Podcast Anpof

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By Associação Nacional de Pós-graduação em FilosofiaSociety & CultureEducationPhilosophy
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Podcast Anpof episodes

  • Nasce a Associação Brasileira de Ensino de Filosofia

    No último Encontro Anpof, que aconteceu em Recife em outubro do ano passado, tivemos um momento histórico: a fundação da Associação Brasileira de Ensino de Filosofia. Esta era uma demanda que já existia há alguns anos e se tornou efetivamente uma proposta a partir do encontro Anpof em Goiânia.


    A presidente eleita para tocar essa primeira gestão é a professora Dra. Patrícia Velasco (UFABC). Neste episódio, ela conversa com colegas que fizeram parte dessa fundação e discutem os desafios para essa nova associação, as expectativas e também as esperanças com o trabalho conjunto que ela mobiliza.


    Para esta conversa, o professor Dr. Christian Lindberg (UFS), além de Patrícia, o professor Gabriel Kafure da Rocha (IFSertãoPE), a professora Jacira de Assis Souza (SEDUC/RJ) e o professor Antonio Alex Pereira de Sousa (SEDUC-CE). Eles discutiram os desafios para o Ensino de Filosofia hoje, considerando a consolidação da Filosofia na Educação Básica que sofre um revés com a recente reforma do Ensino Médio e comentam sobre a importância desta associação para discutir questões muito próprias do ensino de Filosofia, que vão do Ensino Básico à Pós graduação.


    A Abefil deve combinar militância política, prometendo intervenções na esfera de políticas educacionais, mas também se apresenta como uma entidade acadêmica. Assim, ela vem para promover divulgação filosófica, construção de memórias, compartilhar produtos educacionais e iniciativas em todo o país.

    49 min
  • Pensando Filosofia e Raça no Brasil

    A conversa de hoje dá início a uma curta temporada de episódios gravados durante o XX Encontro Anpof, em Recife, entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro de 2024. Para discutir filosofia e raça no Brasil, convidamos o prof. Dr. Teófilo Reis (Trinity University) que conduziu uma conversa com a profa. Dra. Alice Lino (UFR) e com o prof. Dr. Rogério Saucêdo (UFPE).


    Nesta conversa, Rogério e Alice contam como, de trajetórias ditas canônicas, eles chegaram a esse tema que hoje ocupa as suas pesquisas. Os professores compartilham de reflexões importantes sobre a discussão em torno de raça, enquanto conceito. Alice Lino defende que, filosoficamente, este termo é insuficiente e está sempre vinculado a uma necessidade política e econômica de submeter um grupo. Saucedo indica os problemas que giram em torno da questão se existe raça e sublinha que, essa questão, são os filósofos quem deve responder.


    Eles também defendem como a filosofia ajuda a pensar no que é ser negro no Brasil, como a perspectiva europeia sobre raça não alcança quem nós somos e a importância de jogar luz na história para termos uma nova perspectiva. Alice e Rogério ainda conversam sobre as armadilhas e vícios a serem evitados ao pensar sobre filosofia e raça e compartilham sugestões de leituras para quem quer conhecer mais sobre o tema.


    Acompanhem!


    49 min
  • Anpof/EB: aproximando a pós-graduação e o Ensino Básico em Filosofia

    Há 12 anos o Encontro Anpof se expandiu com a chegada da Anpof Ensino Médio, rebatizada de Anpof Educação Básica desde a última edição, no evento em Goiânia. Na próxima semana será realizado o sexto encontro Anpof Educação Básica, que vai acontecer em Recife, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, no campus da Universidade Federal de Pernambuco.


    Esta edição consolida o objetivo de sua fundação de aproximar a pós-graduação e a educação básica. A programação contempla atividades virtuais e presenciais, com apresentações de trabalho, além de atividades formativas para docentes e pesquisadores e pesquisadoras envolvidas na área de Ensino de Filosofia e Educação. 


    Para aquecer os debates, reunimos numa conversa neste episódio três profissionais engajados com o Ensino de Filosofia. Recebemos o prof. Dr. João André Fernandes (CEFET/RJ), que atua no Ensino Básico Integrado e no Mestrado em Filosofia e Ensino; o prof. Dr. Eduardo Barra (UFPR), que é o coordenador geral do Programa de Mestrado Profissional em Filosofia, o Prof-Filo. Para mediar a conversa, temos a profa. Ma. Rita Martins (IF Baiano), mestranda do Prof-Filo do IFSertãoPE.


