Podcast da Raphus Press

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Podcast da Raphus Press episodes

  • Os tentáculos sangrentos da Natureza

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    Os tentáculos sangrentos da Natureza (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 13)

    “A árvore que emociona alguns até as lágrimas é vista por outros como um obstáculo verde. E muitos percebem na natureza apenas o grotesco e o ridículo… a maioria sequer percebe a existência da natureza. Mas aos olhos do homem imaginativo, a natureza é a imaginação mesma."

    (William Blake)

    As narrativas fantásticas voltadas ao horror e ao terror possuem, compreensivelmente, uma forte tendência ao improviso, ao império dos instintos. Mas existe, claro aqueles que pensam de forma diferente – elaboradas projeções visionárias de universos densos como pesadelo brotam de criadores que optaram por um terror/horror que surge da percepção meditada de uma realidade de infinito desespero. Façamos, aqui, um elogio a esses criadores infatigáveis que, muitas vezes, optam pela razão belicosa, deixando de lado o tedioso instinto ancestral do medo primitivo. De fato, eles percebem que nada é mais terrível que o apavoramento de feitio humano. Aqui, alinhavamos alguns desses demiurgos e suas obras perturbadoras: “Bile Negra” de Oscar Nestarez, “The Friendly Examiner” de Louis Marvick e “Salt Flowers from the Years of Drought” de Colin Insole.

    Indicações:

    - Flusser, Vilém; Bec, Louis. Vampyroteuthis infernalis. São Paulo: Annablume, 2011 (http://www.annablume.com.br/loja/product_info.php?products_id=1629&osCsid=labfzzqwge).

    - Insole, Colin. Salt Flowers from the Years of Drought. Bucharest: Mount Abraxas, 2020.

    - Marvick, Louis. The Friendly Examiner. Vol. 1. Düsseldorf: Zagava, 2018 (https://www.zagava.de/shop/the-friendly-examiner-i?edition=8&versions=33).

    - Nestarez, Oscar. Bile Negra. São Paulo: Pyro, 2017.

    - Wells, H. G. Paisagens Apocalípticas. Natal: Sol Negro, 2014 (http://solnegroeditora.blogspot.com/p/blog-page_20.html).

    Música: Etude Opus 2 No 1

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    29 min
  • O fluxo e a torrente (fragmentos heréticos, parte 1)

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    O fluxo e a torrente (fragmentos heréticos, parte 1) (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 12)

    “(...) sinto vergonha pela forma com que isto [a lanterna mágica] veio a ser conhecido como sendo de minha lavra. As pessoas são gentis por afetarem maravilhamento, mas posteriormente vão ridicularizar tal feito, e não sem razão."

    (Christiaan Huygens, inventor da lanterna mágica, em carta a seu irmão, Lodewijk, tentando ocultar e sabotar seu próprio invento, que seria demonstrado publicamente por seu pai, Constantijn)

    A heresia sobreviveu, em grande parte, pela insegurança de seus algozes, os ortodoxos, os dogmáticos. Pois o dogma existe diante da perspectiva dele ser quebrado – daí a necessidade obsessiva de registro da heresia, procedimento que possibilitou ao pesquisador (historiadores, escritores, editores), posteriormente, mergulhar nesses registros fragmentários para recuperar a fúria do pensamento herético. Nesse sentido, Johannes van der Beeck, aliás Torrentius (1589-1644) permanece um caso único: herege da imagem, teve suas pinturas destruídas com uma única exceção – sua "natureza morta" emblemática, que permanece um mistério até os dias de hoje.

    Indicações:

    - DVD "Mysterious Masterpiece", dirigido por Maarten de Kroon (https://webshop.dutchlightfilms.com/winkel/mysterious-masterpiece/).

    - Howell, Brian. The Stream and the Torrent. Bucharest/Düsseldorf: Les Éditions de L'Oubli/Zagava, 2014.

    - ________. The Curious Case of Jan Torrentius. Düsseldorf: Zagava, 2017.

    - No ano de 2017, realizei uma longa entrevista com Brian Howell a respeito de seu romance genial, disponível (em inglês) no link a seguir: http://bibliophagus.weebly.com/blog/the-flux-and-the-torrent-interview-with-brian-howell.

