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Neste episódio discutimos um tema extremamente contemporâneo dada a crescente complexidade da vida moderna.
Um mito persistente é a crença de que o TDAH afeta apenas meninos. Embora seja mais diagnosticado neles, devido à apresentação mais disruptiva e hiperativa, as meninas frequentemente exibem sintomas mais de desatenção, o que pode levar a um diagnóstico mais tardio, mas igualmente relevante.
Outro mito comum é que o TDAH é um transtorno exclusivo da infância, com a ideia de que os sintomas desaparecem na vida adulta. Contudo, muitos sintomas, como inquietação interna, desregulação emocional, desatenção e dificuldade de organização, persistem e muitas vezes demandam tratamento contínuo, independentemente de comorbidades.
A abordagem de "sempre tratar a comorbidade antes do TDAH" também é questionada. Embora em alguns casos seja necessário priorizar comorbidades graves, frequentemente o tratamento do TDAH pode melhorar quadros como depressão, ansiedade e até transtorno de personalidade borderline, facilitando a adesão a psicoterapias.
A ambiguidade diagnóstica em adultos, especialmente aqueles com múltiplas comorbidades e histórias de vida complexas, é uma realidade que os psiquiatras precisam gerenciar com pragmatismo.
Em relação ao tratamento farmacológico, o "grande perigo dos estimulantes" é um mito que não se comprova. Quando bem prescritos e usados, os estimulantes são predominantemente seguros, com poucas ressalvas para condições cardíacas graves ou transtorno bipolar descompensado, por exemplo.
Contrário ao receio popular de que a medicação para TDAH seja uma "porta de entrada" para vícios, a literatura mostra que o tratamento eficaz do TDAH, na verdade, reduz o risco de o paciente desenvolver dependência de substâncias.
Isso ocorre porque o próprio TDAH, com sua impulsividade e busca por novidades, predispõe ao abuso de substâncias, e a medicação ajuda a controlar esses impulsos.
Por fim, o mito de que o TDAH é fruto de uma "parentagem ruim" é categoricamente negado; estudos genéticos e neurobiológicos confirmam o forte componente biológico e genético do transtorno, dissipando o estigma sobre os pais.
Ouça e compartilhe nas redes sociais!Hosts: - Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa- Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas- Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Neste episódio falamos sobre a complexidade do TDAH, desmistificando a afirmação de que o transtorno "não existe".
Embora a discussão sobre o diagnóstico e a operacionalização do TDAH seja um desafio, a condição é uma entidade clínica real, com fortes evidências de causalidade genética (hereditariedade acima de 50%) e descrições que remontam a tempos antigos, refutando a ideia de ser um fenômeno puramente moderno ou um construto social para controle.
Falamos sobre a complexidade do diagnóstico, que exige uma avaliação completa com relatos de múltiplos contextos e a exclusão de outras causas para a desatenção, como depressão ou ansiedade.
Descubra por que o TDAH é um conceito fundamental na saúde mental e por que, apesar dos desafios diagnósticos, sua existência e impacto são inegáveis.
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Neste episódio da série Mitos em Saúde Mental, Dr. Marcelo, Dr. Marcos e Dr. Pedro Rosa desvendam a complexa questão: "Transtorno mental não existe?".
Exploramos as diversas fontes que alimentam essa ideia, como as críticas ao DSM e a influência social na classificação, e discutimos por que, apesar dos desafios e da complexidade, os transtornos mentais são uma realidade multifatorial.
Neste episódio, você vai entender:
Por que a dificuldade em compreender a natureza dos transtornos mentais gera dúvidas em pacientes e profissionais.
Os problemas do DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) não significam que os transtornos mentais não existam.
Como vieses humanos e influências sociais moldam a percepção de um transtorno mental.
Por que os transtornos mentais são complexos e multifatoriais, e por que o termo "doença" é muitas vezes evitado.
A evolução do entendimento, superando visões simplistas do passado sobre as causas dos transtornos mentais.
Um debate essencial para profissionais e para quem busca clareza sobre o sofrimento psíquico.
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Neste quarto episódio da série sobre Mitos em Saúde Mental, falamos sobre um dos mitos mais difundidos e perigosos: "A Maconha não causa dependência".
Desmistificando a ideia de um "falso consenso" sobre a inocuidade da maconha, apresentamos evidências científicas claras sobre os efeitos deletérios do uso de cannabis na saúde mental e física.
Neste episódio, você vai descobrir:
Por que a crença de que a maconha não causa dependência é um mito perigoso.
A diferença entre o CBD e o THC e seus efeitos distintos.
Os critérios para a síndrome de dependência, incluindo uso apesar dos prejuízos, tolerância e sintomas de abstinência (irritabilidade, insônia, perda de apetite e desejo intenso).
Como a disponibilidade e a baixa percepção de risco influenciam o início do uso, especialmente em jovens.
A importância de informações baseadas em evidências para tomar decisões conscientes sobre a saúde e os potenciais impactos acadêmicos, profissionais e interpessoais que podem surgir poucos anos após o início do uso consistente.
Artigos sobre o tema:
https://www.dropbox.com/scl/fo/xh3g1o9hwua6k0ixkfnhb/h?rlkey=lshau02yb15rmbf65mm94pyd8&dl=0
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Hosts:
• Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa
• Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas
• Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Nesta série sobre mitos em saúde mental, desvendamos uma crença comum e perigosa: a de que a gestação cura, trata ou atenua sistematicamente os transtornos mentais.
Será que é verdade que a maioria das mulheres, ao engravidar, verá seus problemas de saúde mental melhorarem?