    Nesta conversa, eles recuperam a história da Anpof Educação Básica, ressaltando como é o resultado de uma mobilização da comunidade filosófica, mas também das escolas e secretarias de Educação. Eles compartilham da importância desse espaço que nasceu para acolher o professor de Filosofia que não estava vinculado a nenhum Programa de Pós-graduação em Filosofia. Este evento valoriza o trabalho dos professores de Filosofia na educação básica, sobretudo no Ensino Médio, e é um espaço privilegiado para ter acesso a saberes que são desenvolvidos em sala de aula e precisam ser conhecidos para a formação dos estudantes de licenciatura.


    Eles ainda discutem os desafios enfrentados nos últimos anos e a necessidade de se discutir, propositivamente, um projeto de currículo de filosofia formulado pela comunidade.

    59 min
  • Filosofia e Raça

    Uma onda que não pode ser contida e que arrasta tudo provocando mudanças. É assim que a professora Dra. Tessa Lacerda (USP/diretoria Anpof) e o professor Dr. Érico Andrade (UFPE/Presidente da Anpof) enxergam o debate sobre Filosofia e Raça e a entrada de novos pensamentos na Filosofia que desafiam a história de uma única Filosofia.


    Tessa e Érico trazem para este episódio esse tema que vai ocupar a última noite dos debates do XX Encontro Anpof, que vai acontecer em Recife, entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro. Na mesa do encontro, vão discutir Filosofia e Raça a professora Dra. Halina Leal (FURB), o professor Dr. Renato Noguera (UFRRJ) e o professor Dr. Wanderson Flor (UnB). 


    Neste episódio, Tessa e Érico, ambos formados em Filosofia Moderna, justificam a urgência de se ter este tema ocupando um lugar privilegiado de debate, como será no Encontro Anpof. A partir da experiência como professores, eles contextualizam como o tema é uma demanda que vem dos estudantes, que trazem novas questões e a necessidade de se pensar a partir de diferentes perspectivas. 


    A experiência deles indica não apenas a possibilidade, mas a necessidade, de mudar as ementas trazendo pensadores e pensadoras historicamente invisibilizados e questionando o conceito de história da Filosofia em si. Eles defendem que há a possibilidade de pensar diferentes narrativas em diferentes tempos históricos e, também, de pensar, por exemplo, antirracismo, a partir de filósofos canônicos.


    Venha ouvir essa conversa!


    34 min
  • Filosofia e Gênero

    Encerrando a Anpof 8M, mas abrindo uma série de podcasts sobre o XX Encontro Anpof, a gente recebe duas professoras para aquecer a conversa de uma das mesas redondas desta edição do evento: Filosofia e Gênero.


    Lá em Recife teremos Letícia Nascimento, Marilia Moschkovich e Sara York discutindo esse tema. Hoje, temos as professoras Carla Rodrigues (UFRJ) e Yara Frateschi (Unicamp) levantando a bola de algumas discussões sobre o tema em nosso podcast.


    Nesta conversa, estas professoras compartilham as trajetórias que levaram às feministas negras e como isso ampliou as suas reflexões e mudou seus trabalhos. Elas compartilham sobre a nova realidade das salas de aula, cada vez mais diversas, e como se torna incontornável uma mudança que surge no fazer teórico e culmina numa nova postura de estar em sala de aula e orientar.


    Este caminho, que elas compartilham nessa conversa, levou à importante e inevitável discussão sobre a necessidade de repensar o cânone e as bibliografias dos cursos. Carla Rodrigues e Yara Frateschi, no entanto, defendem o seguinte posicionamento: nem deixar de renovar a biblioteca permanentemente, nem jogar fora os livros importados. Elas falam da tarefa necessária de incomodar a história da filosofia, sem substituí-la, e de estressar o pensamento.


    As professoras compartilham que é preciso aprender a dormir com as contradições na filosofia e que filósofas como Sueli Carneiro, Denise Ferreira da Silva e Lélia Gonzalez ensinam como desenvolver pensamentos críticos, sem deixar de dialogar com a tradição.


    Diante de uma terrível desigualdade de gênero e de raça na área, Carla Rodrigues e Yara Frateschi defendem a sala de aula como o primeiro dos muitos campos de batalha e, por isso, a mudança deste cenário pode começar a ser feita desde já.

