Pílula Farmacêutica - USP

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Pílula Farmacêutica - USP episodes

  • Pílula Farmacêutica #182: Fármaco em fase final de testes mostra eficácia na prevenção de novos AVCs

    Neste episódio do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, apresenta informações sobre o medicamento Asundexian, desenvolvido por uma farmacêutica norte-americana, que demonstrou reduzir novos episódios de Acidente Vascular Cerebral (AVC) sem aumentar o risco de sangramentos graves.

    O fármaco se diferencia por seu mecanismo de ação seletivo, atuando no bloqueio do fator XIa, uma proteína envolvida na formação de coágulos, ao mesmo tempo em que preserva outras vias da coagulação.

    O estudo foi conduzido com cerca de 12 mil pacientes, em 37 países, comparando o uso do medicamento com placebo. Os participantes haviam sofrido AVC isquêmico não cardioembólico, ou seja, sem relação com causas cardíacas como arritmias. Também foram incluídas pessoas com histórico de ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como mini AVC, que não provoca danos permanentes ao cérebro.

    Com a conclusão da fase 3 dos testes clínicos, o medicamento inicia agora o processo de aprovação nas agências regulatórias dos países onde foi estudado. Ainda não há previsão de chegada às farmácias brasileiras nem de inclusão no catálogo de medicamentos essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS).

    5 min
  • Pílula Farmacêutica #181: Fitoterápico à base de quebra-pedra é desenvolvido para o SUS
    Neste episódio do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre as propriedades fitoterápicas da planta Phyllanthus niruri, mais conhecida como quebra-pedra. O acadêmico informa que um medicamento à base da planta, com eficácia comprovada por alguns estudos, além dos milênios de história, está sendo desenvolvido para o SUS.
    Sobre o poder da utilização da planta quebra-pedra na medicina, Rodrigues adianta que as propriedades da quebra-pedra podem auxiliar o Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento da formação de cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins. Como o nome sugere, a planta acelera a resolução de um problema comum em consultórios e hospitais, agregando mais um recurso na saúde pública brasileira.
    Segundo Rodrigues, o fitoterápico recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para seguir em desenvolvimento, o que se traduz “no incentivo à pesquisa e produção de outros fitoterápicos, além do incentivo à medicina com apoio da biodiversidade brasileira”.
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    5 min
  • Pílula Farmacêutica #179: Medicamentos fitoterápicos são fármacos extraídos de vegetais
    Nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre o novo marco regulatório que a Anvisa preparou para atualizar as regras de registro e notificação dos medicamentos fitoterápicos para uso terapêutico. O objetivo, afirma o acadêmico, é ampliar a oferta desses medicamentos com segurança e qualidade, até porque, argumenta, o Brasil tem a maior biodiversidade do Planeta.
    Ao falar sobre os medicamentos fitoterápicos, Rodrigues lembra que os especialistas alertam que não se tratam de simples chás ou preparações caseiras, mas de fármacos elaborados a partir de princípios ativos extraídos de partes de plantas, com eficácia e segurança comprovadas por estudos científicos e sob controle sanitário. O acadêmico alerta ainda para o uso indiscriminado de plantas e reforça que pode trazer riscos graves à saúde, já que algumas espécies são tóxicas.
    A nova regulamentação, continua, também diferencia os níveis de conhecimento científico sobre cada planta medicinal, estabelecendo critérios técnicos específicos conforme já se conheça — ou não — a substância responsável pela ação terapêutica.
    Sobre a disponibilidade desse tipo de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Rodrigues informa que são oferecidos cerca de 12 fitoterápicos na lista de medicamentos essenciais, enquanto outras 71 espécies vegetais são mantidas como prioridade para pesquisas futuras.
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
     
    Pílula Farmacêutica - Apresentação: Felipe Rodrigues de Andrade - Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella - Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão - E-mail: [email protected] Coordenação: Rita Stella - Horário: segunda-feira - 8h35 - Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS. Veja todos os episódios do Pílula Farmacêutica.
     
