Podcast Anpof

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By Associação Nacional de Pós-graduação em FilosofiaSociety & CultureEducationPhilosophy
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Podcast Anpof episodes

  • As mulheres e o ensino de Filosofia no Brasil

    A campanha Anpof8M deste ano foi encerrada com este episódio do Podcast Anpof sobre os desafios, as conquistas e as perspectivas das mulheres no ensino de filosofia no Brasil. Em pareceria com a Associação Brasileira de Ensino de Filosofia, reunimos nesta conversa três pesquisadoras cujas trajetórias contribuem de forma significativa para o fortalecimento do ensino de filosofia no Brasil: a profa. Dra. Maria Helena Soares (Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira), profa. Dra. Gabriela da Nóbrega Carreiro (UFPE) e profa. Dra. Roberta Liana Damasceno (UFPE).


    Em um campo historicamente marcado por desigualdades de gênero, discutir a presença, a produção intelectual e as condições de atuação das mulheres filósofas é também pensar nos caminhos para uma filosofia mais plural, diversa e democrática.


    Acompanhe esta conversa!

    1 hr 5 min
  • O racismo e a urgência de novas epistemologias em sala de aula

    Este episódio foi gravado, por acaso, um dia depois do massacre na Penha e no Alemão, no Rio de Janeiro: 128 pessoas mortas. A maior parte delas, negras. A nossa proposta era termos uma conversa centrada sobre a consciência negra. Os convidados foram os professores Dr. Érico Andrade (UFPE) e Dr. Wallace de Moraes (UFRJ), integrantes do GT Filosofia e Raça. Inevitável, então, que esta conversa não abordasse o massacre.


    E o que a Filosofia tem a ver com isso? Tudo.


    Wallace e Érico são professores negros que vêm da periferia. Compartilham nessa conversa um pouco de suas trajetórias e experiências na Filosofia, como enxergam o espaço acadêmico e como inserem epistemologias contracanônicas em sala e nas pesquisas.


    Nesta conversa, enfatizam a necessidade da Filosofia no Brasil estar alinhada com a realidade dos estudantes e de toda a população, cuja maioria é negra. Para isso, deve-se abrir para novas epistemologias, capazes de entender a nossa realidade, como a chacina na Penha e no Alemão. A violência na periferia também é uma forma de compreender como se produz desigualdades e impacta a formação dos estudantes.


    Eles criticam uma suposta imparcialidade científica que acaba por desvalorizar certos tipos de produção de conhecimento. Para eles, é urgente que existam mais disciplinas voltadas para questões étnico-raciais para que a filosofia seja capaz de compreender a realidade brasileira. 


    54 min
  • Emergência climática para quem?

    A que e a quem serve a emergência climática? De que forma ela alcança as pessoas de formas diferentes e desiguais?


    Para pensar sobre este tema e este conceito, a profa. Dra. Janyne Sattler (UFSC/Anpof) recebe a profa. Dra. Tânia Kuhnen (UFOB) nesta semana de COP30 no Brasil. Este episódio encerra a campanha sobre emergência climática, que contou com dezenas de textos em nossa coluna Anpof, uma roda de conversa sobre a COP30 no YouTube com prof. Dr. Jelson Oliveira (PUCPR) e a ativista Watatakalu Yawalapiti, além de uma entrevista em nosso site com prof. Dr. Fábio Oliveira (INFES/UFF). 


    Tânia Kuhnen defende que este conceito serve para criar um certo caos, na medida em que quem mais contribui para agravar a questão climática é quem está mais tranquilo, porque parece ser menos afetado. Para ela, o conceito serve para empurrar a mudança de atitude para quem menos contribui com o processo. 


    Nesta conversa, Kuhnen e Sattler discutem como esse tema está atravessado por questões geopolíticas, evidenciando como a desigualdade permeia o que chamamos hoje de emergência climática. Pensando o papel da filosofia, as professoras ecofeministas também refletem sobre a importância das teorias para abrir imaginários capazes de traçar rotas de fuga. Essas teorias, contudo, devem ser aterradas, corporificadas e que caminhem na direção contrária da abstração. Neste sentido, elas também compartilham experiências pessoais e defendem uma teoria aliada a uma certa praxis.


    Ouça essa conversa no Castbox e Spotify. 