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    25 min
  • O labirinto Austin Osman Spare

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    O labirinto Austin Osman Spare (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 11)

    “Me oprimen vagas asfixias de deseos, como nieblas enemigas que rivalizan, mortíferas; en medio de mi agitación mi espiritu revolotea por los espacios buscando ayuda para hacerme huir , no sé hacia dónde.“

    (“Octobre 1910 – Bs.As. – Noche”, de Xul Solar)

    Há muitas possibilidades em uma tipologia humana, pois o espectro de definições nesse sentido costuma ser amplo, algo já demonstrado por Nietzsche quando colocou seu Zaratustra em busca do último homem; dessa forma encontramos o filisteu, o funcionário, o intelectual, etc. Mas ultrapassando as fronteiras dessa primeira caracterização a partir de traços sociais e comportamentais, há outras possibilidades; nesse sentido, encontramos certos indivíduos que são verdadeiros labirintos existenciais – sua vida e obra colocam aqueles que buscam decifrá-los em péssima situação, uma vez que possibilidades contraditórias surgem fortuitamente de um desenvolvimento que poderia (ou deveria) seguir um caminho convencional. Um dos grandes indivíduos labirinto do século XX foi, sem duvida, Austin Osman Spare – talento múltiplo (artista plástico, filósofo, poeta, místico) que finalmente será publicado no Brasil.

    Indicações:

    - A excelente campanha "Arte e Magia do Caos", da Oficina Palimpsestus, com a tradução das obras de Spare para o português – um labor complexo, que congrega o esforço de uma equipe de tradutores de altíssimo nível – já está disonível no Catarse. Para colaborar e conhecer o projeto, basta clicar no link: https://www.catarse.me/magiadocaos.

    - Clark, Stephen J. The Satyr. Bucharest: Ex Occidente Press, 2010.

    - _________________. The Satyr & Other Tales. Dublin: Swan River Press, 2015.

    - Kierkegaard, Søren A. El instante. Madrid: Trotta Editorial, 2012.

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    29 min
  • O jardim vermelho de Octave Mirbeau

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    O jardim vermelho de Octave Mirbeau (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 10)

    “O horror da marcha contrastava brutalmente com a beleza do cenário.“

    (“Cannibals of West Papua”, de Brendan Connell)

    Em 1899, em pleno furor do “Affaire Dreyfus” na França, Octave Mirbeau escreveu seu breve libelo sádico contra a civilização instituída, seu breve romance “Le Jardim des Supplices”. Brutal, sádico, impiedoso, cínico, cético, pitoresco, caricatural – vários adjetivos caberiam para qualificar essa narrativa, mas sua estrutura realmente revolucionária, seu amplo impacto (a despeito da censura que sofreu) e sua perene influência atestam que estamos diante de um exercício de crueldade imortal.

    Indicações:

    - Connell, Brendan. Cannibals of West Papua. Düsseldorf: Zagava, 2015 (https://www.zagava.de/shop/cannibals-of-west-papua?edition=8&versions=0).

    - Mirbeau, Octave. O Jardim dos Suplícios. (Séria Livro B). Lisboa: Editorial Estampa, 1972.

    - __________. Le Jardin des supplices. Paris: Folio, 1988 (http://www.folio-lesite.fr/Catalogue/Folio/Folio-classique/Le-Jardin-des-supplices).

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    23 min
  • A crueldade do artefato livro

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    A crueldade do artefato livro (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 09)

    “Um minuto se passou. Ou seja, temos cerca de cem mortes e cem recém-nascidos. Cem lamentos e cem últimos suspiros. O cálculo foi feito tempos atrás. A contagem está correta. Esta é a escala da massa humana. Em uma hora, haverá seis mil cadáveres debaixo da sua cama e seis mil criancinhas chorarão, ao seu redor ou em seus berços.“

    (“La femme pauvre”, de Léon Bloy)

    Os livros podem ser estranhos objetos de múltiplas funções estéticas e/ou funcionais – inclusive, podem mimetizar características de outros objetos transformando-se em um peculiar “Ready Made”. Trata-se de um efeito interessante, mas esse mesmo “Ready Made” eventualmente trará em seu interior as tramas de um dos gêneros mais atrozes e malditos da história literária – o conto cruel, forjado em aço temperado por autores decadentes como Villiers de L’Isle Adam e Léon Bloy para depois ser aplicado nos cartuchos fragmentários de tantos outros autores ao longo do último século. Aqui, temos dois competentes artífices: Cesar Bravo (em “VHS”) e o extraordinário Thomas Phillips.

    Indicações:

    - Abrams, J. J.; Dorst, Doug. S. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2015 (https://www.intrinseca.com.br/livro/579/).

    - Bravo, Cesar. VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue. São Paulo: Darkside, 2019 (https://www.darksidebooks.com.br/vhs-verdadeiras-historias-de-sangue-drk-x/p).

    - L’Isle Adam, Villiers de. Os contos cruéis. Lisboa: Editorial Estampa, 1971.

    - Phillips, Tomas. In This Glass House. Düsseldorf: Zagava, 2020 (https://www.zagava.de/shop/in-this-glass-house?edition=8&versions=0).

