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Leitura da fábula infantil O Leão e O Ratinho de Monteiro Lobato.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas de um leão. Estacou, de pelos em pé, paralisado pelo terror. O leão, porém, não lhe fez mal nenhum.
– Segue em paz, ratinho; não tenhas medo do teu rei.
Dias depois o leão caiu numa rede. Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava.
Atraído pelos urros, apareceu o ratinho.
– Amor com amor se paga – disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas. Num instante conseguiu romper uma das malhas. E como a rede era das tais que rompida a primeira malha as outras se afrouxam, pode o leão deslindar-se e fugir.
Moral da História: Mais vale paciência pequenina do que arrancos de leão.
Leitura da fábula infantil A Coruja e A Águia de Monteiro Lobato.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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A Coruja e a Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
Leitura da fábula infantil O Pastor e O Leão de Monteiro Lobato.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta.
- Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado...
E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações.
Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus.
- Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador.
Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados.
O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo.
- Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer.
Moral da História:
No momento do perigo é que se conhecem os heróis.
Leitura da fábula infantil O Gavião e As Outras Aves recontada por Jéssica Iancoski
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Era aniversário do Gavião - a mais poderosa ave da região.
Ele resolveu que iria dar um banquete para comemorar e convidou todas as outras aves, muito menores que ele.
Todas as outras aves ficaram ansiosas aguardando a festa naquele dia.
Até se arrumaram para ir.
A água esperou todas se juntarem em seu ninho e as atacou.
Devorando todas.
Não sobrou nenhuma.
- hmmmm estava delicioso esse banquete de aniversário que preparei para mim. Como eu imaginei que seria. Ano que vem eu faço outro. Essas aves nunca aprendem.
Leitura da fábula infantil A Pomba e A Formiga recontada por Jéssica Iancoski
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Uma pombinha dessas bem lindinhas estava repousando a beira de um rio, quando por sorte viu uma formiguinha que estava se afogando.
E não havia nada na água para que a formiga pudesse subir e se salvar, nem uma folhinha sequer.
Compadecendo-se com a situação, a pomba atirou um galinho na água:
- Estou lançando esse galho, formiguinha. Suba nele que a água te trará de volta até a margem. Assim você estará salva.
A formiguinha fez isto e se salvou.
- Muito obrigada - agradeceu a formiga.
As duas se despediram e seguiram com os seus caminhos.
Mais tarde, naquele mesmo dia, passava um caçador e ao avistar a pomba preparou a espingarda para dar-lhe um tiro.
A formiga viu a situação e antes que ele pudesse matar a pombinha, a formiga deu uma baita de uma picada no pédele.
POU POU POU
Sentindo dor e coceira, o caçador errou o tiro e a pombinha conseguiu fugir.
Moral da História: É sempre bom fazer o bem, mesmo que você não receba nada em troca. Alguma hora, o favor e a sorte sempre voltam.
Leitura da fábula infantil O Cachorrinho e O Burro recontada por Jéssica Iancoski
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um homem tinha como animais de estimação um cachorrinho e um burro.
Toda vez que que o homem voltava da rua, o cachorrinho pulava de alegria, lambia o seu dono e fazia muita e muita festa:
- AU AU! AU AU!
Então, o homem, diante de tanta fofura, dava carinho e brincava com o cachorrinho.
O burro sentia muita inveja desses momentos. Por isto, pensou que se ele se comportasse como o cachorrinho seria tratado da mesma maneira.
No dia seguinte, quando o homem voltou da rua, o burro já estava esperando por ele ansioso para fazer a festa.
O homem mal entrou em casa e o burro já foi correndo pular em cima dele e o lambeu para recebê-lo com tamanha alegria.
O homem ficou muito assustado e pediu por ajuda.
- Socorro, socorro, o burro está me atacando! Venham me ajudar, socorro.
Às pressas, a família do homem apareceu e tirou o burro de lá, brigando muito com ele.
- A partir de hoje o burro vai ficar preso, não sei o que dele - disse o homem, recompondo-se do susto, sem entender o que tinha acontecido.
Moral da História: Se não for por motivação própria, não faça. A inveja raramente assenta bem.
Leitura da fábula infantil O Gavião e O Sabiá recontada por Jéssica Iancoski
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um sabiá saiu para buscar comida para os filhinhos.
Quando voltou, encontrou um Gavião, prestes a devorar a ninhada toda.
Desesperado com a presença da ave, o sabiá não fugiu porque era mãe e também porque precisava proteger os passarinhos.
- Por favor, não mate a minha ninhada, eu faço qualquer coisa… - disse o sabiá
- Bom, vamos fazer assim, não mato os teus filhos com uma condição… - respondeu o Gavião.
- Tudo bem, eu aceito. Mas qual é esta condição?
- Que você cante algo que me divirta!
Então, o sabiá começou a cantar a mais linda de todas as músicas e cantou de um jeito que nunca havia cantando. Era uma melodia tão bela…
Um canto desse jeito só poderia ter vindo de tamanha aflição.
- Essa música não presta! Não presta de jeito nenhum. Nunca ouvi algo tão grotesco, não sei como você tem coragem de cantar desse jeito, ainda mais com a filha dos seus filhos em risco… - disse o gavião.
- Você está mentindo! Eu cantei como nunca havia cantado.
