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Talvez você já tenha recebido neste fim de ano uma mensagem, em forma de clip, que começa com imagens do Cristo Redentor, Iemanjá e de São Jorge; e diz na primeira estrofe "Botei uma flor na janela, pra Iemanjá ver o mar". Não é de hoje que tenho recebido várias vezes este vídeo nesta época do ano.
A música, que na verdade se chama "Bons Caminhos", já havia sido espalhada em 2017, quando foi criada justamente como mensagem de fim de ano. Mas com o aumento exponencial do WhatsApp como rede social, em 2018 e 2019, o alcance foi muito além.
A autoria da composição é atribuída ao jornalista e músico Sergio mesquita de Barros.
Fui atrás de informações e o que encontrei foi um vídeo da gravadora "Cedro Rosa Music" com depoimento do artista, que você confere neste podcast.
"A gente não tem que ter muito
Acompanhe a letra da música "Bons Caminhos":
O que você quer de novo no ano novo?
Quer retornar à rua da sua infância ou mudar o trajeto que teve que seguir?
Quer a paz, a união, o amor das reuniões ou esquecer as tristezas do caminho?
Quer de novo o que tinha ou deseja algo de novo, que não teve na rua da sua infância?
Para refletir sobre a proximidade de mais um ano, o blog e podcast Peças Raras promoveu uma oficina sobre comunicação na chapelaria social da Associação Rede Rua, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que busca o resgate da cidadania da população em situação de rua.
O resultado deste encontro, que aconteceu no último dia 13 de dezembro, gerou o “cartão sonoro” de ano novo que você ouve neste podcast.
Acompanhe ainda o que cada um dos participantes deseja para o próximo novo:
Eduardo
Que em 2020 eu possa ter um emprego novo, muito dinheiro no bolso, ser capacitado. E continuar adquirindo habilidade como DJ, no que eu puder fazer aqui na casa ou em outras ONGs.
Gustavo
Eu quero dar o meu melhor para que eu consiga ajudar o pessoal de rua, estender a mão para eles, como foi estendida para mim, porque foi através do movimento (estadual da população em situação de rua de São Paulo) que hoje eu me encontro aqui. Ex-morador de rua, abandonado, jogado, depois de muito sofrimento, tive uma oportunidade que eu tanto esperava... aconteceu, chegou e hoje eu quero poder retribuir da melhor forma.
Mateus
Eu quero gravar um EP com 5 músicas, quem sabe fazer mais shows, ficar mais conhecido, quero evoluir como rapper.
“Eu confesso, não curto brigar por migalha. Eu vou fazer o meu com os “verdadeiro”, longe daquele que só dá falha. A vida flui. Então, não vou me atrapalhar”.
Vitor
Eu quero terminar a escola, fazer curso de jornalismo, fazer o jornal do Pop Rua, que é o movimento onde eu moro e trabalho. Fazer expandir tipo o Folha de São Paulo, que eu quando era molequinho sempre lia e tive a oportunidade de sair da rua pelo Movimento Estadual. Tive a oportunidade de conhecer, de aprender a fazer jornal com o Sr. Robson Mendonça e quero expandir o “Grito Silencioso”, que é o nosso jornal.
Anderson
Bem, a vida é uma batalha. Quero triplicar o que eu conquistei esse ano.
Alexandre
Vamos pedir a Deus, ver se Ele abre as portas. Toda semana tô indo ao Poupatempo. Não tá tendo emprego nem para pegar papelão na rua. Tá difícil. Vamos ver se esse ano melhora. Se Deus quiser, vai melhorar.
Ouça as outras reflexões deixadas por essa turma e inspire-se para fazer um bom novo ao próximo, no próximo ano novo.
Para quem estuda a evolução do rádio, o nome de Luiz Fernando Magliocca é uma referência.
Na sequência, ainda em ritmo de fim de ano, relembre a adaptação da música Leva, como tema da Alpha FM e um mix de artistas dando voz a uma levada mais pop.
Ouça também o conto de Natal que produzimos ano passado, o audiodrama Natalino, com participação de meu filho Lucas e grande elenco: https://www.institutonetclaroembratel.org.br/nossas-novidades/natalino-um-conto-de-fim-de-ano/
Está em cartaz nos cinemas o concorrente brasileiro a uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2020: A Vida Invisível.