    5 min
  • Pílula Farmacêutica #179: Novo tratamento para Alzheimer é liberado pela Anvisa
    Nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, apresenta o novo medicamento contra o Alzheimer que acaba de ser autorizado pela Anvisa: o Lecanemab. A notícia, segundo o acadêmico, é muito aguardada, pois o Alzheimer é uma doença complexa, progressiva e que ainda não tem cura.
    O novo medicamento destinado ao tratamento do Alzheimer é um anticorpo monoclonal administrado por infusão intravenosa a cada duas semanas e desenvolvido para atuar diretamente na progressão da doença. Rodrigues destaca que é um fármaco indicado para pacientes adultos nos estágios iniciais da doença, com comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada ao Alzheimer.
    O acadêmico conta que o diferencial do Lecanemab está em seu mecanismo de ação, atuando "na remoção das protofibrilas solúveis da proteína beta-amiloide, estruturas que prejudicam a comunicação entre os neurônios e contribuem para o declínio cognitivo". Ao contrário dos medicamentos tradicionalmente utilizados, que apenas aliviam sintomas de forma temporária, o Lecanemab é classificado como uma terapia modificadora da doença, com o objetivo de retardar sua progressão e preservar funções cognitivas por mais tempo.
    Apesar do avanço representado por essa nova abordagem terapêutica, o medicamento ainda não será disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde. O alto custo de produção do Lecanemab é apontado como o principal obstáculo para sua inclusão na lista de medicamentos essenciais, mesmo diante de seus potenciais benefícios para pacientes recém-diagnosticados.
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
     
    Pílula Farmacêutica - Apresentação: Felipe Rodrigues de Andrade - Produção: Professora Regina Célia Garcia de Andrade e Rita Stella - Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão - E-mail: [email protected] Coordenação: Rita Stella - Horário: segunda-feira - 8h35 - Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS. Veja todos os episódios do Pílula Farmacêutica.
     
