Podcast Anpof

Podcast Anpof

By Associação Nacional de Pós-graduação em FilosofiaSociety & CultureEducationPhilosophy
Download on the App Store

Podcast Anpof episodes

  • Professor Roberto Machado: memórias e histórias

    Quem estuda Foucault, Nietzsche, Proust ou Deleuze no Brasil com certeza já se encontrou com o trabalho do filósofo Roberto Machado. O pernambucano radicado no Rio de Janeiro morreu em 2021 e nos deixou livros, artigos, teses, traduções que seguem formando filósofos em nosso país. Mas Roberto Machado deixou, sobretudo, uma imensa saudade naqueles que o conheceram de perto e conviveram não apenas com o filósofo extraordinário, mas com o professor generoso e com o ser humano interessado nos alunos.


    Nesse episódio ouvimos as histórias de três professoras que foram suas alunas ou orientandas: profa. Dra. Georgia Amitrano (UFU), profa. Dra. Joana Tolentino (Colégio Pedro II) e profa. Dra. Mariana Toledo (UFF).


    Não se trata de uma conversa sobre o seu inquestionável e rico trabalho, mas sobre o professor que abarrotava as salas de aula, que memorizava conferências e dominava a plateia como aprendiz de Suassuna. Sobre o professor que vivia a filosofia em sua vida, convidava seus alunos para pensar e estava sempre por inteiro com eles e, por isso, tinha uma capacidade ímpar de percebê-los e ajudá-los a encontrar os seus caminhos.


    Georgia, Joana e Mariana falam do Roberto que gostava de ir à praia e nadar, caminhar na floresta, tomar cerveja e que quebrava afetos com a sua capacidade de escuta.

    35 min
  • As mulheres e o cânone filosófico

    Ler Leibniz sem conhecer a filosofia de Anne Conway, aprender a filosofia de Descartes ignorando as cartas com Elisabeth da Bohemia ou não saber sobre Madame Du Châtelet ao enfrentar o pensamento de Newton já não é realidade em alguns departamentos de Filosofia do Brasil.


    Essa forma de ver, pensar, pesquisar e ensinar o cânone parece não ter mais retorno. Prova disso é o GT Mulheres na História da Filosofia, que teve o seu primeiro encontro no último encontro Anpof, em Goiânia. Esse grupo de trabalho nasceu do desejo de filósofas brasileiras que queriam construir juntas um repertório comum de autoras que insistem em escapar das bibliografias.


    Aproveitamos o encontro desse GT em Goiânia e gravamos essa conversa com as professoras Dra. Mitieli Seixas (UFSM) e Dra. Nastassja Pugliese (UFRJ) numa conversa mediada pela profa. Dra. Tessa Lacerda (USP), que compõe nossa diretoria.


    Nessa conversa elas compartilham suas experiências, contando como chegaram a esse desejo de reescrita do cânone, como têm atuado em suas universidades e por que é urgente resgatar as filósofas e suas obras na história da Filosofia. Elas comentam sobre a importância da tradução para esse trabalho e da abertura de professores e professoras para repensar os nossos currículos.


    1 hr
  • Olimpíadas de Filosofia: um convite para filosofar de um jeito diferente

    Há quase 20 anos, em 1995, a Unesco recomendou a promoção das Olimpíadas de Filosofia, tanto em nível nacional como internacional. O objetivo era estimular o interesse dos jovens por essa disciplina. Aqui no Brasil, há mais de uma década, temos olimpíadas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. É um momento privilegiado de professores e estudantes pensarem juntos, discutirem e enfrentarem um problema filosófico.


    Em nosso último encontro Anpof, realizado em outubro de 2022, tivemos um minicurso sobre essas olimpíadas e aproveitamos a oportunidade para reunir em nosso estúdio alguns professores do Rio de Janeiro para compartilharem a experiência das edições que aconteceram por lá. Entusiastas dessa forma de fazer filosofia, recebemos os professores Felipe Pinto (CEFET/RJ) e Marcelo Guimarães (Unirio), numa conversa mediada pela professora Lara Sayão (SEE/RJ) que integra o coletivo que organiza as Olimpíadas de Filosofia do Estado do Rio de Janeiro desde sua criação.


