Peças Raras - Você em sintonia com o rádio

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Peças Raras - Você em sintonia com o rádio episodes

  • #297 Praia Viva, radioteatro de Lygia Fagundes Telles

    Hoje, dia 3 de abril, faz dois anos que Lygia Fagundes Telles nos deixou.


    Em lembrança à escritora, nessa edição do quadro Interferência, de 2013, resgatamos um radioteatro de 6 de agosto de 1944. Naquele domingo, o Teatro Bandeirantes leva ao ar a adaptação de José Medina para o conto Praia Viva, da autora.

    Ouça a adaptação em que Silvania Alves e Marcelo Duarte foram protagonistas.  
    Acompanhe a ficha técnica com o incrível elenco da versão original:
    Rádio-teatro Bandeirantes – 6 de agosto de 1944
    Título: Praia Viva                 Autoria: Ligia Fagundes
    Adaptação, radiofonização e direção: José MedinaPersonagems (por ordem da entrada):
    Moça: Dorinha Bueno
    Suzana: Vida Alves
    Francisco: Walter Forster
    Garoto: Walter Avancini
    Pianista: Zico Mazagão
    Pretinha: Rosalia Ferraro
    Preta Velha: Tilde Serato
    Voz Feminina: Helena Schmidt
    Pai: Jota Silvestre
    Contra Regra: Carlos Airton
    Fundos Musicais: Vicente Leporace
    Direção Geral: J. Medina

    14 min
  • #296 Na Geral: 1º de abril e Zidane no Corinthians

    Em 1951, o time do São Paulo parte para sua primeira excursão à Europa. Depois da estreia em 29 de março, a Rádio Record, que fazia a cobertura dos jogos por lá, anuncia uma partida que não estava programada.

    O tricolor paulista, de última hora, havia acertado um amistoso com o Milan. A partida aconteceria no San Siro.

    De acordo com o jornalista Alberto Helena Júnior, no blog de A Gazeta Esportiva, Geraldo José de Almeida, tricolor fanático, fica com a missão de irradiar o jogo. O resultado... Uma catástrofe: Milan 4 a 0!

    A torcida são-paulina no Brasil ouve tudo sem acreditar na tragédia que havia acabado de acontecer.

    Na mesma crônica escrita por Alberto Helena Jr., ele lembra que “Em seguida à transmissão da Rádio Record, vem o alívio - combinado com a indignação. Tudo não passa de uma pegadinha: era Primeiro de Abril de 1951, o tradicional Dia da Mentira”.

    Tudo isso que estou comentando até agora é apenas para valorizar uma das principais qualidades do rádio e do podcast, a de criar imaginação. E para mostrar que isso não é coisa de um tempo tão distante, vou compartilhar com você um momento que demonstrou mais uma vez a força do rádio e que aconteceu há exatos 15 anos.

     Graças a um dos muitos ouvintes do programa Na Geral, Cássio Reis, que é fanático pela atração e grava todas as edições, e com a colaboração do Beto Hora, que solicitou esta gravação ao Cássio, você vai ouvir nesta edição uma verdadeira peça rara. O dia em que Zidane teria sido contratado para jogar no Corinthians.

    Eu aproveito para ressaltar, caso ainda não saiba, que o Na Geral, programa que foi imaginado há cerca de 25 anos e começou sua trajetória de sucesso na extinta Brasil 2000, está de volta. Desta vez pela Rádio 365.

    O programa pode ser acompanhado diariamente, entre 6 da tarde e 8 da noite, com reprise nas manhãs, também entre 6 e 8 horas.

    A qualidade de som dessa radioweb, a 365, é incrível e o programa está com menos interrupção do que nas rádios anteriores. Vale muito sintonizar! O que pode ser feito, por exemplo, pelo aplicativo da Rádio 365: https://radio365.com.br/aplicativos/

    29 min
  • #295 Série Luz (Netflix): entrevista com o diretor Thiago Teitelroit

    Neste episódio, acompanhe os bastidores da entrevista sobre a primeira "novela infantil" produzida para a Netflix, que realizei para o podcast do Instituto Claro (você pode conferir também o episódio de 8 minutos em https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/podcasts/serie-luz-apresenta-os-saberes-da-cultura-indigena-ao-publico-infantojuvenil/).