    1 hr 3 min
  • O ensino de Filosofia e a plataformização da educação

    Um novo fenômeno cerca o ensino de filosofia: a plataformização da educação. Este é o tema deste episódio do Podcast Anpof, que integra a campanha que discute o ensino de Filosofia na Educação Básica. O tema foi proposto pela profa. Dra. Valéria Wilke (Unirio) que convidou para a conversa o prof. Gilberto Miranda, mestrando do PROF-Filo da UFABC e docente da rede pública de São Paulo e Marcelo Feijó, mestrando do PROF-FILO da Unirio e integra a Rede Privada de Ensino Salta Educação. Para somar nessa conversa, a professora Taís Manenti, mestranda em Educação na UNESP, apresenta a sua experiência como docente temporária na rede de ensino de São Paulo.

     

    Nesta conversa, eles explicam a complexidade edste novo fênomeno: trata-se de sistemas de gestão e da lógica de dados e algoritmos que invadem o espaço da escola e afetam diretamente a forma de ensinar e de aprender. A partir de suas pesquisas e experiências, compartilham como o professor deixa de ser um mediador e passa a ser orientado por algoritmos, que demanda habilidades em lidar com câmeras e redes sociais. O controle que antes era dos corpos, agora se dá a partir dos rastros de dados.


    Eles compartilham como este fenômeno chegou como um apoio, mas acabou por retirar a liberdade de cátedra, aprofundar desigualdades de ensino e apagar diversidade de formas de aprendizado. No caso da Filosofia, em especial, comentam como está sendo moldada para caber nessas exigências de plataformização. Se já não é mais possível pensar uma educação desplataformizada, como pensar tecnologias possíveis, participar das decisões e definir como isso vai afetar a nossa vida?


    Sobre os participantes:


    Gilberto Miranda Jr é mestrando no Prof-Filo da UFABC e professor de Filosofia e Sociologia na rede estadual de São Paulo. Atua também como Orientador de Projeto Integrador na UNIVESP e faz parte do Grupo de Pesquisa de Filosofia da Informação da UNIRIO no CNPq.


    Marcelo Santos Feijó é professor e pesquisador na área de Filosofia e Ensino de Filosofia na Educação Básica em Rede. Mestrando em Filosofia pelo Programa de Mestrado Profissional em Filosofia em Rede (PROF-FILO/UNIRIO), sob orientação da Prof.ª Dr.ª Valéria Cristina Lopes Wilke, é licenciado em Filosofia pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas (CESB-GO). Atua como docente no Ensino Fundamental II e Médio, com ampla experiência em cursos preparatórios pré-vestibulares e projetos sociais voltados à formação crítica e cidadã. Atualmente integra a Rede Privada de Ensino Salta Educação – Rede Elite, onde desenvolve práticas pedagógicas que integram pensamento filosófico, mídias digitais e metodologias ativas. Suas pesquisas e produções concentram-se nos eixos CiberEducação, Mídias Digitais, Educação em Rede, Ensino de Filosofia e EdTechs, com especial interesse nas transformações culturais e éticas promovidas pela tecnologia no ambiente educacional.


    Taís Barbosa Manenti é licenciada em Filosofia pela Unesp de Marília e mestranda em Educação pela mesma instituição, tendo lecionado na rede pública paulista entre 2022 e 2024. 


    Valéria Wilke é professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Unirio. Doutora em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia/UFF. Mestre, bacharel e licenciada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais. Membro permanente do GT ANPOF Filosofar e Ensinar a Filosofar e do GT ANPOF Filosofia e Gênero. Coordenadora do Mestrado Profissional em Filosofia / PROF-FILO, Núcleo UNIRIO. q. Pesquisadora nas temáticas de Filosofia da Informação; Tecnologias digitais, mídias e ensino de Filosofia; Gênero, Feminismos, Decolonialidade e ensino de Filosofia. Líder do Grupo de Pesquisa Filosofia da Informação certificado pelo CNPq.

    58 min
  • O genocídio em Gaza

    Desde outubro de 2023, a população de Gaza caiu 6%. Segundo a Agência Central de Estatísticas Palestina, cerca de cem mil pessoas deixaram o território e 55 mil são consideradas mortas. Mais da metade, mulheres e menores de idades. O que acontece em Gaza não é uma guerra, é um genocídio. Quem afirma isso são os convidados deste episódio para pensar a agressão contra o povo palestino: prof. Dr. Thiago Stadler (Filosofia/Unespar) e profa. Dra. Naiara Krachenski (História/Unespar). Na conversa mediada pela profa. Dra. Mariana Broens (Unesp/Anpof), Stadler e Krachenski nos ajudam a entender o que chamam de apatia diplomática em relação às hostilidades sistemáticas em Gaza por parte do governo isralense, com pouco ou nenhum impacto na opinião pública. 


