Não são apenas os conflitos políticos que moldam o novo mundo — são as visões de mundo em disputa. Grandes corporações, cada vez mais poderosas, apostam que a inteligência artificial pode (e deve) assumir o comando da sociedade, sob o pretexto da ciência, da neutralidade e da eficiência. A infraestrutura em construção não mira o fortalecimento da democracia, mas a substituição silenciosa dos mecanismos políticos por sistemas automatizados de gestão.
Num cenário de colapso dos valores ocidentais e de esvaziamento do cristianismo, o que — ou quem — poderá impedir que o mundo se transforme num grande laboratório administrado por máquinas?
Com Arthur Machado.