    Nessa conversa gravada em Goiânia, eles comentam como a experiência das olimpíadas prova como a filosofia habita vários espaços e podemos pensar problemas filosóficos de maneiras muito distintas. Eles comentam como a própria viagem para as olimpíadas já é um convite para filosofar. Como professores, eles compartilham como essa experiência provoca uma bagunça na cabeça dos professores e oferece a eles a oportunidade de aprender junto, de ouvir e de pensar como filosofar a partir do nosso chão.

    53 min
  • Problematizando filosofia e raça

    Ialley Lopes é mestranda em Filosofia na Universidade Católica de Pernambuco e Jéssica Oliveira é doutoranda em Cognição e Linguagem na Universidade Estadual do Norte Fluminense. Elas integram o GT Filosofia e Raça, que se reuniu pela primeira vez no XIX Encontro Anpof, realizado em Goiânia em outubro. Nesse episódio, gravado nesse encontro, as doutorandas questionam o conhecimento que se diz universal, mas que deixa escapar tantas experiências como as delas, pós-graduandas negras.


    Elas argumentam como as teorias não são neutras e por isso afirmam como suas pesquisas são situadas, manchadas por quem são. Essa forma de fazer pesquisa deve abrir para novos papeis e conhecimentos, acolhendo o ativismo intelectual que abre para a possibilidade de construção de um universal que possa, de fato, compreender as experiências de quem não se encaixa nesse “eu branco”.


    Jéssica e Ialley afirmam a necessidade da questão da raça ser pensada como um marcador central, presente não apenas em um GT, mas atravessando todas as áreas da Filosofia. Esse é o caminho para um enraizamento da questão e para que não haja um isolamento epistêmico do tema. Elas também problematizam o conceito de raça, afirmando que se trata de um instrumento de segregação; um termo criado por pessoas brancas para facilitar segregação e genocídio.

    55 min
  • Filosofia, Gênero e Regionalidade: Mulheres Filósofas por Todo o Brasil

    No novo episódio do Podcast Anpof, a professora Dra. Juliele Sievers (UFAL/Anpof) convida as professoras Dra. Marly Carvalho Soares (UECE) e Dra. Alice Lino (UFR) a refletirem sobre Filosofia, Gênero e Regionalidade, tema de uma das mesas redondas que acontecerá no XIX Encontro Anpof.


    Nesta conversa, Juliele, Aline e Marly compartilham suas experiências pessoais na academia, ressaltando como a ausência de mulheres nas referências bibliográficas e nos corredores da Filosofia marcaram suas trajetórias, mas, também, como este cenário tem se transformado nos últimos anos.


    Alice Lino é Professora Adjunta no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Rondonópolis-MT; Diretora de Arte, Cultura, Esporte e Lazer da mesma instituição. Doutora em Estética Contemporânea pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade de São Paulo, Mestre em Estética e Filosofia da Arte pelo Instituto de Filosofia, Arte e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto, Bacharel e Licenciada em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto. Participa da International Association for Aesthetics e é editora adjunta da Revista Artefilosofia (UFOP). Áreas de interesse: Estéticas indígenas e afrodescendentes; Feminismo Negro.


    Marly Carvalho Soares possui graduação em Filosofia pela Faculdade de Filosofia de Fortaleza (1978), graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (1982)com especialização em Administração Escolar, graduação em Teologia pelo Instituto de Ciências Religiosas (1979), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987) e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Roma (1993) e Pós-doutorado na PUC- S. Paulo com estágio no Instituto Eric Weil, Universidade Charles de Gaulle, Lille 3. França (2013). Professora titular da Universidade Estadual do Ceará. Líder dos Grupos e Laboratórios de Pesquisa: Ética e Direitos Humanos e Um Olhar interdisciplinar sobre a Subjetividade Humana. Membro efetivo do GT Hegel ANPOF. Área de atuação: Ética, Filosofia Política, Filosofia do Direito, História da Filosofia Moderna e Contemporânea


    Juliele Sievers é Professora Adjunta do curso de Filosofia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e de seu Programa de Pós-Graduação (Mestrado). Atua como Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria-RS (2008) e mestrado em Filosofia (2009) pela mesma instituição. É membro do Conselho Fiscal da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) - Biênio 2021-2022.


