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Hoje, dia 3 de abril, faz dois anos que Lygia Fagundes Telles nos deixou.
Ouça a adaptação em que Silvania Alves e Marcelo Duarte foram protagonistas.
Acompanhe a ficha técnica com o incrível elenco da versão original:
Rádio-teatro Bandeirantes – 6 de agosto de 1944
Título: Praia Viva Autoria: Ligia Fagundes
Adaptação, radiofonização e direção: José MedinaPersonagems (por ordem da entrada):
Moça: Dorinha Bueno
Suzana: Vida Alves
Francisco: Walter Forster
Garoto: Walter Avancini
Pianista: Zico Mazagão
Pretinha: Rosalia Ferraro
Preta Velha: Tilde Serato
Voz Feminina: Helena Schmidt
Pai: Jota Silvestre
Contra Regra: Carlos Airton
Fundos Musicais: Vicente Leporace
Direção Geral: J. Medina
Em 1951, o time do São Paulo parte para sua primeira excursão à Europa. Depois da estreia em 29 de março, a Rádio Record, que fazia a cobertura dos jogos por lá, anuncia uma partida que não estava programada.
O tricolor paulista, de última hora, havia acertado um amistoso com o Milan. A partida aconteceria no San Siro.
De acordo com o jornalista Alberto Helena Júnior, no blog de A Gazeta Esportiva, Geraldo José de Almeida, tricolor fanático, fica com a missão de irradiar o jogo. O resultado... Uma catástrofe: Milan 4 a 0!
A torcida são-paulina no Brasil ouve tudo sem acreditar na tragédia que havia acabado de acontecer.
Na mesma crônica escrita por Alberto Helena Jr., ele lembra que “Em seguida à transmissão da Rádio Record, vem o alívio - combinado com a indignação. Tudo não passa de uma pegadinha: era Primeiro de Abril de 1951, o tradicional Dia da Mentira”.
Tudo isso que estou comentando até agora é apenas para valorizar uma das principais qualidades do rádio e do podcast, a de criar imaginação. E para mostrar que isso não é coisa de um tempo tão distante, vou compartilhar com você um momento que demonstrou mais uma vez a força do rádio e que aconteceu há exatos 15 anos.
Graças a um dos muitos ouvintes do programa Na Geral, Cássio Reis, que é fanático pela atração e grava todas as edições, e com a colaboração do Beto Hora, que solicitou esta gravação ao Cássio, você vai ouvir nesta edição uma verdadeira peça rara. O dia em que Zidane teria sido contratado para jogar no Corinthians.
Eu aproveito para ressaltar, caso ainda não saiba, que o Na Geral, programa que foi imaginado há cerca de 25 anos e começou sua trajetória de sucesso na extinta Brasil 2000, está de volta. Desta vez pela Rádio 365.
O programa pode ser acompanhado diariamente, entre 6 da tarde e 8 da noite, com reprise nas manhãs, também entre 6 e 8 horas.
A qualidade de som dessa radioweb, a 365, é incrível e o programa está com menos interrupção do que nas rádios anteriores. Vale muito sintonizar! O que pode ser feito, por exemplo, pelo aplicativo da Rádio 365: https://radio365.com.br/aplicativos/
Neste episódio, acompanhe os bastidores da entrevista sobre a primeira "novela infantil" produzida para a Netflix, que realizei para o podcast do Instituto Claro (você pode conferir também o episódio de 8 minutos em https://www.institutoclaro.org.br/cidadania/nossas-novidades/podcasts/serie-luz-apresenta-os-saberes-da-cultura-indigena-ao-publico-infantojuvenil/).
Luz abre caminho para séries infantojuvenis brasileiras na Netflix. Produzida pela Floresta, os 20 episódios da primeira temporada estão disponíveis na plataforma na plataforma de streaming desde o dia 7 de fevereiro.
Na trama, Luz (Marianna Santos) é uma menina órfã, criada desde bebê na comunidade Kaingang. Por isso, ela cresce em contato com saberes e valores indígenas. Ao completar nove anos, a menina descobre que é adotada, foge da aldeia e passa a viver em um internato. Com a nova turma na escola, Luz passa a buscar respostas sobre suas verdadeiras origens.
Essa procura é a motivação que permite à série abordar a cultura dos povos indígenas. De acordo com o diretor geral, Thiago Teitelroit, a meta é apresentar um tema de extrema relevância (cultura dos povos originários), sem subestimar a inteligência das crianças.
No elenco, além de crianças que estão tendo a primeira experiência como artistas, estão Mel Lisboa, Daniel Rocha, Celso Frateschi, Maurício Destri e Dandara Albuquerque.
"E aquele sujeito muito rico recebe mais uma vez a infortuna visita daquele parente muito pobre"
O quadro de maior sucesso do humorístico "Balança mas não Cai", que fica no ar entre 1950 e 1967 no rádio e depois ganha uma versão televisiva, era o da dupla Paulo Gracindo, o primo rico, e Brandão Filho, o primo pobre.
Neste episódio, Silvânia Alves e Marcelo Duarte, apresentadores do "Você é Curioso?", que esteve no ar por 20 anos na Rádio Bandeirantes, dão voz a mais um Interferência. Acompanhe o resultado.
O humor da época era ingênuo e inteligente. Ideal para que crianças e adultos permanecessem reunidos na sala, em torno do aparelho de rádio.
