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Aquecendo a voz para novo desafio profissional
Como comuniquei aos amigos que me acompanham no Facebook, a partir de agosto passo a fazer parte do corpo docente do novo curso da FAAP, instituição na qual estou completando uma década como professor.
No curso tecnológico de Audiovisual, vou ministrar a disciplina “locutor / narrador esportivo”. Vamos conversar sobre os processos de comunicação pela voz, diferentes estilos de locutores, como o entrevistador, o noticiarista, o animador, o publicitário e o esportivo.
Aproveito o momento para trazer duas peças raras do humor (tanto os áudios como os comunicadores em questão), de épocas diferentes: a primeira é de 1960, quando o saudoso José Vasconcelos fez uma série de vozes de narradores de cinema. O segundo é o áudio de uma cena do antigo Comédia MTV, com Marcelo Adnet (aos 7’54” do podcast) interpretando diferentes estilos de locução radiofônica, um bom trailer do que pensamos em desenvolver com os alunos no estúdio da FAAP.
Em 11 de junho de 1931 entrou no ar a emissora que pouco tempo depois ficaria conhecida como a voz da revolução constitucionalista: a Rádio Record. Paulo Machado de Carvalho recebeu a proposta de Alvaro Liberato de Macedo, dono da casa de discos e até então daquela emissora, para que adquirisse o pouco explorado veículo de comunicação. À época vivíamos ainda o período das rádios clubes e sociedades, mantidas com as mensalidades dos associados, já que a propaganda não era permitida. Em São Paulo, havia apenas a pioneira Educadora Paulista.
Em 11 de setembro, a Folha da Noite escreve:
Neste podcast, você revive esta sintonia entre o rádio e a revolução constitucionalista de 32 por meio de áudios históricos. Entre os destaques, depoimentos de Paulo Machado de Carvalho e de Nicolau Tuma, além de discursos inflamados de César Ladeira.
Na imagem do destaque, painel alusivo ao Movimento Constitucionalista, nas dependências da Rádio Record.
Ainda me lembro como se fosse hoje. Foi aos 8 anos de idade que ganhei meu primeiro radinho de pilha. Toda noite ia pra cama, colocava o aparelho embaixo do travesseiro e conseguia sintonizar a Rádio Globo do Rio de Janeiro. De lá vinha a divertida Turma da Maré Mansa, que antes também já havia passado pela antiga Tupi. O nome do programa fazia referência ao patrocinador, a loja de roupas Impecável Maré Mansa. Como se tornou comum no Brasil, o humorístico tinha várias esquetes. A diferença é que naqueles anos 70 e 80, os quadros eram leves e ingênuos e podiam ser ouvidos por pessoas de todas as idades. Passaram pela atração grandes artistas: Chico Anysio, Orlando Drummond, Maria Teresa, Brandão Filho, Jô Soares, entre outros.
Aqui vamos destacar um trecho com Os Trapalhões. Esse resgate só foi possível pela colaboração do radialista Hugo Kochenborger da Rosa, que me enviou o áudio do programa do qual extraímos esse trecho.
Em seguida, outra peça rara do humor: o saudoso Nhô Totico é lembrado em entrevista que concedeu nos anos 1990 a Geraldo Nunes, na antiga Eldorado AM. Siga na sintonia e divirta-se!
Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944. Aos dois anos de idade, mudou-se para São Paulo. Voltou ao Rio apenas em 1970, após um período em que esteve exilado na Itália.
Formado em educação física, o carioca Oswaldo Diniz Magalhães (1904-1998) iniciou no rádio em 1932, quando estreou seu “Hora da Ginástica” pela Rádio Educadora Paulista. A ideia do professor era utilizar a popularização desse meio de comunicação para valorizar a qualidade de vida resultante de exercícios físicos.
No estúdio, com um pianista acompanhando o ritmo da fala de Diniz, todos eram convidados a seguirem os exercícios apresentados, com ilustrações dos movimentos que eram vendidas em manuais, nas bancas de jornais. As aulas começavam nas primeiras horas da manhã.
Hora da Ginástica ficou no ar por 5 décadas e passou por emissoras como Nacional, Rádio MEC e Rádio Globo. Neste podcast, você vai ouvir uma sátira feita no primeiro grande programa humorístico do rádio, PRK-30, nos anos 1950. Depois acompanhe um depoimento de Ricardo Capriotti, que tem estimulado a prática de atividades físicas no programa Fôlego, da Rádio Bandeirantes.
Nesta edição especial, lembramos os 30 anos em que Leminski foi levar poesia ao céu.
O áudio é originalmente de 2013 e foi produzido para o podcast NET Educação (atual Instituto NET Educação).
“Moinho de versos
O livro “Paulo Leminski – Toda Poesia” reúne 600 textos do escritor curitibano. O lançamento da Companhia das Letras teve “gestação” de 9 meses. Este foi o tempo em que os familiares do poeta se dedicaram à organização dos textos. Para entender a trajetória de Leminski, que foi encerrada prematuramente em 1989, quando ele tinha apenas 44 anos de idade, conversamos com o poeta e jornalista Ademir Assunção.
