Novos Cientistas - USP

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Novos Cientistas - USP episodes

  • Grafites podem refletir segregação socioespacial na cidade
    Na entrevista desta quinta-feira (12) nos Novos Cientistas, a educadora Camilla Rodrigues Marangão falou sobre seu estudo de mestrado realizado na Faculdade de Educação (FE) da USP. Afinal, por meio dos grafites de nossa cidade será possível identificar algum tipo de segregação socioespacial? Esta foi a principal questão que norteou a pesquisa intitulada O grafite e a ocupação dos espaços na cidade de São Paulo, que teve a orientação da professora Sonia Maria Vanzella Castellar.
    Para realizar seu estudo, Camilla apresentou a jovens estudantes do ensino fundamental II de uma escola pública da zona sul de São Paulo uma sequência didática de grafites presentes em dois locais da cidade. “A sequência foi formada por imagens de grafites presentes no Jardim São Luís, na zona sul, onde fica a escola, e no Beco do Batman, na zona oeste da cidade”, contou a pesquisadora. A partir das sequências, os estudantes responderam a questionários sobre seus conhecimentos em relação à cidade e suas opções de lazer e cultura. “A partir desses resultados e utilizando mapas mentais, compreendemos como os estudantes conhecem o bairro em que estudam e vivem”, disse Camilla.
    Entre as conclusões do estudo, a pesquisadora destaca que os estudantes são capazes de reconhecer a relação direta entre os grafites e o local em que estão inseridos, pois o contexto presente nas imagens da periferia se refere a um discurso sobre o cotidiano vivido e isso se dá de forma bem diferente em outros lugares da cidade. “É também necessário que o educador estabeleça um vínculo com esses alunos e traga para eles elementos do cotidiano deles, como o grafite”, avaliou. Segundo Camilla, o grafite é uma manifestação artística que pode ser vista em toda a cidade e que é possível, sim, identificar algumas diferenças entre as imagens que aparecem em bairros mais centrais e periféricos.
    12 min
  • Música alternativa brasileira é tema de pesquisa na USP
    Uma pesquisa de doutorado realizada na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP analisou trajetórias de uma comunidade musical denominada música alternativa brasileira. O objetivo foi entender o que caracteriza essas práticas contemporâneas e como elas se manifestam na comunidade em questão
    12 min
  • Música alternativa brasileira é tema de pesquisa na USP
    Na entrevista desta quinta-feira (5) nos Novos Cientistas o músico e pesquisador Felipe Berger Faraco descreveu como realizou a pesquisa de doutorado intitulada Música alternativa brasileira: análise de trajetórias. Sob a orientação do professor Eduardo Vicente, Berger buscou entender alguns fazeres contemporâneos de música e como se dão essas práticas. “Podemos traçar a origem do que chamamos comunidade ao momento da internet, entre os anos 1990 e 2000”, informou o músico. Foi quando, segundo o pesquisador, serviços que ainda eram exclusivos de grandes gravadoras passaram a ser executados com menos capital financeiro. “Pudemos então ver pessoas produzindo raps e músicas eletrônicas em casa, no computador”, descreveu Berger.
    A pesquisa, como contou o músico, teve início a partir de um levantamento bibliográfico. “Já existem alguns trabalhos, mas são sempre poucos. Trabalhar com e sobre a música popular ainda é uma aventura e um desafio para os pesquisadores”, destacou Berger. Segundo ele, trata-se de uma cultura riquíssima. Num segundo momento, após construir uma base teórica, o pesquisador realizou entrevistas com membros do grupo na cidade de São Paulo, e realizou investigações sobre o que estava acontecendo. “Além disso, a minha vivência de campo também foi importante, pois sou uma parte integrante desse grupo”, disse.
    Como principais resultados do estudo, Berger menciona a descrição do contexto de surgimento do fenômeno; a distinção entre a maneira como se estruturam os discursos da comunidade e suas práticas; e a proposição de uma matriz de organização, capaz de dar conta da investigação acerca do grupo. “Podemos dizer que esse fenômeno acontece em várias capitais e cidades brasileiras mas ele é um fenômeno de nicho em todos os espaços”, afirmou o pesquisador
    12 min
  • Integração de refugiados venezuelanos ainda é precária no Brasil
    Apesar de o Brasil ter tomado medidas para a integração de refugiados vindos da Venezuela, como a criação de abrigos e acesso aos serviços públicos, há o trabalho de algumas Organizações Não Governamentais (ONGs), que fornecem suportes, como o ensino da língua, auxílio na busca por empregos e até mesmo doações. Mas isso talvez ainda não seja suficiente para que a integração seja satisfatória. É o que mostra um estudo realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP pela administradora de empresas Ivy Serena Oliveira Szermeta.
    Para realizar seu estudo de mestrado, sob a orientação do professora Ana Carolina de Aguiar, Ivy realizou 30 entrevistas em profundidade, sendo 15 em Boa Vista, Roraima, e outras 15 em São Paulo. “As duas cidades concentram o maior número de solicitações de refúgio de venezuelanos no Brasil”, contou Ivy, na entrevista desta quinta-feira (29) aos Novos Cientistas. “Além disso, são cidades com características completamente diferentes e um dos objetivos do meu estudo foi entender se essa diferença de contexto influenciava no processo de integração”, justificou.