    Luz abre caminho para séries infantojuvenis brasileiras na Netflix. Produzida pela Floresta, os 20 episódios da primeira temporada estão disponíveis na plataforma na plataforma de streaming desde o dia 7 de fevereiro.  

    Na trama, Luz (Marianna Santos) é uma menina órfã, criada desde bebê na comunidade Kaingang. Por isso, ela cresce em contato com saberes e valores indígenas. Ao completar nove anos, a menina descobre que é adotada, foge da aldeia e passa a viver em um internato. Com a nova turma na escola, Luz passa a buscar respostas sobre suas verdadeiras origens. 

    Essa procura é a motivação que permite à série abordar a cultura dos povos indígenas. De acordo com o diretor geral, Thiago Teitelroit, a meta é apresentar um tema de extrema relevância (cultura dos povos originários), sem subestimar a inteligência das crianças.  

    No elenco, além de crianças que estão tendo a primeira experiência como artistas, estão Mel Lisboa, Daniel Rocha, Celso Frateschi, Maurício Destri e Dandara Albuquerque.  

    32 min
  • #294 Interferência: Primo Rico, Primo Pobre (Balança, mas não cai)

    "E aquele sujeito muito rico recebe mais uma vez a infortuna visita daquele parente muito pobre"
    O quadro de maior sucesso do humorístico "Balança mas não Cai", que fica no ar entre 1950 e 1967 no rádio e depois ganha uma versão televisiva, era o da dupla Paulo Gracindo, o primo rico, e Brandão Filho, o primo pobre.
    Neste episódio, Silvânia Alves e Marcelo Duarte, apresentadores do "Você é Curioso?", que esteve no ar por 20 anos na Rádio Bandeirantes, dão voz a mais um Interferência. Acompanhe o resultado.
    O humor da época era ingênuo e inteligente. Ideal para que crianças e adultos permanecessem reunidos na sala, em torno do aparelho de rádio.

    7 min
  • #293 O Rádio dos anos 70, por Luiz Uchida (com imagem, no Spotify)

    O autor dessas preciosidades é o psicoterapeuta Luiz Uchida e eu tomei contato com este material incrível em 2008. Nesta versão, fiz uma locução a partir dos textos do próprio criador dos slides.

    Saudosista, Uchida revela que começou a desenvolver os slides em powerpoint em 2005 para manter a memória daquilo que viveu nos anos 70 e dividir as emoções que sente com outras pessoas que viveram ou ouvem falar sobre aquela época.
    Em seus trabalhos, o psicoterapeuta que tinha 15 anos de idade em 1970 traz de volta um tempo em que “andar na rua era uma coisa tranqüila; namorar de madrugada dentro dos carros, parado no Ibirapuera, até 4 horas da manhã era comum”.
    Uchida também sente saudade da voz de Antonio Celso anunciando os lançamentos musicais do mundo todo e das fitas que gravava com músicas que embalavam os bailes da época.

    34 min
  • #292 - Interferência: Rádio Camanducaia

    Nesta edição, relembramos áudio de fevereiro de 2013, quando eu produzia o Interferência, para o "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes.


    No episódio, o saudoso Odayr Baptista fala sobre a origem e a evolução de sua principal criação, a Rádio Camanducaia. Conheça como nasceu a ideia do nome da atração ainda nos anos 60 e de que forma a "rádio" passou pelas emissoras Jovem Pan (no genial Show de Rádio, de Estevan Sangirardi) e Bandeirantes (no final dos anos 1990).
    Na sequência, tem a reconstituição da Rádio Camanducaia, com as atuações dos apresentadores do "Você é Curioso?" Marcelo Duarte e Silvânia Alves.

    12 min
  • #291 Interferência: Hélio Ribeiro e o Marco do Amanhã

    Relembre neste Interferência, de 08 de dezembro de 2012, um dos quadros criados e apresentados pelo saudoso Hélio Ribeiro.


