entender o meu lugar no candomblé”, descreveu o músico. O estudo também traz parte da trajetória de um outro Ogan, o Otum Alabê, de nome William. “Ele é um jovem de 35 anos que toca desde criança. O interesse dele surgiu quando viu seu avô, que era o babalorixá da casa, fazendo seu trabalho sozinho e decidiu ajudá-lo. Hoje ele é o Ogan da casa, conhecido como ‘Opotum Bicudo’. Ele é a ‘mão direita’ do babalorixá”, explicou Trindade.
    O músico e pesquisador se considera um Ogan “tardio”, pois começou com cerca de 30 anos. “Na música, comecei aos 15”, lembrou. Trindade é neto do poeta, folclorista, pintor, ator e teatrólogo Solano Trindade e filho da escritora, artista plástica e folclorista, Raquel Trindade. O artista sempre participou das atividades do Teatro Popular Solano Trindade, fundado por seu avô, e hoje é presidente e diretor artístico da entidade. Vitor Trindade tem sete discos gravados e já viajou por quatro continentes através de seu trabalho. No seu estudo, ele defende o Ogan como sendo importante e fundamental para a música brasileira. “Ele é raiz da música brasileira e você irá encontrá-lo nos mais variados ritmos. Considero o Ogan como ponto de referência da música brasileira”, enfatizou.
    11 min
  • Mulheres imperiais e suas imagens em moedas como forma de mostrar poder
    A historiadora Tais Pagoto Bélo foi a entrevistada desta quinta-feira (10) no podcast Os Novos Cientistas. A pesquisadora explicou o seu atual estudo de pós-doutorado que vem sendo realizado no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Em sua pesquisa, Taís visa expor a imagem pública de algumas mulheres do final da República e início do Império Romano, por meio de exemplares de moedas que datam do período do Principado, que se estabeleceu com Augusto (27 a.C.), até a morte de Nero (68 d.C.).
    “As mulheres dessa época eram restritas à vida privada e doméstica”, contou Taís. Segundo ela, a conquista das mulheres em terem seus nomes lembrados, através de estátuas, placas e moedas, era algo recente no final da República e início do Império, tendo sido estabelecida através do Patronato. “A lembrança da pessoa, dessa forma, era importante e poderia repercutir por gerações na família”, observou. Para Taís, as moedas com representações das mulheres imperiais possibilitam não somente reconstruir cronologicamente a existência delas na história, mas também revelam que elas eram ativas na vida pública.
    Taís está em seu terceiro pós-doutorado, com o tema relacionado à “Força das Mulheres Imperiais através das moedas,” que vem sendo desenvolvido no MAE sob a orientação do professor Vagner C. Porto. A historiadora também integra o grupo Messalinas, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP além de outros como o Insulae (Grupo de Estudos da Britânia, Irlanda e Arquipélago Norte, na Antiguidade e Medievo) coordenado pelas professoras Isabela Albuquerque (UPE) e Elaine P. Farrell (Trinity College Dublin), e o Numismática Antiga, que tem a coordenação da professora Cristina Kormikiari (MAE/USP). Taís também é membro do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP/MAE/USP).
     
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    12 min
  • Planejamento cicloviário ainda é um desafio na capital paulista
    No podcast Os Novos Cientistas desta quinta-feira (17), o engenheiro Lucas Eduardo Araujo de Melo falou sobre seu estudo de mestrado realizado na Escola Politécnica (Poli) da USP. A pesquisa intitulada Influência da infraestrutura cicloviária e dos fluxos de ciclistas no acesso às oportunidades de emprego e estudo na cidade de São Paulo analisou aspectos do planejamento cicloviário na capital paulista. O pesquisador teve a orientação do professor Cassiano Augusto Isler da Poli.
