1 Era o mês de Nisã, no vigésimo ano do rei Artaxerxes.
Como o vinho estivesse diante do rei, eu peguei no
vinho e ofereci-o ao rei.
Como em sua presença eu nunca podia estar triste,
2 o rei disse-me: "Por que estás com a fisionomia triste?
Isso só pode ser tristeza do coração.
Fiquei muito apreensivo e disse ao rei:
3 "Que o rei viva para sempre!
Como o meu rosto poderia não estar triste, quando está
em ruínas a cidade onde estão os túmulos
pais e suas portas foram consumidas pelo fogo?"
Então, fazendo uma oração ao Deus do céu,
Se for do agrado do rei e se o teu servo achar graça
diante de ti, deixa-me ir para a Judeia, à cidade onde
se encontram os túmulos de meus pais,
a fim de que possa reconstruí-la".
6 O rei, junto de quem a rainha se sentara,
"Quanto tempo vai durar a tua viagem e quando
Eu indiquei-lhe a data do regresso e ele
7 Eu disse ainda ao rei: "Se parecer bem ao rei,
sejam-me dadas cartas para os governadores de além
do rio, para que me deixem passar,
8 E também outra carta para Asaf, guarda da floresta
do rei, para que me forneça madeira de construção
para as portas da cidadela do templo, para as muralhas
da cidade, e para a casa em que vou morar".
E o rei concedeu-me tudo, pois a bondosa mão de
Neemias, que detém um alto cargo na corte persa,
e intervém junto do rei em favor do seu povo,
lembra José no Egito, Daniel em Babilónia, Mardoqueu,
Ester e o próprio Esdras na Pérsia.
Esdras dedicou-se sobretudo à reconstrução do
De qualquer modo, são os artífices da
reconstrução pós-exílica. Mas a cronologia e a relação
entre os dois levanta diversos problemas.
Atualmente a disposição dos livros é Esdras-Neemias.
Mas historiadores modernos pensam que a
reconstrução das muralhas da cidade e toda a atividade
profana e material de Neemias deve ter precedido a
reforma religiosa de Esdras. Provavelmente foi o
Cronista, levita do templo, que inverteu a ordem dos
Esdras primeiro, a fim de acentuar a
preeminência do sacerdócio e da vida
Se lermos os primeiros seis capítulos de
ficaremos com melhor compreensão da sua audácia,
A memória de Neemias, narrada em primeira
acaba por conduzir à presença protetora e providente
de Deus, cuja mão guia os protagonistas