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Leitura da fábula infantil Trabalho da Formiga de Pedro Bandeira.
Indicação Livre. Vozes Divertidas.
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"A formiguinha não aguentava mais de tanta humilhação. Era pequena demais, fraquinha demais, e tudo que era bicho não se cansava de gozar a coitada!
– Mas que isca de bicho é você, formiga! – gozava a capivara.
– Pra que serve um insetinho tão pequeno? – arreliava a paca.
– Você não serve para fazer nada na vida! – provocava a cotia.
– Um bichinho desses não serve pra nada mesmo! – insultava o tatu.
Cada gozação, cada insulto, cada provocação, cada arreliação, deixava a formiga mais triste, mais desolada, mais desanimada com a sua própria fraqueza, com a sua própria pequenez.
Decidiu então realizar algo grande, alguma coisa que nenhum outro bicho pudesse fazer para calar todas as bocas que a desprezavam.
Foi e descobriu um lago imenso. A vista da formiguinha perdia-se do outro lado, sem enxergar a outra margem.
– É isso! Vou atravessar esse lago e todos vão ver do que eu sou capaz!
Corajosamente, mergulhou no lago e, depois de muito esforço, estava do outro lado.
Mas aquele “lago imenso” era apenas uma pocinha d’água!
Não desistiu, porém. Logo à frente, viu um pau compridíssimo que, na certa, era o mastro que sustentava o céu.
– Descobri! Vou roer esse pau e o céu vem abaixo. Quero ver depois quem vai me gozar, dizendo que eu não sou de nada!
Com afinco, a formiga pôs-se a roer o pau com seu ferrãozinho. Roeu, que roeu, que roeu, até que – téc! – caiu o tal “mastro que sustentava o céu”... E ela notou que aquilo não passava de um talinho à toa, incapaz de sustentar qualquer coisa!
Já desolada, a formiga olhou para um morro. Aquele morro parecia demais! Era demais. Encheu-se de ânimo e foi até lá. Arrancou um torrão de terra e carregou-o para longe.
Voltou e trouxe mais um torrãozinho. E outro, e outro, e outro...
Um dia, já estava mais que cansada, mais que velhinha, quando deu uma parada para olhar o que tinha feito durante todo aquele tempo, com todo aquele esforço, com toda aquela dedicação.
E descobriu, com orgulho, que, apesar de ser pequenina, tão fraquinha, com seu trabalho, com sua persistência, dia a dia, ela conseguira mudar a montanha inteira de lugar!"
Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/pdfs/contos/trabalho_de_formiga.pdf
Leitura do conto Um Problema Difícil de Pedro Bandeira.
Indicação Livre. Vozes Divertidas.
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"Era um problema dos grandes. A turminha reuniu-se para discuti-lo e Xexéu voltou para casa preocupado. Por mais que pensasse, não atinava com uma solução. Afinal, o que poderia ele fazer para resolver aquilo? Era apenas um menino!
Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/
Leitura da fábula infantil A Vaidade do Corvo de Pedro Bandeira.
Indicação Livre. Vozes Divertidas.
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"Ia a raposa com fome quando deu com um corvo, muito feliz da vida, no alto de um galho, com um belo pedaço de queijo no bico.
É claro que a ladrona da raposa quis o queijo na hora, mas o corvo estava empoleirado muito alto. Como é que ela havia de subir até lá para roubar o queijo? Isso porque a raposa nem sonharia em pedir um pedacinho. Ela não sabia pedir: só gostava mesmo de enganar os outros para conseguir o que queria.
Nessas horas, para pôr em funcionamento a sua desonestidade, a raposa tinha de usar a esperteza que dizem ser qualidade de todas as raposas. E como usou!
Foi-se chegando debaixo da árvore e jogando sua lábia:
- Hum, mas se não é o grande cantor que eu encontro!
Falando com o bico fechado, para não deixar cair o queijo, o corvo espantou-se:
- Grunf… umpf... grac. - o que talvez quisesse dizer "Cantor... Que cantor? Cadê esse cantor de que a senhora está falando?”
- Que cantor? Ora, mas é o senhor mesmo! Todo mundo fala, em toda a floresta, da maravilhosa voz que o senhor tem! Todo mundo fala: cantor bom mesmo, só o compadre corvo!
-Grof... murfm.., urgc. - que na certa seria uma resposta como "Falam mesmo? Não diga?"
E o corvo foi se inchando de orgulho.
- Digo e repito! Eu andava ansiosa para encontrá-lo e poder gozar do privilégio de ouvir a sua maravilhosa voz!
