Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio

Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio

By Jéssica IancoskiKids & FamilyStories for Kids
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Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio episodes

  • # 58 Trabalho da Formiga - Pedro Bandeira | História Infantil em Áudio | Fábula

    Leitura da fábula infantil Trabalho da Formiga de Pedro  Bandeira.

    Indicação Livre. Vozes Divertidas.

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    "A formiguinha não aguentava mais de tanta humilhação. Era pequena demais, fraquinha demais, e tudo que era bicho não se cansava de gozar a coitada!

    – Mas que isca de bicho é você, formiga! – gozava a capivara.

    – Pra que serve um insetinho tão pequeno? – arreliava a paca.

    – Você não serve para fazer nada na vida! – provocava a cotia.

    – Um bichinho desses não serve pra nada mesmo! – insultava o tatu.

    Cada gozação, cada insulto, cada provocação, cada arreliação, deixava a formiga mais triste, mais desolada, mais desanimada com a sua própria fraqueza, com a sua própria pequenez.

    Decidiu então realizar algo grande, alguma coisa que nenhum outro bicho pudesse fazer para calar todas as bocas que a desprezavam.

    Foi e descobriu um lago imenso. A vista da formiguinha perdia-se do outro lado, sem enxergar a outra margem.

    – É isso! Vou atravessar esse lago e todos vão ver do que eu sou capaz!

    Corajosamente, mergulhou no lago e, depois de muito esforço, estava do outro lado.

    Mas aquele “lago imenso” era apenas uma pocinha d’água!

    Não desistiu, porém. Logo à frente, viu um pau compridíssimo que, na certa, era o mastro que sustentava o céu.

    – Descobri! Vou roer esse pau e o céu vem abaixo. Quero ver depois quem vai me gozar, dizendo que eu não sou de nada!

    Com afinco, a formiga pôs-se a roer o pau com seu ferrãozinho. Roeu, que roeu, que roeu, até que – téc! – caiu o tal “mastro que sustentava o céu”... E ela notou que aquilo não passava de um talinho à toa, incapaz de sustentar qualquer coisa!

    Já desolada, a formiga olhou para um morro. Aquele morro parecia demais! Era demais. Encheu-se de ânimo e foi até lá. Arrancou um torrão de terra e carregou-o para longe.

    Voltou e trouxe mais um torrãozinho. E outro, e outro, e outro...

    Um dia, já estava mais que cansada, mais que velhinha, quando deu uma parada para olhar o que tinha feito durante todo aquele tempo, com todo aquele esforço, com toda aquela dedicação.

    E descobriu, com orgulho, que, apesar de ser pequenina, tão fraquinha, com seu trabalho, com sua persistência, dia a dia, ela conseguira mudar a montanha inteira de lugar!"


    Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/pdfs/contos/trabalho_de_formiga.pdf



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    5 min
  • # 57 Um Problema Difícil - Pedro Bandeira | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do conto Um Problema Difícil de Pedro  Bandeira.

    Indicação Livre. Vozes Divertidas.

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    "Era um problema dos grandes. A turminha reuniu-se para discuti-lo e Xexéu voltou para casa preocupado. Por mais que pensasse, não atinava com uma solução. Afinal, o que poderia ele fazer para resolver aquilo? Era apenas um menino!


    Xexéu decidiu falar com o pai e explicar direitinho o que estava acontecendo. O pai ouviu calado, muito sério, compreendendo a gravidade da questão. Depois que o garoto saiu da sala, o pai pensou um longo tempo. Era mesmo preciso enfrentar o problema. Não estava em suas mãos, porém, resolver um caso tão difícil.

    Procurou o guarda do quarteirão, um sujeito muito amigo que já era conhecido de todos e costumava sempre dar uma paradinha para aceitar um cafezinho oferecido por algum dos moradores.

    O guarda ouviu com a maior das atenções. Correu depois para a delegacia e expôs ao delegado tudo o que estava acontecendo.

    O delegado balançou a cabeça, concordando. Sim, alguma coisa precisava ser feita, e logo! Na mesma hora, o delegado passou a mão no telefone e ligou para um vereador, que costumava sensibilizar-se com os problemas da comunidade.