    1 hr 2 min
  • Pandemia e filosofia: problemas éticos e sociais

    O novo episódio do Podcast Anpof aborda o contexto da pandemia, para pensar a sociedade, a filosofia e a vida pós-pandêmica, com a presença da professora Dra. Edna Maria Magalhães (UFPI), do professor Dr. Darlei Dall 'Agnol (UFSC) e a mediação da professora Dra. Georgia Amitrano (UFU/ANPOF).


    Na conversa, Georgia, Edna e Darlei fazem uma retrospectiva dos últimos dois anos no Brasil, interpretando os conceitos de vida, morte e as perspectivas éticas que os tornam possíveis. Juntos, eles observam uma sociedade acuada, assustada, vivendo hoje uma reintegração ingênua de um porvir ainda indefinido. Uma sociedade que tenta se ajustar e que, ainda doente, tem um mundo inteiro para pensar. 


    Qual o espaço da Filosofia em meio a tantas experiências vividas por nós na Pandemia de Convid-19? Que necessidade brutal foi esta que sentimos de deslocar nossos paradigmas, reinterpretando possibilidades de vida e de morte? O que estamos vivendo hoje? O que nos resta da Pandemia? Estas são algumas das perguntas fundamentais que norteiam este debate.


    ________


    Darlei Dall 'Agnol é Professor Titular da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordena a Série Ethica pela EdUFSC e é autor de vários livros, artigos e capítulos de livros publicados no Brasil e no exterior. Recentemente, apresentou uma série de conferências na Michigan State University sobre "Respectful Care in Bioethics and Neuroethics" com apoio da Fulbright (Exchange Visitor Program -CIES) que resultou no livro Towards Neurobioethics (Newcastle, CSP, 2020). Desde 2004, é pesquisador do CNPq (1C) desenvolvendo, hoje, projeto sobre fundamentos filosóficos da neurobioética. Atualmente, é membro do Conselho de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado de Santa Catarina (CEPSES-SC).


    Edna Maria Magalhães é professora Associada I, da Universidade Federal do Piauí, lotada no Departamento de Fundamentos da Educação - DEFE/CCE. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, ensino e filosofia, filosofia, pragmatismo e neopragmatismo. Desenvolve pesquisa e publica sobre temas que envolve a discussão do naturalismo filosófico, empirismo radical, pragmatismo clássico (Peirce, James e Dewey), neopragmatismo (Richard Rorty) e autores linguísticos como Wittgenstein e Quine. Desenvolve pesquisas sobre a recepção do pragmatismo no Brasil, sobretudo em autores como Anísio Teixeira e Paulo Freire.



    1 hr 14 min
  • Democracia e Autoritarismo

    Temos um novo episódio do Podcast Anpof, este sobre Democracia e Autoritarismo. O conteúdo vem como aquecimento para a mesa redonda sobre o tema, que irá acontecer no XIX Encontro Anpof, em outubro, na cidade de Goiânia.


    Na conversa, Silvia Brandão, doutora e pós-doutoranda pela Unifesp, e Dario Negreiros, doutorando em Filosofia na USP e professor convidado da PUC/SP, conversam com Tessa Lacerda, professora da USP e integrante da diretoria da Anpof.


    Será hoje um momento de ruptura institucional autoritária ou a democracia brasileira sempre conviveu com um autoritarismo latente? 


    Tessa, Dario e Silvia fazem juntos uma retrospectiva do autoritarismo na história do Brasil, observando suas diferenciações ao apresentar como os mecanismos de perseguição política, de impunidade e a omissão do Estado em relação às violências se atualizam.


    1 hr 10 min
  • Filosofia e Modernismo

    Para pensar o centenário da Semana de Arte Moderna, este episódio do Podcast Anpof sobre Filosofia e Modernismo tem a presença da professora Taisa Palhares (Unicamp), do professor Ivan Maia (UFBA) e a mediação do professor Filipe Ceppas (UFRJ).


    Na conversa, os três defendem que a ideia de Modernismo difundida no Brasil é muito mais múltipla do que aquela apresentada pelos artistas que participaram da Semana de 1922. 


    Mas o que seria este Modernismo brasileiro, afinal? 