    O estudo intitulado O processo de integração dos refugiados na comunidade anfitriã: estudo com migrantes venezuelanos, mostra que há situações mais subjetivas do que as estruturais que acabam prejudicando a integração dos venezuelanos em nosso país. “Boa parte dos entrevistados relataram aspectos como a saudade que eles tinham da cidade natal e o preconceito sofrido por aqui por carregar esse rótulo de ser chamado de refugiado”, revelou a pesquisadora. “Pela pesquisa podemos também perceber que ainda há um alto nível de xenofobia nas frases ‘como você veio roubar meu emprego’ ou ‘por causa de você menos brasileiros são ajudados’. Infelizmente ainda são frases muito comuns que eles escutam “, lamentou Ivy.
    9 min
  • Método fotoelástico proporciona resultados mais precisos em próteses dentárias
    Na entrevista desta quinta-feira (22) no podcast Os Novos Cientistas, o cirurgião-dentista José Pimentel Girard descreveu como vem utilizando em seu estudo de doutorado, na Faculdade de Odontologia (FO) da USP, um método capaz de tornar mais eficientes e menos sujeitos a erros os tratamentos que sugerem o uso de próteses totais. O método fotoelástico analisa a força aplicada pelo indivíduo sobre dentes e estruturas protéticas, ao mastigar, e pode prever com maior exatidão como será a distribuição das tensões sobre essas próteses, uma vez instaladas na boca. “Ou seja, o esforço que é feito no processo de mastigação”, explicou Girard.
    Em seu trabalho de doutorado, Girard é orientado pela professora Dalva Cruz Laganá, do Departamento de Prótese, onde também conta com a participação de outros colaboradores. “Estamos realizando as análises em tratamentos de reabilitação oral, com próteses e implantes osseointegrados”, descreveu o pesquisador. As próteses totais (dentaduras) são empregadas como tratamento para desdentados totais que constituem, no Brasil e no mundo, um problema de saúde pública.
    Após testar em laboratório o método de elementos finitos, o de avaliação por eletrocondução e a avaliação por fotoelasticidade, os pesquisadores optaram por usar nas pesquisas o método da fotoelasticidade, já que o mesmo é amplamente difundido na odontologia e permite avaliar, por meio de simulações em laboratório, as tensões mastigatórias. Segundo Girard, a tecnologia também proporcionou o desenvolvimento de “pacientes virtuais”, praticamente reproduzindo características reais de um paciente, bem como o desenvolvimento de novos dispositivos de pesquisa que foram impressos em 3D. “Dessa forma, constituímos em nosso estudo um modelo principal [modelo mestre-referência] e corpos de prova que foram utilizados para os testes. A partir deles, foram confeccionados modelos com material resinoso, dando origem aos modelos fotoelásticos”, descreveu o pesquisador.
    10 min
  • Estudo expõe dificuldades do trabalho de camareiras de hotéis em SP
    Com a pandemia de covid-19, as condições de trabalho das mulheres que atuam como camareiras em hotéis da cidade de São Paulo ficaram mais difíceis. “Como resultado do desemprego que ocorreu no setor, o trabalho dessas mulheres se intensificou. Pela legislação trabalhista as condições são até que aceitáveis, mas depois que começou a pandemia houve muitas demissões e afastamentos não remunerados, o que as deixou sem o suporte”, avaliou Gabriela Ferreira Camargo, que foi a entrevistada desta quinta-feira (15) no podcast Os Novos Cientistas.
    Sob a orientação do professor Alexandre Panosso Neto, a pesquisadora desenvolveu o estudo intitulado Condições de trabalho das camareiras de hotéis de alto padrão em São Paulo (SP). A pesquisa de mestrado, realizada na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, teve início em 2018. “Foi quando busquei um panorama da hotelaria, levantei teorias sobre a qualidade de vida no trabalho e montei entrevistas em profundidade com camareiras de hotéis em São Paulo”, descreveu a pesquisadora.
    Ao todo, Gabriela envolveu cinco hotéis de alto padrão em seu estudo, sendo quatro na cidade de São Paulo e um na Baixada Santista. A pesquisa não estimou o número de mulheres que exercem essa função em São Paulo. “Não temos também um número preciso de quantos hotéis existem na cidade”, justificou Gabriela. “Os hotéis estão sempre em plataformas diferentes e muitos fecharam ou diminuíram o número de funcionários.” Com relação aos direitos trabalhistas, Gabriela contou que elas têm direito a registro em carteira, 13º salário e trabalham, em geral, com apenas uma folga na semana. “Nas entrevistas ficou claro que elas reivindicam dois dias de folga que, preferencialmente, ao menos um seja num final de semana”, observou Gabriela. Segundo ela, os hotéis maiores têm uma infraestrutura melhor e geralmente seguem as legislações oferecendo até melhores salários.
    9 min

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Espaço destinado aos novos mestres e doutores da USP para falar sobre suas pesquisas e inovações, num bate-papo informal e descontraído.

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