    Do outro lado da linha, o vereador ouviu sem interromper um só instante. Foi para a prefeitura e pediu uma audiência ao prefeito. Contou tudo, tintim por tintim. O prefeito ouviu todos os tintins e foi procurar um deputado estadual do mesmo partido para contar o que havia.

    O deputado estadual não era desses políticos que só se lembram dos problemas da comunidade na hora de pedir votos. Ligou para um deputado federal, pedindo uma providência urgente. O deputado federal ligou para o governador do estado, que interrompeu uma conferência para ouvi-lo.

    O problema era mesmo grave, e o governador voou até Brasília para pedir uma audiência ao ministro.

    O ministro ouviu tudinho e, como já tinha reunião marcada com o presidente, aproveitou e relatou-lhe o problema.

    O presidente compreendeu a gravidade da situação e convocou uma reunião ministerial. O assunto foi debatido e, depois de ouvir todos os argumentos, o presidente baixou um decreto para resolver a questão de uma vez por todas.

    Aliviado, o ministro procurou o governador e contou-lhe a solução. O governador então ligou para o deputado federal, que ficou muito satisfeito. Falou com o deputado estadual, que, na mesma hora, contou tudo para o prefeito. O prefeito mandou chamar o vereador e mostrou-lhe que a solução já tinha sido encontrada.

    O vereador foi até a delegacia e disse a providência ao delegado. O delegado, contente com aquilo, chamou o guarda e expôs a solução do problema. O guarda, na mesma hora, voltou para a casa do pai do Xexéu e, depois de aceitar um café, relatou-lhe satisfeito que o problema estava resolvido.

    O pai do Xexéu ficou alegríssimo e chamou o filho.

    Depois de ouvir tudo, o menino arregalou os olhos:

    - Aquele problema? Ora, papai, a gente já resolveu há muito tempo!"


    Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/

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    7 min
  • # 56 A Vaidade do Corvo - Pedro Bandeira | História Infantil em Áudio | Fábula

    Leitura da fábula infantil A Vaidade do Corvo de Pedro  Bandeira.

    Indicação Livre. Vozes Divertidas.

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    "Ia a raposa com fome quando deu com um corvo, muito feliz da vida, no alto de um galho, com um belo pedaço de queijo no bico.

    É claro que a ladrona da raposa quis o queijo na hora, mas o corvo estava empoleirado muito alto. Como é que ela havia de subir até lá para roubar o queijo? Isso porque a raposa nem sonharia em pedir um pedacinho. Ela não sabia pedir: só gostava mesmo de enganar os outros para conseguir o que queria.

    Nessas horas, para pôr em funcionamento a sua desonestidade, a raposa tinha de usar a esperteza que dizem ser qualidade de todas as raposas. E como usou!

    Foi-se chegando debaixo da árvore e jogando sua lábia:

    - Hum, mas se não é o grande cantor que eu encontro!

    Falando com o bico fechado, para não deixar cair o queijo, o corvo espantou-se:

    - Grunf… umpf... grac. - o que talvez quisesse dizer "Cantor... Que cantor? Cadê esse cantor de que a senhora está falando?”

    - Que cantor? Ora, mas é o senhor mesmo! Todo mundo fala, em toda a floresta, da maravilhosa voz que o senhor tem! Todo mundo fala: cantor bom mesmo, só o compadre corvo!

    -Grof... murfm.., urgc. - que na certa seria uma resposta como "Falam mesmo? Não diga?"

    E o corvo foi se inchando de orgulho.

    - Digo e repito! Eu andava ansiosa para encontrá-lo e poder gozar do privilégio de ouvir a sua maravilhosa voz!

    Mais inchado ainda ficou o corvo:

    - urmc... grofc... - fez o corvo querendo dizer "Ora, bondade sua, comadre raposa...".

    - Bondade, nada: realidade! Garanto-lhe, mestre cantor, que se eu puder ouvir uma de suas maravilhosas canções, serei o animal mais feliz desta floresta!