    “Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou 'a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo'. Eu sou apenas o instrumento.Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão. Ah, com alegria, muita alegria… Se possível.”
    Em meados da década de 70, quando era diretor e supervisor da Rádio Bandeirantes, Hélio Ribeiro cria o Marco do Amanhã. À meia-noite, uma mensagem de otimismo - para que o dia terminasse bem e o seguinte começasse ainda melhor - figurava nas aberturas das então chamadas Noites das Estações. A atração teve como apresentadoras Maria Aparecida Alves, Áurea Maria e Branca Amaral. O patrocínio era da Viação Cometa.
    Ouça o quadro Interferência com a reconstituição de um Marco do Amanhã, nas vozes de Marcelo Duarte e Silvania Alves.
    Os áudios contidos nesse "Interferência" são do acervo do Memorial Hélio Ribeiro: www.helioribeiro.com.br
    Usar o rádio para o teimoso trabalho de tentar melhorar o mundo. Essa foi a missão de José Magnoli, nome verdadeiro do radialista, jornalista, publicitário e narrador Hélio Ribeiro. Durante mais de três décadas, o comunicador leva inovação e originalidade, além da voz marcante, às mais importantes emissoras de São Paulo: Jovem Pan, Tupi, Globo, Difusora, Gazeta, Capital e Bandeirantes, na qual também foi correspondente nos Estados Unidos.
    O poder da mensagem do comunicador começa a ser transmitido ainda na década de 60, quando é aprovado por Blota Júnior para trabalhar na Rádio Panamericana, atual Jovem Pan. Mas é na década de 70, com as crônicas de opinião no Jornal do Meio Dia, da Rádio Bandeirantes, que se torna conhecido em todo o país. Hélio Ribeiro também ficou famoso por suas traduções livres de músicas estrangeiras para o português.

    7 min
  • #290 Interferência: Hebe, a estrela que brilha!

    Mais uma edição do Interferência, quadro que reconstituía programas de rádio que não existem mais. Este é de 6 de outubro de 2012.

    Naquele sábado, no "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes, homenageamos Hebe Camargo e relembramos da fase da artista no rádio.

    Ouça o quadro, que relembra o programa Gente que Brilha, tradicional no rádio dos anos 50. Na sequência, de quebra, curta também o quadro Caçadores da Música Perdida, conduzido por Antonio Mier, que também se dedicou à fase em que Hebe era mais cantora do que apresentadora.


    Hebe Camargo se foi junto com um tempo em que eram comuns “amigos, tardes e petecas”. 
    Recentemente, em texto sobre a telenovela no Brasil, o ator Lima Duarte escreveu sobre os amigos que se encontravam à tarde, no pátio da Rádio Tupi, no Sumaré em São Paulo. Corria o ano de 1948. Ele, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues, Walter Forster, Heitor Andrade, Dionísio Azevedo, Ribeiro Filho e Osni Silva costumavam se reunir para jogar peteca, entre uma produção e outra, em um tempo em que o radioteatro era ao vivo e envolvia grandes elencos.
    Mas a brincadeira da turma foi interrompida, diante do anúncio da construção da primeira emissora de TV da América Latina naquele terreno. 
    Hebe estava no lugar certo, na hora certa. Não apenas como coadjuvante. Em 1949, ela integra o grupo que vai ao Porto de Santos buscar os equipamentos que tornariam possível a primeira transmissão de TV. No dia da inauguração, em 18 de setembro de 1950, no entanto, ela – que cantaria o Hino da Televisão – prefere acompanhar seu namorado em outro evento e é substituída por aquela que se torna sua melhor amiga, Lolita Rodrigues.
    Mas Hebe queria mesmo é ser cantora e, já em 1943, com apenas 14 anos de idade, acompanha o pai, que vem a São Paulo integrar a Orquestra da Rádio Difusora. A estreia oficial, no entanto, acontece em 1944, quando imita Carmem Miranda no tradicional programa Clube do Papai Noel, atração que abria espaço para crianças demonstrarem seus talentos. Daí pra frente, forma o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá e, em seguida, com a irmã Stella Monteiro, cria a dupla caipira Rosalinda e Florisbela. 
    Ficaria consagrada como a estrelinha do samba e, mais tarde, como “a estrela de São Paulo”. Em paralelo à carreira de apresentadora, nunca deixou de cantar.
    Uma história que começou a quase 70 anos. Durante todo esse tempo, Hebe não saiu de cena e brilhou no rádio e na TV até virar uma estrela verdadeira na manhã do último sábado, 29 de setembro. Para homenagear a rainha da TV brasileira, vamos interferir na programação do rádio dos anos 50 e trazer de volta a magia das rainhas da música daquele tempo.

    12 min
  • #289 Carnaval 2024: Águia de Ouro homenageia Eli Corrêa e História do Rádio

    O samba-enredo da escola de samba de São Paulo Águia de Ouro para o Carnaval 2024 coloca o público Nas Ondas do Rádio.