Os laços de amizade entre ele e Leminski começam a ser estreitados ainda quando Assunção trabalhava como jornalista da Folha de Londrina, em 1986. Um ano depois, já como integrante da equipe do Caderno 2 do Estadão, Assunção passa a conviver intensamente com o curitibano, que também passaria a morar em São Paulo, após conduzir o curso Poesia em Cinco Noites, na FAAP, e ser convidado para fazer parte da equipe do Jornal de Vanguarda, da TV Bandeirantes.
De acordo com o entrevistado, ao contrário do que alguns dizem, o poeta faixa-preta de judô foi reconhecido em vida. “Caprichos e Relaxos”, primeiro livro do autor publicado por uma grande editora - a Brasiliense -, em 1983, alcança grande repercussão. Além disso, tinha parcerias com grandes nomes da MPB como Caetano Veloso, Moraes Moreira e Pepeu Gomes(Decote Pronunciado e Promessas Demais) e Guilherme Arantes (Xixi nas Estrelas).A propósito, durante a conversa com Assunção, que destaca a multiplicidade da obra do poeta curitibano, você ouve trechos de músicas que têm a coautoria de Leminski. São elas, por ordem de entrada:
Ouça outros podcasts do Instituto NET Claro Embratel no Google Podcasts, Spotify ou no portal https://www.institutonetclaroembratel.org.br/
O programa mais romântico do rádio brasileiro estreia em 1982 na antiga Cidade FM. Agora ele está de volta e é apresentado de domingo a sexta, no tradicional período das 10 da noite às duas da manhã. Atualmente o Love Songs é levado ao ar pela Nativa FM sob o comando de Edu Mello, que também fez parte da equipe da Rádio Cidade.
Em casa, no trabalho, na rua, o Love Songs procura deixar a noite mais gostosa e faz o clima junto com o ouvinte. E se o rádio é – para muitos – o melhor amigo, podemos imaginar que essa relação de companheirismo seja ainda mais forte à noite e pela madrugada.
É justamente uma das histórias que comprova essa proximidade entre o ouvinte e sua emissora preferida que vamos ouvir nesse áudio do dia em que foram comemorados os 25 anos da Cidade FM de São Paulo, em 2005. Acompanhe o bate-papo entre dois dos locutores que passaram pelo programa, Gilson Dutra e Fernando Moreno. Eles comentam sobre uma carta enviada por uma ouvinte do programa.
Esta edição do nosso podcast Peças Raras ainda reserva um outro grande momento do Love Songs. Um pout-pourri com músicas que fazem parte da atração desde que ela entrou no ar.
Siga na sintonia!
Eu espero a sua mensagem, a sua história com o rádio. Você pode falar comigo pelo e-mail [email protected] ou enviando uma mensagem pelo blog www.pecasraras.blogspot.com
Acompanhe estas e outras postagens ainda em nossa página do Facebook: pecasrarasdoradio
Às vésperas da Copa do Mundo de futebol feminino, na França, nossas peças raras são dedicadas à torcida para que o rádio volte a dar destaque às transmissões que hoje ainda não costumam estar no dial. Neste sentido, a extinta Bradesco Esportes FM representou um movimento importante no sentido da diversidade e da visibilidade a transmissões não tão comuns no rádio.
Um exemplo é o das Olimpíadas de 2016, quando o jovem narrador Renato Rainha (foto do destaque) deu voz a transmissões de jogos coletivos das seleções femininas, incluindo o nosso futebol.
Neste podcast, ouça um depoimento exclusivo de Renato Rainha e a narração das cobranças de pênaltis nas quartas-de-final do futebol feminino nas Olimpíadas de 2016. Afinal, rádio é emoção.
O episódio desta semana sai um pouco mais cedo, pois é uma homenagem ao compositor Zé Rodrix, que nos deixou há 10 anos, em 22 de maio de 2009. A peça rara em questão é uma edição do programa "Papo de Músico" (no destaque, o artista aparece ao lado do saudoso jornalista Toninho Spessoto), que foi levado ao ar duas semanas antes da morte do também jinglista.
No áudio, Rodrix rememora - tocando ao vivo, no piano - algumas de suas músicas publicitárias que se tornaram conhecidas, como "Silêncio de um Chevrolet".
Ouça ou relembre mais um dos episódios dos primórdios do podcast Peças Raras de 2006. Aqui apresentamos os primeiros testes de locução feitos para a Cidade FM de São Paulo, em 1979. Entre os que pleiteavam uma vaga na emissora estavam Roni Magrini, Celene Araújo e Beto Rivera. Esses testes foram apresentados no programa O Sucesso da Cidade especial, comandado por Tavinho Ceschi e Celso Giunti.
Na sequência, eu converso com o comunicador Edu Malaveia sobre como nasceu o grupo Roupa Nova, a partir de gravações das primeiras vinhetas e temas da Rádio Cidade.
A imagem em destaque é de uma fita com a música tema da Cidade de 88, com a turma da emissora em São Paulo à época.
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