    De acordo com o estudo, a tomada de decisão para um planejamento cicloviário sob a perspectiva da acessibilidade e pelo uso de modelos tradicionais de demanda ainda é um desafio. “Não se pode pensar num planejamento cicloviário a partir da perspectiva da mobilidade para todos os modos de transportes”, avaliou o engenheiro. Ele destacou ainda que a aplicação de um modo cicloviário é particularmente afetada pela ausência da coleta periódica de dados de demanda obtidos por meio de pesquisas domiciliares.
    Segundo Melo, a médio prazo é difícil a análise da influência da infraestrutura cicloviária nos níveis de acesso às oportunidades urbanas por meio da bicicleta. “O objetivo de meu estudo foi analisar a influência combinada dos fluxos de ciclistas e da infraestrutura cicloviária na acessibilidade potencial às oportunidades de emprego e estudo”, destacou.
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    24 min
  • Biossensores instalados em braceletes detectam glicose e ácido lático pelo suor
    Na entrevista desta quinta-feira (10), no podcast Os Novos Cientistas, a pesquisadora Nathália Florencia Barros Azeredo falou sobre sua pesquisa de doutorado desenvolvida no Instituto de Química (IQ) da USP. O trabalho intitulado Desenvolvimento de (bio)sensores (nano)estruturados visando à determinação de analitos em amostras farmacêuticas e fluidos biológicos, teve a orientação do professor Lucio Angnes e possibilitou o desenvolvimento de um sistema capaz de detectar glicose e ácido lático pelo suor humano.
    O sistema é constituído de biossensores que são instalados em braceletes. “Os biossensores são acoplados dentro de um dispositivo microfluídico, que é o nosso bracelete, confeccionado a partir de um polímero transparente, não tóxico e não inflamável, o PDMS”, descreveu Nathália. De acordo com a pesquisadora, a maior vantagem desse dispositivo em relação ao glicosímetro comercial é o fato de não ser necessário furar o paciente para coletar uma amostra de sangue, uma vez que a análise é feita diretamente no suor que é coletado na pele pelo bracelete.
    Além da glicose, os braceletes também podem converter o ácido lático produzido no suor em energia. Segundo Nathália, a quantidade produzida por um dispositivo foi suficiente para acender uma pequena lâmpada de LED. Todo esse desenvolvimento foi possível graças a uma colaboração com o professor Joseph Wang, que supervisionou o trabalho de Nathália na Universidade da Cafilórnia, nos EUA. “Foi lá que colaborei com o desenvolvimento de uma célula combustível para conversão do ácido lático produzido no suor em energia. Nathália informou que os dois primeiros anos do doutorado até a qualificação foram realizados no IQ da USP. “Durante 14 meses fiquei afiliada ao Departamento de Nanoengenharia da U. C. San Diego, e tive a oportunidade de escrever e participar em cinco trabalhos publicados em revistas científicas internacionais referentes a esse período”, destacou.
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    12 min
  • Pesquisa em matemática pura realizada na USP é duplamente premiada
    Enquanto a matemática aplicada surge com o intuito de aplicar e desenvolver ferramentas para lidar com problemas do cotidiano, a matemática aplicada busca resolver problemas dentro da própria matemática. “Se a matemática aplicada ‘aplica’ ferramentas, a matemática pura ‘constrói’ ferramentas. Ou seja, é um suporte a problemas que venham a surgir na matemática aplicada”, disse o matemático Leonardo Francisco Cavenaghi na entrevista desta quinta-feira (9) no podcast Os Novos Cientistas.
    O pesquisador é autor do estudo de doutorado intitulada Deformações Métricas e Aplicações, defendida no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. O estudo foi o vencedor do Prêmio Gutierrez 2021, promovido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e também do Prêmio Capes de Teses 2021. A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi realizada sob orientação do professor Llohann Dallagnol Sperança, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
    Atualmente, Cavenaghi é docente na University of Fribourg, Switzerland, onde integra um programa de pós-doutorado em matemática. “Foi uma sequência natural. Um artigo oriundo de minha pesquisa foi objeto de um mestrado nessa mesma universidade, quando um aluno de lá resolveu escrever sobre um dos meus teoremas. Depois disso surgiu um convite para eu dar continuidade em meus estudos lá em Fribourg”, disse o matemático. Nos primeiros semestres deste 2021, Cavenaghi lecionou duas disciplinas na universidade suiça. O término de sua estada em Fribourg está previsto para março de 2022.