O autor dessas preciosidades é o psicoterapeuta Luiz Uchida e eu tomei contato com este material incrível em 2008. Nesta versão, fiz uma locução a partir dos textos do próprio criador dos slides.
Nesta edição, relembramos áudio de fevereiro de 2013, quando eu produzia o Interferência, para o "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes.
No episódio, o saudoso Odayr Baptista fala sobre a origem e a evolução de sua principal criação, a Rádio Camanducaia. Conheça como nasceu a ideia do nome da atração ainda nos anos 60 e de que forma a "rádio" passou pelas emissoras Jovem Pan (no genial Show de Rádio, de Estevan Sangirardi) e Bandeirantes (no final dos anos 1990).
Na sequência, tem a reconstituição da Rádio Camanducaia, com as atuações dos apresentadores do "Você é Curioso?" Marcelo Duarte e Silvânia Alves.
Relembre neste Interferência, de 08 de dezembro de 2012, um dos quadros criados e apresentados pelo saudoso Hélio Ribeiro.
Mais uma edição do Interferência, quadro que reconstituía programas de rádio que não existem mais. Este é de 6 de outubro de 2012.
O samba-enredo da escola de samba de São Paulo Águia de Ouro para o Carnaval 2024 coloca o público Nas Ondas do Rádio.
Além de lembrar momentos importantes dos pouco mais de 100 anos desse meio de comunicação, a escola faz uma homenagem a Eli Corrêa.
Saiba mais nesta edição especial, em que você acompanha os detalhes de cada passagem do rádio que está no enredo da Águia e ainda conhece uma marchinha de 1933 que também tinha no rádio seu tema: As Cinco Estações do Ano, com Lamartine Babo, Carmem Miranda, Almirante e Mário Reis.
Criação de Nat Grego para música de Reynaldo Bessa é escolhida pelo júri como ‘Melhor Animação Nacional’
Na noite desta terça, dia 30 de janeiro, o Cine Joia, na região central de São Paulo, foi palco da entrega da 11ª edição do Music Video Festival Awards, segmento competitivo do m-v-f- que reconhece e premia anualmente os melhores videoclipes e vídeos musicais nacionais e internacionais.
A edição que elegeu os vencedores de 2023 contou com 26 categorias de premiação, sendo 4 delas definidas pelo voto do público. As demais escolhas foram feitas pelo júri especial.
O videoclipe criado pela ilustradora Nat Grego para a faixa que dá título ao mais recente álbum do cantor e compositor Reynaldo Bessa, “O Futuro que me Alcance”, foi o premiado na categoria “melhor videoclipe de animação”, em que são levados em conta a técnica e a criatividade.
Nesta edição, o júri técnico foi composto por Baloji, músico e diretor congolês, Targa Sahyoun, vice-presidente da Capitol Records, Fátima Pissarra, CEO da Mynd, Nídia Aranha, diretora criativa, Novíssimo Edgar, artista e diretor, além dos diretores de videoclipes Denis Cisma, Cris Streciwik, Remi D’Aguiar e Fernando Nogari.
O videoclipe de “O Futuro que me Alcance” concorreu com outras 5 animações e pode ser conferido neste link.
A ANIMAÇÃO
O clipe de “O Futuro que me Alcance” foi lançado em 15 de janeiro de 2023 e traz a confluência poética entre o olhar de Nat e os acordes de Bessa. O entrosamento entre as ideias do poeta e a “fazedora de objetos poéticos”, como se autodefine Grego, é visível desde os primeiros acordes e imagens. “Sinto que o eu-lírico que Bessa criou está numa viagem dentro dele mesmo e foi essa experiência poético-existencial que tentei elaborar na animação. Ao interpretar a música, notei que surgiram mais perguntas do que respostas, e essa imprecisão também faz parte do clipe. A multiplicidade de identidades e a impermanência diante do tempo é uma das muitas questões do ser humano, e enquanto eu criava o clipe meditei muito sobre isso”, comenta Nat Grego.
A animação foi feita numa técnica mista, com desenho tradicional e digital. O processo foi intenso: durante 6 meses a artista trabalhou na criação do roteiro, imagens, esboços e no storyboard do clipe. “Quando tudo estava mais encaminhado, comecei a animar e esse processo todo durou cerca de um ano e meio para que chegássemos no resultado que temos hoje”, completa.
A composição transita entre o curso do que está por vir e o passado que habita em nós. Entre “aquilo e isso”, há a lacuna do tempo no presente. A verve poética de Bessa alcança o ápice em ideias que flutuam pela letra como “Vou na popa, vou de costas para a proa”. “É a forma poética que encontrei para representar a tentativa de lutar contra o inevitável futuro em que estamos mergulhados e a possibilidade que temos de mudar a rota durante o curso”, explica o artista potiguar. Natural de Mossoró, Bessa mora em São Paulo e tem colhido resultados com sua música e livros.
Ficha Técnica
O Futuro que me alcance (Reynaldo Bessa)
Música:
Voz e violão: Reynaldo Bessa
Guitarras: Carlos Gadelha
Baixo/sinth: Demétrius Carvalho
Bateria: Marcos Maia
Arranjo, gravação, mixagem e masterização: Caio Torrezan
Produção Executiva: Andre Minnassian
Videoclipe:
Direção, animação e ilustração: Nat Grego
Produção: Marcelo Abud
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