Mais inchado ainda ficou o corvo:
- urmc... grofc... - fez o corvo querendo dizer "Ora, bondade sua, comadre raposa...".
- Bondade, nada: realidade! Garanto-lhe, mestre cantor, que se eu puder ouvir uma de suas maravilhosas canções, serei o animal mais feliz desta floresta!
O corvo nem aguentava mais de tanto inchaço, de tanta vaidade e de tanto orgulho. Feliz da vida, abriu o bico para soltar mais um de seus horríveis granidos, mas o que soltou foi o queijo, que - fiuuuuum... - veio cair árvore abaixo, bem na boca da esperta raposa!
E lá se foi a raposa, saboreando o gostoso queijo e a vaidade do bobo corvo, que acreditava em qualquer elogio!
Dizem que para haver um vigarista bem sucedido, é preciso haver um trouxa bem embrulhado, não é?"
Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/
https://www.yumpu.com/pt/document/view/12926767/a-vaidade-do-corvo-pedro-bandeira
Leitura do Conto infantil de Suspense Uma Noite de Vampiro de Emílio Carlos.
Indicação Livre.
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"Já era tarde da noite quando ele acordou.
O velhinho continuou andando e Vladinho mais uma vez jogou o pirulito no chão e o pisoteou. Mais à frente vinham duas meninas, um pouco maiores do que ele. E Vladinho pensou: “É agora”. Avançou na direção das duas e deu o seu famoso “Vááááá´”.
Andou em direção ao vulto com passos firmes e decididos e armou o seu melhor bote. Enquanto fazia “Vááááá” viu que o vulto também fazia “Váááá” com uma cara ameaçadora. Vladinho se assustou e fugiu com medo... do seu próprio reflexo na vitrine da loja."
In: http://www.guri.com/story/emilio_01.asp
Contato do Autor: [email protected]
Leitura do Conto infantil Hora do Banho de Emílio Carlos.
Indicação Livre. Vozes divertidas.
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"Todo dia no final da tarde a mãe do Alfredo dizia assim:
(...)
Desculpe, a história não coube completa.
Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_02.asp
Contato do autor [email protected]
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Leitura do Conto infantil com rimas A Poção Mágica de Clarinha de Emílio Carlos.
Indicação Livre.
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Era uma vez uma bruxinha chamada Clarinha. Clarinha gostava de tudo que tinha: do chapéu da vassoura e da varinha.
Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_04.asp
Contato do autor [email protected]
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Leitura do Conto infantil de Suspense A Menina e O Vampiro de Emílio Carlos.
Indicação Livre.
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"Era uma vez uma menina chamada Patrícia que adorava sair para brincar na rua longe da sua mãe.
A mãe sempre avisava:
- Patrícia: não vá muito longe.
Mas não adiantava. Patrícia não obedecia.
Começou brincando perto de casa, com os vizinhos de perto. Logo estava brincando no fim da rua. Depois no outro quarteirão. E no outro.
A mãe saía atrás da Patrícia:
- Patrícia! Hora de fazer tarefa!
E às vezes sabe o que a menina fazia? Se escondia atrás de uma árvore ou de um muro para a mãe não vê-la e ela não ter que fazer tarefa.
Um dia Patrícia saiu de casa depois do almoço. Foi brincando e brincando cada vez mais longe. E quando deu por si estava em outro bairro, sozinha, longe de tudo que ela conhecia.
Para piorar estava anoitecendo e a Patrícia longe de casa. Era a primeira vez que ela ia tão longe.
- Deixe-me ver: se eu for reto aqui saio na rua do meu bairro.
E como tinha descoberto o caminho de casa começou a andar lentamente de volta, brincando pelo caminho.
A noite caiu e Patrícia continuava a andar de volta. Passou por um beco escuro e nem percebeu que dois olhos brilhantes a observavam.
A menina ia calmamente pela rua. E do beco escuro saiu um vulto que ia atrás dela. A menina andava tranqüila. E o vulto a acompanhava de perto.
De repente o vulto pisou no rabo de um gato, que gritou. Patrícia olhou para trás e viu pelo rabo dos olhos o vulto se aproximar. E começou a andar mais rápido.
O vulto também começou a andar mais rápido. Patrícia apertou o passo e o vulto também. Patrícia olhou para trás e pode ver o brilho de dois dentes caninos pontiagudos. Agora ela tinha certeza: era um vampiro que estava atrás dela!
Patrícia começou a correr. E o vulto também corria. Só que como ele era adulto corria mais que ela. E estava se aproximando rápido. Rápido. Cada vez mais rápido.
Patrícia corria mas não conseguia fugir. O vampiro estava bem perto dela agora. Patrícia estava quase ao alcance das mãos do vampiro. E corria o mais que podia.