    Conduzidos por este questionamento, Taisa, Filipe e Ivan ensaiam ideias sobre o movimento que surgia no início do século passado e que transformara os caminhos estéticos e políticos das décadas que o sucederam, reformulando visões de mundo e proporcionando uma releitura da própria identidade brasileira.

    ______________________________________________


    Ivan Maia de Mello é poeta, ator, compositor, praticante de contato-improvisação e performance, mestre em Filosofia (UERJ), doutor em Educação (UFBA).

    Na UFBA, é professor do Bacharelado Interdisciplinar em Artes do IHAC e do Doutorado em Difusão do Conhecimento, e na UNILAB, do Mestrado Interdisciplinar em Humanidades. Fez pós-doutorado na Universidad de La Republica do Uruguai, com supervisão da Profa. Andrea Diaz. Autor de Corpoema: a vida como obra de arte, tendo participado de algumas coletâneas de ensaios filosóficos e de poemas. Teve poemas encenados no teatro e na TV, além de locuções radiofônicas. Coordenou saraus em algumas cidades.


    Taisa Palhares possui Bacharelado (1997), Mestrado (2001) e Doutorado em Filosofia (2011), pela Universidade de São Paulo. É professora de Estética no Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas desde agosto de 2015. Realiza estudos nas áreas de estética e artes visuais, com ênfase na pesquisa sobre a fundamentação da obra de arte desde a Modernidade. Trabalha com os autores da Teoria Crítica, sobretudo o filósofo alemão Walter Benjamin. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre a percepção estética como jogo a partir de Benjamin e sua relação com a arte moderna e contemporânea. Organiza, desde 2016, o "Grupo de Estudos em Estética e Teoria da Arte" (GEETA) no Departamento de Filosofia da Unicamp. É membro do "Centro de Pesquisa em Psicanálise, Estética e Teoria Crítica (CePETC)" do IFCH.  


    Filipe Ceppas é professor do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação de Filosofia da UFRJ. Publicou Ensaio de Filosofia nos Trópicos (Unicamp, 2019). 

    1 hr 8 min
  • Filosofia do Ensino de Filosofia: uma conversa sobre os movimentos de sua constituição como campo acadêmico

    Iniciamos, neste episódio do Podcast Anpof, os debates que acontecerão em outubro no XIX Encontro Anpof, na mesa redonda sobre o Ensino de Filosofia. Esta temática fora introduzida em 2021, na campanha Ensino de Filosofia: por uma cidadania filosófica do campo.


    Para este episódio, convidamos a profa. Dra. Elisete Tomazetti (UFSM) e o doutorando Augusto Rodrigues (UNESP), sob a mediação da professora Patrícia Velasco (UFABC/Anpof). Na conversa, discutiu-se de que modo o crescimento da área em termos de eventos, iniciativas e publicações culminou no necessário afrontamento da temática do campo: quem somos? O que produzimos? Que legado já temos?


    Elisete e Augusto recuperaram o histórico da área, identificando – a partir deste – não só a existência de algumas gerações de pesquisadoras e pesquisadores demarcadas pela diferença no modo de aproximação da temática, como também o que chamaram de uma “virada discursiva”: a partir dos anos 2000 – e de modo irreversível depois da obrigatoriedade da Filosofia como disciplina, em 2008 – , e da consolidação de um corpus específico do Ensino de Filosofia na década subsequente, o campo do Ensino de Filosofia foi finalmente assumido pela própria Filosofia. 


    A cidadania filosófica pleiteada pelo Ensino de Filosofia junto à comunidade filosófica da pós-graduação não se restringe, nessa conversa, a um espaço institucional, mas compreende também – e primordialmente – o reconhecimento de um novo espaço para o próprio filosofar. Passa, portanto, por uma discussão de cunho epistemológico: qual o lugar do Ensino de Filosofia entre as questões educacionais e os problemas filosóficos? Discussão que, como pontuado por nossos convidados, não é consensual entre os pares e certamente será um dos motes da plenária de outubro.


