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Três revisões da Antiguidade (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 03)
“Monstruoso é quem nasceu
das entranhas duma mulher morta.
E eu, feto adulto, perambulo
Mais moderno que qualquer moderno
a buscar irmãos que não existem mais.”
(“Eu sou uma força do passado”, de Pier Paolo Pasolini)
Comemorando o lançamento da espetacular tragédia grega moderna de Wade German, aponto algumas obras irmãs, que compartilham de seu espírito. Trata-se de um conto, do argentino Leopoldo Lugones (em magnífica tradução de Camilo Prado), um poema épico de Jan Kresadlo e um filme de Federico Fellini.
Indicações:
“Los caballos de Abdera”
- LUGONES, Leopoldo. A estátua de sal. Florianópolis: Edições Nephelibata, 2014 (https://edicoesnephelibata.blogspot.com/p/leopoldo-lugones.html).
“Astronautilia/Hvězdoplavba”
- CONDOUS, Andrew. “Cosmic Odyssey”. In: PLÖGER, Jonas; MIGUEL, Alcebiades Diniz (eds.). Booklore: A Passion for Books. Düsseldorf: Zagava, 2016 (este excelente e lindíssimo livro já está esgotado, em sua edição mais “barata”, no site da editora; é torcer para que Jonas, o editor, lance logo uma edição econômica na Amazon).
- KRESADLO, Jan. Astronautilia/Hvězdoplavba. Praha: Ivo Zelezny, 1995.
- Jan Kresadlo foi um grande autor em seu país e só agora sua obra tornou-se mais conhecida; polímata, colaborou e frequentou os grandes animadores daquela época na extinta Tchecoeslováquia. Uma obra mais acessível nesse sentido é “GraveLarks”: https://www.jantarpublishing.com/product-page/gravelarks.
“Fellini’s Satyricon”
- A melhor edição do filme de Fellini na atualidade provavelmente é a edição da Criterion Collection, com restauração 4K e uma série de extras preciosos: https://www.criterion.com/films/28038-fellini-satyricon.
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O nascimento, a morte e a ressurreição da Tragédia (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 02)
“Quando, idólatras da desgraça, fazemos dela o agente e a substância do devir, nos banhamos na limpidez da sorte prescrita, em uma aurora de desastres, em uma geena fecunda... Mas, quando, julgando havê-la esgotado, tememos sobreviver a ela, a existência se obscurece e não devém mais. E temos medo de nos readaptar à Esperança..., de trair nossa desgraça, de trair-nos…”
(“Breviários da Decomposição”, de Emil M. Cioran)
A tragédia, como gênero, configurou, ao lado da poesia épica, a percepção estética da primeira grande gênese teórica da literatura (as demiúrgicas poéticas de Platão e Aristoteles), antes de submergir com a cultura pagã que lhe serviu de esteio. Contudo, ao contrário da poesia épica – logo superada pela fantasia burguesa de narrativa fundacional, o romance – a tragédia assombra, qual fantasma descarnado, a literatura desde o Renascimento. E esse fantasma foi evocado por Wade German em sua brilhante tragédia de horror cósmico “Crias de Hypnos”, que lançamos para financiamento coletivo no Catarse.
Indicações:
- Brantley, Avalon. Aornos. Düsseldorf: Zagava, 2019 (https://zagava.de/shop/aornos).
- García Lorca, Federico. La Casa de Bernarda Alba. Madrid: Cátedra, 1996.
- Mishima, Yukio. Five Modern No Plays. Clarendon: Tuttle Publishing, 1989.
- Nietzsche, Friedrich. O Nascimento da Tragédia. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
- Steiner, George. A morte da tragédia. São Paulo: Editora Perspectiva, 2006 (https://editoraperspectiva.com.br/produtos/morte-da-tragedia-a/).
- Nossa campanha atual no Catarse – “Crias de Hypnos”, de Wade German: https://www.catarse.me/hypnos.
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Pinturas fantasmagóricas (Anfiteatro do Esquecimento - ep. 01)
“É certo que o mal pode se apegar às posses, como jóias e gemas, objetos de valor e objetos de comparativamente sem valor, como pinturas, miniaturas e fotografias e, especialmente talvez, em artigos de mobiliário.”
(Montague Summers)
Para comemorar as mudanças em nosso canal, inauguramos o “Anfiteatro do Esquecimento” com um longo comentário a respeito das pinturas mal-assombradas e de um excelente projeto (“Contos clássicos de fantasmas”) que ora se desenvolve no Catarse e oferece um amplo sumário da figura sobrenatural por excelência que é o fantasma, essa materialização perene de nossa impossibilidade de encarar a morte passivamente.