    42 min
  • Anpof 40 anos - Formação e Filosofia: uma conversa a partir de Nietzsche

    A gente encerra com este episódio a série comemorativa da Anpof 40 anos, em que entrevistamos ex-presidentes da nossa associação. Nesse último episódio Oswaldo Giacoia, professor da Unicamp e ex-presidente da Anpof, é entrevistado por Adriana Delbó, professora da UFG e integrante da diretoria da Anpof. Adriana foi formada por Giacoia, como estudante e como orientanda, e a conversa entre os dois foi justamente sobre a Filosofia como formação.


    Para pensar esse tema, Giacoia e Delbó mobilizam um autor que está no centro das pesquisas de ambos: Nietzsche. Eles recuperam a crítica do filósofo sobre a educação moderna, que confunde conhecimento autêntico com educação estéril ao colocá-la a serviço de fins utilitários e mercantis. Essa reflexão serve para que os professores pensem o papel da Filosofia no nosso tempo, a sua vocação para a formação e promoção da cultura, a distinção entre educação e formação. Eles também criticam como a Filosofia foi submetida à divisão técnica do trabalho intelectual.


    Nessa conversa, os professores ainda comentam como a Filosofia ajuda a promover a tarefa do ensino. Para isso, defendem que a educação deve englobar tanto o educando quanto o educador e é dela que podemos esperar a crítica da funcionalização do pensamento. Para isso, eles ainda argumentam sobre a importância de não se descartar a historia da filosofia: sem ela, essas reflexões não podem ser feitas. Recorrer à história da filosofia, para eles, não é ser escrava dela, mas ter fonte para conseguir dar outros rumos para ela. Por fim, eles discutem como a democratização do ensino insere novas realidades e abre para novos modos de se fazer filosofia. Acompanhe a última conversa da nossa série Anpof 40 anos.


    54 min
  • Jornadas de junho: dez anos depois, o que fica de lição?

    Neste ano, completaram-se 10 anos das jornadas de junho. Para refletirmos sobre esse tema, convidamos para este episódio o professor Rodrigo Nunes (PUC/Rio e Essex), autor do livro Nem vertical nem horizontal – Uma teoria da organização política. Quem conduziu essa conversa foi a professora Georgia Amitrano (UFU/Anpof).


    O livro, recém publicado pela Ubu Editora, analisa a questão da organização política em um contexto marcado pelo ciclo mundial de levantes, que teve como marco inicial as manifestações da Primavera Árabe, em 2011. 


    Pensando os desdobramentos em nosso contexto, Rodrigo reflete sobre as jornadas de junho e sobre como a direita se beneficiou deste movimento, mas também fala sobre os efeitos positivos dos desdobramentos desse evento. Pautas como as ambientais, indígenas e raciais ganharam espaço no campo de esquerda a partir deste evento, além da própria renovação de quadros, de acordo com Rodrigo. 


    O pesquisador reflete sobre a pergunta que foi colocada sobre esse turbilhão de acontecimentos e como a narrativa sobre o combate à corrupção se apresentou como resposta.  


    Rodrigo compartilha nesse episódio como, neste livro, ele subverteu a suposta oposição, que parecia evidente, entre organização vertical e horizontal e como construiu uma reflexão que se volta à prática política. Para ele, as duas formas de organização sempre estiveram dadas em misto o tempo todo, em proporções diferentes.


    Quais erros cometemos nos passado que nos ajudam a não cometermos no futuro? Ouça Rodrigo falar sobre o que ele chama de luto da derrota dos dois modelos. 


    55 min
  • A epidemia de sofrimento nas universidades

    Neste ano em que celebramos os 40 anos de existência da Anpof, a diretoria da nossa associação compartilha com a comunidade filosófica brasileira algumas questões que devem ser discutidas para pensarmos as próximas décadas da Anpof. O sofrimento psíquico na universidade é uma delas. Para refletir sobre esse tema, o presidente da Anpof, prof. Érico Andrade (UFPE), que também é psicanalista, convidou a profa. Tessa Lacerda (USP), da USP e que integra a atual diretoria, e Heribaldo Maia, mestrando em Filosofia (UFPE) e autor do livro "Neoliberalismo e sofrimento psíquico: o mal-estar nas universidades" publicado no ano passado pela Ruptura Editorial. 


    Tessa é presidente da comissão de defesa de direitos humanos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, na USP, e participa dessa comissão há seis anos. Ela compartilha nesse episódio algumas de suas experiências e reflexões a partir desse espaço. Nossos convidados comungam da ideia de que há uma epidemia de sofrimento na universidade. 