    O corvo nem aguentava mais de tanto inchaço, de tanta  vaidade e de tanto orgulho. Feliz da vida, abriu o bico para soltar mais um de seus horríveis granidos, mas o que soltou foi o queijo, que - fiuuuuum... - veio cair árvore abaixo, bem na boca da esperta raposa!

    E lá se foi a raposa, saboreando o gostoso queijo e a vaidade do bobo corvo, que acreditava em qualquer elogio!

    Dizem que para haver um vigarista bem sucedido, é preciso haver um trouxa bem embrulhado, não é?"


    Disponível em http://www.bibliotecapedrobandeira.com.br/

    https://www.yumpu.com/pt/document/view/12926767/a-vaidade-do-corvo-pedro-bandeira


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    5 min
  • # 55 Uma Noite de Vampiro - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do Conto infantil de Suspense Uma Noite de Vampiro de Emílio Carlos.

    Indicação Livre.

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    "Já era tarde da noite quando ele acordou.

    A lua cheia brilhava no céu e seus raios entravam pela janela indo bater na cama de Vladinho. Melhor dizendo: caixão. Porque Vladinho era um vampiro e dormia dentro de um caixão. Dormia de dia e acordava de noite.

    Levantou-se com uma cara terrível de sono e foi até a cozinha. A mamãe-vampira serviu-lhe um copo de sangue para anima-lo. E disse assim:
    - Você já está grandinho, Vladinho, e pode procurar sua própria comida. Vá pela noite sombria procurar sangue!
    - Mas a noite está clara. É lua cheia.
    - Não importa! Vá buscar uma vítima!

    Vladinho saiu sem muita empolgação. Andou pela noite até que viu ao longe uma senhora de idade vindo em sua direção. Ajeitou a capa, caminhou decididamente até ela, e quando chegou perto fez um ruído parecido com “Váááá´”.
    Ao invés de ficar com medo a senhora achou interessante:
    - Oh, que bonitinho! Tão pequenininho e vestido de vampiro...
    - Mas eu sou vampiro! – reagiu Vladinho.
    - É claro que é, neném. Tome um pirulito.

    Deu um pirulito, que Vladinho pegou sem saber porque, virou-se e continuou a andar. Vladinho estava decepcionado. Jogou o pirulito no chão, pulou em cima dele várias vezes, e continuo a andar. Dentro em pouco viu um velhinho careca de bengala andando pela noite com dificuldade. E pensou: “Ta pra mim!”. Aproximou-se do velhinho e fez aquele ruído de novo: “Váááááá”.

    O velhinho nem tomou conhecimento dele. Continuou andando e passou por ele. Vladinho ficou bravo. Correu na frente do velhinho e fez “Váááááá”, de novo. Daí o velhinho reparou nele:
    - ô, pobrezinho. Está chorando, ta?
    - Váááááá´.
    - Perdeu a mamãezinha, foi?
    - Váááá´ - fez Vladinho tentando assustar o velhinho de novo.
    O velhinho tirou um pirulito colorido do bolso do paletó e deu a ele:
    - Tome, neném. Fique com o pirulito bem aqui. Eu vou ver se acho a sua mamãe.


    O velhinho continuou andando e Vladinho mais uma vez jogou o pirulito no chão e o pisoteou. Mais à frente vinham duas meninas, um pouco maiores do que ele. E Vladinho pensou: “É agora”. Avançou na direção das duas e deu o seu famoso “Vááááá´”.


    Ao invés de se espantarem as meninas adoraram:
    - Olha! Já é festa de halloween – disse uma.
    - É mesmo! Que demais! – disse a outra.
    O Vladinho se irritou. E deu um “Váááá” tão forte que ficou até roxo, sem ar.
    - Que maquiagem legal! Azul arroxeado – disse uma.
    - Não, querida. Está na cara que é roxo azulado – disse a outra.

    E assim foram se afastando sem dar a menor bola para o Vladinho, que já estava ficando desesperado. Não conseguia botar medo em ninguém. Como iria sobrepujar a vítima para sugar o seu sangue?