Indicações:
- Reprodução do quadro mencionado: https://en.wikipedia.org/wiki/Man_Proposes,_God_Disposes#/media/File:Manproposesgoddisposes.jpg.
- O projeto “Contos clássicos de fantasmas” está disponível via Catarse no link a seguir: https://www.catarse.me/fantasmas.
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Episódio XLII - Paisagens Goyescas (episódio 4: "Der Orchideengarten" e "Die Fackel")
“Mas por dentro, tenho minha própria vivência
Escapo por força e destruo Tebas.
Ainda que venha oculto pelos velhos mestres,
me dirijo aos pais de forma sangrenta.”
(Da “Declaração” publicada na revista "Die Fackel", Karl Kraus)
Quadragésimo segundo episódio do Podcast da editora Raphus Press:
As pinturas e gravuras de Goya forjaram, dentro do romantismo, uma pequena revolução estética que impulsionou a arte mais subversiva dos anos vindouros. Tratava-se de uma mescla de elemento histórico e grotesco estilizado, quase farsesco, no qual a ironia e a tragédia se cruzam tanto no que tange ao tratamento narrativo da imagem (ou paisagem representada) quanto no detalhamento revelador e pavoroso de cada uma dessas imagens. “Goyesco”, o adjetivo, passou a identificar essas estranhas obras de transfiguração da “grotesquerie”. Selecionamos aqui, algumas das mais extraordinárias criações estéticas mais ou noes inspiradas por Goya, como preparação para nosso Abismo em Chiaroscuro (ver abaixo).
Indicações bibliográficas:
- Reprodução e tradução do primeiro número da revista "Der Orchideengarten" (dito "Heft 1"), originalmente publicada em janeiro de 1919; reedição a cargo de Jonas Plöger da Zagava Press, com tradução de Helen Grant (https://www.zagava.de/shop/der-orchideengarten?edition=0&versions=0).
- Kraus, Karl. "La Antorcha": Selección de artículos de "Die Fackel". Barcelona: Acantilado, 2011 (http://www.acantilado.es/catalogo/la-antorcha/).
Colabore com o tributo da Raphus Press ao grande Goya com o melhor do terror fantástico: https://www.catarse.me/abismo_em_chiaroscuro.
Música: “Homenaje pour le tombeau de Debussy”, de Manuel de Falla, executado por Aitua (via http://freemusicarchive.org/).
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“Diria-se que o encontro de duas culturas é necessariamente trágico. A partir de um esforço que se iniciou em 1868, o Japão transformou-se em uma as grandes potências do orbe, derrotando a Rússia e obtendo alianças com a Inglaterra e o Terceiro Reich. Essa renovação quase milagrosa exigiu, naturalmente, uma avassaladora, dolorosa crise espiritual; um dos artífices e mártires dessa metamorfose foi Akutagawa, que se matou a 24 de julho de 1927.”
(Do “Prólogo” à coletânea de contos “Kappa/Los engrenajes”, escrito por Jorge Luis Borges)
Quadragésimo episódio do Podcast da editora Raphus Press:
As pinturas e gravuras de Goya forjaram, dentro do romantismo, uma pequena revolução estética que impulsionou a arte mais subversiva dos anos vindouros. Tratava-se de uma mescla de elemento histórico e grotesco estilizado, quase farsesco, no qual a ironia e a tragédia se cruzam tanto no que tange ao tratamento narrativo da imagem (ou paisagem representada) quanto no detalhamento revelador e pavoroso de cada uma dessas imagens. “Goyesco”, o adjetivo, passou a identificar essas estranhas obras de transfiguração da “grotesquerie”. Selecionamos aqui, algumas das mais extraordinárias criações estéticas mais ou noes inspiradas por Goya, como preparação para nosso Abismo em Chiaroscuro (ver abaixo).
Indicações bibliográficas:
- Akutagawa, Ryûnosuke. Rashomon e outros contos. São Paulo: Edições Massao Ohno, S/D (escrevi uma breve resenha desse livro magnífico algum tempo atrás, disponível aqui: http://bibliofagia.weebly.com/blog/rashomon-e-outros-contos).
- _________________________. Kappa/Los engranajes. Buenos Aires: Ediciones Mundonuevo, 1959.
- _________________________. Rashomon and Seventeen Other Stories. New York: Penguin Books, 2006.
- _________________________. Rashômon e outras histórias. São Paulo: Hedra, 2008.
- Crisp, Quentin. Out There. Bucharest: Mount Abraxas, 2016.