Na minha humilde opinião é uma das mais belas películas que já assisti nas telonas. Considerado pelo diretor Karim Aïnouz um melodrama tropical, a narrativa se passa nos anos 1950, quando as irmãs Guida e Euridice vivem a adolescência e, por viverem em uma sociedade paternalista e conservadora, são separadas pelo pai e se tornam invisíveis. Ou melhor, seus sonhos e desejos é que parecem desaparecer.
O rádio é presente em todas as cenas em que familiares aparecem reunidos. Logo, lembrei-me de haver similaridades entre a trama de A Vida Invisível e de uma radionovela que foi a de maior sucesso de todos os tempos: O Direito de Nascer, que, inclusive, é mencionada no filme (como som de fundo em uma das conversas que acontece na sala de estar).
Para você entender o que há em comum entre as duas narrativas em termos de linguagem e tirar as próprias conclusões se o filme pode ter alguma inspiração na antiga novela (que nos anos 1960 ganhou versão televisiva), aqui compartilho uma reconstituição de O Direito de Nascer que foi feita na Rádio Bandeirantes, no quadro Interferência.
Destaco a participação de Salomão Ésper no áudio que, assim como Fernanda Montenegro, que fecha lindamente o filme, está com 90 anos e extremamente lúcido e participativo.
Em 1952, depois de ter sido transmitida em Cuba e em alguns países latino-americanos, chega ao Brasil a radionovela O Direito de Nascer.
Elenco do radioteatro: Salomão Ésper (narrador), Marcelo Duarte (Dr. Alberto Limonta), Silvania Alves (Maria Teresa), Antonio Mier (Dr. Pezzi), Marcelo Abud (D. Rafael), Fernanda Albino (Dª. Conceição), Débora Raposo Parron(Maria Helena), Laura Dal Rovere (Maria Dolores) e Chico Prado (Alfredo Martins).
Como surgiu o podcast?
E no Brasil, ele surgiu no ano passado?
O que há em comum e o que é diferente entre podcast e rádio?
Essas e outras perguntas estão neste episódio especial que celebra os 15 anos deste formato, desde que foi batizado pelo ex-VJ da MTV americana, Adam Curry, em meados de 2004.
É um episódio diferente, gerado a partir de questionamentos feitos por meus alunos da primeira turma do curso de Audiovisual da FAAP, que, aliás, no destaque, aparece em aula em que recebemos o locutor Renato Rainha (Nativa e Bandnews), para uma conversa na aula.
No episódio anterior, destacamos uma reportagem sobre podcast feita por Ricardo Oliveira, em meados dos anos 2000, quando era estudante de jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Como antecipamos para quem ouviu, a partir do momento em que resgatamos esse material, a curiosidade de saber que rumos aquele jovem estudante havia seguido veio naturalmente.
Em uma breve busca pela web, encontramos Ricardo Oliveira e o que nos deixou ainda mais felizes é de ver que hoje ele tem relevância na atuação com mídias sociais.
Nesta edição, você confere um bate-papo com diretor de conteúdo da empresa Dois Cafés e ouve trechos de produções em áudio assinadas por ele, desde aquele trabalho de 2006, no 5º semestre da faculdade, até os dias de hoje.
Links:
A reportagem sobre podcast realizada por Ricardo Oliveira para a disciplina de radiojornalismo está aqui: https://castbox.fm/episode/Peças-Raras-31---Pod-o-quê---por-Ricardo-Oliveira-id2117200-id207247973
Espaço Experimental sobre Empreendedorismo: https://anchor.fm/lab-radiojornalismo/episodes/Espao-Experimental---09112019-e96r39
Alguns arquivos do podcast Diversita ainda estão na rede: https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cDovL3d3dy5kaXZlcnNpdGEuY29tLmJyL2ZlZWQvcG9kY2FzdC8%3D&hl=pt-BR
Os áudios do podcast Expresso, do Dois Cafés, estão aqui: https://anchor.fm/expressopodcast
O podcast Almanaque do Humor pode ser acompanhado nas plataformas de áudio, como nesta: https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy9jZTQ3NTk0L3BvZGNhc3QvcnNz&hl=pt-BR
Crédito:
A imagem em destaque é do programa Diversita, em que Ricardo Oliveira entrevistou Bnegão.
Em 2007, o podcast também teve os holofotes voltados para a então novidade.
