esta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre o novo medicamento contra esclerose múltipla, o Mavenclad, que acaba de ser incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A notícia traz esperanças para os cerca de 40 mil brasileiros que sofrem com o problema, segundo dados da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e da Organização Mundial da Saúde.
A esclerose múltipla, informa o acadêmico, é uma doença neurológica crônica em que o sistema de defesa do indivíduo produz inflamações, principalmente no sistema nervoso. Os sintomas mais comuns incluem perda visual, diminuição ou perda de movimentos dos membros, sensação de dormência ou formigamento, disfunções da coordenação e do equilíbrio, devido à inflamação das células nervosas da medula espinhal, e alterações cognitivas e comportamentais.
Rodrigues conta que o medicamento é administrado por via oral e se mostrou seguro e muito eficaz. "Uma evidência disso foi a validação da Anvisa para que o medicamento fosse comercializado em território nacional e incorporado ao Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) do SUS para o tratamento gratuito de todas as pessoas acometidas pela doença."
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