    Mais adiante ele viu um cachorro. E sorriu. Se aproximou e deu um “Váááá” bem tenebroso. O cachorro olhou para o Vladinho por um instante e depois rolou no chão de tanto rir. Depois dessa Vladinho ficou ainda mais desanimado.

    Parecia que essa não era a sua noite. E estava cabisbaixo, assim meio triste, quando se aproximou da loja do seu Ademar. Olhou para a vitrine da loja e viu um vulto vindo em sua direção. Esfregou as mãos e sorriu. Agora eu vou conseguir, pensou ele.


    Andou em direção ao vulto com passos firmes e decididos e armou o seu melhor bote. Enquanto fazia “Vááááá” viu que o vulto também fazia “Váááá” com uma cara ameaçadora. Vladinho se assustou e fugiu com medo... do seu próprio reflexo na vitrine da loja."


    In: http://www.guri.com/story/emilio_01.asp

    Contato do Autor: [email protected]


    7 min
  • # 54 Hora do Banho - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do Conto infantil Hora do Banho de Emílio Carlos.

    Indicação Livre. Vozes divertidas.

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    "Todo dia no final da tarde a mãe do Alfredo dizia assim:

    - Alfredo: hora do banho.
    Na hora o Alfredo respondia:
    - Primeiro o Julinho.
    Julinho, que era o irmão de Alfredo, dizia na hora:
    - Não primeiro o Alfredo.

    E começava a discussão pra ver quem ia tomar banho primeiro. A mãe precisava intervir todo dia e decidir quem ia primeiro. Nesse dia a mãe mandou o Alfredo ir primeiro. E o Alfredo não gostou. Entrou no banheiro com uma má vontade...

    E foi tirando a roupa lentamente. Muito lentamente. Brincava com a roupa, fazia caretas no espelho, dançava com a roupa na mão, de pé no chão frio. E o banho que é bom nada. A mãe do Alfredo começou a desconfiar que tinha algo errado. “Esse menino nem ligou o chuveiro ainda...”, pensou ela.
    - Alfredo: toma logo esse banho, meu filho. Está ficando frio e você vai se resfriar – disse ela.
    - Ta bom mãe – respondeu Alfredo lá de dentro do banheiro.

    Alfredo ligou o chuveiro. Mas não entrou embaixo da água não. Ficou fazendo dança da chuva dentro do banheiro. Depois foi ver como seus dentes eram legais no espelho. Depois resolveu brincar de homem das selvas no banheiro. Aquilo estava demorando muito e a mãe resolveu ir ver o que estava acontecendo.

    Quando abriu a porta do banheiro viu Alfredo lutando contra a água do chuveiro:
    - Tome isso ser do espaço: iáááá!
    - O que é isso Alfredo?
    Alfredo ficou branco! A mãe pegou-o na hora em que ele deu um golpe de Karatê na água que caía do chuveiro. Fez aquela cara de bolacha e ainda tentou se explicar:
    - É que a água estava me provocando...
    - Pare de brincar e tome logo seu banho, meu filho. Você está desperdiçando água e energia elétrica, Alfredo. É o mesmo que jogar dinheiro fora pelo ralo – explicou a mãe.
    - Ta bom – disse o Alfredo assim com cara de picolé.

    Foi só a mãe fechar a porta do banheiro e o Alfredo pensou:
    - Dinheiro pelo ralo? Deve ter sido o terrível pirata perna-de-pau que escondeu o dinheiro aqui! E no esgoto, que é o seu lugar.

    E se ajoelhou no chão frio do banheiro para olhar dentro do ralo ver se tinha ali algum tesouro escondido. Olhou e olhou e nada. Daí se sentou no chão do banheiro e começou a remar em seu barco imaginário. O barco entrou num temporal e para fazer as ondas Alfredo pegou uma esponja, molhou na água e jogou por todo lado, molhando a porta, as paredes, enfim todo o banheiro.

    O Alfredo já estava gelado. Também tanto tempo sem roupa ali e fora da água quente do chuveiro... Quando a esponja bateu na prateleira de xampus um vidro de condicionador se espatifou no chão e o barulho foi tão grande que a mãe abriu a porta. E viu o filho pelado sentado naquele chão frio e ainda sem ter tomado banho.

    Nessa hora a mãe perdeu a esportiva e disse:
    - Agora você vai ver Alfredo!
    O Alfredo até se encolheu de medo. Mas não adiantou nada.
    - Desculpe mãe! – suplicou o menino.
    - Venha aqui! – disse a mãe com aquela voz que não deixava dúvidas que a coisa agora tinha ficado feia.

    O Alfredo entrou debaixo d’agua e a mãe começou a esfrega-lo com a esponja.
    - Ô mãe! Eu não sou mais bebê! – reclamou ele.
    - Mas parece – respondeu a mãe esfregando suas costas.
    - Ô mãe... a... a... atchim! Alfredo começou a espirrar. Seu nariz começou a arder."

    (...)

    Desculpe, a história não coube completa.

    Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_02.asp

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    7 min
  • # 53 A Poção Mágica de Clarinha - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do Conto infantil com rimas A Poção Mágica de Clarinha de Emílio Carlos.

    Indicação Livre.

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    Era uma vez uma bruxinha chamada Clarinha. Clarinha gostava de tudo que tinha: do chapéu da vassoura e da varinha.


    Clarinha vários amigos tinha: o sapo Quequé, o corvo Janjão e a joaninha Tininha. Um dia Clarinha pensou e pensou e disse assim, com aquela carinha:
    - Eu vou é fazer uma poçãozinha.

    E decidiu fazer uma poção mágica com tudo que tinha. Colocou baba de aranha, piolho de morcego e até uma abobrinha. Colocou meias com chulé, pelos de rato e uma folha de mato bem pequenininha. Depois mexeu e mexeu, e foi fazendo sua poçãozinha. A poção ferveu e ferveu até ficar prontinha.

    - Mas para que serve essa poçãozinha? – era a dúvida que ela tinha.
    Então pegou um pouco da poção com uma colherinha. O sapo não quis beber, muito menos a joaninha. O corvo saiu voando com medo da poçãozinha.
    - Da última vez eu virei humana! Argh! – disse fugindo a aranha Zinha.
    E a bruxinha ficou sozinha, só ela, a poção e a varinha.
    - Puxa, ninguém me ajuda! – disse ela assim meio tristinha.

    E decidiu jogar fora sua poçãozinha.
    Jogou pela janela e ficou meio assim, olhando sua varinha.
    Foi quando se ouviu um barulho que lá de fora vinha.
    A poção caiu numa moita e transformou em gigante a moitinha.
    Suas folhas gigantes pareciam tentáculos querendo pegar a bruxinha.
    Mais do que depressa Clarinha correu pra fora da casa com a varinha.
    E fez a mágica mais forte, mais poderosa que ela tinha.

    A moita se riu e disse assim:
    - Não adianta nada, sua bruxinha! Agora eu vou comer você com um pouco de farinha!
    Tudo parecia perdido para a assustada bruxinha.
    Foi quando apareceu a Bruxa Tinha, que era tia de Clarinha.
    Vinha voando na sua vassoura voltando da casa da Bruxa Finha.
    Ela disse umas palavras mágicas e a moitona virou moitinha.
    Clarinha suspirou aliviada e contou tudo para a sua tia Tinha.
    E prometeu que nunca mais ia fazer essa poçãozinha."


    Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_04.asp

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    5 min
  • # 52 A Menina e O Vampiro - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do Conto infantil de Suspense A Menina e O Vampiro de Emílio Carlos.

    Indicação Livre.

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    "Era uma vez uma menina chamada Patrícia que adorava sair para brincar na rua longe da sua mãe.

    A mãe sempre avisava:

    - Patrícia: não vá muito longe.

    Mas não adiantava. Patrícia não obedecia.

    Começou brincando perto de casa, com os vizinhos de perto. Logo estava brincando no fim da rua. Depois no outro quarteirão. E no outro.

    A mãe saía atrás da Patrícia:

    - Patrícia! Hora de fazer tarefa!

    E às vezes sabe o que a menina fazia? Se escondia atrás de uma árvore ou de um muro para a mãe não vê-la e ela não ter que fazer tarefa.