    - Uma coletânea espetacular de contos de Thomas Phillips intitulada “Portal Darkness” está disponível, em inglês, pela Raphus Press (http://raphuspress.weebly.com/portal-darkness.html), ilustrada por fotografias de Fernando Klabin. Entre em contato para informações de preço e disponibilidade: http://raphuspress.weebly.com/contact.html.

    Música: Etude Opus 2 No 1

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    32 min
  • Lovecraft, o teólogo

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    Lovecraft, o teólogo (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 08)

    “Arrasado o jardim, profanados os cálices e os altares, entraram a cavalo os hunos na biblioteca monástica e rasgaram os livros incompreensíveis e os injuriaram e queimaram, talvez temerosos de que as letras encobrissem blasfêmias contra seu deus, que era uma cimitarra de ferro. Arderam palimpsestos e códices, mas no coração da fogueira, entre as cinzas, permaneceu quase intato o livro duodécimo da 'Civitas Dei', que narra que Platão ensinou em Atenas e, no fim dos séculos, todas as coisas recuperarão seu estado anterior, e que ele, em Atenas, diante do mesmo auditório, de novo ensinará essa doutrina.“

    (“Os teólogos”, de Jorge Luis Borges)

    Howard Phillips Lovecraft transformou-se e adquiriu, após sua morte, novos poderes necromânticos. Sua imensa influência atual ultrapassa os limites das mídias, do tempo e do espaço, Mas qual seria a natureza última desse fascínio? Seriam suas sombrias crenças uma fé cega na aniquilação? Oferecemos algumas rudimentares ferramentas para tais reflexões.

    Indicações:

    - A campanha de financiamente pelo Catarse do duplo lançamento de "Contos reunidos do mestre do horror cósmico" (Ex Machina) e "Mitologia lovecraftiana" (Sebo Clepsidra) contitui um dos grandes eventos literários do ano. Não perca! https://www.catarse.me/lovecraftiana

    - Chabon, Michael. "Preface". In: D'Aulaires' Book of Norse Myths. New York: NYRB, 2005.

    - Dick, Philip K. Clans of Alphane Moon. Boston: Mariner Books, 2013.

    - Lovecraft, Howard Phillips. A música de Erich Zann. Desterro: Edições Nephelibata, 2019 (https://edicoesnephelibata.blogspot.com/p/howard-phillips-lovecraft.html).

    - Mather, Cothon. The Wonders of the Invisible World: Observations as Well Historical as Theological, upon the Nature, the Number, and the Operations of the Devils. Edited, with an Introduction, by Reiner Smolinski. Electronic Texts in American Studies. 19. https://digitalcommons.unl.edu/etas/19.

    - Tucherman, Ieda. “A teratologia cronenberguiana ou passeando entre monstros e seus criadores: Ésquilo, Goya, Mary Shelley e Cronenberg”, in CAPISTRANO, Tadeu (org.). O cinema em carne viva: David Cronenberg – corpo, imagem e tecnologia. Rio de Janeiro: Wset Multimídia e Editora, 2009, pp. 60-64.

    Música: Etude Opus 2 No 1

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    36 min
  • As metamorfoses de Wieland

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    As metamorfoses de Wieland (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 07)

    “Progresso sem fim não passa de uma sucessão de transformações infindas, anunciando assim a incômoda verdade de que a identidade é permanentemente insubstancial e mutável.“

    (“Wieland”, de Charles Brockden Brown)

    “Wieland: or, The Transformation: An American Tale” é o longo título do grande romance de Charles Brockden Brown, o homem que inaugurou a literatura como profissão nos EUA, publicado em 1798. Brown, de forma pioneira, aborda algumas questões cruciais e permanentes na cultura de seu país nesse romance, mas vai além: de fato, ele conseguiu uma síntese nova, um mergulho em uma percepção religiosa tão sombria quanto os mais tétricos edifícios góticos da Europa. E assim temos, nesse mergulho em um fanatismo complexo, o “gótico americano”.

    Indicações:

    - Uma campanha de financiamento coletivo está no ar, no Catarse, pela editora Diário Macabro para a publicação traduzida e comentada dessa obra-prima do horror que é “Wieland”. Para informações: https://www.catarse.me/wieland.

    - Brown, Charles Brockden. Wieland, o La Transformación. Madrid: Valdemar, 1992 (edição espanhola já esgotada).

    - Mather, Cotton. Magnalia Christi Americana: Or, The Ecclesiastical History of New-England. Hartford: Silas Andrus and Son, 1855 (disponível em https://archive.org/details/magnaliachristi03robbgoog).