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Episódio XL - Paisagens Goyescas (episódio 2: “Mr. Arkadin” de Orson Welles)
“(...) o sapo sentiu uma pontada atroz, dolorosa. Era a picada do escorpião. Seus membros aos poucos se paralisaram. No momento em que começou a afundar, levando o escorpião consigo, gritou com seu último e agonizante suspiro: 'E isto é lógico?'
(...)
'Não', respondeu o escorpião, 'não é. Mas que posso fazer? Não consigo me segurar. Essa é minha natureza.'"
(“Mr. Arkadin”, o romance, atribuído a Orson Welles)
Quadragésimo episódio do Podcast da editora Raphus Press:
As pinturas e gravuras de Goya forjaram, dentro do romantismo, uma pequena revolução estética que impulsionou a arte mais subversiva dos anos vindouros. Tratava-se de uma mescla de elemento histórico e grotesco estilizado, quase farsesco, no qual a ironia e a tragédia se cruzam tanto no que tange ao tratamento narrativo da imagem (ou paisagem representada) quanto no detalhamento revelador e pavoroso de cada uma dessas imagens. “Goyesco”, o adjetivo, passou a identificar essas estranhas obras de transfiguração da “grotesquerie”. Selecionamos aqui, algumas das mais extraordinárias criações estéticas mais ou noes inspiradas por Goya, como preparação para nosso Abismo em Chiaroscuro (ver abaixo).
Indicações bibliográficas:
- Utilizamos para este episódio a edição "The Complete Mr. Arkadin a.k.a. Confidential Report", lançada como um estojo com as 3 versões do filme e o livro pela Criterion em 2006. No momento, o filme está indisponível no catálogo: https://www.criterion.com/films/767-the-complete-mr-arkadin.
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Episódio XXXIX - Paisagens Goyescas (episódio 1: “O aprendiz de feiticeiro” de Hanns Heinz Ewers)
“Tu que buscas graça e beleza por aqui, acautele-se! Pois nessas páginas paira um terror insone; e entre estas capas, esgares de horror, infâmia e medo.”
(“Santo Antônio”, de Oskar Panizza – primeira epígrafe do livro de Ewers, “O aprendiz de feiticeiro”)
Trigésimo nono episódio do Podcast da editora Raphus Press:
As pinturas e gravuras de Goya forjaram, dentro do romantismo, uma pequena revolução estética que impulsionou a arte mais subversiva dos anos vindouros. Tratava-se de uma mescla de elemento histórico e grotesco estilizado, quase farsesco, no qual a ironia e a tragédia se cruzam tanto no que tange ao tratamento narrativo da imagem (ou paisagem representada) quanto no detalhamento revelador e pavoroso de cada uma dessas imagens. “Goyesco”, o adjetivo, passou a identificar essas estranhas obras de transfiguração da “grotesquerie”. Selecionamos aqui, algumas das mais extraordinárias criações estéticas mais ou noes inspiradas por Goya, como preparação para nosso Abismo em Chiaroscuro (ver abaixo).
Indicações bibliográficas:
- Ewers, Hanns Heinz. The Sorcerer’s Apprentice. Newcastle Upon Tyne: Side Real Press, 2019 (http://www.siderealpress.co.uk).
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Episódio XXXVIII - Os passos perdidos, volume 01 (Joan Lindsay, René Crevel, Xul Solar)
“Había grandes lagunas de semanas y semanas en la crónica de mi propio existir; temporadas que no me dejaban un recuerdo válido, la huella de una sensación excepcional, una emoción duradera; días en que todo gesto me producía la obsesionante impresión de haberlo hecho antes en circunstancias idénticas —de haberme sentado en el mismo rincón, de haber contado la misma historia, mirando al velero preso en el cristal de un pisapapel. Cuando se festejaba mi cumpleaños en medio de las mismas caras, en los mismos lugares, con la misma canción repetida en coro, me asaltaba invariablemente la idea de que esto sólo difería del cumpleaños anterior en la aparición de una vela más sobre un pastel cuyo sabor era idéntico al de la vez pasada.”
(“Los Pasos Perdidos”, de Alejo Carpentier)
Trigésimo oitavo episódio do Podcast da editora Raphus Press:
A formação e a manutenção do cânone, usual na produção cultura, está longe de ser um pecado mortal, um crime de lesa-majestade divina – na verdade, trata-se de uma tarefa necessária para a formação de leitores e o estabelecimento coerente de uma historiografia cultural. Mas o cânone, por um lado, e a planificação empresarial do capitalismo contemporâneo acabaram por tornar inviáveis obras, visões e criações únicas, que se perdem na corveia anônima dos ignorados, enquanto as ruínas (já dizia Walter Benjamin) sobem até o céu. Para ao menos tentar ressuscitar os mortos, colar os pedaços, evitar que algo se perca, surge “Os passos perdidos”, o nome de um dos melhores romances do cubano Alejo Carpentier, com o objetivo de recuperar algo daquilo que se afastou do canônico e do planificado. E estreamos com três autores bem diferentes atém em termos de latitude: a australiana Joan Lindsay, o francês René Crevel e o argentino Xul Solar.