- Não interessa. Eu não gostei! E como disse que faria, vou devorar os seus filhotes agora.
POC POC POC
No exato momento que o gavião abriu a boca para comer os passarinhos, um caçador, atraído pelo canto do sabiá, o matou.
Moral da História: Sempre há um castigo imediato para aquele que zomba do coitado.
Leitura da fábula infantil O Lenhador e A Árvore Generosa recontada por Jéssica Iancoski
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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"Um Lenhador, um pouco descuidado, sem querer, enquanto cortava uma árvore, acabou quebrando o cabo de seu machado.
Não podendo mais trabalhar, depois de muito deixar as árvores sossegadas, foi pedir humildemente a uma delas que lhe emprestasse um galho para que pudesse fazer um cabo novo para o seu machado:
- Por favor, amiga árvore, me dê um galho, é tudo o que peço. Este é o único jeito que tenho de trabalhar para ganhar o dinheiro para alimentar a minha família numerosa. Inclusive, se você me der o galho, eu prometo nunca mais cortar nenhuma árvore nesta mata! E vou além… respeitarei todas as árvores, inclusive, os arbustos...
A Árvore, se sentindo comovida, por causa de tanta dor e súplica, confiou na promessa do lenhador, e entregou um de seus galhos.
Rapidamente, o Lenhador colocou um novo cabo em seu machado que ficou mais novo e forte do que era antes!
Flapt! Flapt!
Sem se aguentar, o lenhador pegou o machado e começou a cortar troncos e galhos inteiros. Os primeiros foram, inclusive, da árvore generosa que em pouco tempo era só um toco a chorar, por ela e outras árvores, arrependida de sua ingenuidade.
Moral da História: Não acredite nas promessas de um inimigo. Você deve perdoá-lo, mas nunca dar-lhe meios de continuar te fazendo mal."
Leitura da fábula infantil O Sapo com Medo D'Água recontada por Ana Maria Machado.
Fábulas Infantis.
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Na beira do brejo,tomando sol, estava um sapo grandão.
De repente,sem perceber,o sapo foi agarrado por dois meninos que começaram a falar:
-Mas olha que bicho feio!
-Olho grande,todo inchado.
-Bicho assim nem devia viver.
-Vamos fazer um favor para a natureza e matar este bicho feio.
Foi aí que o sapo começou a falar:
-Olha,não façam isso comigo.Não fiz nada para vocês.Não me matem.
-Fica quieto bicho feio.Cala a boca.
-Sabe o que temos que fazer?Vamos jogar este bicho feio no meio do espinheiral.
-Rá,rá,rá!!!-Começou a rir o sapo.Espinhos nem furam o meu couro.Podem me jogar.
-Então,vamos jogar você nas pedras.
-Rá,rá.rá!!!E desde quando pedra me machuca?
-Ora essa,então nós vamos te espertar com uma faca.
-Rá,rá,rá!!!Do jeito que meu couro é duro,é bem capaz de quebrar a faca.
-Ah é! Então,vamos te jogar na água,aqui no brejo mesmo.
Ai o sapo começou a tremer e disse:
-Não,na água não.Não me joguem na água que não sei nadar.Na água não,por favor.Não façam esta maldade.
Os meninos ficaram felizes com isso.Pegaram o sapo por uma perna e o atiraram no meio do brejo,rindo a valer.O sapo afundou e veio à tona rindo de boca aberta.
-Enganei vocês,enganei vocês! Eu sou bicho d'água,nasci na água e sei nadar.
E foi embora deixando os meninos furiosos e com caras de tacho.
Moral da História: "Entrou por um pé de pinto,saiu por um pé de pato. EL Rei, meu senhor, que me conte quatro."
Leitura da fábula infantil O Leão Velho recontada por Ana Maria Machado.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um leão ficou velho e fraco, e percebeu que era cada vez mais difícil usar a força para caçar. Resolveu usar a astúcia. Deitou-se em sua caverna e fingiu estar doente.
Toda vez que um animal se aproximava para ver como ele estava, fingia estar quase morrendo. Quando o bicho entrava na caverna e chegava bem perto, ele saltava em cima da presa e a devorava.
Até que um dia veio a raposa. Em vez de entrar na caverna, ficou só olhando de fora e pedindo notícias:
– Como vai? – perguntou.
– Cada vez pior! – disse o leão. – Mal consigo abrir os olhos.
– Que pena... – disse a raposa - Faço votos de que melhore.
Vendo que ela não entrava, o leão insistiu:
– Venha me fazer companhia... Não fique parada aí fora, no sol, sem nenhum conforto. Não vou lhe fazer mal algum, estou muito fraco. Pode acreditar.
– Eu até acredito em suas palavras, seu Leão... – disse ela – Mas meus olhos estão me contando outra coisa, e tenho que acreditar neles. Estou vendo que tem um monte de pegadas de animais em volta da caverna. E todas apontam na mesma direção. Quer dizer que muitos bichos entraram na sua caverna e nenhum saiu. Eu é que não entro... Passar bem.
E virando as costas, foi embora bem depressa.
Moral: Prever é melhor que se arrepender. Um dos aspectos da prudência é a moderação: não ser exagerado. Usar a inteligência e não se deixar dominar pelas emoções.
(Ana Maria Machado. O tesouro das virtudes para crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. v. 3.)
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