Nesta edição do Pílula Farmacêutica o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, conta como surge um novo medicamento e as etapas que antecedem a chegada desses produtos no mercado farmacêutico. "Tudo começa quando há uma necessidade em saúde não atendida", informa. Seja a busca por um tratamento para uma doença nova ou já existente, os pesquisadores realizam um trabalho custoso que às vezes leva anos "para o desenvolvimento de um novo medicamento".
Segundo o acadêmico, são realizadas buscas e testes com novas substâncias, sempre embasados em metodologia científica. O trabalho é feito em empresas farmacêuticas, que trabalham muitas vezes em conjunto com universidades públicas e centros de pesquisa, e "começa depois que uma doença é entendida em nível molecular ou celular e uma proteína ou gene são associados à causa dessa doença".
Sobre a metodologia científica, Rodrigues afirma que ela "surge após os pesquisadores encontrarem os compostos ou as soluções biológicas" com potencial de ação sobre o alvo causador da enfermidade. A seguir, esses compostos encontrados continuam a ser testados, agora em fase pré-clínica - testes laboratoriais (in vitro) e em animais (in vivo) são realizados para verificar se são seguros.
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