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A presença de Deus é tão humilde, escondida, por vezes invisível, que precisa de um coração preparado, desperto e acolhedor para ser reconhecida. Ao contrário, se em vez de uma grande sala, o nosso coração se assemelhar mais a um depósito, onde conservamos tristemente as coisas velhas; se ele se assemelhar a um sótão onde guardamos o nosso entusiasmo e os nossos sonhos; ou ainda a um quarto escuro - porque nos fechamos em nós mesmos, problemas e amarguras - então será impossível reconhecer esta presença silenciosa e humilde de Deus.
Neste novo mês, a Igreja celebra a memória de santos muito conhecidos em todo mundo: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo. E, por isso, um mês muito comemorativo com as tradicionais “festas juninas”. Ao longo deste mês de junho, vamos ouvir palavras do Santo Padre sobre como seguir Cristo iluminados pelo testemunho de vida desses santos. É ainda o mês de Corpus Christi, do Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria. Ou seja, dos arraiás às celebrações litúrgicas, vamos festejar! Ouçamos o Papa:
Para a Igreja, a comunicação é uma missão. Nenhum investimento é muito alto para difundir a Palavra de Deus. Ao mesmo tempo, todo o talento deve ser bem usado e frutificar. Também nisso se mede a credibilidade daquilo que dizemos.
Há algo que me provoca um pouco de alergia quando ouço “Isto é autenticamente cristão”, “isto é realmente assim”. Caímos na cultura dos adjetivos e advérbios, e esquecemos a força dos substantivos. O comunicador deve fazer com que as pessoas compreendam a importância da realidade dos substantivos que refletem a realidade das pessoas. E esta é uma missão da comunicação: comunicar com a realidade, sem adoçar com adjetivos nem advérbios.
Mas como deve ser a comunicação? Uma coisa que não deveis fazer é publicidade, apenas publicidade. Não deveis fazer como as empresas humanas que procuram ter mais pessoas... Numa palavra técnica: não deveis fazer proselitismo. Gostaria que a nossa comunicação fosse cristã e não um fator de proselitismo. Não é cristão fazer proselitismo. Bento XVI disse muito claramente: “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração”, isto é, através do testemunho. E a nossa comunicação deve ser testemunho. Se quiseres comunicar apenas uma verdade sem bondade e beleza, parai, não o façais. Se quiseres comunicar uma verdade aproximativa, mas sem vos envolverdes, sem testemunhar com a própria vida, com a própria carne, parai, não o façais. Há sempre a assinatura do testemunho em cada coisa que fazemos. Testemunhas. Ser cristão significa ser testemunha, “mártir”. Esta é a dimensão do martírio da nossa vocação: sermos testemunhas.
A primeira tarefa da comunicação deveria ser a de tornar as pessoas menos sozinhas. Se ela não fizer diminuir a sensação de solidão a que tantos homens e mulheres se sentem condenados, então tal comunicação é apenas diversão, não é artesanato de vínculos, como dissemos antes.
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Prestai atenção a fim de não acabardes apenas na técnica, porque isto vos levará a uma comunicação desprovida de valores, e que depois pode cair nas mãos dos contabilistas ou das ideologias do momento.
“Escutar é um verbo que diz respeito a vocês como jornalistas, mas também a nós como Igreja, em todos os momentos e especialmente agora que o processo sinodal já começou. Para um jornalista, escutar significa ter a paciência de encontrar-se frente a frente com as pessoas a serem entrevistadas, os protagonistas das histórias que estão sendo contadas, as fontes das quais receber as notícias. Escutar sempre anda de mãos dadas com ver, com estar presente: certas nuances, sensações, descrições bem fundamentadas só podem ser transmitidas aos leitores, ouvintes e espectadores se o jornalista tiver escutado e visto por si mesmo”.
Ouçamos as palavras do Santo Padre ao final de sua Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado ontem:
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