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    10 min
  • Sobrepeso e obesidade influenciam de forma negativa na frequência escolar
    A economista Ida Bojicic Ono realizou uma pesquisa de doutorado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, onde mostra que o aumento da variável Índice de Massa Corpórea (IMC) e excesso de peso em crianças podem impactar negativamente na frequência escolar. “Um aumento de uma unidade no IMC em crianças e adolescentes reduz a chance de eles irem para a escola em 13,3%. Se levarmos em conta a variável excesso de peso, o percentual chega a aproximadamente 35%”, revelou a pesquisadora na entrevista desta quinta-feira (2) no podcast Os Novos Cientistas.
    Para realizar o estudo Perfil nutricional e desempenho escolar: impactos do sobrepeso e obesidade das crianças e adolescentes na frequência e proficiência escolar no Brasil, Ida contou com a orientação da professora Ana Lucia Kassouf, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq. A pesquisa utilizou informações de bases de dados das pesquisas do INEP e do IBGE abrangendo os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental (a nível nacional) e das crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos de idade. Foram utilizadas três pesquisas distintas: Prova Brasil e PeNSE do INEP e POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) do IBGE. A construção da amostra foi feita para os anos de 2009 (Prova Brasil e PeNSE) e 2002/2003 e 2008/2009, para a POF.
    Para aprimorar os resultados, a pesquisadora aponta a necessidade de explorar uma base de dados mais atual. “Dependemos da disponibilização destes dados em nível nacional principalmente aqueles que tratam das medidas antropométricas (peso e altura) das crianças e adolescentes no Brasil. O fato é que os resultados aqui apontados trazem não somente a informação da necessidade de uma alimentação saudável para as famílias, mas também dentro das escolas”, destaca a economista.
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    12 min
  • Empreendedorismo fortalece capital cultural da população negra
    A partir de um evento que acontece anualmente na cidade de São Paulo, conhecido como Festival Feira Preta, a turismóloga Vanderléia Ricardo da Silva buscou compreender como o afroempreendedorismo contribui para a inserção da população negra empreendedora na cadeia produtiva. Para tanto, a pesquisadora usou como estudo de caso o festival, que traz a diversidade cultural por meio de atividades empreendedoras, artísticas e educacionais. Vanderléia foi a entrevistada desta quinta-feira (18) no podcast Os Novos Cientistas.
    A pesquisa intitulada A inserção do Festival Feira Preta no calendário de turismo de eventos na cidade de São Paulo: o capital intelectual como força propulsora de difusão do movimento da população negra empreendedora foi realizada sob a orientação do professor Reinaldo Teles da EACH. “Dei início à pesquisa em 2018, quando realizei entrevistas semiestruturadas com 17 afroempreendedores autodeclarados negros. Numa segunda fase, em 2019, fui à feira novamente e realizei observações para compreender a dinâmica do evento”, contou Vanderléia. De acordo com a pesquisadora, o afroempreendedorismo ainda não está devidamente consolidado. “Ainda não temos um espaço negro na cidade de São Paulo para os afroempreendedores”, informou.
    O Festival Feira Preta é um espaço, segundo Vanderléia, para a prática do afroturismo, pois há diferentes demonstrações de arte. “As feiras étnicas reúnem grandes oportunidades, pois seu capital cultural é imprescindível para a vida urbana, e contribui de forma definitiva para o turismo”, esclareceu. O festival acontece sempre em novembro, mas, de acordo com a pesquisadora, os afroempreendedores devem ser apoiados durante todo o ano.
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    11 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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