    Um dia Patrícia saiu de casa depois do almoço. Foi brincando e brincando cada vez mais longe. E quando deu por si estava em outro bairro, sozinha, longe de tudo que ela conhecia.

    Para piorar estava anoitecendo e a Patrícia longe de casa. Era a primeira vez que ela ia tão longe.

    - Deixe-me ver: se eu for reto aqui saio na rua do meu bairro.

    E como tinha descoberto o caminho de casa começou a andar lentamente de volta, brincando pelo caminho.

    A noite caiu e Patrícia continuava a andar de volta. Passou por um beco escuro e nem percebeu que dois olhos brilhantes a observavam.

    A menina ia calmamente pela rua. E do beco escuro saiu um vulto que ia atrás dela. A menina andava tranqüila. E o vulto a acompanhava de perto.

    De repente o vulto pisou no rabo de um gato, que gritou. Patrícia olhou para trás e viu pelo rabo dos olhos o vulto se aproximar. E começou a andar mais rápido.

    O vulto também começou a andar mais rápido. Patrícia apertou o passo e o vulto também. Patrícia olhou para trás e pode ver o brilho de dois dentes caninos pontiagudos. Agora ela tinha certeza: era um vampiro que estava atrás dela!

    Patrícia começou a correr. E o vulto também corria. Só que como ele era adulto corria mais que ela. E estava se aproximando rápido. Rápido. Cada vez mais rápido.

    Patrícia corria mas não conseguia fugir. O vampiro estava bem perto dela agora. Patrícia estava quase ao alcance das mãos do vampiro. E corria o mais que podia.

    O vampiro até deu uma risada enquanto ia pra cima da menina. Por sorte nessa hora o vampiro pisou numa casca de banana e caiu de cabeça no chão. Ficou meio tonto e Patrícia conseguiu chegar na rua de sua casa.

    Entrou em casa como um foguete e fechou a porta atrás dela. Contou toda história para sua mãe e prometeu:

    - De hoje em diante só brinco no portão de casa."


    Disponível em http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=41

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    6 min
  • # 51 O O Elefante que Veio da Índia - Emílio Carlos | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do Conto infantil O Elefante que Veio da Índia de Emílio Carlos.

    Indicação Livre. 

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    "O Elefante Tadeu era a maior atração do Circo do Sol. Todos gostavam de ver os malabarismos do elefante, do avô ao netinho.


    Tadeu sabia andar com 3 pernas, se equilibrar numa bola bem grande e ainda ficar em pé no meio do picadeiro. As crianças aplaudiam o elefante e pediam bis. Em todas as cidades que o Circo do Sol ia era sempre assim.

    Viajando de uma cidade para outra, de um país para o outro, de trem ou de caminhão, o elefante Tadeu era feliz. Ele adorava o circo e adorava fazer as pessoas felizes. Tadeu tinha nascido na Índia, um país muito distante, do outro lado do oceano. Veio para o circo quando ainda era filhote.

    E seu maior sonho sempre foi se apresentar na Índia. Até que um dia o seu Osmar, o dono do circo, disse assim para o elefante:
    - Agora você vai ficar ainda mais feliz. O próximo país que nós iremos é a Índia!

    Tadeu não podia acreditar. Ficou em pé sobre as duas patas, levantou a tromba bem no alto e gritou de felicidade. Quando chegaram na Índia Tadeu fez o maior sucesso. E pode conhecer vários parentes seus, elefantes indianos como ele. Nunca um elefante havia sido tão feliz!"


    Disponível em http://www.guri.com/story/emilio_06.asp

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    3 min
  • # 50 O Rabo do Macaco - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Conto

    Leitura do Conto infantil O Rabo do Macaco de Monteiro Lobato.

    Indicação Livre. Vozes Divertidas.

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    "Era um macaco que resolveu sair pelo mundo a fazer negócios. Pensou, pensou e foi colocar-se numa estrada, por onde vinha vindo, lá longe, um carro de boi. Atravessou a cauda na estrada e ficou esperando. Quando o carro chegou e o carreiro viu aquele rabo atravessado, deteve-se e disse:

    – Macaco, tire o rabo da estrada, senão passo por cima!