    4 min
  • Pílula Farmacêutica #178: Pesquisa encontra risco de demências 20% menor entre vacinados contra herpes zoster
    esta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, traz detalhes de uma pesquisa recém publicada por pesquisadores do Reino Unido, mostrando mais evidências de que a vacina contra herpes zoster pode levar à prevenção de demências.
    Segundo Rodrigues, a pesquisa foi conduzida no País de Gales, a partir de uma nova política de vacinação em que pessoas com 79 anos passaram a ser elegíveis por um ano, enquanto indivíduos com 80 anos ou mais não tiveram acesso ao imunizante. Ao comparar análises de mais de 270 mil registros de adultos de 71 a 88 anos sem histórico de demência no início do programa, os pesquisadores verificaram que os vacinados apresentaram um risco de 20% menor de desenvolver a doença. Já entre as pessoas que apresentavam comprometimento cognitivo leve e entre aquelas já diagnosticadas com demência, observaram menor risco de progressão e menor mortalidade por demência entre os vacinados.
    Perguntado sobre a situação da vacina no Brasil, Rodrigues informa que ela não faz parte oficialmente do calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível principalmente pela rede privada.
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    4 min
  • Pílula Farmacêutica #177: Conheça pesquisa brasileira que busca cura definitiva do HIV
    HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca o sistema imunológico humano, enfraquecendo as defesas do organismo. Atualmente, os tratamentos disponíveis apenas controlam a doença para uma vida longa e saudável dos contaminados. Porém, nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre uma pesquisa brasileira que busca a cura definitiva para a doença.
    Segundo Rodrigues, "o estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) consiste em uma superterapia que tem a intenção de bloquear a replicação viral por meio de um coquetel antirretroviral e revelar o vírus das células em latência para torná-lo vulnerável a esses fármacos e ao sistema imune do próprio organismo".
    Apesar dos resultados promissores do estudo, uma segunda fase deve ser implementada, com mais pacientes, além de ser necessário ajustar protocolo e estratégia de abordagem, de acordo com os pesquisadores.
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    4 min
  • Pílula Farmacêutica #176: Conheça os efeitos das drogas da inteligência
    m busca de mais eficiência no trabalho e nos estudos, algumas pessoas veem as drogas da inteligência, também chamadas de smart drugs, como uma alternativa para alcançar esse objetivo. Nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, conta como essas drogas agem no organismo humano.
    "As smart drugs ou as drogas da inteligência são medicamentos usados no tratamento de distúrbios como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e narcolepsia, mas usado sem indicação terapêutica por quem quer um estímulo a mais nas tarefas e nos estudos do dia a dia", explica Rodrigues. Porém, segundo ele, alguns estudos afirmam que o uso irracional dessas drogas pode comprometer permanentemente a memória e a aprendizagem.
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    4 min
  • Pílula Farmacêutica #175: Saiba como age o Fomepizol, tratamento para casos de intoxicação por metanol
    o longo das últimas semanas, diversos casos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol foram registrados em bares da cidade de São Paulo. Nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, explica como age o Fomepizol, um medicamento considerado antídoto usado para tratar casos de intoxicação por metanol.
    Rodrigues diz que o Fomepizol "é um antídoto que bloqueia a ação da enzima sobre o metanol, impedindo a conversão de metanol em produtos metabólicos tóxicos ao organismo".  Com ação mais previsível, menos efeitos colaterais e a alta demanda pelo Sistema Único de Saúde, o farmacêutico conta que "a Anvisa, como uma solução provisória, fez um edital para que empresas estrangeiras fornecessem lotes do medicamento [Fomepizol] para a compra e utilização pontual." 
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    4 min
  • Pílula Farmacêutica #174: Nanotecnologia é utilizada para criar novo tratamento contra tuberculose
    o Brasil, a cada ano, mais de 84 mil casos novos de tuberculose são notificados, com cerca de 6 mil óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde. Nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, traz uma boa notícia para essa triste realidade. Rodrigues informa que farmacêuticos da Universidade Estadual Paulista utilizaram a nanotecnologia para criar um novo tratamento contra a doença.
    De acordo com o acadêmico, a novidade se assemelha a uma bombinha de asma. Assim, a inovação não está nos fármaco utilizados, mas na forma como são ministrados. Não se trata de "uma formulação sólida como os comprimidos, mas um sistema que combina partículas em escalas nanométricas e micrometria com funções estritamente específicas".
    Rodrigues informa que a pesquisa ainda está em etapa inicial, mas tem fases bem delimitadas que envolvem estudos físico-químicos, avaliação da atividade antimicrobiana em laboratório e testes em modelos animais. "Somente após essa etapa será possível analisar a viabilidade clínica e considerar o início de ensaios em humanos."
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    4 min
  • Pílula Farmacêutica #173: Entenda como funciona novo tratamento para lesão na medula
    Lesões na medula podem gerar perdas de movimento temporárias ou permanentes. Nesta edição do Pílula Farmacêutica, o acadêmico Felipe Rodrigues, orientado pela professora Regina Andrade da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, fala sobre o funcionamento da polilaminina, o tratamento que está sendo investigado e promete devolver os movimentos às pessoas que, após uma lesão na medula, ficaram paraplégicos ou tetraplégicos. 
    Segundo Rodrigues, o medicamento é sintetizado em laboratório com base em uma proteína natural presente em grande quantidade durante a fase embrionária humana. A proteína auxilia, por meio de malha proteica, a comunicação entre os neurônios. ”Quando a polilaminina foi introduzida no corpo, os pesquisadores notaram que a proteína formou novos caminhos para o impulso elétrico ser restabelecido entre os neurônios do cérebro e da medula.”
    Rodrigues ainda acrescenta que “apesar de os resultados serem altamente promissores, não só com quase dez pacientes que sofreram lesão na medula, mas também com cães durante a fase a experimental, o avanço desse tratamento depende da autorização prévia da Anvisa”. 
    Saiba mais conferindo a íntegra do podcast no link acima.
    5 min

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