Indicações bibliográficas:
- Crevel, René. A morte difícil seguido de o espírito contra a razão, se a morte fosse apenas uma palavra, além da resposta do autor à enquete sobre o suicídio publicada na revista La Révolution Surréaliste. São Paulo: 100 Cabeças, 2020.
- Lindsay, Joan. Picnic at Hanging Rock. New York: Penguin Books, 2014 (esse livro faz parte do box do filme comercializado pela Criterion Collection: https://www.criterion.com/films/565-picnic-at-hanging-rock).
- V. V. A. A. Los San Signos: Xul Solar y el I Ching. Buenos Aires: Fundación Pan Klub, 2012 (https://www.clarin.com/ideas/san-signos-xul-solar_0_rkHDxWhwml.html).
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Episódio XXXVII - O Livro da Serpente e a poesia gráfica de Alan Moore
“Acredito que a magia é uma arte e que a arte, seja a música, a literatura, a escultura ou qualquer outra forma, é magia, literalmente. A arte, como a magia, pode ser entendida como sendo a ciência responsável pela manipulação de símbolos, palavras ou imagens para obter mudanças na consciência...”
(Alan Moore)
Trigésimo sétimo episódio do Podcast da editora Raphus Press:
Assim como existe (identificado pioneiramente por Pasolini) um "cinema de poesia" que não se trata de versos encenados diante de uma cêmara, existe uma "poesia gráfica em quadrinhos" que não se resume a ilustrações de poesias canônicas. E Alan Moore, com seu "El libro de la serpiente", publicado pelos incendiários editores madrilenhos da Le Felguera, conjurou um composto explosivo de palavra, imagem, conceito, símbolo e iluminação.
Indicações bibliográficas:
- Kleefeld, Sean. On Strips: e. e. cummings on Krazy Kat. Disponível em http://www.kleefeldoncomics.com/2017/12/on-strips-e-e-cummings-on-krazy-kat.html.
- Miguel, Alcebiades Diniz. (2016). Das revelações (Apocalipse e forma poética). Arquivo Maaravi: Revista Digital De Estudos Judaicos Da UFMG, 10(18), 2-14 (https://periodicos.ufmg.br/index.php/maaravi/article/view/14305).
- Millidge, Gary Spencer. Alan Moore Storyteller. East Sussex: ILEX, 2011.
- Moore, Alan. El Libro de la Serpiente: Los libros iluminados de Alan Moore. Madrid: La Felguera Editores, 2018 (https://lafelguera.net/catalogo/el-libro-de-la-serpiente/).
- Pasolini, Pier Paolo. Empirismo Hereje. Lisboa: Assírio e Alvim, 1982.
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Episódio XXXVI - O calvário do homem artificial – Conspiração contra a morte (Parte 3)
“O equilíbrio estabelecido da ordem natural é, de fato, nosso primeiro e último inimigo. Devemos, como Judas, trair nossa existência aos poderes da necessidade por conta de algumas moedas de prata, e o mundo também – por um punha do de flores cuja fragrância inalamos?”
(Alexander Svyatogor)
Trigésimo sexto episódio do Podcast da editora Raphus Press:
E chegamos ao último ponto de nossa breve jornada pelo complexo conceito lançado por Mary Shelley em sua obra “Frankenstein” – e seguido de forma muito própria na adaptação teatral “Presunção”. Nesse ponto, temos uma aparentemente exótica utopia filosófica – o cosmismo russo/soviético – calcada na “tarefa comum” de extinguir a morte e iniciar a mais profunda e maior das revoluções. Uma revolução antecipada por “Frankenstein” e que, diante da necrocracia atual, surge ainda mais urgente, feroz e efetiva.
Indicações bibliográficas:
- Groys, Boris (ed.). Russian Cosmism. New York/Cambridge, MA: E-Flux/MIT Press, 2018 (https://mitpress.mit.edu/books/russian-cosmism).
- Bataille, Georges. A parte maldita - Precedida de “A noção de dispêndio”. Belo Horizonte: Autêntica, 2013 (https://grupoautentica.com.br/autentica/livros/a-parte-maldita-precedida-de-a-nocao-de-dispendio/869).
- Wells, H. G. Paisagens apocalípticas. Natal: Sol Negro, 2014 (http://solnegroeditora.blogspot.com/p/blog-page_20.html).
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