    A professora Naiara fala em um genocídio ignorado e permitido e que é valioso financeiramente. Ela comenta sobre a cumplicidade das transações comerciais que os países ocidentais e grandes economias têm com Israel e como empresas privadas lucram com a economia do genocídio. Também contribuiu para esta apatia, segundo Thiago e Naiara, o processo de desumanização do povo árabe, consequência de uma desvalorização histórica, pelo menos desde o século XIX. 


    A partir de um exercício histórico e filosófico, os professores da Unespar buscam argumentar por que não se trata de uma guerra e sim de um genocídio. Thiago ainda reflete sobre o fator de violência que existe nos textos sagrados, mas como o Sionismo tem se apropriado deles para cumprir uma nova função política. Para Naiara, o Sionismo sequestrou a identidade do judaísmo, sendo perverso também para os próprios judeus ao defender uma única identidade da qual nem todos compartilham.


    Thiago Stadler é professor Associado do Colegiado de Filosofia da Universidade Estadual do Paraná, campus de União da Vitória (UNESPAR). Professor Permanente do Programa de Mestrado Profissional em Filosofia. Professor Colaborador do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal do Paraná (UFPR).


    Naiara Krachenski é doutora em História. Professora adjunta do colegiado de História da Universidade Estadual do Paraná, campus Uniã da Vitória e profesora colaboradora do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal do Paraná. Seus temas de estudo e pesquisa abrangem temas como colonialismo em África, história visual e estudos sobre genocídio.

    54 min
  • Sofrimento psíquico e a sobrecarga de trabalho nas universidades

    Recebemos neste episódio a profa. Dra. Carla Rodrigues (UFRJ) e o prof. Dr. Fábio Passos (UFPI) para uma conversa sobre sofrimento psíquico e a sobrecarga de trabalho nas universidades. A discussão, mediada pela professora Dra. Janyne Satler (UFSC), presidente da Anpof, aborda a perspectiva docente, tematizando a incompatibilidade entre as atividades do corpo docente que incluem ensino, pesquisa e extensão, mas também gestão. A conversa também alcança a preocupação com o sofrimento psíquico dos discentes. Carla Rodrigues, que integra o GT Filosofia e Gênero, sublinha que as ações individuais, de cada professor, não impedem a violência institucional, mas ao agir pela margem, os docentes podem atuar de maneira mais horizontal, olhando para a realidade divergente e diversa do corpo discente.Fábio Passos, que também coordena o GT Filosofia DEF, argumenta que nem todas as pessoas têm o mesmo tempo de produção, o que não implica em capacidade de produção. O desafio, discutem os professores, passa pela ação de cada professor, mas também por uma mudança que implica em novas formas de avaliação pelas agências de fomento. Acompanhe a conversa.



    1 hr 12 min
  • Filosofia Oriental

    Neste episódio, o professor Dr. Leonardo Vieira (UFMG) recebe os professores Dr. Dilip Loundo (UFJF) e Dr. Antonio Florentino (Unicamp). A conversa é uma excelente introdução à Filosofia Oriental, sobretudo para quem quer conhecer mais sobre as pesquisas em Filosofia Chinesa e Filosofia Indiana.


    Dilip introduz a necessidade de se desconstruir a noção de história universal para compreender a tradição filosófica indiana, comenta sobre as línguas necessárias para conhecer essa tradição e compartilha sobre a preocupação com a tradução de sentidos. Ele introduz um pouco mais comentando sobre a vinculação entre a razão, salvação e a busca da felicidade e como esta filosofia se insere no que entendemos como filosofia prática.


    Já Antonio Florentino desconstrói a ideia de que a Filosofia Chinesa se restringe a alguns pensadores antigos. Neste episódio, ele comenta sobre diferentes momentos da Filosofia Chinesa para se chegar até o século XXI e argumenta sobre a riqueza, a diversidade e a densidade dessa Filosofia.


    O GT Filosofia Oriental foi criado em 2014 e teve a sua primeira reunião no último Encontro Anpof, em Recife. Este episódio foi gravado lá. 

    1 hr 7 min
  • Extremismos hoje: o fim da democracia ou reinvenção?

    Haveria alternativa ao neoliberalismo? Colocando em xeque o famoso slogan de Tatcher, neste episódio do Podcast Anpof recebemos a professora de Direito Dra. Mariana Fischer (UFPE) para pensar neoliberalismo e extremismos.