Nossa peça rara nesta edição é uma reportagem realizada pelo então aluno do 5º semestre de jornalismo da UFPB, Ricardo Oliveira. Na verdade, é um radiodoc que explica o que é esse tal de podcast. Apesar dos 12 anos de distância entre a produção da matéria e os dias de hoje, muito do que está nela faz todo sentido e ajuda a esclarecer o que esse formato traz para quem produz e consume áudio.
À época, Oliveira ouviu a mim e ao Bruno Bortolan, que era responsável pela PodcastOne, uma plataforma de autopublicação de podcasts que foi muito importante para o crescimento da mídia em nosso País.
Depois de acompanhar este episódio, tenho certeza que você, assim como aconteceu comigo, vai ficar curioso para saber por onde anda Ricardo Oliveira nos dias de hoje. Pois bem, nós o achamos e na próxima edição você confere uma conversa em que ele revela a importância que esta reportagem teve nos caminhos que seguiu.
Saiba mais:
Para se atualizar sobre a podosfera no Brasil, acompanhe as palestras do Seminário Online de Podcat neste link: https://educacaoludica.com.br/palestras-seminario-online-de-podcast/
Por aqui, Marcelo Abud, seu podcaster radiofônico, para mais uma edição com as nossas peças raras.
Desta vez, compartilho os bastidores de uma produção incrível da qual tive o privilégio de participar da pesquisa e de parte das entrevistas, juntamente com a Adriana Cury. Eu estou falando da série de audiolivros comemorativos dos 75 anos de Rádio Bandeirantes
Foram 4 depoimentos de grandes jornalistas: Mauro Beting (que atualmente comenta pela Jovem Pan) registrou as memórias dele sobre as transmissões da Bandeirantes de grandes momentos do Palmeiras. A mesma lógica valeu para a relação entre o Santos e Milton Neves, o Corinthians e Salomão Ésper e o São Paulo de Zé Paulo de Andrade.
Além dos CDs, o projeto contou também com uma linha do tempo do futebol na rádio Bandeirantes e, para esta pesquisa, entrou em campo o jornalista Daniel Grecco. Ele conversou com importantes nomes que passaram pelos microfones esportivos da emissora. Aqui você acompanha o papo que Grecco teve com Alexandre Santos, em 24 de fevereiro de 2012.
E se Alexandre Santos trabalhou com Fiori, que ressaltou na entrevista como o grande responsável pelo êxito do "escrete do rádio", outro destaque da narração esportiva, só que este da atual geração, é Odinei Ribeiro. Ouça o depoimento que gravamos com ele no lançamento do livro "Fiori Gigliotti - o locutor da torcida Brasileira", que aconteceu no Museu do Futebol, no dia 29 de outubro.
Continue em sintonia com essa e outras peças raras em nosso blog: pecasraras.blogspot.com
E como o comentarista é uma função de extrema importância para o esporte,aproveite para enviar suas sugestões e críticas para nosso email [email protected]. ou então que tal mandar uma mensagem de voz pela página "Peças Raras do Rádio" no Facebook. Vai ser ótimo colocar sua mensagem falada aqui.
Um abraço e até a próxima, quando eu volto com mais peças raras pra você.
Em homenagem aos 80 anos da criação do Batman, você acompanha um roteiro adaptado para audiodrama (radionovela). A história original que deu origem a esta versão é da série de 1966. Na nossa trama, o vilão Face Falsa se disfarça de chaveiro para roubar com facilidade a taça Jules Rimet que aconteceu também em 66, durante a Copa da Inglaterra.
Links:
- Inscreva-se no Seminário Online de Podcast. É de graça! Eu sou um dos 12 palestrantes. Conheça a programação e faça sua inscrição neste endereço.
Desde 2006, o Dia do Radialista é comemorado em 7 de novembro, em homenagem a um dos mais criativos profissionais que atuou neste meio de comunicação: Ary Barroso.
Em homenagem à data, confira duas peças raras: um áudio narrado por Sérgio Cursino e escrito por Alexandre Tondella, com edição de Sérgio Zanotti, que traz 10 razões que comprovam o poder do rádio.
Na sequência, mais uma reconstituição que fizemos no Interferência, quadro que produzi para o "Você é Curioso?", da Rádio Bandeirantes. Aqui, além de mim e dos apresentadores e produtores Marcelo Duarte e Silvania Alves, contamos com a participação de Sérgio Miranda (do Loop Infinito).
Parabéns a você, pois se está neste canal é porque também ama o rádio e o podcast.
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