Neste episódio desmistificamos essa ideia, que ainda persiste até mesmo entre profissionais de saúde.
Descubra por que a gestação, na verdade, pode ser um período de maior vulnerabilidade e como a crença nesse mito pode ter consequências graves para a mãe e o bebê, levando à suspensão indevida de tratamentos e à recorrência de quadros.
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Neste episódio desmistificamos uma das maiores preocupações sobre antidepressivos: eles viciam?
A verdade é que a maioria dos antidepressivos (como inibidores seletivos da recaptura de serotonina e duais) não causa vício no sentido clássico de dependência química. Eles não geram tolerância crescente, fissura ou busca compulsiva por prazer, diferentemente de substâncias como benzodiazepínicos, álcool ou cocaína.
O episódio explica a diferença crucial entre a síndrome de abstinência (característica de vícios) e a síndrome de descontinuação (que pode ocorrer com alguns antidepressivos, como a venlafaxina, se interrompidos abruptamente, causando desconforto, mas sem o componente de dependência).
Assista para entender por que o uso correto e contínuo do antidepressivo, quando indicado, é fundamental para o bem-estar e a qualidade de vida, desmistificando concepções errôneas e incentivando a psicoeducação.Hosts: - Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa- Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas- Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Desvende os maiores mitos sobre o Transtorno de Personalidade Borderline em adolescentes neste episódio imperdível do Papo de Psiquiatra!
Abordamos as crenças populares e desatualizadas que podem prejudicar o diagnóstico e tratamento adequados.
Neste episódio, você vai descobrir:
- Por que o Borderline pode, e deve, ser diagnosticado em adolescentes (a partir dos 13 anos), desmistificando a ideia de que o diagnóstico é exclusivo para adultos.
- A verdade sobre a frase "todos os adolescentes são um pouco borderline", explicando a diferença entre a intensidade emocional típica da adolescência e os critérios clínicos do TPB.
- Como o diagnóstico precoce e a psicoterapia são fundamentais para um melhor prognóstico, aproveitando a flexibilidade do desenvolvimento cerebral.
- Por que o estigma não deve impedir a comunicação diagnóstica, mas sim ser combatido com informação e psicoeducação, proporcionando alívio e esperança aos pacientes.
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Neste episódio do podcast Papo de Psiquiatra te levamos para dentro de uma realidade tão silenciosa quanto letal: o Transtorno de Uso de Opioides.
Uma conversa densa, necessária e cada vez mais urgente no Brasil.
Neste episódio discutimos:
- A chegada silenciosa da epidemia americana no território brasileiro
- O que são opioides e por que eles causam dependência tão rápido
- Sinais clínicos da intoxicação que a maioria ignora
- A linha tênue entre uso terapêutico e destruição pessoal
- Como o fentanil virou o nome mais temido entre os anestésicos
- O peso social, financeiro e emocional da dependência
Se você é da saúde, da psicologia, da educação ou só alguém que se importa com o futuro… esse episódio não é informação. É instrução.
Ouça e compartilhe nas redes sociais!Hosts: - Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa- Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas- Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
No episódio de hoje falamos sobre a CID-11 e o novo modelo para os transtornos da personalidade.
Aprofunde-se em uma discussão que explora:
- As críticas ao modelo categorial tradicional dos transtornos de personalidade, que muitas vezes não reflete a realidade clínica.
- A base do AMPD, que combina o Nível de Funcionamento da Personalidade (Identidade, Autodirecionamento, Empatia e Intimidade) e os Traços de Personalidade Mal Adaptativos (baseados no Big Five).
- A importância do AMPD como uma "opção" validada e cada vez mais oficial, apesar do seu nome "alternativo".
- As discussões sobre as prováveis mudanças futuras para o DSM-6 e a comparação com a abordagem dimensional da CID-11, que já eliminou as categorias tradicionais.
Descubra como essa abordagem oferece uma compreensão mais rica e precisa dos problemas de personalidade, indo além dos diagnósticos prototípicos e impactando diretamente a prática clínica.
🔗 Artigo Mencionado:https://www.dropbox.com/scl/fi/cdea6kkp1u2i81l7dui92/World-Psychiatry-2025-Sharp-The-validity-reliability-and-clinical-utility-of-the-Alternative-DSM-E2-80-905-Model-for.pdf?rlkey=nvbayy1epy5ryy7rh347tta9m&dl=0
Hosts:
- Dr. Pedro Gomes Rosa @pedrogomesrosa- Dr. Marcelo Brañas @drmarcelobranas- Dr. Marcos Croci @drmarcoscroci
Neste episódio discutimos o Modelo Alternativo para os Transtornos da Personalidade (AMPD), lançado no DSM-5 e revisado em 2022.
Aprofunde-se em uma discussão que explora:
- As críticas ao modelo categorial tradicional dos transtornos de personalidade.
- A revolução epistemológica trazida pelo modelo dimensional.
- Por que o modelo, apesar de "alternativo", é uma opção validada e cada vez mais oficial.
- A comparação com a classificação da CID-11 e as prováveis mudanças futuras para o DSM-6.
Descubra como essa abordagem oferece uma compreensão mais rica e precisa dos problemas de personalidade, indo além dos diagnósticos prototípicos e impactando diretamente a prática clínica.
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Artigo Mencionado:
https://www.dropbox.com/scl/fi/cdea6kkp1u2i81l7dui92/World-Psychiatry-2025-Sharp-The-validity-reliability-and-clinical-utility-of-the-Alternative-DSM-E2-80-905-Model-for.pdf?rlkey=nvbayy1epy5ryy7rh347tta9m&dl=0
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