    Além de lembrar momentos importantes dos pouco mais de 100 anos desse meio de comunicação, a escola faz uma homenagem a Eli Corrêa.

    Saiba mais nesta edição especial, em que você acompanha os detalhes de cada passagem do rádio que está no enredo da Águia e ainda conhece uma marchinha de 1933 que também tinha no rádio seu tema: As Cinco Estações do Ano, com Lamartine Babo, Carmem Miranda, Almirante e Mário Reis.

    29 min
  • Especial: Videoclipe de ‘O Futuro que me Alcance’ vence m-v-f- awards 2023!

    Criação de Nat Grego para música de Reynaldo Bessa é escolhida pelo júri como ‘Melhor Animação Nacional’

    Na noite desta terça, dia 30 de janeiro, o Cine Joia, na região central de São Paulo, foi palco da entrega da 11ª edição do Music Video Festival Awards, segmento competitivo do m-v-f- que reconhece e premia anualmente os melhores videoclipes e vídeos musicais nacionais e internacionais.

    A edição que elegeu os vencedores de 2023 contou com 26 categorias de premiação, sendo 4 delas definidas pelo voto do público. As demais escolhas foram feitas pelo júri especial.

    O videoclipe criado pela ilustradora Nat Grego para a faixa que dá título ao mais recente álbum do cantor e compositor Reynaldo Bessa, “O Futuro que me Alcance”, foi o premiado na categoria “melhor videoclipe de animação”, em que são levados em conta a técnica e a criatividade.

    Nesta edição, o júri técnico foi composto por Baloji, músico e diretor congolês, Targa Sahyoun, vice-presidente da Capitol Records, Fátima Pissarra, CEO da Mynd, Nídia Aranha, diretora criativa, Novíssimo Edgar, artista e diretor, além dos diretores de videoclipes Denis Cisma, Cris Streciwik, Remi D’Aguiar e Fernando Nogari.

    O videoclipe de “O Futuro que me Alcance” concorreu com outras 5 animações e pode ser conferido neste link.

    A ANIMAÇÃO

    O clipe de “O Futuro que me Alcance” foi lançado em 15 de janeiro de 2023 e traz a confluência poética entre o olhar de Nat e os acordes de Bessa. O entrosamento entre as ideias do poeta e a “fazedora de objetos poéticos”, como se autodefine Grego, é visível desde os primeiros acordes e imagens. “Sinto que o eu-lírico que Bessa criou está numa viagem dentro dele mesmo e foi essa experiência poético-existencial que tentei elaborar na animação. Ao interpretar a música, notei que surgiram mais perguntas do que respostas, e essa imprecisão também faz parte do clipe. A multiplicidade de identidades e a impermanência diante do tempo é uma das muitas questões do ser humano, e enquanto eu criava o clipe meditei muito sobre isso”, comenta Nat Grego.

    A animação foi feita numa técnica mista, com desenho tradicional e digital. O processo foi intenso: durante 6 meses a artista trabalhou na criação do roteiro, imagens, esboços e no storyboard do clipe. “Quando tudo estava mais encaminhado, comecei a animar e esse processo todo durou cerca de um ano e meio para que chegássemos no resultado que temos hoje”, completa.

    A composição transita entre o curso do que está por vir e o passado que habita em nós. Entre “aquilo e isso”, há a lacuna do tempo no presente. A verve poética de Bessa alcança o ápice em ideias que flutuam pela letra como “Vou na popa, vou de costas para a proa”. “É a forma poética que encontrei para representar a tentativa de lutar contra o inevitável futuro em que estamos mergulhados e a possibilidade que temos de mudar a rota durante o curso”, explica o artista potiguar. Natural de Mossoró, Bessa mora em São Paulo e tem colhido resultados com sua música e livros.

    Ficha Técnica

    O Futuro que me alcance (Reynaldo Bessa)

    Música:

    Voz e violão: Reynaldo Bessa

    Guitarras: Carlos Gadelha

    Baixo/sinth: Demétrius Carvalho

    Bateria: Marcos Maia

    Arranjo, gravação, mixagem e masterização: Caio Torrezan

    Produção Executiva: Andre Minnassian

    Videoclipe:

    Direção, animação e ilustração: Nat Grego

    Produção: Marcelo Abud


    15 min

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O podcast Peças Raras foi criado em 2006 pelo professor e radialista Marcelo Abud.

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