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    18 min
  • O Livro de Mallarmé – exemplos práticos

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    O Livro de Mallarmé – exemplos práticos (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 06)

    “A dobradura é, em face da folha impressa grande, um índice, quase religioso; que não impressiona tanto quanto seu empilhamento, em espessura, oferecendo o minúsculo túmulo, certamente, da alma.“

    (“O livro, instrumento espiritual”, de Stéphane Mallarmé)

    Desde a segunda metade do século XIX, o grande poeta simbolista Stéphane Mallarmé trabalhou em uma ideia intrincada, talvez enlouquecida, de produzir o que chamava “Le Livre”– um objeto impresso que também era ritual, celebração e jogo teatral. Tal projeto não sua do papel, mas teriam certas editoras, como a Sol Negro no Brasil e a Ex Occidente Press na Romênia tenham, em certos momentos, realizado esse velho sonho mallarmeano?

    Indicações:

    - Ghetu, Dan. Dada Gnosis. Bucharest: Ex Occidente Press (Library Fosforos), 2013 (https://www.goodreads.com/book/show/18241330-dada-gnosis).

    - Mallarmé, Stéphane. Divagações. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2010.

    - Idem. Hum Lanço de dádos jamais não abolirá o acaso. Natal: Sol Negro, 2018 (http://solnegroeditora.blogspot.com/p/blog-page_34.html).

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    20 min
  • Editores, dogmas e heresias

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    Editores, dogmas e heresias (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 05)

    “O mundo só está vivo pela força dos hereges: o herético Cristo, o herético Copernico, o herético Tolstói. O símbolo de nossa fé é a heresia."

    (Ievguêni Zamiátin)

    O gregarismo humano conduz, por sua vez, a uma conformidade insistente, ao fluxo seguro do senso comum. A heresia, nesse sentido, é um desafio – um estímulo negativo que impulsiona o pensamento humano para além das formulações aparentemente tão sólidas. Como celebração da heresia, apresentamos em nosso episódio propostas editoriais que resgatam esse tipo de pensamento sempre provocador, convulsivo, feroz e sulfuroso.

    Indicações:

    “Heresia: a teoria”

    - Cohn, Norman. Na senda do milênio: milenaristas revolucionários e anarquistas místicos da Idade Média. Lisboa: Presença, 1970.

    - Nazario, Luiz. Autos de fé como espetáculos de massa. São Paulo: Associação Editorial Humanitas/Fapesp, 2005.

    - Novinsky, Anita Waingort. Viver nos tempos da inquisição. São Pauo: Perspectiva, 2020 (https://editoraperspectiva.com.br/produtos/viver-nos-tempos-da-inquisicao/).

    "Propostas editorias heréticas citadas"

    - Biblioteca de visionarios, heterodoxos y marginados e La Memoria del Fénix (https://pt.todocoleccion.net/livros-segunda-mao/visionarios-heterodoxos-marginados-1-2-serie-ed-nacional-memoria-fenix-ed-tecnos-picatrix~x69606113).

    - Editorial La Felguera (https://lafelguera.net).

    - HexenhammerBooks (https://www.etsy.com/people/r4tqrayj).

    - Feral House (https://feralhouse.com).

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    27 min
  • Devemos queimar Ewers? O mal e seus expurgos

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    Devemos queimar Ewers? O mal e seus expurgos (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 04)

    “A morte tem outra importância: ela irrealiza a assinatura do autor e faz da obra um mito: a verdade das anedotas se esgota em vão, tentando alcançar a verdade dos símbolos. [...] E estamos certos, pois recusamos assim que o morto se apodere do vivo, libertamos a obra dos constrangimentos da intenção, reencontramos o tremor mitológico dos sentidos. Apagando a assinatura do escritor, a morte funda a verdade da obra, que é enigma.”

    (“Crítica e Verdade”, Roland Barthes)

    Além de realizar uma breve resenha da espetacular edição da Side Real Press para “The Sorcerer’s Apprentice” de Hanns Heinz Ewers, buscamos tratar do espinhoso tema da “cultura do cancelamento” e de certas analogias possíveis com eventos semelhantes no passado. Além disso, tentamos indicar caminhos possíveis para uma interpretação mais justa e menos esquemática das “perigosas” obras do passado.

    Indicações:

    - Beauvoir, Simone. Deve-se Queimar Sade? In: “Novelas do Marquês de Sade”. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1961.

    - Ewers, Hanns Heinz. The Sorcerer’s Apprentice. Newcastle Upon Tyne: Side Real Press, 2019.

    - Machado, Carlos Eduardo Jordão (org.). Um capítulo da história da modernidade estética: Debate sobre o expressionismo. São Paulo: Editora Unesp, 2016 (http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539305193,um-capitulo-da-historia-da-modernidade-estetica-2-edicao).

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    29 min

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