    Nesta conversa, conduzida pela professora Dra. Mariana Broens (Unesp/Anpof), ouvimos reflexões sobre essas categorias e como Mariana Fischer estabelece relação entre elas. Apoiando-se em Foucault e Wendy Brown, a professora da UFPE, que também é do GT de Teoria Crítica da Anpof, argumenta como o neoliberalismo intensifica processos que já vimos, anteriormente. Para ela, trata-se de um tipo de racionalidade que produz um tipo de sujeito, não somente no trabalho, mas em diversos campos da vida. Ao refletir sobre a relação entre neoliberalismo e extremismo, elas também comentam sobre os desdobramentos no campo acadêmico e da Filosofia, como a restrição de financiamentos a pesquisas associadas à diversidade e inclusão.


    Broens e Fischer também se amparam no pensamento de Habermas e pensam numa possível atualização de conceitos como diálogo racional e de ação estratégica para pensar as tecnologias de comunicação digital e os desafios que temos hoje na relação entre redes sociais e democracia. As professoras discutem os impactos negativos das tecnologias e dos algoritmos para o debate público e argumentam sobre a necessidade de colocar limites jurídicos sobre as big techs. Elas ainda pensam nas consequências de não haver esses limites: de catástrofes a resistências.

    46 min
  • Filosofia brasileira oitocentista

    Neste episódio, gravado em Recife, durante o XX Encontro Anpof, recebemos convidados que têm se dedicado a pensar o século XIX brasileiro, voltando o seu olhar para a produção filosófica. A professora Dra. Natália Mendes (UFMA), pesquisadora de pós-doutorado (UFRJ), recebe nesta conversa, a professora Dra. Nastassja Pugliese (UFRJ) e o Dr. Júlio Canhada (USP), pesquisador de pós-doutorado na Université Paris 8 e na Universidade Federal de São Carlos. 


    Nastassja e Júlio compartilham nesta conversa reflexões sobre os seus trabalhos, que se preocupam em pensar a filosofia brasileira e todas as questões que atravessam esse tema, como por exemplo o cânone filosófico, o trabalho de resgate de autoras e constituição de identidade nacional. Refletindo sobre a filosofia brasileira, os pesquisadores discutem os limites do método estruturalista, a necessidade de pensar este debate para além dos limites uspianos e sublinham que pensar novos métodos não implica abrir mão do rigor filosófico.


    Nastassja Pugliese, que tem se dedicado a pesquisar o trabalho e pensamento de Nísia Floresta, compartilha nesta conversa a trajetória que chegou até essa filósofa brasileira e informações relevantes de sua pesquisa sobre o itinerário das produções de Floresta. Pugliese comenta como conhecer a filosofia autoral de Floresta contribui para compreender a formação de um momento do pensamento brasileiro.


    Canhada compartilha o caminho percorrido em sua tese de doutorado, que culminou na publicação do livro O Discurso e a História: A Filosofia No Brasil No Século XIX. Ele problematiza como a questão sobre haver uma filosofia brasileira pressupõe uma identidade nacional, que ignora diversidades de conformações sociais e culturais brasileiras. Júlio ainda compartilha suas reflexões sobre como a filosofia profissional brasileira nasce abrindo mão de uma voz autoral filosófica.

    1 hr 10 min
  • Prêmio Anpof 2024 - uma conversa entre premiadas

    Neste episódio, recebemos três pesquisadoras que receberam o Prêmio de Dissertação e Teses Anpof em 2024, durante o XX Encontro Anpof, em Recife. A Ma. Annelise Schwarcz (UFF), doutoranda em Filosofia na UFRJ, teve a sua dissertação “Formas mestizas: novos rumos para um mundo por vir” escolhida como a vencedora. Também participaram da conversa a Ma. Mariana Dias Pinheiro Santos (UFS), autora de “Das palavras ao pacto: a linguagem como fundamento em Thomas Hobbes” e a Ma. Carolina Moreira Paulsen (UFPel), autora de “Hospitalidade e hostilidade: uma análise da convenção relativa ao estatuto do refugiado à luz do direito cosmopolita kantiano”. Ambas receberam menção honrosa.


    Quem recebe as três premiadas é a professora Dra. Solange Aparecida de Campos Costa (UESPI), que integrava a Diretoria da Anpof no biênio passado e conduziu o trabalho desta premiação. Nesta conversa, vamos conhecer um pouco sobre essas dissertações e os processos que envolveram a escrita. Em comum, os três trabalhos apostam em perspectivas filosóficas ousadas e originais.

    41 min

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