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Leitura da fábula infantil Os dois Ratinhos de Esopo recontada por Ana Maria Machado.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
Descubra mais em https://www.jessicaiancoski.com/
Era uma vez dois ratinhos. Bom, na verdade, eram dois camundongos, desses bem pequeninos que vivem nas casas velhas. E era mesmo onde eles moravam, numa casa de fazenda que já tinha sido de avós e bisavós de gente. Por isso, a madeira cedia lugar, o reboco descascava em outro, um pedacinho de taipa caía mais adiante... Era uma maravilha de moradia para ratinhos e camundongos. Havia túneis pelas paredes, amplas avenidas no forro e vastos descampados no porão, além de ruas e vielas por todo esqueleto da casa.
Moral: se é fábula, tem que ter moral, mas eu prefiro que você a descubra.
Bushwick Tarantella de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Origem: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1300002
Artista: http://incompetech.com/
Leitura da fábula infantil A Gansa dos Ovos de Ouro de Esopo recontada por Ana Maria Machado.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Era uma vez um casal de camponeses que tinha uma gansa muito especial. De vez em quando, quase todo dia, ela botava um ovo de ouro. Era uma sorte enorme, mas em pouco tempo ele começaram achar que podiam ficar muito mais ricos se ela pusesse um ovo daqueles por hora ou a todo momento que eles quisessem.
Falavam nisso sem parar, imaginando o que fariam com tanto ouro.
- Que bobagem a gente ficar esperando que todo dia saia dessa gansa um pouquinho... Ela deve ter dentro dela um jeito especial de fabricar ouro. Isso era o que a gente precisava.
- É... Era melhor ter tudo de uma vez. E ficar muito rico.
Moral; Não tente forçar demais a sorte.
Leitura da fábula infantil O Urso e os Viajantes de Esopo recontada por Ana Maria Machado.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Dois amigos iam viajando por uma estrada quando, de repente, apareceu um urso.
Antes que o animal os visse, um dos homens correu para uma árvore ao lado da estrada, pendurou-se num galho e conseguiu puxar o corpo para cima e ficar escondido entre as folhas. O outro não foi tão rápido e, como era muito pesado, não tinha forças para subir sozinho. Ficou um tempo pendurado e, ao perceber que seria impossível escapar daquela maneira, jogou-se no chão e fingiu que estava morto.
Quando o urso chegou bem perto, ficou andando em volta do homem cheirando-o por toda parte, o coitado prendeu bem a respiração e ficou imóvel, só com o coração batendo forte.
Dizem que ursos não atacam cadáveres e deve ser verdade, porque o bicho acabou desistindo, convencido de que o homem tinha mesmo morrido. Acabou indo embora.
Quando não havia mais perigo, o viajante que estava na árvore desceu. Curioso, perguntou ao outro o que é que tanto o urso lhe segredava no ouvido, quando encostara o focinho na sua orelha.
- Ah, ele estava me aconselhando a nunca mais viajar com um amigo que me deixa sozinho no primeiro sinal de perigo!
Nas horas difíceis é que conhecemos a sinceridade dos amigos.
(MACHADO, Ana Maria. O tesouro das virtudes para crianças.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999)
Serious Piano de Audionautix está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Artista: http://audionautix.com/
Leitura da fábula infantil A Rã e o Touro de Esopo com adaptação de Ruth Rocha.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um grande touro passeava pela margem de um riacho.
A rã ficou com muita inveja do seu tamanho e da sua força.
Então começou a inchar, fazendo enorme esforço, para tentar ficar tão grande quanto o touro.
Perguntou a suas companheiras de riacho se estava do tamanho do touro.
Elas responderam que não.
A rã tornou a inchar e inchar. Ainda assim não alcançou o tamanho do touro.
Pela terceira vez tentou inchar; e fez isso com tanta força, que acabou explodindo, por culpa de tanta inveja.
(ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010)
Moral da História: A Inveja é uma forma de autossabotagem,
Leitura de histórias infantis curtas.
Indicação Livre.
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Leitura da fábula infantil O Lobo e O Cordeiro de Esopo com adaptação de Ruth Rocha.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um lobo estava bebendo agua num riacho.
(ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010)
Moral da História: Contra a força não há argumentos.
Leitura da fábula infantil O Cão e A Carne de Esopo com adaptação de Ruth Rocha.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Um cão vinha caminhando com um pedaço de carne na boca.
(ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010)
Moral da História: Quem tudo quer, tudo perde.
Leitura da fábula infantil O Lobo e O Cão de Esopo com adaptação de Ruth Rocha.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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"Um lobo e um cão encontraram-se num caminho.
Disse o lobo:
- Companheiro, você está com ótimo aspecto: gordo, o pêlo lustroso...Estou até com inveja...
- Ora, faça como eu - respondeu o cão - Arranje um bom amo. Eu tenho comida na hora certa, sou bem tratado...Minha única obrigação é latir à noite quando aparecem ladrões. Venha comigo e você terá o mesmo tratamento.
O lobo achou ótima a idéia e se puseram a caminho. Mas de repente o lobo reparou numa coisa.
- O que é isso no seu pescoço? Parece um pouco esfolado... - observou ele.
- Bem – disse o cão - isso é da coleira. Sabe? Durante o dia meu amo me prende com uma coleira, que é para eu não assustar as pessoas que vêm visitá-lo.
O lobo despediu-se do amigo ali mesmo:
- Vamos esquecer – disse ele. – Prefiro minha liberdade à sua fartura."
(ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010)
Moral da História: a fartura pode custar a liberdade.
Leitura da fábula de Ruth Rocha - O Galo e A Raposa.
Fábulas Infantis.
Indicação Livre.
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Usando de esperteza, a Raposa chegou perto da árvore e dirigiu-se a eles:
- Ora, meus amigos, podem descer daí. Não sabem que foi decretada a paz entre os animais? Desçam e vamos festejar este dia tão feliz.
Mas o Galo que também não era tolo, respondeu:
- Que boas notícias! Mas estou vendo daqui de cima alguns cães que estão chegando. Decerto eles também vão querer festejar...
A Raposa mais que depressa foi saindo:
- Olha, é melhor que eu vá andando... Os cães podem não saber da novidade e me matar...
Moral da História: Contra esperteza, esperteza e meia.
Flighty Theme de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Origem: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1100421
Artista: http://incompetech.com/
Leitura da fábula Problema Educacional (Ou Sacrifícios de Mãe) de Millôr Fernandes.
Fábulas para Mães.
Indicação Livre.
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A pobre mãezinha levou o filhinho ao psicanalista porque ele era incapaz de comer qualquer coisa. Ou coisa alguma. Só gostava de comer o impossível . O médico examinou o crescimento mental do menino e recomendou à mãe (dele) que não forçasse o menino a comer o que ele não gostasse. Percebia-se nitidamente que era um jovenzinho de formação extravagante a quem se deveria oferecer apenas pratos ímpares. Assim foi que a mãezinha, muito da psicanalítica, chegou em casa e perguntou ao filhinho o que é que ele gostaria de comer. O menino nem titubeou. Disse logo: “Uma lagartixa ”. Com grande repugnância e não menor dificuldade, a (mãe)zinha conseguiu caçar uma lagartixa e deu-a ao menino. O menino olhou a lagartixa com igual ânsia, um olho pra cá, outro pra lá, os dois olhos parando lá em cima e exclamou: “Come vuoí, mamma, que io mangi questa porcheria cosí cruda senza ne meno il doppio burro ?” ou seja: “Como é que a senhora pretende que eu coma essa porcaria assim crua: não tem sequer manteiga dupla?” A mãe, sempre mãe, e mais porque psicanaliticamente orientada, pegou a lagartixa, pô-la na frigideira e fritou-a como e menino desejava.
— Está bem agora? – perguntou ao menino.
— Não – respondeu a peste - , parte ao meio.
A mãezinha tão kleiniana, coitada!, fez o que o menino mandava. O menino olhou a mãezinha, a mãezinha olhou o menino, o menino mexeu um olho, a mãe baixou a cabeça meio centímetro, o menino mexeu o outro olho, a mãe voltou com a cabeça à posição anterior e aí o menino impôs:
— Eu só como a lagartixa se a senhora comer metade.
— Então come que depois eu como – disse a mãe.
— Não, você tem que comer primeiro – disse o menino.
A mãezinha sentiu uma golfada de nojo, mas, que ia fazer?, mãe é mãe e, além do mais, ela tinha raízes iunguianas! Fechou os olhos e, para não sentir, com um gesto rápido, jogou metade da lagartixa dentro da goela, enguliu. O menino olhou-a firme, olhou a metade da lagartixa na frigideira e começou a chorar:
— “Ah, ah, ah!...” A senhora comeu exatamente a metade que eu gosto. Essa daí eu não como de jeito nenhum”.
MORAL: QUANDO VOCÊ TIVER DE ENGOLIR UM SAPO, NÃO HÁ O QUE ESCOLHER, MAS QUANDO TIVER QUE ENGOLIR METADE DO SAPO ESCOLHA SEMPRE A METADE QUE COAXA.
SUBMORAL: DIZEM ALGUNS HISTORIADORES QUE A MÃE PEGOU E DEU UMA BRUTA SURRA NO GAROTO. MAS OS HISTORIADORES QUE ABRAÇAM ESSA VERSAO NÃO SABEM OS TERRÍVEIS TRAUMAS AÍ, FRUEDIANOS QUE CAUSAM NA INFÂNCIA ESSES CHOQUES FÍSICOSMORAIS PROVOCADOS POR ESPANCAMENTOS. TODAS AS MÃES MODERNAS PREFEREM COMER LAGARTIXAS
(Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.)
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