    Para pensar esse tema, eles discutem sobre o ambiente competitivo, as neuroses produzidas na universidade, a cobrança relatada pelos estudantes e a pressão pela exigência. Eles chamam atenção para o fato de que esse sentimento é atravessado por experiências de margem, por pessoas periféricas, negras, indígenas e trans, por exemplo e para a urgência da universidade repensar sua estrutura. Eles comentam sobre a importância de se investigar a universidade como território de produção de sofrimento e mapear escutadores, mesmo que não sejam profissionais


    Tessa reconhece o esforço de se garantir inclusão, mas alerta que se não houver escuta e olhar sensível para os indivíduos, essa inclusão será insuficiente. Heribaldo e Tessa comentam como as cotas trouxeram um novo desafio para a universidade, por trazer para esse espaço pessoas com realidades atravessadas por dificuldades materiais diversas. Esta presença, por outro lado, também traz contribuições, deslocando o centro das pesquisas e refletindo no currículo de Filosofia, por exemplo. Para eles, é compatível ter rigor e qualidade e repensar este sofrimento.



    1 hr 1 min
  • Anpof 40 anos - como a filosofia pode reverberar em todo o Brasil?

    Quais discussões precisamos fazer para que a filosofia reverbere em todo território nacional?


    É esta a pergunta que orienta o episódio da nova temporada especial Anpof 40 anos com o professor Adriano Correia (UFG), que esteve na presidência da Anpof por quatro anos: entre 2017 e 2020.


    Nesta conversa com a profa. Ester Heuser (Unioeste), integrante da atual diretoria, Adriano Correia compartilha sua perspectiva a partir da sua experiência como professor e também como ex-presidente da Anpof, tendo testemunhado o crescimento e a interiorização dos programas de pós-graduação em Filosofia no país. 


    Correia comenta sobre o processo de interiorização dos programas de pós-graduação em Filosofia, que subverte a relação centro-periferia. Para ele, vivemos a oportunidade de interlocuções qualificadas, reconhecimento de pesquisas vigorosas e uma mudança na circulação de pessoas nos espaços de conhecimento. Essa interiorização, na visão do professor, também provoca a diversificação da excelência, que se diz de vários modos. 


    Otimista, Adriano acredita que em dez, vinte anos, vamos nos surpreender com o que vai surgir na Filosofia. As mudanças, acredita, vêm da base e isso, o professor relembra, já pode ser percebido a partir da pluralidade temática que cresceu em nossa área nos últimos dez anos, e que está refletida nos encontros Anpof.


    Para Adriano, o futuro da Filosofia é colorido, diverso e plural. Acompanhe a conversa!



    53 min
  • Anpof 40 anos - A presença das mulheres na comunidade filosófica brasileira

    Abrimos a nova temporada da Anpof, especial 40 anos, conversando com a profa. Dra. Susana de Castro (UFRJ), que assumiu a presidência da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia depois de quase 20 anos sem que uma mulher ocupasse esse cargo.


    Neste episódio, mediado pela professora Georgia Amitrano, da UFU, atual diretora de comunicação, Susana discute sobre a presença das mulheres na Filosofia no Brasil e reflete sobre os desafios necessários para que a área seja menos hostil às pesquisadoras, professoras e estudantes.


    Qual Anpof queremos para os próximos 40 anos? Para Susana, é urgente que a comunidade filosófica enfrente o tema do assédio sexual e moral nos programas de pós-graduação em Filosofia. 


    O mandato de Susana de Castro se encerrou no final do ano passado e ela indica, nesta conversa, os desafios que ainda precisam ser superados. Para ela, a comunidade filosófica reflete a sociedade na qual está inserida: machista e atravessada pela cultura do estupro. Ela tematiza a gravidade do assédio em nossa área, como as mulheres ainda são objetificadas e subalternizadas e acabam passando por um processo de sofrimento psíquico e silenciamento.


    Ela indica a gravidade da subnotificação dos casos e, pensando na superação desse problema para os próximos anos, ela defende a construção de um ambiente de respeito.


    A professora da UFRJ também indica que a revolução deve ser epistêmica e comenta, nessa conversa, como as nossas linhas de pesquisa caducaram. Ela apresenta o problema de haver temas que não são aceitos nos PPGs porque há uma tradição que está sendo ultrapassada.


    Venha ouvir essa conversa entre Susana de Castro e Georgia Amitrano. 


    34 min

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