    – Não tiro! – respondeu o macaco – e o carreiro passou e a roda cortou o rabo do macaco.

    O bichinho fez um barulho medonho.

    – Eu quero o meu rabo, eu quero o meu rabo ou então uma faca!

    Tanto atormentou o carreiro que este sacou da cintura a faca e disse:

    – Tome lá, seu macaco dos quintos, mas pare com esse berreiro, que está me deixando zonzo.

    O macaco lá se foi, muito contente da vida, com a sua faca de ponta na mão.

    – Perdi meu rabo, ganhei uma faca! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!

    Seguiu caminho.

    Logo adiante deu com um tio velho que estava fazendo balaios e cortava o cipó com os dentes.

    – Olá amigo! – berrou o macaco – estou com dó de você, palavra! Tome esta faca de ponta.

    O negro pegou a faca mas quando foi cortar o primeiro cipó a faca se partiu pelo meio.

    O macaco botou a boca no mundo – eu quero, eu quero minha faca ou então um balaio!

    O negro, tonto com aquela gritaria, acabou dando um balaio velho para aquela peste de macaco que, muito contente da vida, lá se foi cantarolando:

    – Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio! Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!

    Seguiu caminho.

    Mais adiante encontrou uma mulher tirando pães do forno, que recolhia na saia.

    – Ora, minha sinhá – disse o macaco, onde já se viu recolher pão no colo? Ponha-os neste balaio.

    A mulher aceitou o balaio, mas quando começou a botar os pães dentro, o balaio furou.

    O macaco pôs a boca no mundo.

    – Eu quero, eu quero o meu balaio ou então me dê um pão.

    Tanto gritou que a mulher, atordoada, deu-lhe um pão. E o macaco saiu a pular, cantarolando:

    – Perdi meu rabo, ganhei uma faca; perdi minha faca, pilhei um balaio; perdi meu balaio, ganhei um pão. Tinglin, tinglin, vou agora para Angola!

    E lá se foi muito contente da vida, comendo o pão."


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    5 min
  • # 49 A Raposa sem Rabo - Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio | Fábula

    Leitura da fábula infantil A Raposa sem Rabo de Monteiro Lobato.

    Indicação Livre. Vozes Divertidas.


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    Certa raposa caiu numa armadilha. Debateu-se, gemeu, chorou e finalmente conseguiu fugir, embora deixando na ratoeira sua linda cauda. Pobre raposa! Andava agora triste, sorumbática, sem coragem de aparecer diante das outras, com receio da vaia.

    Mas de tanto pensar no seu caso teve a ideia de convocar o povo raposeiro para uma grande reunião.

    — Assunto gravíssimo! — explicou ela. Assunto que interessa a todos os animais.

    Reuniram-se as raposas e a derrabada, tomando a palavra, disse:

    — Amigas, respondam-me por obséquio: que serventia tem para nós a cauda? Bonita não é, útil não é, honrosa não é... Por que, então continuarmos a trazer este grotesco apêndice às costas? Fora com ele! Derrabemo-nos todas e fiquemos graciosas como as preás.

    As ouvintes estranharam aquelas ideias e, matreiras como são, suspeitaram qualquer coisa. Ergueram-se do seu lugar e, dirigindo-se à oradora, pediram:

    — Muito bem. Mas cortaremos primeiro a sua. Vire-se para cá, faça o favor...

    A pobre raposa, desapontada, teve de obedecer à intimação. Voltou de costas.

    Foi uma gargalhada geral.

    — Está explicado o empenho dela em nos fazer mais bonitas. Fora! Fora com a derrabada!

    E correram-na dali.

    ---

    Fonte:

    Do livro "Fábulas e Histórias diversas"

    Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2018)


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    4 min

About Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio

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Nesse podcast para crianças, vocês escutarão com as crianças fábulas infantis, contos de fadas, histórias de terror, historinhas rimadas e muito mais. Contato pelo Instagram @podcast.historias |…

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