    __________


    Elisete Tomazetti é graduada e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Hoje é professora titular da Universidade Federal de Santa Maria e pesquisadora do CNPq. Além de ministrar as disciplinas de Didática da Filosofia, Pesquisa para o Ensino de Filosofia e Estágio Curricular Supervisionado, Elisete lidera o Grupo de Pesquisa do CNPq Filosofia, Cultura e Educação e coordena o LEAF - Laboratório de Ensino e Aprendizagem de Filosofia. Elisete é uma das fundadoras do GT da ANPOF Filosofar e Ensinar a Filosofar e orienta dissertações e teses sobre Ensino de Filosofia no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSM.


    Augusto Rodrigues é licenciado e bacharel em Filosofia pela Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, instituição na qual também defendeu seu mestrado e hoje desenvolve seu doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação. Desde a graduação, dedica-se à temática do ensino de filosofia, tendo sido bolsista do PIBID (2012/2013) e realizado iniciação científica PIBIC nesta área. Integra o ENFILO – Grupo de Estudo e Pesquisa sobre o Ensino de Filosofia coordenado pelo prof. Rodrigo Pelloso Gelamo. Em 2021, participou da comissão do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar responsável por pensar a institucionalização do Ensino de Filosofia como subárea de conhecimento. 

    1 hr 11 min
  • O desafio da filosofia autoral no Brasil

    A filosofia acadêmica tem grande diversidade, tratando dos mais diversos temas e autores, mas só agora foi criado um GT na ANPOF voltado para tratar do pensamento filosófico brasileiro. Seria isso uma desvalorização da filosofia que nós mesmos fazemos? Faz sentido distinguir “filosofia no Brasil”, “filosofia brasileira” e “filosofia do Brasil”? Por quê? Temos pensamento autoral no Brasil ou apenas uma boa tradição de intérpretes de autores(as) consagrados(as)? O Pe. Vaz seria um exemplo de filósofo criativo que incorpora a história da filosofia a um pensamento autônomo? Movimentos recentes de filosofia decolonial, sobre questões de gênero e de raça seriam oportunidades de incentivar o pensamento autoral entre nós? Para ajudar a pensar esses tópicos, vamos ter neste podcast o pesquisador Júlio Canhada (UFSCar) e a Profa. Cláudia Rocha de Oliveira (FAJE), ambos do recém-criado GT Pensamento Filosófico Brasileiro da ANPOF, com a mediação de Agnaldo Cuoco Portugal, da UnB.


    Este será o tema de uma das seis mesas-redondas do XIX Encontro Nacional da Anpof, que será realizado entre 10 e 14 de outubro em Goiânia. Para a mesa do evento, teremos a participação dos professores Dr. Agnaldo Cuoco Portugal (UnB), Dra. Cristiane Marinho (UECE), Dr. Ricardo Timm (PUCRS) e Dra. Silvana Ramos (USP).


    Participantes:


    Profa. Dra. Cláudia Rocha de Oliveira (FAJE/Anpof)

    Professora adjunta e pesquisadora da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Possui graduação em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2002), mestrado em Filosofia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2008) e doutorado em Filosofia pela Pontificia Università Gregoriana (2012).


    Dr. Júlio Canhada (Pesquisador/UFSCar)

    Graduado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) (2006) e mestre em Filosofia Contemporânea pela mesma universidade, em 2011, com a dissertação "A invenção do discurso: filosofia e literatura em Merleau-Ponty". Doutor em filosofia pela mesma universidade, em 2017, com a tese "Construções de um século: discursos filosóficos no Brasil oitocentista", sob orientação da Profa. Dra. Marilena de Souza Chaui. Nesse momento se dedica aos estudos de Filosofia no Brasil no século XIX e XX e suas vertentes como evolucionismo, ecletismo, positivismo, bem como ao discurso de legitimação e desqualificação de uma História da Filosofia no Brasil.


    Prof. Dr. Agnaldo Cuoco Portugal (UnB/Anpof)

    Professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília, onde leciona desde 1991 trabalhando principalmente com as áreas de Filosofia da Religião e Filosofia da Ciência. É atualmente coordenador do Grupo de Pesquisa em Filosofia da Religião da UnB. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) e doutor em Filosofia da Religião pelo King s College da Universidade de Londres (2003). Desde 2016 é parte da diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia - ANPOF.


    56 min

About Podcast Anpof

From the publisher's feed

Podcast da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia.