Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio

Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio

By Jéssica IancoskiKids & FamilyStories for Kids
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Podcast Infantil: Jejéqui lê | Contação de Histórinhas em Áudio episodes

  • # 38 O Pastor Brincalhão - Antonio Carlos Vianna | História Infantil em Áudio

    Leitura da fábula de Esopo O Pastor Brincalhão, tradução de Antonio Carlos Vianna.

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    História Infantil curta para ouvir.

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    "Um pastor que levou suas ovelhas para pastar em uma aldeia distante gostava de fazer a seguinte brincadeira: gritava “os lobos estão atacando!” E clamava pelo socorro dos habitantes locais. Duas, três vezes, os moradores ficaram com medo e fugiram da cidade, para depois voltarem rindo. Mas os lobos terminaram atacando de verdade. Como estavam devorando os carneiros, o pastor gritou por socorro. Os moradores pensaram que fosse mais uma brincadeira e não lhe deram nenhuma atenção. Foi assim que o pastor perdeu seu rebanho.

    Ninguém acredita no mentiroso mesmo quando diz a verdade."


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    4 min
  • # 37 A Cigarra e A Formiga - Antonio Carlos Vianna | História Infantil em Áudio

    Leitura da fábula de Esopo A Cigarra e A Formiga, tradução de Antonio Carlos Vianna.

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    Vozes divertidas,

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    "Era inverno e as formigas botaram para secar os grãos que a chuva molhara. Uma cigarra faminta lhes pediu o que comer. Mas as formigas lhe disseram:

    - Por que tu também não armazenaste tua provisão durante o verão?
    - Não tive temo – respondeu a cigarra –, no verão eu cantava.
    As formigas completaram:
    - Então agora dance.
    E caíram na risada."


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    Batty McFadden - Slower de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)

    Origem: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1200003

    Artista: http://incompetech.com/

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    3 min
  • # 36 A Tartaruga e A Lebre - Antonio Carlos Vianna | História Infantil em Áudio

    Leitura da fábula de Esopo A Tartaruga e A Lebre, tradução de Antonio Carlos Vianna.

    História para Crianças.

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    "Uma tartaruga e uma lebre discutiam para saber quem era a mais veloz. Por isso, combinaram uma data para uma corrida e um local aonde deveriam chegar. No dia certo, partiram. A lebre, que contava com sua rapidez natural, não se preocupou com a corrida. Caiu à beira de uma estrada e adormeceu. Já a tartaruga, que se sabia quão lenta era, não perdeu tempo e, deixando a lebre dorminhoca para trás, venceu a aposta.

    O talentoso com preguiça perde para quem enfrenta a liça."


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    Breaktime - Silent Film Light de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)

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    Artista: http://incompetech.com/

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    4 min
  • # 35 Bumba meu Boi - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio

    Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro Bumba Meu Boi, escrita por Jéssica Iancoski.

    História adaptada para os tempos atuais.

    Lendas do Brasil.

    Vozes divertidas.

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    "Bumba era um boi, muito especial em um fazenda. Ele era fofo, carinhoso e companheiro tanto quanto um lindo cachorrinho - eu sei que isso pode parecer um pouco estranho, um boi assim, desse jeito… Mas acredite em mim, ele realmente era um animal tão querido quanto os animais domésticos.

    Quando Bunda não estava comendo capim, ele gostava de passar o tempo brincando com as crianças. Ele lambia os rostos delas, deixando-os todos melecados e, às vezes, até deixava os pequenos subirem nele para um passeio.

    Bumba realmente amava as crianças e as crianças amavam o Bumba.

    Mas um dia… Nossa! Aconteceu uma tragédia, uma mulher grávida sentiu muito desejo de comer língua de boi e o seu marido, querendo evitar que sua esposa passasse vontade,  e também que o filho deles nascesse com cara de língua de boi, entrou na fazenda, no meio da noite, e arrancou a língua do Bumba para cozinhar e dar para a esposa.

    Bumba passou a noite inteira em agonia com muita dor.

    De manhã, quando as crianças levantaram, não viram o Bumba e começaram a procurar por ele. Até que… Encontraram. Mas ele muito fraco e quase morto.

    Todas as crianças começaram a chorar muito, porque o Bumba era um amigo especial… A dor das crianças foi tão grande quanto a dor de Bumba e, observando isto, um curandeiro se aproximou e disse para as crianças:

    - Fiquem calmas, eu vou cuidar dele!

    - Não está vendo? Alguém maltratou o Bumba, só porque queriam comer uma parte dele, mas o Bumda é nosso amigo! Ele é o nosso companheiro. Agora só um milagre pode salvar ele. As pessoas deviam ter mais compaixão, não só pelo Bumba, mas por todos os outros bois também! - disse uma criança muito triste.

    Então, o curandeiro vendo tamanha dor das crianças, não poupou esforços e cuidou do Bumba por vários e vários e dias, até que em um deles, o Bumba se curou.

    O Curandeiro, então, mandou chamar as crianças:

    -  Ele está bem agora! Mas realmente foi um milagre.

    - Foi o milagre do amor e uma mensagem para dizer que os bois, assim como Bumba, merecem mais respeito e dignidade. Precisamos fazer uma festa para celebrar isto e mostrar para as pessoas, como a vida, para todos os animais, é um milagre.

    E a festa foi organizada. Muitas pessoas compareceram para celebrar a importância dos animais, não só de Bumba!

    E o Bumba, mesmo não podendo mais lamber as crianças e deixá-las com o rosto todo melecado de baba de boi, continuou sendo o companheirinho delas.

    E desde então a festa do Bumba meu Boi vem sendo celebrada, todos os anos, para que as pessoas nunca se esqueçam de quanto os bois também devem ser amados."


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    6 min
  • # 34 O Curupira - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio

    Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro O Curupira, escrita por Jéssica Iancoski.

    História adaptada para os tempos atuais.

    Lendas do Brasil.

    Vozes divertidas.

    Acesse para ler a história completa https://www.jessicaiancoski.com/


    "Em uma comunidade Yanomami, na floresta amazônica, uma que representa um dos maiores e mais conhecidos povos indígenas da América do sul. O cacique reune alguns dos seus para pedir ajuda:

    - Eu preciso da ajuda de alguns de vocês - disse o cacique Yanomami para a sua comunidade - é sabido que os homens brancos têm entrado cada vez mais a fundo na floresta para retirar os bens da natureza e isto tem afetado, de um modo muito negativo, nós indígenas… Mas também, porque a floresta só pode morrer se os homens brancos a destruírem e alguns riachos e algumas vegetações tão especiais  e importantes já estão sumindo. Isto quer dizer que precisamos fazer algo, porque a nossa casa é aqui, nosso lar é na floresta. Antes mesmo deles chegarem aqui, nós já morávamos aqui!

    - E o que nós vamos fazer, cacique? - perguntou um dos índios

    - Nós temos que entrar na floresta e encontrar o Curupira!

    - Mas, cacique, como vamos saber que o Curupira não vai nos matar?

    - Nós vamos levar muito fumo e cachaça, ele ama essas coisas. Será nossa oferta de paz, e então nós pedimos para conversar com ele. Ele tem que aceitar...

    Então, a comunidade, como um todo, se organizou e elegeu quem seriam os Yanomamis que procuraram o Curupira para conversar.

    No dia seguinte, carregando fumo e cachaça, entraram na floresta procurando por ele.

    - Lembrem-se, o Curupira é um homem de estatura baixa, com cabelos tão vermelhos quanto o fogo e os pés virados ao contrário, com o calcanhar para frente e os dedos para trás. Ele é o protetor mais antigo e poderoso da floresta e dos animais que  vivem nela. Precisamos andar muito na floresta, ir bem fundo, porque ele habita mais para longe, bem no meio da mata - disse o cacique.

    Os  Yanomamis foram andando e continuaram andando, já tinham se passado vários dias, pelo menos uns sete, quando começaram a ouvir um assobio!

    - É o Curupira! É o Curupira! Todos falam que é ele assobia dentro da mata - disse um Yanomami.

    - Curupira, nos desculpe e por favor, não nos mate. Você, em breve, terá um problema muito maior do que nós, os homens brancos. Estamos vindo em paz, precisamos conversar com você para protegermos a floresta juntos. Como forma de selar a nossa amizade, por favor, aceite o fumo e a cachaça que trouxemos para você.

    - Eu aceito o fumo e a cachaça, mas não sei se tenho motivos suficientes para não matar vocês. Vocês estão muito longe de casa...Então me digam com mais clareza desta vez quem são estes homens brancos que vocês dizem ser perigosos...

    - Os homens brancos são aqueles que vem destruindo a floresta, eles ainda não chegaram nesta parte mais para dentro da mata, mas eles ´já estão há muitas décadas destruindo e derrubando árvores, matando animais e estragando o solo e a água sagrados. É só uma questão de tempo até eles chegarem tão fundo, aqui, aonde você está.

    - O quê? Eles estão destruindo a natureza sagrada? Derrubando as minhas árvores? E matando os meus animais? Eles precisam parar com isto já! Eu odeio quem trata mal a floresta."

    (A história não coube completa aqui)


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    7 min
  • # 33 O Saci Pererê - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio

    Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro O Saci Pererê, escrita por Jéssica Iancoski.

    História adaptada para os tempos atuais.

    Lendas do Brasil.

    Vozes divertidas.

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    - Ô, Pai! Vem aqui, vamos brincar de adivinhar? Eu vou descrever um personagem e você tem que adivinhar qual é!

    - Vamos sim! Eu adoro quando a gente brinca disso. Me dá a primeira dica!

    - É um personagem de uma lenda!

    - O Lobisomem?

    - Errou! É uma criança… Tem cabelos loiros e, às vezes, olhos azuis…

    - É o Curupira!

    - Errou…

    - Então essa eu não vou saber… A outra única criança que é personagem de uma lenda que eu conheço é o Saci Pererê, mas ele é negro…

    - Mas era o Saci, pai!

    - Impossível, porque o Saci não pode ser branco… Ele é negro.

    - Você está enganada pai, olha aqui no Wikipédia comigo. Diz que A Lenda do Saci Pererê surgiu por causa dos índios guaranis e que ele era assim como eu descrevi. branco de olhos azuis.

    - Mas olha, esse que você descreveu não é o Saci, é o “Yasy Yateré”.

    - A sonoridade é bem parecida! E a lenda original é essa, a do Yasy Yateré! Depois que surgiu o Saci Pererê, como um menino negro. E só no Brasil que foi assim! No Paraguai e na Argentina ele é branco, por exemplo!

    - Mas lá é diferente. Aqui no Brasil a nossa lenda é a do Saci Pererê. Um menino negro muito travesso, endiabrado, que usa um gorro vermelho e só tem uma  única perna. O  Yasy Yateré é um menino branco, loiro e de olhos azuis, com duas pernas e uma varinha mágica… O Saci Pererê não tem nada disso não, menino!

    - Mas pai, as duas lendas têm a mesma origem. E aqui no Brasil, olha, está escrito bem aqui nesta linha da Wikipédia, “Quando algo dá errado, uma comida queima, algo desaparece, ou os cavalos ficam assustados, foi o Saci Pererê que aprontou” e a lenda, está escrito, ó, apareceu entre o final do século dezoito e o começo do dezenove… Sabe o que estava acontecendo no Brasil nesta época? A Lei Áurea! A Libertação dos escravos… Que eram negros, pai! Não é curioso o Brasil aparecer com uma lenda, com uma figura negra fazendo coisas erradas e maldades? Nunca mesmo que falariam que ele poderia ser um branco, pai…

    - Nossa filho… Nunca tinha parado para pensar nisto… E olha essa outra parte aqui “Originalmente o Saci era um guardião da floresta, mas conforme ela foi se espalhando pelo Brasil, acabou incorporando outros elementos oriundos de outras culturas”. Isto quer dizer que esta lenda de origem indígena, que tratava das preocupações dos índios guarani, como a de proteger a floresta, foi distorcida e transformada em uma lenda que reflete as preocupações dos brancos, quando os negros foram libertados. Acho que foram estes os outros elementos que foram atribuídos de outras culturas.

    - Mas puxa, pai… Não tá certo isso!

    - É filho, não tá certo mesmo! O que a gente pode fazer?

    - Não sei pai… E se a gente contar para todo mundo isso e pedir para eles reverem? Vamos falar assim: o Saci não é um garoto endiabrado, mas é um menino que gosta de pregar muitas peças. E… Ele não é só negro! A cor da pele dele depende da região. O que você acha?

    - É, eu acho que essa versão é melhor mesmo. Vamos tentar mudar isso dai então!


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    6 min
  • # 32 O Lobisomem - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio

    Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro O Lobisomem, escrita por Jéssica Iancoski.

    História adaptada para os tempos atuais.

    Lendas do Brasil.

    Vozes divertidas.

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    "Em uma cidade rural do Rio Grande do Sul, dois homens e um menino esperam a lua cheia para sairem caçar um Lobisomem.

    É a noite mais escura do ano, mas esses homens estão prestes a enxergar uma parte, embora bem pequenininha, da verdade.

    - O sol está se pondo! Isto quer dizer que a lua cheia logo aparecerá - o mais experiente dos homens disse.

    - Vocês já sabem, mas não custa nada eu relembrar: um lobisomem é uma criatura que é metade homem e metade lobo. Ele não se parece nem com um e nem com outro, mas com os dois ao mesmo tempo! Então, alguém ver algo parecido esta noite, é para atirar! - disse o outro.

    - Não sei porque vocês estão fazendo isto! Um Lobisomem se parece com o que você disse, mas não é o que você falou. Um Lobisomem é um filho azarado que paga pelos pecados dos pais. Não me parece justo... matá-lo! - disse a criança.

    - Mas um lobisomem é uma criatura muito perigosa! Que se transforma para matar e se alimentar principalmente de criancinhas como você…

    - Como a mim, como?

    - Intrometidas! Não vê que somos adultos e vamos caçar esta criatura para proteger os homens dessa cidade?

    - Isto é uma bobagem! - disse a criança - um Lobisomem é só um Lobisomem porque algum pai traiu a esposa, ou porque os pais não batizaram uma criança ou porque uma família teve muitos filhos. E nada disso é culpa da criança. E nada disso é culpa do filho! Mas sim dos pais, então por que eles não são responsabilizados?

    - Acho que a criança tem razão, companheiro. Nunca tinha parado para pensar isto, além do mais, acabei de perceber que essas coisas se parecem muito com o que o padre nos diz aos domingos. Essa lenda do lobisomem é bem antiga mesmo! Será que foi mais um boato disseminado pelo povo como estratégia de controle?

    - Puts, camarada! É verdade. Não é que a criança tem razão… Acho que dar motivos para os homens se sentirem culpados é o que a sociedade faz.

    - Não que eu estivesse com medo, porque nem isso um homem pode sentir… E eu não sinto! Mas acho melhor não sairmos hoje. Esta coisa do lobisomem está muito suspeita, o melhor é conversamos outro dia com o padre na igreja e ver o que ele tem a nos dizer.

    - Eu sei o que ele dirá! Que vocês estão enganados - disse o menino.

    Não demorou muito para os homens irem dormir, naquela noite. Eles acabaram não indo caçar o lobisomem, realmente consideraram o que a criança disse: que não era culpa do filho. Quanto a conversa com o padre… bem esta é outra história! Quem sabe um dia eu não te conto? Ou você não descobre sozinho =P"


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    Time Passing By de Audionautix está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)

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    6 min
  • # 31 A Mula sem Cabeça - Lenda do Folclore Brasileiro | História Infantil em Áudio

    Leitura da Lenda do Folclore Brasileiro A Mula sem Cabeça, escrita por Jéssica Iancoski.

    História adaptada para os tempos atuais.

    Lendas do Brasil.

    Vozes divertidas.

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    "Em uma cidade, bem no interior do Brasil, a qual só tinha uma única igrejinha e ficava bem ao lado de uma floresta, a prefeita da cidade convoca todas as mulheres para uma reunião de emergência:

    - Venho, por meio deste pronunciamento, pedir a todas as mulheres desta cidade que compareçam ao meu gabinete, para discutirmos uma situação impressionante: na última sexta-feira, dia 13 de dezembro de 2019 e lua cheia, uma mula sem cabeça foi vista andando pela nossa cidade e relinchando desesperadamente, gemidos tão suplicantes que não só gelaram, mas congelaram as espinhas de muitas mulheres. Como muitas de vocês sabem,  a mula em cabeça é uma criatura, que é metade asno e metade égua. Mas não termina aí, tem uma particularidade fundamental, este animal tem chamas de fogo no lugar da cabeça. Peço encarecidamente que não fiquem assustadas, pois apesar deste animal parecer aterrorizante, ele não é! Dizem que é uma mulher que teve um relacionamento com o padre e, como castigo, foi transformada em uma mula sem cabeça. Como prefeita dessa cidade, venho informar que a minha gestão é em favor de nós mulheres e, portanto, uma mulher não deverá ser a única responsabilizada por uma relação de amor que aconteceu em conjunto. Embora o padre já tenha sido afastado de seus afazeres da igreja, a sua pena não foi tão severa quanto a de sua amante, pois ele não foi transformado em um mulo sem cabeça. Logo, nós mulheres precisamos nos unir para salvar a nossa injustiçada semelhante. A reunião será amanhã, segunda-feira, dia 16 de dezembro de 2019.

    O dia da reunião chegou e algumas mulheres, mas nem todas, apareceram.

    - Eu li aqui no Google que é possível acabar com esse encantamento se uma de nós arrancar o cabresto que ela possui - uma disse.

    - Mas o cabresto fica na cabeça e ela tem fogo no lugar. Isto quer dizer que será uma tarefa perigosa - uma outra completou.

    -   Veja só! Isto é muito simbólico - disse a prefeita - o cabresto serve para dominar e controlar um animal, quase como o que a sociedade faz com nós mulheres. Eu mesma arrancarei o cabresto desta mulher, como prefeita desta cidade, coloco a mão no fogo por todas nós mulheres.

    Então, as mulheres aguardam espertas até a quinta-feira, quando era a data mais provável que a mula sem cabeça retornasse. E não só tiraram o cabresto dela, mas também salvaram a si próprias, libertando-se de seus próprios cabrestos."


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    6 min
  • # 30 As Duas Cachorrinhas - Fábula de Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio

    Leitura da fábula infantil As Duas Cachorrinhas de Monteiro Lobato. 

    ATENÇÃO: Contém a palavra "Vagabunda" uma vez. 

    Fábulas Infantis.

    Vozes divertidas.

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    Moravam no mesmo bairro. Uma era boa e caridosa; outra, má e ingrata. A boa, como fosse diligente, tinha a casa bem arranjadinha; a má, como fosse vagabunda, vivia ao léu, sem eira nem beira.

    Certa vez a má, em véspera de dar cria, foi pedir agasalho à boa.

    — Fico aqui num cantinho até que meus filhotes possam sair comigo. É por eles que peço...

    A boa cedeu-lhe a casa inteira, generosamente.

    Nasceu a ninhada, e os cachorrinhos já estavam de olhos abertos quando a dona da casa voltou.

    — Podes entregar-me a casa agora?

    A má pôs-se a choramingar.

    — Ainda não, generosa amiga. Como posso viver na rua com filhinhos tão novos? Conceda-me um novo prazo.

    A boa concedeu mais quinze dias, ao termo dos quais voltou.

    — Vai sair agora?

    — Paciência, minha velha, preciso de mais um mês.

    A boa concedeu mais quinze dias, e ao terminar o último prazo voltou; mas desta vez a intrusa, rodeada dos filhos já crescidos, robustos e de dentes arreganhados, recebeu-a com insolência:

    — Quer a casa? Pois venha tomá-la, se é capaz...

    Moral da História: para os maus, pau!


    Do livro "Fábulas e Histórias diversas". Pesquisa e adequação ortográfica: Iba Mendes (2018)

    4 min
  • # 29 O Lobo Velho - Fábula Monteiro Lobato | História Infantil em Áudio

    Leitura da fábula infantil O Lobo Velho do escritor brasileiro Monteiro Lobato.

    Fábulas Infantis.

    Indicação Livre.

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    Adoecera o lobo e, como não pudesse caçar curtia na cama-de-palha a maior fome de sua vida. Foi quando lhe apareceu a raposa.

    - Bem-vinda seja, comadre! É o céu que a mandou aqui. Estou morrendo de fome e se alguém não me socorre, adeus, lobo!

    -Pois espere aí que já arranjo uma rica petisqueira – respondeu a raposa com uma ideia na cabeça.

    Saiu e foi a montanha onde costumavam pastar as ovelhas. Encontrou logo uma, desgarrada.

    - Viva, anjinho! Que faz por aqui, tão inquieta? Está a tremer...

    - É que me perdi e tremo de medo do lobo.

    - Medo do lobo? Que bobagem! Pois ignora que o lobo já fez as pazes com o rebanho?

    - Que me diz?

    - A verdade, filha. Venho da casa dele, onde conversamos muito tempo. O pobre lobo está na agonia e arrependido da guerra que moveu às ovelhas. Pediu-me que dissesse isto a vocês e as levassem lá, todas, a fim de selarem um pacto de reconciliação.

    A ingênua ovelhinha pulou de alegria. Que sossego dali por diante, para ela e as demais companheiras! Que bom viver assim, sem o terror do lobo no coração!

    Enternecida disse:

    - Pois vou eu mesma selar o acordo.

    Partiram. A raposa à frente, conduziu-a à toca da fera. Entraram. Ao dar com o lobo estirado no catre, a ovelhinha por um triz que não desmaiou de medo.

    - Vamos – disse a raposa -, beije a pata do magnânimo   senhor! Abrace-o, menina!

    A inocente, vencendo o medo, dirigiu-se para o lobo e abraçou-o. E foi-se a ovelha! ...

    Moral da História: Muito padecem os bons que julgam os outros por si. 

    (Monteiro Lobato, fábulas, 29. ed. São Paulo, Brasiliense, 1981.p.68)

    Moral alternativa: As pessoas boas padecem por acreditarem que todos são bons, por não ver maldade nas pessoas

    5 min

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