O vampiro até deu uma risada enquanto ia pra cima da menina. Por sorte nessa hora o vampiro pisou numa casca de banana e caiu de cabeça no chão. Ficou meio tonto e Patrícia conseguiu chegar na rua de sua casa.
Entrou em casa como um foguete e fechou a porta atrás dela. Contou toda história para sua mãe e prometeu:
- De hoje em diante só brinco no portão de casa."
Disponível em http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=41
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Leitura do Conto infantil O Elefante que Veio da Índia de Emílio Carlos.
Indicação Livre.
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"O Elefante Tadeu era a maior atração do Circo do Sol. Todos gostavam de ver os malabarismos do elefante, do avô ao netinho.
Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_06.asp
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Leitura do Conto infantil O Rabo do Macaco de Monteiro Lobato.
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"Era um macaco que resolveu sair pelo mundo a fazer negócios. Pensou, pensou e foi colocar-se numa estrada, por onde vinha vindo, lá longe, um carro de boi. Atravessou a cauda na estrada e ficou esperando. Quando o carro chegou e o carreiro viu aquele rabo atravessado, deteve-se e disse:
– Macaco, tire o rabo da estrada, senão passo por cima!
– Não tiro! – respondeu o macaco – e o carreiro passou e a roda cortou o rabo do macaco.
O bichinho fez um barulho medonho.
– Eu quero o meu rabo, eu quero o meu rabo ou então uma faca!
Tanto atormentou o carreiro que este sacou da cintura a faca e disse:
– Tome lá, seu macaco dos quintos, mas pare com esse berreiro, que está me deixando zonzo.
O macaco lá se foi, muito contente da vida, com a sua faca de ponta na mão.
– Perdi meu rabo, ganhei uma faca! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!
Seguiu caminho.
Logo adiante deu com um tio velho que estava fazendo balaios e cortava o cipó com os dentes.
– Olá amigo! – berrou o macaco – estou com dó de você, palavra! Tome esta faca de ponta.
O negro pegou a faca mas quando foi cortar o primeiro cipó a faca se partiu pelo meio.
O macaco botou a boca no mundo – eu quero, eu quero minha faca ou então um balaio!
O negro, tonto com aquela gritaria, acabou dando um balaio velho para aquela peste de macaco que, muito contente da vida, lá se foi cantarolando:
– Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!
Seguiu caminho.
Mais adiante encontrou uma mulher tirando pães do forno, que recolhia na saia.
– Ora, minha sinhá – disse o macaco, onde já se viu recolher pão no colo? Ponha-os neste balaio.
A mulher aceitou o balaio, mas quando começou a botar os pães dentro, o balaio furou.
O macaco pôs a boca no mundo.
– Eu quero, eu quero o meu balaio ou então me dê um pão.
Tanto gritou que a mulher, atordoada, deu-lhe um pão. E o macaco saiu a pular, cantarolando:
– Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio; perdi meu balaio, ganhei um pão. Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!
E lá se foi muito contente da vida, comendo o pão."
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Leitura da fábula infantil A Raposa sem Rabo de Monteiro Lobato.
Indicação Livre. Vozes Divertidas.
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Certa raposa caiu numa armadilha. Debateu-se, gemeu, chorou e finalmente conseguiu fugir, embora deixando na ratoeira sua linda cauda. Pobre raposa! Andava agora triste, sorumbática, sem coragem de aparecer diante das outras, com receio da vaia.
Mas de tanto pensar no seu caso teve a ideia de convocar o povo raposeiro para uma grande reunião.
— Assunto gravíssimo! — explicou ela. Assunto que interessa a todos os animais.
Reuniram-se as raposas e a derrabada, tomando a palavra, disse:
— Amigas, respondam-me por obséquio: que serventia tem para nós a cauda? Bonita não é, útil não é, honrosa não é... Por que, então continuarmos a trazer este grotesco apêndice às costas? Fora com ele! Derrabemo-nos todas e fiquemos graciosas como as preás.
As ouvintes estranharam aquelas ideias e, matreiras como são, suspeitaram qualquer coisa. Ergueram-se do seu lugar e, dirigindo-se à oradora, pediram:
— Muito bem. Mas cortaremos primeiro a sua. Vire-se para cá, faça o favor...
A pobre raposa, desapontada, teve de obedecer à intimação. Voltou de costas.
Foi uma gargalhada geral.
— Está explicado o empenho dela em nos fazer mais bonitas. Fora! Fora com a derrabada!
E correram-na dali.
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Do livro "Fábulas e Histórias diversas"
Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2018)
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
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